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OCL tournament at LAN Centre
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O futebol brasileiro está invadindo o mundo dos games, principalmente com as duas maiores torcidas do país. Nos últimos anos, Flamengo e Corinthians começaram a investir no eSports e estão colhendo bons frutos. Além de conseguirem destaques em torneios populares, como de League of Legends e de Free Fire, os dois times estão fazendo com que muitos fãs de futebol se aproximem do universo geek. Algo que está impactando positivamente o mercado.

A equipe de eSports do Flamengo ganhou muito destaque em 2019, quando derrotou o INTZ, em plena Arena da Barra, e foi campeã do Campeonato Brasileiro de League of Legends (CBLoL). Um título importante e que premiou o alto investimento da equipe nos games, uma história que começou em 2017 e que continua dando certo. Neste ano, por exemplo, o Flamengo voltou a levantar uma taça no calendário nacional de League of Legends.

Enquanto isso, o Corinthians é uma referência no jogo Free Fire, e com um domínio até maior que do Flamengo. Isso pode ser comprovado com os resultados de 2019 também, quando a equipe paulista foi campeã mundial da categoria. Apesar de pouco tempo no universo do eSports, o clube conseguiu colecionar um resultado de grande porte e entrou para sempre na história das competições de Free Fire.

A presença de Flamengo e Corinthians nos games está gerando um efeito curioso. Nos últimos anos, os eSports conseguiram chamar mais atenção do que o futebol. Segundo levantamento feito pelo blog da Betway, cerca de 73% dos brasileiros se dedicam aos jogos eletrônicos. Isso significa que existem dois gamers para cada praticamente de futebol por aqui. Um número incrível mostrando alguns detalhes desse mercado bilionário.

Outras iniciativas vindas do futebol

Esses números foram o suficiente para chamar a atenção do mundo da bola, e não estamos falando apenas de Flamengo e Corinthians. Desde o ano passado, o lateral Daniel Alves, por exemplo, conta com uma organização própria de eSports. Ele realizou uma parceria com a empresa europeia S2V Esports, e criou a Good Crazy. O objetivo é marcar presença em vários games diferentes, e aproveitar a popularidade do setor.

O jogador sempre teve proximidade com os jogos eletrônicos, e finalmente conseguiu realizar o sonho de criar uma organização. Em entrevista para o portal de bets em eSports da Betway, o lateral do São Paulo afirmou que o mercado tem um grande potencial no Brasil e no mundo. Ele acredita ser um segmento para qualquer tipo de investidor ter em conta, pois o crescimento é alto, principalmente se olharmos para a audiência.

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Atrás apenas da China e dos Estados Unidos, o Brasil é uma referência no número de visualizações durante as competições. Ou seja, a situação aqui deve ficar ainda mais interessante nos próximos anos. Serão cada vez mais equipes brasileiras, sejam elas de futebol ou não, surgindo em todas as regiões.

Investimento de outros times

Alguns clubes estão buscando o mesmo caminho que tomaram Flamengo, Corinthians e Daniel Alves. O Cruzeiro, por exemplo, reativou a equipe de eSports que criou nos últimos anos. A equipe mineira foi uma das primeiras a apostar nos games, mas acabou desistindo no meio do caminho. Após alguns anos, eles voltaram novamente e querem ficar mais fortes. Outros clubes, como o Ceará, o Santos, o Sport e o Vasco, também poderiam ser citados. 

Todos estão buscando espaço para crescer, e mostrar que o futebol brasileiro tem tudo a ver com o eSports. Por enquanto, as equipes com as duas maiores torcidas do Brasil continuam sendo as principais referências, mas é algo que pode mudar. O mundo geek tem espaço para todos, principalmente se a iniciativa conseguir ainda mais audiência para os games.

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