A expansão chega como o encerramento definitivo de Asassin’s Creed Shadows (leia meu REVIEW AQUI). Para acessar As Garras de Awaji, é preciso ter completado toda a campanha principal — derrotar todos os membros da Shinbakufu, concluir as missões pessoais de Naoe e Yasuke e finalizar o epílogo da Liga, ufa. Quem comprou o jogo em pré-venda recebe a DLC gratuitamente.
A história acompanha Naoe até a ilha de Awaji em busca de sua mãe, Fujibayashi Tsuyu, após uma peça de teatro sugerir que ela estaria presa no local. A narrativa se desenvolve de forma satisfatória — os detalhes da lore valem ser descobertos sem spoilers.
O Bastão Bo transforma o combate de Naoe
A principal novidade de gameplay é o Bastão Bo. A arma conta com três posturas — alta, média e baixa — que permitem ataques variados, incluindo derrubar inimigos e interromper combos adversários. As animações de finalização e os assassinatos em cadeia ficaram mais dinâmicos. De todas as armas do jogo, foi a que eu mais me diverti.

A ilha de Awaji é linda
Acho AC Shadows um dos jogos mais lindos da nova geração e não diferente, o novo mapa impressiona pela atmosfera: névoas densas, ruínas antigas e pântanos criam um ambiente imersivo. Embora menor que as regiões do jogo base, a verticalidade do terreno torna a exploração mas interessante. Em estrutura, o conteúdo segue o padrão — pergaminhos, templos, torres de sincronismo, acampamentos e castelos para invadir.
Uma mecânica que se destaca é a sensação de ser caçado. Inimigos espalham armadilhas pelas estradas — fios de tropeço, veneno e explosivos — e civis aparentemente comuns podem ser espiões disfarçados. Isso achei bem inusitado e dá um upgrade do que já vimos no jogo base e em outros da franquia.
Pontos de criatividade
A luta contra a Shinobi Nowaki é o ponto alto da expansão. O combate exige o uso de audição e visão de águia para identificar o alvo real entre chamarizes, num ambiente repleto de armadilhas, me remetendo a momentos de Metal Gear Solid.
A DLC também se apresenta de forma inusitada: um teatro de fantoches 2D interativo funciona como tutorial e introdução narrativa, lembrando a série Chronicles da franquia. Precisamos de mais coisas assim!
O que funciona menos
Yasuke fica em segundo plano quase o tempo todo. Ele não recebe armas novas — apenas habilidades — e a história é centrada quase exclusivamente no arco de Naoe. O conteúdo secundário repete o que já existe no jogo base, o que pode gerar fadiga em quem passou dezenas de horas no original. Alguns chefes também pecam por barras de vida excessivas, tornando os confrontos cansativos.

O que saber antes de jogar
O nível de dificuldade é consideravelmente maior que no jogo base. O teto de nível sobe para 100, e os novos inimigos são mais rápidos e agressivos. O uso de batedores para revelar o mapa agora tem consequências: espiões inimigos podem detectar suas buscas e reforçar a presença de guardas na área. O esconderijo ganhou atualizações que permitem forjar equipamentos acima do nível lendário. Os vendedores não trazem conjuntos inéditos — apenas variantes do que já existe.
Vale a pena?
Para quem recebeu a DLC pelo pré-venda, é um desfecho consistente para AC Shadows. Para quem pretende comprar avulso, o ideal é aguardar uma promoção e jogar a campanha base somada à expansão — a experiência completa justifica melhor o investimento.
A dica é focar nas missões principais primeiro e só então explorar o mapa em busca de desafios maiores. Esse ritmo é mais gratificante — assim como nos outros títulos de RPG da franquia.


