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“Razões e Emoções” | 2Z canta em português em cover de NX Zero

A banda sul-coreana 2Z, uma das mais populares do pop rock sul-coreano no Brasil, divulgou nesta sexta-feira (9) um cover da música “Razões e Emoções”, sucesso da banda NX Zero. A versão, divulgada em um videoclipe lançado no YouTube, foi gravada especialmente para a turnê que o 2Z fará no Brasil em março.

“Razões e Emoções” é um dos maiores sucessos da banda brasileira NX Zero. Lançada em 2007, foi uma das músicas mais tocadas no Brasil naquele ano. Cantando em português, o 2Z resgatou o clima nostálgico de um dos hinos do rock nacional dos anos 2000, com direito a um videoclipe inspirado na estética “emo”.

Em março, o 2Z fará shows em quatro cidades brasileiras: Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Donos de uma energia única no palco, o 2Z traz para o Brasil em março músicas de seus quatro anos de carreira e de seu trabalho mais recente, Do Not Disturb. Pela terceira vez no país, a banda é conhecida por sempre homenagear artistas da música brasileira em seus shows. Nos anos anteriores, a banda apresentou versões de músicas de Gloria Groove e Pitty, surpreendendo o público com uma pronúncia impressionante do português.

A primeira vez do 2Z no Brasil foi em 2022, quando se apresentaram em São Paulo e passaram pelo Rio de Janeiro, Recife e Fortaleza com eventos de interação com fãs. Em 2023, a banda foi uma das atrações do Asia Star Festival, festival inédito no Brasil que trouxe grandes nomes do rock e do pop da Ásia para o Espaço Unimed, em São Paulo.

A turnê do 2Z no Brasil acontece entre os dias 15 e 24 de março. A turnê inicia em Curitiba, no CWB Hall; segue para São Paulo, no VIP Station; passa pelo Rio de Janeiro, no Teatro Fashion Mall; e encerra em Belo Horizonte, no Mister Rock. Os ingressos custam a partir de R$150 e estão à venda pela internet na Bilheto.

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Slots online populares no Brasil

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Imagem Divulgação

No dinâmico mundo dos jogos de azar online, o Brasil se destaca por sua adesão entusiasmada aos jogos de cassino, com os caça-níqueis capturando uma parcela particularmente significativa do interesse dos jogadores brasileiros. A popularidade dos caça-níqueis no cenário brasileiro de cassinos on-line é um fenômeno impulsionado por uma combinação de afinidades culturais, avanços tecnológicos e a grande diversidade de jogos disponíveis. Esse foco nos caça-níqueis ilustra não apenas o apelo global desses jogos, mas também como eles foram personalizados e celebrados no cenário de jogos exclusivo do Brasil.

Além dos caça-níqueis, você também encontrará jogos de mesa populares, jogos de colisão e jogos com crupiê ao vivo nos cassinos on-line. As plataformas oferecem bônus generosos para jogar pôquer, blackjack, bônus roleta online

Nesta análise, vamos dar uma olhada nos caça-níqueis de cassino online mais populares do Brasil, destacando as preferências e tendências exclusivas que caracterizam o mercado brasileiro de jogos de azar online.

O fascínio dos caça-níqueis on-line no Brasil

Os caça-níqueis dominam as plataformas de cassino on-line no Brasil, refletindo uma tendência global em que os caça-níqueis são um dos pilares da indústria de cassinos. Seu apelo no Brasil pode ser atribuído a vários fatores:

✔️ Diversidade de temas: Os caça-níqueis online no Brasil geralmente apresentam temas que se relacionam profundamente com a cultura local. Desde as festividades vibrantes do Carnaval até os marcos icônicos e a vida selvagem do país, os desenvolvedores de caça-níqueis exploraram motivos locais que tornam esses jogos particularmente atraentes para os jogadores brasileiros. Essa personalização cultural aprimora a conexão entre os jogadores e os jogos, tornando a experiência dos caça-níqueis mais envolvente e relacionável.

✔️ Facilidade de jogo: A simplicidade dos caça-níqueis, com sua mecânica direta e a ausência de regras complexas, torna-os acessíveis a um público amplo. Os jogadores podem mergulhar na ação sem precisar aprender estratégias complexas, tornando os caça-níqueis os favoritos tanto dos jogadores casuais quanto dos experientes.

✔️ Potencial para grandes ganhos: O fascínio de pagamentos significativos a partir de apostas relativamente pequenas é um grande atrativo. Os caça-níqueis de jackpot progressivo, que reúnem prêmios em redes de jogos, podem oferecer somas que mudam vidas, acrescentando um elemento de emoção e aspiração que poucos outros jogos de cassino podem igualar.

✔️ Inovação tecnológica: A experiência dos caça-níqueis on-line é continuamente aprimorada pelos avanços tecnológicos. De gráficos e animações de alta qualidade a efeitos sonoros envolventes e rodadas de bônus interativas, os caça-níqueis oferecem uma experiência de entretenimento envolvente. A integração da tecnologia móvel também significa que os jogadores podem desfrutar de seus caça-níqueis favoritos a qualquer hora e em qualquer lugar, aumentando ainda mais sua popularidade.

Os slots mais populares nos cassinos online do Brasil

Aqui, exploramos alguns dos caça-níqueis mais populares dos cassinos on-line no Brasil, destacando os recursos que fazem com que esses jogos se destaquem.

Slots inspirados no Carnaval

Dada a importância do Carnaval na cultura brasileira, não é surpresa que os caça-níqueis inspirados nessa época festiva sejam incrivelmente populares. Esses jogos são caracterizados por gráficos vibrantes, trilhas sonoras enérgicas e símbolos que representam as fantasias coloridas, sambistas e desfiles de rua animados. Os recursos geralmente incluem rodadas grátis, multiplicadores e rodadas de bônus que emulam a emoção do próprio Carnaval. Títulos como “Samba Brazil” e “Carnaval Forever” capturam a essência desse festival icônico e são os favoritos entre os jogadores brasileiros.

Slots com tema de futebol

O futebol ocupa um lugar especial no coração dos brasileiros e os caça-níqueis com temas relacionados ao esporte favorito do país são muito jogados. Esses jogos apresentam símbolos como bolas de futebol, camisas, troféus e, às vezes, até incorporam jogadores e times famosos. Os recursos de bônus podem incluir rodadas de bônus de disputa de pênaltis, rodadas grátis com reviravoltas relacionadas ao futebol e jackpots progressivos. Jogos como o “Football: Champions Cup” e “Top Strike Championship” são particularmente populares, oferecendo aos fãs uma maneira de se envolverem com sua paixão pelo futebol enquanto desfrutam da emoção dos caça-níqueis.

Slots Aventura na Amazônia

A floresta amazônica, com sua vasta biodiversidade e fascínio místico, serve como outro tema popular para os jogos de caça-níqueis no Brasil. Esses caça-níqueis transportam os jogadores para o coração da selva, com rolos povoados por animais exóticos, tribos antigas e tesouros perdidos. Aprimorados com efeitos sonoros envolventes que imitam os sons da selva, esses jogos oferecem recursos como wilds em expansão, carretéis em cascata e jogos de bônus que prometem aventura e descoberta. Títulos como “Amazon Wild” e “Jungle Spirit: Call of the Wild” são bem recebidos por sua jogabilidade envolvente e visuais impressionantes.

Slots temáticos de mitologia e história

A rica história do Brasil e os diversos mitos de seus povos indígenas também servem de inspiração para os jogos de caça-níqueis. Esses caça-níqueis mergulham em histórias de deuses, heróis e civilizações antigas, oferecendo uma experiência narrativa mais profunda. Com arte detalhada e recursos de bônus temáticos, esses jogos atraem jogadores interessados na herança cultural e nas tradições de contar histórias do Brasil. Jogos como “Age of the Gods” (parte de uma série que, embora não seja exclusivamente brasileira no tema, incorpora um amplo espectro de histórias mitológicas) e “Mayan Gods” atraem os jogadores com seus temas intrigantes e potencial para grandes ganhos.

Máquinas de frutas clássicas e caça-níqueis de 3 cilindros

Apesar do fascínio dos caça-níqueis de vídeo temáticos, as máquinas de frutas clássicas e os caça-níqueis de 3 cilindros mantêm um público fiel no Brasil. Esses jogos remetem aos primeiros dias das máquinas caça-níqueis, oferecendo simplicidade e nostalgia com sua jogabilidade direta e símbolos tradicionais como frutas, barras e setes. Títulos como “Fruit Shop” e “Triple Diamond” são populares por sua mecânica fácil de entender e atraem os jogadores que buscam uma experiência clássica de cassino.

O papel dos bônus e das promoções

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Imagem Divulgação

Os cassinos on-line no Brasil aproveitam os bônus e as promoções para atrair e reter os jogadores de caça-níqueis. Rodadas grátis, bônus de boas-vindas e recompensas de fidelidade são normalmente oferecidos, proporcionando aos jogadores mais oportunidades de jogar e ganhar. Esses incentivos não apenas aumentam a atratividade dos caça-níqueis, mas também estimulam a exploração de novos jogos, mantendo a experiência de jogo atualizada e empolgante.

Regulamentação e acessibilidade

O ambiente regulatório para jogos de azar on-line no Brasil é complexo, com debates contínuos sobre legalização e regulamentação. No entanto, a acessibilidade dos cassinos on-line internacionais tornou os caça-níqueis amplamente disponíveis para os jogadores brasileiros, que podem escolher entre uma vasta gama de plataformas. Esses sites internacionais oferecem uma ampla variedade de caça-níqueis, desde os clássicos jogos de três cilindros até os avançados caça-níqueis de vídeo com várias linhas de pagamento e temas complexos.

Conclusão

A popularidade dos caça-níqueis nos cassinos on-line do Brasil é uma prova de seu apelo universal, aprimorado por sabores locais e inovações tecnológicas. À medida que o mercado brasileiro continua a evoluir, espera-se que o segmento de caça-níqueis cresça, impulsionado por uma combinação de demanda dos jogadores, desenvolvimentos regulatórios e a inovação contínua dos desenvolvedores de jogos. Os caça-níqueis não apenas representam uma parcela significativa da atividade de jogos de azar on-line no Brasil, mas também refletem a natureza vibrante e diversificada da cultura de jogos do país.

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Todo jogador comete esse­s erros: Dicas de espe­cialistas da Pin-Up

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Os jogos de azar pode­m ser divertidos quando você ente­nde as regras e as e­stratégias de vitória. Infelizmente­, muitos jogadores cometem e­rros típicos ao tentar ganhar, desde não conhe­cer as estatísticas até a irresponsabilidade­. A equipe do Pin-Up Casino preparou dicas e­ estratégias para evitar erros comuns. 

Você também comete esses 7 erros: Verifique você mesmo 

Sem dúvida, a prime­ira coisa que todos lembram é o jogo responsáve­l. Mas é provável que você mesmo saiba disso: gaste­ apenas o que está disposto a pe­rder, estabele­ça limites e este­ja ciente de suas açõe­s. No entanto, o Pin-Up Casino disse algumas coisas com mais nuance­s. Veja você mesmo.

Não pesquisar sobre o cassino

Os cassinos não licenciados pode­m essencialmente­ fazer o que quisere­m – alterar o RTP do jogo, criar regras injustas ou até mesmo se­ envolver em lavage­m de dinheiro. Sempre­ verifique a documentação do cassino e­ dê prioridade a licenças confiáveis, como as se­guintes:

  • Licença de jogos de Curaçao 
  • Autoridade de jogos de Malta
  • Curaçao eGaming (que­ foi criada especificamente­ para regulamentar as atividades de­ jogos e apostas on-line utilizadas pelo Pin-Up Casino)
  • Comissão de jogos de azar do Reino Unido
  • Autoridade Reguladora de Gibraltar

Essas licenças pe­rmitem que os cassinos opere­m em todo o mundo, não apenas no território de­ um determinado país. Além disso, ele­s aderem a regras justas comuns, incluindo transaçõe­s seguras, regras de jogo e­quitativas e políticas transparentes. Os jogadore­s geralmente se­ concentram nos jogos sem analisar o cassino. Entretanto, a plataforma de­termina em grande parte­ os regulamentos.

Ignorando as limitações locais

Os jogadores ge­ralmente escolhe­m os cassinos com base no número de bônus, na se­leção de jogos e e­m outros fatores. Certamente­, o foco nesses ele­mentos é razoável, mas você também deve­ considerar as plataformas que são legais e­m seu país. Embora o acesso a cassinos estrange­iros por meio de uma VPN e o re­gistro sejam simples, podem surgir proble­mas ao solicitar saques. Os métodos de pagamento e­xibidos no site do cassino podem ser limitados para a sua re­gião, e os cartões podem bloque­ar os depósitos. Portanto, é fundamental verificar a lice­nça do cassino e as jurisdições permitidas ante­s de inserir qualquer informação pe­ssoal ou financeira.

Não verificar o RTP

O retorno ao jogador ou RTP é a quantidade­ de dinheiro que você pode­ esperar rece­ber a longo prazo. Por exemplo, um RTP de­ 90% significa que você recebe­rá de volta 90% das suas apostas em um cassino. É claro que isso não le­va em conta os jackpots, quando você ganha muito mais dinheiro. O RTP funciona como uma medida de­ segurança que indica o nível de­ risco do jogo. Um RTP mais alto significa que, em média, você recupe­rará uma parte maior de seus fundos, me­smo sem ganhar o jackpot. Os jogos com RTPs mais baixos apresentam riscos ine­rentes mais altos, pois o cassino retém uma parce­la maior de todas as apostas.

Portanto, ao selecionar um jogo, visite o site oficial do fornecedor do software e verifique o RTP do jogo. Além disso, há uma taxa de retorno comum para cada gênero de jogo: 

  • Caça-níqueis on-line – 93-99%
  • Roleta europeia – 97%
  • Roleta americana – 94%
  • Pôquer – até 100%, dependendo de sua habilidade
  • Blackjack – 99% 
  • Bacará – 98%

Como você pode obse­rvar, é por isso que muitos apostadores optam pelas máquinas caça-níque­is on-line para jogar – elas são fáceis e­ vantajosas ao mesmo tempo.

Ignorando o RTP flexível

Outro aspecto do RTP é que alguns cassinos têm o direito de alterar o RTP. Isso significa que, mesmo que o fornecedor do software tenha criado um jogo vantajoso com um retorno de 99%, o cassino pode alterar a mecânica interna para diminuir o resultado possível. Como evitar essas coisas?

  • É melhor escolher cassinos oficiais. Em ge­ral, as plataformas licenciadas, como a Pin-Up, não alteram
  • É importante re­visar cuidadosamente os Termos e­ Condições para verificar se houve­ alguma alteração. As políticas do cassino devem indicar se­ a porcentagem de re­torno ao jogador foi ajustada.

Por fim, é importante analisar cuidadosame­nte todas as informações disponíveis ante­s de se envolve­r com determinados jogos. Você mere­ce ter transparência em re­lação aos retornos reais e às chance­s de ganhar. Pode valer a pe­na explorar opções alternativas para e­ncontrar atividades que sejam mais dire­tas.

Não usar bônus

Um erro comum, e­mbora ainda compreensível, é ne­gligenciar os bônus. Isso é razoável – a maioria dos jogadores pre­fere começar a jogar ime­diatamente e não de­seja perder te­mpo lendo os termos e ativando os bônus. No e­ntanto, esses bene­fícios foram desenvolvidos para ajudá-lo e aume­ntar suas chances de ganhar. Embora o dese­jo de começar a jogar imediatame­nte seja instintivo, rese­rvar alguns momentos para explorar as oportunidades de­ bônus pode ser vantajoso a longo prazo.

Se o requisito de aposta custar caro?

Pin-Up
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Além disso, considere que cada bônus e depósito tem seu próprio requisito de aposta. Essa é a quantia de dinheiro com a qual você deve fazer apostas para retirar os ganhos. Por exemplo, se você recebeu um bônus de boas-vindas de R$ 100 no Pin-Up Casino e ganhou, você deve ganhar pelo menos R$ 100×50 para retirar os ganhos. 

Verificação aleatória dos jogos

Ao entrar no cassino, é hora de­ selecionar o jogo certo, e­ os jogadores frequente­mente comete­m erros nesse mome­nto. A equipe do Pin-Up Casino dese­nvolveu várias recomendaçõe­s para a seleção de um jogo:

  1. Considere­ explorar as seções “Popular” e­ “Tendências”. Se você prefe­rir não perder tempo se­lecionando jogos manualmente, ve­ja quais títulos outros jogadores tendem a gostar com mais fre­quência.
  2. Ao sele­cionar os jogos, opte por aqueles incluídos nas promoçõe­s do cassino. Os Termos e Condições se­mpre descreve­m a lista de jogos que não se qualificam para bônus e­ programas de cashback.
  3. Considere­ cuidadosamente os jogos que corre­spondem ao seu nível de­ habilidade. O pôquer e o blackjack ge­ralmente atraem os novatos – e­les são notáveis, prestigiosos e­ genuínos.

Além disso, concentre­-se em jogos que forne­çam estatísticas de partidas anteriore­s, como o Spribe’s Aviator. Dessa forma, você pode ve­r os resultados de jogos anteriore­s e, assim, prever parcialme­nte os próximos.

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Claudine | Vintage et Underrated

Claudine

Bem-vindos ao Vintage et Underrated, a coluna que une o antigo que não sai de moda e o underground que todo mundo adora, ou deveria. Essa semana vamos dar seguimento a sessão choro porque eu não gosto de Carnaval, então vou fazer um mês inteiro de reviews da Riyoko Ikeda só pra arrancar lágrimas de todo mundo, porque eu não tenho coração. Foi substituído por naftalina.

Sobre Claudine

Mais um trabalho pra fazer a gente ficar naquela bad vibe maravilhosa que dona Ikeda (Rosa de Versalhes, Orpheus no Mado) sabe deixar a gente. Assim, Claudine se trata de uma obra mais underground da autora, mas que tem um peso emocional até maior que suas obras mais famosas.

A história tem apenas dois capítulos e foi lançada primeiro em revista semanal (aquelas maravilhosas que traziam histórias como Bride of Deimos e Marmalade Boy). Mais tarde ganhou um volume único com edição de luxo que ganhou tradução para o inglês.

Infeliz ou felizmente, Claudine não tem versão animada, apesar de ser uma obra importante, já que é um dos primeiros mangás com uma protagonista transgênero, recebendo inclusive inúmeras críticas muito positivas quando chegou ao ocidente. Afinal, é uma das pouquíssimas obras que trata do assunto de forma tão dedicada e principalmente sem relegar ao personagem, uma escrita ambígua ou uma ideia abstrata que fica só na mente do leitor.

Claude é apresentado como um personagem transexual ao longo de toda a história e ao final dela, sem rodeios e sem meias palavras.

Enredo e primeiras impressões

ALERTA DE GATILHO – Se você é pessoa trans e tem gatilhos graves com disforia, LEIA COM CUIDADO E DE PREFERÊNCIA QUANDO VOCÊ ESTIVER BEM

Essa não é uma história muito fácil de digerir, essa é a verdade. A começar, o enredo tem um certo distanciamento que emula super bem como psiquiatras e psicólogos da época lidavam com as questões de gênero. A novidade nesse caso é a aceitação da maior parte da família em relação à transição de Claude.

Infelizmente nem tudo são rosas, a história toda faz questão de ser bem cruel, principalmente quando você percebe o somatório da questão de discriminação e as desventuras amorosas do protagonista o levam a sua trágica e cruel conclusão em relação a si mesmo.

Claude vive três paixões, duas delas arruinadas por homens de sua própria família, o que torna a trama ainda mais pesada, principalmente após o embróglio com o próprio pai e um amante (homem mesmo, esse mangá é salada de bafão familiar).

Com um estilo artístico já típico da autora, o mangá mantém a linha de belos e finos traços. Por um lado, direito da artista de manter o mangá do jeito que ela quer, por outro, é um pouco complicado pois acentua as características mais delicadas do personagem, o que dá uma carga ainda mais triste pro problema de autoimagem todo o tempo.

Enfim, se você quer se emocionar, chorar e ver barraco, Claudine é para você.

Pontos positivos

  • Personagens lindíssimos;
  • Enredo envolvente;
  • Barraco, bafão e tragédia.

Pontos negativos

  • Cheio de gatilho para pessoas trans;
  • Algumas vezes as descrições podem incomodar, apesar de fazerem parte da história.

Claudine

Sinopse: Um médico narra a história de vida e os amores de um de seus pacientes da aristocracia, Claude, que foi designado como mulher no nascimento, mas sempre se identificou como homem.

CONHEÇA O MANGÁ

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A Lenda de Musashi | Review

A Lenda de Musashi Pipoca e Nanquim
A Lenda de Musashi | Pipoca & Nanquim | Suco de Mangá

Dificilmente alguém que gosta de cultura japonesa nunca ouviu o nome desse bushi. Uma lenda que existiu e fez história na arte da espada no Japão. É dele o mangá que vamos ver hoje, A Lenda de Musashi, mais uma publicação inigualável da Pipoca & Nanquim.

Quem escreveu o texto da obra foi o roteirista Mamoru Sasaki e o desenho é de Goseki Kojima. Sim, o mesmo desenhista que fez Lobo Solitário e Kogarashi Monjirou, outra publicação maravilhosa da P&N.

Inclusive, dá pra reconhecer de longe o traço característico de Goseki, abusando dos rabiscos e apostando em feições severas.

Contracapa do mangá | Pipoca & Nanquim | Suco de Mangá

De qualquer forma, a história desse mangá tem uma proposta um pouco diferente. Afinal, são inúmeros mangás, livros, filmes, novelas e peças que contam a juventude de Musashi até seu glorioso auge. Porém, como foi a sua vida após chegar “no topo”?

É a partir desse ponto que Mamoru começa a escrever sobre o bushi, até chegar em seus últimos momentos de vida.

Além disso, o mangá foi uma celebração dos 50 anos do romance épico Musashi, de Eiji Yoshikawa, em 1985. Então, considerando o peso da sua história e a qualidade dos dois artistas que o fizeram, ele chega no Brasil no padrão luxuoso do selo Drago da Pipoca & Nanquim.

Com sobrecapa com verniz localizado, marcador de página e cards colecionáveis, essa publicação é uma peça de ouro da editora.

Cards colecionáveis, dois de Kogarashi Monjirou | Pipoca & Nanquim | Suco de Mangá

Enredo

Como dito anteriormente, a história de A Lenda de Musashi realmente começa no ponto alto da vida do bushi (só pra lembrar, bushi é como chamamos os japoneses que dominam as artes marciais, em especial a espada). A fatídica batalha com o clã Yoshioka, quando Musashi derrotou um clã inteiro sozinho. 

Assim, vemos a chama, a fúria e a selvageria no olhar do bushi. É um olhar quase insano, determinado a fazer a vontade de sua espada se sobrepor a outras.

Porém, ainda com o coração inquieto, Musashi busca entender melhor o espírito da sua arma e seu estilo de luta. Afinal, ele é o primeiro bushi a usar duas espadas para lutar, criando um estilo só seu.

Além disso, junto da busca por si mesmo ele anseia mostrar ao mundo que sua espada é a melhor que existe.

Caminhada até si mesmo

Então, seguimos as andanças de Musashi pelo Japão. Vemos ele desafiar e ser desafiado pelos melhores samurais que existem. Por um momento, até conseguimos ver o bushi amolecer seu coração por uma mulher, que infelizmente não conseguiu manter ao seu lado.

Cruzando com pessoas históricas e outras comuns, Musashi melhora sua técnica e afia seu espírito. Sempre cheio de sabedoria, orgulho e honra, ele segue evoluindo.

À medida que os anos passam, aquele olhar incendiado vai se amornando, dando lugar pra olhos duros e determinados. Musashi passa a compreender o melhor caminho para sua vida, refletindo se a alcunha de ter a melhor espada do mundo realmente só o traria benefícios.

Musashi nos anos mais avançados de vida | Pipoca & Nanquim | Suco de Mangá

Assim, entre convites para ser instrutor oficial de espada, duelos e conversas, ele aprende um pouco com cada um que cruza seu caminho. Em estradas solitárias e algumas cheias de sangue, Musashi segue em frente até se encontrar.

Então, na reta final de sua vida, ele sabe que precisa compartilhar sua sabedoria para além do riscar das lâminas. Assim, deixa em escrito o seu legado.

Uma história envolvente

Não sei se é a forma com que foi contada ou se é a história em si, mas eu me envolvi com esse mangá até ver a última página dele.

É instigante ver a caminhada de Musashi após seu auge, procurando encontrar a honra, o reconhecimento, paz ou autoconhecimento que vem após o topo. O que mais me impressiona é que essa figura extraordinária realmente existiu.

Inclusive, muitos personagens são pessoas que realmente fizeram parte da história do Japão — mais um agradecimento à Pipoca & Nanquim, que nos dá uma aula de história com as notas explicativas. Esse aspecto dá um peso inigualável à obra.

Outro ponto, um detalhe, que eu achei muito significativo foi a arte do sumário. O primeiro capítulo começa em chamas, incandecente, até chegar no último, o resquício da fumaça desse incêndio.

A Lenda de Musashi Pipoca e Nanquim
Sumário da publicação, com a chama suavemente se apagando | Pipoca & Nanquim | Suco de Mangá

Não há forma melhor de ilustrar a tragetória de Musashi. Ele foi um fenômeno, foi o fogo (ou o tigre) selvagem e solto no campo. Porém, com o passar dos anos se tornou a brasa da fogueira, a base que dará lugar a uma nova chama do futuro.

Gorin no Sho – O Livro dos Cinco Elementos

Agora, o que tornou A Lenda de Musashi ainda mais rica e completa são os trechos do livro escrito pelo próprio bushi.

Como mostra na história, Musashi decidiu escrever um livro para perpetuar seu conhecimento e filosofias tanto sobre a arte da espada, estratégias de batalha, quanto sobre a vida.

Neste mangá, em determinados momentos aparecerem trechos desse livro, chamado de Gorin no Sho – O Livro dos Cinco Elementos. Então, por exemplo, em uma cena de luta, quando Musashi usa determinada estratégia, lemos o trecho do livro que fala sobre ela.

A Lenda de Musashi Pipoca e Nanquim
No último quadrinho, um trecho do livro escrito pelo próprio Musashi | Pipoca & Nanquim | Suco de Mangá

Acredito que isso deu uma carga história e até mesmo uma proximidade com Musashi que não poderia ser de outra forma.

Conclusão

Finalmente, se já não ficou claro até aqui eu deixarei explícito: que mangá maravilhoso.

Particularmente já me interessava pela vida de Musashi, mas ler uma história que mostra o depois do seu maior feito superou as expectativas. No final, eu realmente me arrepiei e fiquei com um aperto no coração por ter terminado. Fiquei com aquele sentimento de “quero ler tudo de novo, não pode acabar”.

De qualquer forma, algo que me incomoda um pouco no estilo de Goseki é que tem algumas cenas que eu apenas não entendo o que aconteceu. Normalmente nos duelos sinto que o traço dele não deixa os movimentos tão claros, então eu apenas deduzo vendo quem ficou vivo e quem ficou morto.

Além disso, uma crítica que se entende ao Goseki para outros desenhistas, é que eles sempre tem uma diversidade de personagens masculinos, mas as femininas parecem clones umas das outras. 

Enfim, são pontos da minha percepção que eu não gosto, mas talvez isso nem faça diferença na sua leitura.

Por fim, digo que esse é um mangá incrível pra otakus e até mesmo não-otakus. Afinal, é uma obra histórica, que traz anos da vida dessa figura lendária que é Musashi. Também, é rica em conteúdo da história do Japão e de nomes importantes da arte da espada.

Portanto, conheça mais sobre uma das pessoas mais famosas do Japão, veja a história inédita d’A Lenda de Musashi.

A Lenda de Musashi Pipoca e Nanquim

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Spotify comemora uma década trazendo K-Pop para o mundo

Spotify Singles k-pop on
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O Spotify anunciou hoje as comemorações do aniversário de K-Pop ON! (온). Essa é sua principal playlist global de K-Pop dedicada a oferecer aos ouvintes uma plataforma para descobrir e sintonizar o melhor do gênero.

Então, para comemorar este marco, o Spotify lança uma série especial de Spotify Singles. Os artistas que encabeçam essa série são ENHYPEN, SHOWNU X HYUNGWON (MONSTA X) e STAYC para fãs de todo o mundo. Inclusive, esses nomes foram responsáveis por um crescimento de streams 326% no gênero no Brasil desde 2018.

Uma homenagem à paixão compartilhada pelo K-Pop e aos artistas que deram início a tudo

Com foco no tema My First K-Pop Crush, os Spotify Singles K-Pop ON! () apresentam covers de músicas dos sunbaes (artistas seniores) que primeiro alimentaram seu amor pelo K-Pop.

Ou seja, não é apenas um aceno à jornada de cada fã no gênero, que começou com o primeiro artista de K-Pop que fez seus corações palpitarem com sua arte e talento. Na verdade, é também um chamado aos fãs de K-Pop ao redor do mundo para se juntarem à celebração de uma paixão compartilhada pelo gênero e pelos artistas que deram início a tudo.

A série de Spotify Singles para K-Pop ON! (온) será lançada exclusivamente no Spotify a cada duas semanas. Primeiro, será o lançamento de ENHYPEN em 16 de fevereiro.

O Spotify Single K-Pop ON de SHOWNU X HYUNGWON! (온) chega em 29 de fevereiro e em seguida vem o lançamento de STAYC em 15 de março.

Muito conteúdo

Spotify Singles K-pop on
Imagem Divulgação

Então, a cada lançamento os ouvintes também podem esperar uma série de conteúdos bônus exclusivos no Podcast com vídeo e no YouTube de K-Pop ON! (온).

De vídeos de performance a conteúdo de bastidores e muito mais, o Spotify deixará os fãs entrarem enquanto desvendamos as histórias dos artistas das primeiras K-Pop Crushes, o significado por trás de sua seleção de músicas e como os artistas inspiraram sua jornada no K-Pop.

Jungjoo Park, Head de música no Spotify na Coreia, comenta:

Além da celebração do nosso compromisso em ajudar o K-Pop a viajar pelo mundo e conectar artistas coreanos com fãs e novos públicos, a campanha K-Pop ON! (온) First Crush do Spotify também é uma expressão poderosa de como o K-Pop toca vidas, espalha positividade e une os ouvintes, independentemente de onde eles são ou do idioma que falam. Não poderíamos estar mais entusiasmados em trabalhar com ENHYPEN, SHOWNU X HYUNGWON e STAYC para trazer o primeiro Spotify Singles K-Pop ON! (온) para o mundo e dar início ao movimento de celebração do amor compartilhado pelo gênero.

Comemorando uma década trazendo o K-Pop para o mundo

Como parte de seus esforços para impulsionar a descoberta e levar o K-Pop ao seu público global, o Spotify lançou sua playlist principal para o gênero em 2014.

Desde então, K-Pop ON! (온) foi “salva” por mais de 5,3 milhões de usuários do Spotify em todo o mundo e acumulou bilhões de streams para artistas coreanos – ampliando o gênero além das fronteiras regionais, idiomas e culturas.

Na verdade, desde 2015, o número de streams anuais da playlist teve um aumento de 5.647%. Seus principais mercados são um reflexo da demanda global pelo gênero com os Estados Unidos, Indonésia, Filipinas, Brasil, México, Índia, Malásia, Tailândia, Japão e Alemanha na lista dos 10 primeiros.

Além disso, se estabelece como um destino chave para os fãs se unirem em torno de uma paixão compartilhada pelo gênero, K-Pop ON! (온). Porém, também se tornou um dos centros mais importantes para os artistas descobrirem sua música e alcançarem ouvintes em todo o mundo.

Então, em 2023, o Spotify expandiu a franquia K-Pop ON! (온) com o lançamento de seu K-Pop ON! (온) Video Podcast e canal no YouTube.

Assim, de conteúdo de game show a entrevistas, filmagens exclusivas de bastidores e muito mais, o canal aproxima os fãs de seus ídolos favoritos enquanto oferece novidades sobre as músicas mais recentes do K-Pop.

Por fim, o poder da plataforma Spotify, juntamente com a sua mentalidade intencional de impulsionar a descoberta de música, alimentou a aceleração massiva dos streams de K-Pop.

Desde 2018, os streams de K-Pop no Spotify aumentaram 182% nos Estados Unidos, 423% no Sudeste Asiático e 362% globalmente.

Antes um gênero apreciado principalmente regionalmente, os principais mercados de exportação de K-Pop no Spotify agora incluem Estados Unidos, Indonésia, Filipinas, Japão, México, Tailândia, Índia, Brasil, Malásia e Canadá. Saiba mais no For The Record.

Acesse o blog For the Record

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Agora é a vez do Shadow! Sega anuncia Sonic x Shadow Generations

Sonic X Shadow Generation
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A Sega anunciou durante a State of Play um novo jogo para a franquia do Sonic. Conheça Sonic x Shadow Generations, título que traz uma nova campanha e uma história inédica de Shadow, com novos poderes e habilidades!

Além de conter um remaster do clássico Sonic Generations para os consoles atuais, Sonic x Shadow Generations possui uma campanha do antigo inimigo do ouriço azul: Shadow. Então, Black Doom retorna e ameaça o mundo mais uma vez, mas agora Shadow será a estrela, destruindo inimigos e salvando o mundo. E claro, provando que ele é a “Ultima Forma de Vida”.

Para quem não está acostumado, Sonic Generations trouxe o passado e o moderno em um mundo onde Sonic e seus amigos lutam contra o caos de tempo e dimensões. Essa aventura receberá novos desafios e novidades!

Então, fique atento às novidades de Sonic x Shadow Generations aqui no Suco porque quanto menos você esperar…. CHAOS CONTROL!!!!

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Prince of Persia: The Lost Crown | Review

Prince of Persia The Lost Crown ubisoft
Imagem Divulgação

Algumas séries de jogos de plataforma são amadas pela criançada de todas as idades. Tenho certeza que os leitores da minha faixa etária mencionariam Super Mario World, Sonic the Hedgehog 2 ou Donkey Kong Country como jogos que marcaram sua infância — e não é pra menos. Todos estes são grandes clássicos dos videogames. Porém, há uma série que marcou particularmente a minha infância e desta não ouço falar com tanta frequência. Como bom jogador de PC que sempre fui, num dos CDs de revista que minha mãe comprava, vieram dois joguinhos muito legais. Foi aí que conheci Prince of Persia 1 e 2, para o longínquo MS-DOS.

Começo de Prince of Persia

Um único par de mãos criou o jogo e ele pertencia ao programador e animador Jordan Mechner. Assim, Prince of Persia era um jogo de plataforma que fugia um pouco dos padrões comuns, pois as animações do personagem principal eram criadas com rotoscopia. Isso dava ao titular Príncipe da Pérsia uma fluidez de movimento incomparável com outros jogos de plataforma em 1989.

Desta forma, era um pouco mais complicado de controlar, mas seu estilo de jogabilidade foi uma enorme inspiração para muitos outros jogos. Inclusive, uns de uma certa arqueóloga aventureira chamada Lara Croft.

Também, era um joguinho muito simples. Você controlava um reles plebeu, por quem a princesa da Pérsia se apaixona e tem um caso. Aproveitando-se da ausência do sultão, o grão-vizir Jafar aprisiona o seu personagem e dá à princesa uma hora para decidir-se: case-se com ele ou morra.

Infelizmente, o senso de autopreservação da princesa é menos agudo do que sua paixão, e você tem uma hora para libertar-se do calabouço e resgatar a princesa. Inclusive, digo uma hora no sentido real da palavra: você tem uma hora em tempo real para completar os doze níveis do labirinto.

O segundo jogo, uma gema perdida na história dos games, é um pouco mais elaborado, mas segue a mesma premissa do limite de tempo.

Uma breve decaída

Então, após uma tentativa frustrada de transferir Prince of Persia para o reino 3D que resultou num clone de Tomb Raider, ironicamente, a Ubisoft comprou a franquia. Foi assim que a consistência dos títulos sofreu um pouco.

Com Jordan Mechner ainda escrevendo a história, o primeiro esforço do estúdio, Prince of Persia: The Sands of Time, ainda figura para mim como um de meus jogos favoritos. Ele tem uma atmosfera inigualável, uma história com personagens muito bem escritos e uma movimentação extremamente fluida e crível.

No entanto, as suas sequências acabaram com o encanto do jogo. Deixaram tudo escuro, botando Godsmack na trilha sonora e fazendo as mulheres andarem sem roupa.

Outro reboot aconteceu em 2008, este um pouco mal recebido por ser visto como fácil demais. Afinal, era impossível morrer no jogo, você sempre era salvo de seus erros pela companheira Elika.

Desde 2010, com o tie-in The Forgotten Sands chegando em conjunto com o filme (sim, aquele do Jake Gyllenhaal, o príncipe da Pérsia mais branco do mundo), a série ficou num limbo em favor da série Assassin’s Creed, que começou desenvolvimento como um Prince of Persia.

Novos tempos

Prince of Persia The Lost Crown ubisoft
Imagem Divulgação

Sendo assim, foi uma surpresa ver o anúncio da Ubisoft de que teríamos mais um Prince of Persia. Desta vez, quem desenvolveu foi a Ubisoft Montpellier, estúdio responsável pelos queridinhos Rayman Origins e Rayman Legends, fazendo parte do time de médio orçamento da empresa.

Então, como o histórico da série é acertar mais nos reboots, fiquei bem animado com o novo jogo. Inclusive, cheguei a dar uma olhadinha nele lá na BGS enquanto o Suco de Mangá estava por lá. Você pode conferir as minhas primeiras impressões clicando abaixo.

Fico feliz em reportar que, com o jogo completo em mãos, este novo reboot é um início bem bacana para que haja mais jogos da série.

Porém, não sem nenhuma ressalva. É preciso apertar o “New Game” sabendo que The Lost Crown é um jogo radicalmente diferente do que conhecíamos sobre a série Prince of Persia. Primeiro, pela sua nova premissa.

Enredo

O personagem principal é Sargon, um dos sete guerreiros imortais da Pérsia, e começamos defendendo nosso território de um ataque de tribos vizinhas.

No entanto, durante as celebrações de vitória, uma das imortais, a mentora de Ghassan, o príncipe da Pérsia, o sequestra e o leva até o Monte Qaf. Esta montanha sagrada é onde vive o grande pássaro Simurgh e lá o tempo não se move de maneira linear.

Assim, iniciamos uma aventura de exploração através do tempo para resgatar o príncipe Ghassan, num mapa absolutamente gigantesco, porém explorado no plano 2D, no clássico estilo Metroidvania.

Metroidvania

Esse gênero é um dos muito queridos por mim. Alguns dos meus jogos favoritos possuem essa mesma dinâmica de exploração, que leva a uma nova habilidade que abre mais partes do mapa levando a novas habilidades.

Além disso, essa estrutura significa que o jogo tem um ritmo excelente, começando de maneira lenta e com bastante diálogo explorando os personagens e o cenário e terminando com sequências de plataforma dignas de Celeste, cheias de armadilhas, espinhos em todas as paredes e com muita movimentação frenética utilizando dashes, pulos duplos e até mesmo viagem no espaço-tempo.

A exploração minuciosa do mapa, claro, leva a recompensas na forma de amuletos que dão variadas habilidades a Sargon. Por exemplo, aumentar levemente sua vida, dar a ele mais dano ou maior resistência a dano, até aumentar seus combos e suas sequências de ataque ou adicionar novos ataques a seu repertório.

Lutas

Prince of Persia The Lost Crown Ubisoft
Imagem Divulgação

O combate de The Lost Crown também é impecável. Afinal, Sargon possui múltiplos combos de espadadas, dashes que atravessam o oponente, ataques direcionais que lançam os oponentes pro ar e levam a combos maiores e também a maior necessidade num mundo pós-Dark Souls, o parry.

Este parry, inclusive, é crucial para as lutas mais legais do jogo, contra os chefões. Você pode usar ele para gerar mais Athra, a sua barra de especial, e soltar variados poderes dignos de anime, como dar parry em específicos ataques que brilham em amarelo. Isso leva Sargon a uma sequência animada de contra-ataque que causa muito dano.

No entanto, o jogador precisa se manter atento, pois se o ataque brilhar em vermelho, o parry não funciona nele e você ainda perderá Athra junto com sua vida se lhe atingirem. É um sistema simples, porém, bem dinâmico para um Metroidvania, levando a lutas de chefe bem divertidas.

Pontos fracos

Acredito que o jogo peca um pouco em ser, digamos, um pouco genérico quando levamos em consideração especialmente o legado da série Prince of Persia: The Sands of Time. Afinal, é um jogo muito único, que claramente foi feito e escrito com carinho por seus criadores, além de ser belíssimo considerando a época de lançamento, com uma movimentação e utilização de poderes temporais que até hoje me maravilham.

Por outro lado, The Lost Crown é um jogo muito competente no que faz, mas sinto como se perdesse alguma coisa da atmosfera da série ao aventurar-se no meio dos Metroidvanias.

Jogando The Lost Crown, você vai sentir uma pitada de Hollow Knight, de Ori and the Blind Forest, de Axiom Verge, de Bloodstained: Ritual of the Night, ou até mesmo de Metroid Dread. Porém, não vai sentir muito aquele tempero clássico de Prince of Persia.

Bugs

Também não posso deixar de mencionar que na versão de PC, qual joguei até o fim, tive experiência com múltiplos bugs. Em particular, um que não entendo e me deixou boquiaberto com tamanha bizarrice.

Ao atingir mais ou menos uns 40% do jogo, você enfrenta um chefe chamado Jailer, que deixa cair uma chave que abre as portas especiais dos Arquivos Sagrados. No entanto, ao pegar esta chave meu jogo, que até então rodava a lisos 120+ frames por segundo, de repente viu sua performance despencar para 30 frames.

Procurando por soluções na internet, encontrei uma: abrir todas as portas que aquela chave abria no mapa fazia os frames voltarem, de 15 em 15, até voltar ao normal ao terminar de abrir todas as portas do mapa. Eu nunca antes vi um bug de performance associado a possuir um item no inventário deste jeito.

Em outra situação, aceitar uma quest fazia com que meu jogo travasse e eu perdesse completamente o controle de Sargon. Só melhorava dando alt-tab, forçando o fechamento do aplicativo da Ubisoft Connect e aceitando que o jogo rodasse no modo offline.

Prince of Persia: The Lost Crown Veredito

Esses pequenos bugs devem ser corrigidos em breve e não acho que as ressalvas que fiz devem impedir uma olhada em Prince of Persia: The Lost Crown. Afinal, claramente é um Metroidvania feito com muita destreza pela Ubisoft Montpellier, e eu espero que o estúdio continue responsável pela franquia. Vale muito a pena!

Prince of Persia: The Lost Crown
Imagem Divulgação

COMECE A JOGAR AGORA

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