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Wasuta – Anime Friends 2024 | Suco Entrevista

wasuta anime friends 2024
Foto: @sucodm / @erickrekishi

Wasuta é um grupo idol e uma abreviação de “The World Standard”, formado por Miri, Ruka, Nanase e Ririka. Na intenção ousada, com esse nome insunuando um padrão mundial de idol e de moe, sua presença no Anime Friends marcou a estreia do evento com uma apresentação de idols, extremamente emocionante e cativante!

Confira agora a entrevista com a coletiva de imprensa, onde pudemos falar sobre suas experiências mundiais, seu contato com os fãs e o significado de ser uma idol kawaii!

A maioria dos idols costumam ficar mais pela Ásia ao invés de tentar uma carreira internacional, o que não é o caso do WasuTa, que tem uma carreira global desde seu começo. Por que vocês optaram por esse caminho?

Essa escolha já vem do nome do grupo, “The World Standard”, que tem a intenção de levar a cultura japonesa para todo o mundo.

Vocês têm interesse em gravar uma trilha pra algum dorama?

Já conseguimos gravar uma música para anime antes, então com certeza temos sim essa esperança!

A ênfase que o WasuTa dá na aproximação com o público, tirando fotos e vídeos dos shows, parece suprir uma ausência no meio idol. Havia já algo de diferente que vocês queriam fazer como idols?

É claro que no Japão a gente já espera que os fãs ouçam nossas músicas, assistam nossos clipes e torçam por nós, mas a gente também quer muito que os fãs interajam conosco pelas redes sociais, tanto o pessoal do Japão como do Brasil, é esse tipo de comunicação que a gente deseja.

Já que vocês fizeram composições para os três encerramentos de Kiratto Pri☆chan, que fala sobre idols e é voltada para as crianças, como foi trabalhar com a série Pretty Rhythm, tão famosa no Japão?

Foi um motivo de orgulho. Nós fizemos vários shows pelo exterior com o desejo de poder levar o kawaii japonês para o mundo e poder se engajar num anime de sentimentos preciosos e admiráveis foi uma felicidade imensa.

Qual o sentimento de vocês em saber que seu trabalho atravessou o mundo e tem tantos fãs brasileiros esperando para ver vocês hoje?

Ficamos bastante animadas, porque logo assim que foi anunciada nossa participação no evento, nós recebemos várias mensagens de apoio de fãs brasileiros e todo esse tempo desde a nossa confirmação no Anime Friends até agora tem sido muito empolgante!

Vocês já acompanharam algum tokusatsu ou tem interesse de gravar uma trilha para séries como Kamen Rider ou Super Sentai?

Miri: Eu mesma ficava brincando com meu irmão mais velho, fazendo pose de “Henshin!”, então sim, gostaria bastante! E seria bom trabalhar com efeitos especiais* durante os shows, como voar no palco e coisas assim!

(nota: além de um gênero, tokusatsu significa “efeitos especiais” em geral)

Vocês gravaram um CD conceitual com tema de RPG, e a turnê desse CD, o Kawaii Quest, tinha uma dinâmica bem diferente onde os fãs decidiam com vocês pra onde a história ia, então cada show podia ter um final diferente. Isso fez com que os shows fossem muito diferentes uns dos outros? Como foi essa dinâmica? 

Foram shows onde o conceito era os fãs decidirem o rumo do show e na primeira vez foi algo bem curioso. Nós ficávamos nos perguntando coisas como: “Qual música vamos tocar agora?”, “Como essa história vai se desenvolver?”, foi uma experiência bastante única e bastante empolgante, uma experiência que com certeza eu gostaria de experimentar de novo.

Vocês podem comentar um pouco sobre seu mais novo lançamento, o “Natsu Koi Dilemma”?

Sim, Natsu Koi Dilemma foi nosso último single e pra essa música nós tivemos em mente o verão, uma estação bastante emocionante, que faz o coração da gente disparar de sentimentos e enfim, as memórias de verão conseguem expressar muito bem essas sensações. E foi nessa ideia que pensamos na música, nas letras, pra tentar tirar esse tipo de reação.

Essa é uma pergunta que gosto muito de fazer pra quem é idol, ou quem tem interesse e eu gostaria que cada uma respondesse, se possível, o que é kawaii pra você e em que momento isso virou algo tão importante na sua vida?

Ririka: É bem difícil responder porque existem tantas coisas fofas pelo mundo inteiro, mas se eu tivesse que responder com uma palavra, seria com animais. Eu tenho um cachorrinho, o Maron, e pra mim os animais são o kawaii. E o Maron entrou na minha vida junto com o WasuTa, com quem venho construindo tantas memórias e acho que foi nesse momento onde isso virou algo tão importante e que me traz tanta felicidade.

Nanase: Pra mim a existência das idols é uma das coisas mais fofas que tem. Mesmo sendo uma idol hoje em dia, elas ainda me arrancam fortes emoções com seu canto e sua dança, então o kawaii é o tipo de coisa que mudou minha vida. É algo muito forte pra mim, que começou a me chamar a atenção lá pelo ensino fundamental, assistindo o AK48.

Ruka: Eu sempre amei as meninas 2D, como nos animes ou nas vtubers, tipo a Sakura Miko do Hololive! Não teve um momento assim em específico pra mim, pois essas coisas kawaii passavam por mim e isso foi me motivando até chegar ao ponto de virar uma idol.

Miri: Desde pequenininha, eu sempre fui uma menininha da mamãe, por assim dizer. As primeiras coisas que tenho lembrança é da minha mãe falando “Miri-chan você é tão fofa, mas tão fofa!” então o kawaii já é algo na minha vida desde o berço *risos*. Então enquanto fui crescendo, essas coisas mais comuns do kawaii como lacinhos, corações e coisas brilhantes fizeram parte dos meus gostos e fui amando tudo o que era fofo desde aí!

Desse tempo que vocês chegaram no Brasil, o que daqui pareceu mais diferente do que vocês imaginavam?

A roda gigante! Era uma vista muito bonita, algo emocionante. E o rodízio de churrasco foi bem doido, porque as carnes eram enormes e a comida vinha muito rápido! Os garçons daqui são tão rápidos assim mesmo? No Japão eles não correm pra e pra lá desse jeito. *risos*

E qual sua expectativa para o show de hoje?

Temos uma hora de show e esperamos poder cantar muitas das nossas músicas para vocês. A roupa que estamos usando é de quatro anos atrás e tem uma vibe bastante japonesa, inspirada em kimono, com detalhes de gato e com várias palavras de afeto em japonês, como “arigatou” (obrigado), maidoari” (obrigado e volte sempre!), “omotenashi” (hospitalidade), para transmitir o kawaii que é a cara do nosso país. Ah, e vamos poder fazer um cover de uma anisong, de um certo rapaz do chapéu de palha!

wasuta anime friends 2024
Foto: @sucodm / @erickrekishi

O Suco deseja todo o sucesso do mundo para as meninas do Wasuta e que voltem sempre!

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EPICA revela videoclipe para seu novo single ‘The Ghost In Me (Danse Macabre)’ em colaboração com De Efteling

epica danse macabre
Imagem Divulgação

Atrevam-se a dançar com os mortos! Os titãs neerlandeses do Metal Sinfônico, EPICA, acabam de lançar sua mais recente criação; o assustador vídeo para ‘The Ghost in Me (Danse Macabre)’, uma faixa cativante que leva os ouvintes a um mundo onde as sombras dançam e a vida futura suspira ao redor. Esta música é uma colaboração única entre a banda e o segundo parque temático mais visitado da Europa, De Efteling, e sua nova atração, Danse Macabre.

Repleto de imagens fantasmagóricas, o vídeo reflete a emoção da nova montanha-russa de De Efteling, que abrirá suas portas no dia 31 de outubro, bem a tempo para esta temporada de Halloween. Desde a infância, cada membro do EPICA amou este parque temático que recebe mais de cinco milhões de visitantes por ano. Claro, esta colaboração tinha que acontecer aqui, ou no outro mundo.

Mergulhem agora neste videoclipe que foi filmado dentro e em frente à nova atração, e se isso já não fosse emocionante o suficiente, a banda recebeu sua própria “lápide”, que vocês podem ver, se prestarem atenção nos detalhes do vídeo:

O tecladista da banda, Coen Janssen, comenta:
“Cada criança nos Países Baixos sabe o quão mágico é ‘De Efteling’, e trabalhar assim com o parque temático mais bonito do mundo é um sonho realizado! Quando eu era pequeno, fui imediatamente cativado por ‘Danse Macabre’ de Saint-Saëns, que era a trilha sonora de sua casa assombrada, ‘Spookslot’. Então, quando De Efteling anunciou que tinha planos para sua próxima atração, ‘Danse Macabre’, todas as peças do quebra-cabeça se encaixaram. Por que não combinar nosso lado sinfônico com o lado ‘assustador’ do Metal e fazer nossa versão desta épica peça clássica? Estamos muito felizes que De Efteling confiou em nossa visão e nos apoiou, dando-nos toda a história desta nova montanha-russa para podermos escrever letras que se encaixassem na narrativa fantástica e adicionando um novo capítulo!”

‘The Ghost in Me (Danse Macabre)’ leva os fãs a uma dança encantadora e sombria com os mortos neste vídeo. A música chegará muito em breve a todas as plataformas de streaming… quando os detalhes do novo capítulo do EPICA forem revelados.

A música já fez sua estreia ao vivo nos shows ‘Symphonic Synergy’ da banda em Amsterdã no mês de setembro, e os fãs da América Latina terão a chance de serem os próximos a ouvi-la ao vivo nos dois shows que EPICA fará com um coro e orquestra completa no México.

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Cobra Kai | Confira trailer da parte 2 da 6ª temporada da série

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Imagem Divulgação

Cobra Kai, a série que deu continuidade à icônica franquia Karatê Kid, se prepara para a conclusão épica de sua 6ª e última temporada na Netflix. A primeira parte da temporada final já está disponível na plataforma, e agora os fãs podem se preparar para novos episódios.

A Netflix anunciou que a Parte 2 estreia em 15 de novembro de 2024. Além disso, os episódios finais, que prometem encerrar a jornada de Daniel LaRusso, Johnny Lawrence e seus alunos, estão programados para 2025.

No trailer recém-divulgado, vemos o Miyagi-Do enfrentando novos desafios e inimigos familiares. A equipe precisa se unir mais do que nunca para conquistar o título de campeões mundiais, mas velhas rivalidades ameaçam desestabilizar o grupo. Será que eles conseguirão superar suas diferenças e alcançar a glória?

A série chega ao seu desfecho com altas expectativas dos fãs, prometendo entregar momentos emocionantes e combates icônicos até o último golpe.

ASSISTA COBRA KAI NA NETFLIX

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Marian e Yagyu Ranzo são anunciados em Double Dragon Revive

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Imagem divulgação.

A Arc System Works America revelou a chegada de dois novos personagens para Double Dragon Revive: Marian e Yagyu Ranzo. O novo jogo da série chega para PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox One, Xbox Series X|S e Steam em 2025.

Ambos os personagens trazem estilos únicos e movimentos especiais para os jogadores experimentarem. A sagaz Marian apresenta seu papel de heroína para causar comoção no campo de batalha ao lado dos irmãos Lee com suas técnicas Sosetsuken e ataques implacáveis. Ela também mora nas favelas com os irmãos Lee, operando um bar adjacente ao dojo que seu pai abandonou.

Além disso, o misterioso ninja Yagyu Ranzo se junta para enfrentar a gangue Shadow Warriors e suas ambições malignas. Como oponente dos Irmãos Lee, o estoico Yagyu Ranzo descende da família Yagyu, protetores da Dragon Vein, dominou a arte do ninjutsu em seu treinamento.

Quer saber mais sobre Double Dragon Revive visite o site oficial e prepare para a luta!

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Edens Zero é anunciado pela Konami

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A Konami Digital Entertainment anunciou que a obra do mestre Hiro Mashima, de Fairy Tail e Rave Master. Edens Zero chegará como um RPG de ação em 2025. O jogo repleto de ação traz Shiki, Rebecca, Weisz, Homura e outros personagens populares.

Edens Zero chega para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC, acesse o poder inato de um personagem e utilize-o através do Ether Gear, enquanto revive momentos-chave da história original e cria sua própria jornada! Edens Zero já está disponível para lista de desejos em plataformas digitais.

Não conhece Edens Zero? Shiki está vivendo no reino dos sonhos de Granbell, cercado por máquinas, quando conhece os primeiros visitantes do planeta em 100 anos, a streamer Rebecca e seu gato azul, Happy.

Esse novo grupo de amigos agora parte em uma aventura para encontrar a “Mãe”, um planeta de tamanho colossal. A aventura deles envolverá enfrentar inimigos poderosos, fazer novos amigos e explorar o universo na espaçonave Edens Zero, deixada para trás pela máquina Ziggy, que atuou como seu pai e também era conhecido como “Rei Demônio”.

E aí? Curtiu a novidade? Diga aí o que você espera nessa nova aventura!

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Rocky se apresenta com Show Único no Carioca Club em São Paulo

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Imagem Divulgação

Os fãs de k-pop e da carreira solo de Rocky, preparem-se! O artista sul-coreano estará em terras brasileiras para uma apresentação inesquecível. O show único acontecerá no dia 3 de novembro, no Carioca Club, em São Paulo. Este é um evento imperdível para os HAMOs que aguardavam ansiosamente por essa chance de ver Rocky ao vivo.

Rocky: Carreira Solo em Ascensão

Rocky, que começou sua carreira em 2016 como membro do popular boy group ASTRO, tomou novos rumos em 2023, quando deixou o grupo e fundou sua própria empresa, a ONE FINE DAY Entertainment. Desde então, Rocky tem se destacado como um artista solo, com uma proposta única e inovadora.

Seu último trabalho, o mini-álbum “Blank”, lançado em junho de 2024, conquistou os fãs com a faixa-título “Jealousy”, mostrando toda a versatilidade e evolução do cantor. Agora, o Brasil terá a oportunidade de presenciar de perto toda a sua energia e carisma.

Detalhes do Show

O show acontecerá no Carioca Club, um dos espaços mais icônicos para shows em São Paulo, e promete ser uma noite cheia de surpresas. Rocky está se preparando para entregar uma performance marcante, incluindo seus sucessos solo, como “Lucky Rocky” e “Chamaleon”, que já conquistaram fãs ao redor do mundo.

Data: 3 de novembro de 2024, às 18h
Local: Carioca Club – Rua Cardeal Arcoverde, 2899, São Paulo (próximo ao Metrô Faria Lima)
Classificação: 16 anos

INGRESSOS

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Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii tem data de lançamento revelada

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Imagem divulgação.

A SEGA e a Ryu Ga Gotoku apresentaram um novo trailer do jogo Like A Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii durante a Xbox Partner Preview Showcase.

Goro Majima e sua aventura receberá um novo estilo de batalha e também uma data para mergulhar as âncoras. Disponível no PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox Series X|S, Xbox One e PC.

Use os dons de navegação para vencer oponentes em alto mar, e após acertar os adversários embarque na proa deles e termine o serviço na pancadaria! Então não perca tempo e anote aí na agenda que o navio de Goro, o Goromaru, atraca no dia 21 de fevereiro de 2025.

Confira a mensagem do diretor-executivo da Ryu Ga Studio sobre Pirate Yakuza in Hawaii:

Está pronto para esse capítulo de Like a Dragon com um dos personagens mais icônicos da série? O que as ilhas do Hawaii aguardam para o cachorro louco Goro Majima?

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Maníaco do Parque | Review

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Imagem Divulgação

Maníaco do Parque, longa que retrata (ou pelo menos tenta) um dos casos criminais mais chocantes da história do Brasil, estreou na plataforma de streaming Prime Video na última sexta-feira (18), mas antes disso, foi exibido em uma sessão especial com presença do elenco e realizadores no Festival do Rio. A direção é por conta de Mauricio Eça, que também dirigiu a trilogia A Menina que Matou os Pais, sobre a assassina Suzane von Richthofen, e a diretora e roteirista Thaís Nunes.

Desta vez, Eça e Nunes optam por dar outro enfoque à história do crime, e contá-lo, aparentemente, pelo ponto de vista das vítimas, que são 23 mulheres que foram atacadas e violentadas pelo serial killer Francisco de Assis Pereira no Parque do Estado, em São Paulo, no ano de 1998, onde 11 delas vieram brutalmente a óbito. Mas, praticamente não vemos essas vítimas nem sabemos suas histórias. Em vez disso, para representá-las, foi criada uma protagonista fictícia, a jornalista Elena (Giovanna Grigio), que trabalha na redação extremamente machista do jornal paulista Notícias Populares (que existiu, de fato), onde tem seu trabalho frequentemente descredibilizado e descartado, mas que será responsável por investigar e encontrar a identidade do verdadeiro Maníaco do Parque, apelido esse que ela mesma inventou para Francisco.

Mesmo com a narrativa estabelecida, o filme tem dificuldade de firmar uma identidade, isso porque horas quer ser fiel à realidade, horas quer ser revolucionário, mas é, acima de tudo, muito receoso. O medo de se aprofundar em temas polêmicos para os dias atuais impede que a trama consiga transpassar a densidade que o acontecido teve. Assumir fazer uma obra sobre um assassino é entender que haverá sim o interesse pela história dele por parte de quem consome esse tipo de conteúdo. A trama nos apresenta o seu modus operandi, o fato dele guardava os pertences das mulheres após matá-las, onde ele trabalhava, mas não nos diz suas motivações. Já há tanta informação sobre ele com fácil acesso na internet, que não adianta muito esse extremo cuidado para não influenciar quem assiste. O pensamento crítico do público não pode ser subestimado ao realizar um projeto deste.

A partir daí, também podemos notar algumas contradições. É curioso querer proteger as vítimas, mas colocar em uma das cenas de abertura um efeito grotesco de sangue saindo dos patins de Francisco conforme ele descia a rua após cometer um assassinato, com um rock tocando de trilha sonora. Totalmente insensível. Ou pouco tempo depois ter uma cena de assassinato bem forte e um tanto explícita, mesmo que seja a única no filme inteiro. É possível sim contar uma história brutal com sensibilidade e respeito às vítimas e seus familiares, sem precisar esconder do público o que realmente aconteceu.

PERSONAGENS E INTERPRETAÇÕES

A escolha de inserir Elena na trama me soou bem intencionada, mas um tanto equivocada. Por mais que seja legal dar ao caso uma visão pelo viés feminino, a forma com que ela foi construída soa falsa. É difícil de acreditar que a moça existiria nos anos 90 e que permaneceria no ambiente machista que ocupa agindo da forma que age, muito menos que falaria algumas frases e tomaria certas atitudes sendo uma pessoa fruto de seu tempo. Muitas dessas frases e olhares parecem ter saído de 2024. É algo que comemoramos poder notar, pois nos mostra que hoje já temos essa percepção, mas que claramente não cabe a alguém que vivia naquele ano, por mais progressista que fosse. Um bom exemplo disso é quando vemos, em uma das cenas de programa de TV que representam o sensacionalismo da época, uma apresentadora usando as palavras “imagina: você está em casa e pede uma pizza, aí chega o entregador e é o Maníaco do Parque, e créu!”, e em seguida, caindo na gargalhada.

Nada disso teria problema se não estivéssemos falando de uma obra baseada em fatos reais. Já que escolheram utilizar a liberdade poética para recontar essa história, poderiam fazer um melhor uso dela retratando como seria se o caso acontecesse nos dias atuais, porque insistir no tom realista com a ambientação em 1998 fica tudo, menos real, tirando o sentido da proposta de ser um “true crime” brasileiro. Entendemos o ponto de fazer uma crítica à forma nojenta e desumana como tudo foi abordado no passado, mas há outras maneiras de fazer isso sem parecer forçado. Elena aparenta a todo instante já saber como se portar e o que falar. Seria mais interessante ver a jovem sentindo incômodos mais ingênuos, dada a gravidade da situação com suas semelhantes e o medo de ser uma próxima vítima. Medo esse que se instaurou nas meninas naquele ano. O ideal seria mostrar as reações que ela de fato teria, que com certeza também seriam de total repúdio, e que também seriam silenciadas. Ou melhor, dar esse protagonismo para os relatos das reais vítimas sobreviventes, que com certeza sabem descrever o que viveram e sentiram na pele.

Outra personagem que, sem receio nenhum posso afirmar que é péssima, é a da Mel Lisboa. Ela interpreta Martha, irmã de Elena, que, por coincidência, é psicóloga e sabe tudo sobre psicopatas. A mulher só aparece duas ou três vezes por menos de 5 minutos, em momentos oportunos, só para falar frases feitas que parecem ter sido tiradas do Wikipédia, para ajudar o andamento da investigação como num passe de magica. Nada natural.

Bruno Garcia e Marco Pigossi fazem dois jornalistas machistas também, com frases prontas, que vão infernizar a vida profissional de Elena. Estão bem, mas esses papéis, qualquer um poderia fazer. Xamã, que interpreta o patão de Francisco enquanto ele trabalhava como entregador, está ótimo e mostrando que está evoluindo como ator. Mas outro bom destaque é Talita Younan, que interpreta uma parente de uma das vítimas, transparecendo bem as emoções da moça diante do ocorrido.

Já Silvero Pereira faz aqui um papel excelente, pena que mal aproveitado. Se o filme focasse mais no seu protagonista, teríamos um show de interpretação, embora vezes caricata, claramente por conta da direção. Nas poucas cenas em que ele aparece agindo no modus operandi que o maníaco usava para abordar as vítimas, ficamos querendo ver mais. Mas, com isso, pudemos ver Giovanna Grigio brilhar no que considero o melhor trabalho de atuação da sua carreira, até agora.

ESTÉTICA

É perceptível que esse trabalho foi inspirado por obras de True Crime americanas que fizeram sucesso nos últimos anos, como a escolha do filtro azul para representar a forma como a cidade ficou fria e sem vida nesse período de terror, que me remeteu ao filtro amarelo usado na série Dahmer: Um Canibal Americano, que lá dava a sensação de claustrofobia, já que os crimes aconteciam dentro do apartamento velho do criminoso; ou o uso de trilhas sonoras agitadas em cenas de fuga ou adrenalina, que ajudam a moldar a personalidade da figura, como também foi feito no filme Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal.

O apartamento da jornalista tem uma enorme parede branca estratégia para que ela monte seu mural com fotos da investigação, formando uma teia, exatamente igual vemos nos filmes policiais americanos.

No mais, a ambientação da cidade no ano de 1998 está bem feita. Os figurinos também, afinal, quem já era nascido na época com certeza já viu o pai ou algum familiar usando uma camisa com a estampas das que Silvero usava.

CONCLUSÃO

Maníaco do Parque é ambicioso, mas sem alma. É bom de assistir apenas como um thriller, por quem não tiver nenhum envolvimento emocional com o crime, afinal, é normal terminar de assistir assistir um filme sobre uma história real e ir no Google pesquisar mais a respeito dela para saber mais detalhes, mas é decepcionante PRECISAR fazer essa pesquisa, já que o que foi posto em tela foi, na maior parte, ficcional, a ponto de mudá-la.

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