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Death Parade | Review

death parade
Imagem Divulgação

Desde o fim do ano, a galera falando que Death Parade seria o destaque da Temporada de Inverno de 2015.

Confira também: Death Billiards | Review

Não era por menos, já que tinha Madhouse e que seria uma extensão do especial e um dos vencedores do Anime Mirai de 2013, Death Billiards.

Os mortos se divertem?

Então já estou deixando claro que Death Parade FOI o destaque da Temporada de Inverno de 2015, sem nenhuma dúvida.

Até aí ok, mas posso te garantir de que a primeira impressão nos 10 minutos iniciais do episódio debut foi um tanto quanto estranha. E você pode somar a estranheza com a música também!

Fiquei pensando: Uai, como um anime que retrata sobre a morte, a psiquê humana – na maioria das vezes o lado mais podre da pessoa – tem aquele “feeling jackson five na brilhantina”?

O Limiar da Vida e da Morte

Podemos dividir a animação em duas partes, meio a meio: A primeira sem background, com foco nas personagens em julgamento e a segunda com o background, onde os protagonistas são explorados.

O plot da história pode parecer simples no início, algo como: “Duas pessoas serão julgadas a partir de um jogo. O destino de cada uma delas pode ser o Céu (Reencarnação) ou Inferno (Vazio).”

No universo do anime, quando certas pessoas morrem, tais almas são levadas a um local similar ao que seria um purgatório, mas falo SIMILAR mesmo.

Ao contrário do cristão onde as almas são julgadas individualmente e não vão para o inferno, pois passam apenas por uma purificação, no universo do anime a coisa é bem mais arbitrária, onde são sempre duas pessoas, cada uma podendo influenciar na decisão do juiz e cada uma podendo tomar um rumo igual ou diferente da outra.

Essa questão de rumos é uma das formas de se divertir enquanto assiste a animação, pois podemos julgar e tentar adivinhar o destino de X e Y.

Um Drink no Inferno

Apesar de muitos considerarem o QueenDecim uma tortura, o bar todo “irlandês” é bem aconchegante. Tem uma área de aquários, pista de dança, o balcão de bebidas, espaço para jogos e um praticável onde se encontra o piano.

É nele que trabalham o árbitro e barman Decim, de personalidade severa, austero e com um chamativo cabelo estiloso branco e a que considero a personagem mais “forte” do anime, Chiyuki, apresentada como “garota dos cabelos negros” nos primeiros episódios.

O que acontece no bar é que, quando as duas almas chegam pelo elevador, nada da vida passada elas se lembram (apesar de que, caso a pessoa tenha um trabalho espiritual mais elevado, ela pode até se lembrar de ter passado no bar numa outra vez) e muito menos da cena em como morreram.

Conforme a interação com diálogos e jogos vai acontecendo, as lembranças vão florescendo e a personalidade de cada um é exposta.

Para dar um dinamismo para a série, o diretor e roteirista Yuzuru Tachikawa, resolve muitas vezes expor o lado podre da pessoa.

Muitas vezes temos aquela surpresa em que “nossa, ela fez isso? Ela deve ir pro Vazio”, para cinco minutos depois “nossa, a outra pessoa deve ir pro Vazio!”.

Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças

Tem-se algumas questões quanto a memórias e lembranças que podemos falar. A primeira delas é quanto ao choque do Morrer. O quão pode ser pavoroso para a pessoa isso? E mais, imagina só que inusitado seria você morrer, estar em um elevador e se deparar que está num bar.

Que loucura não é? Sabe-se lá quem cuida da lembrança das almas, mas já sabe que manter todas as lembranças da pessoa, não é uma boa.

Outra questão interessante é a “transferência” de memória. Sabemos que os juízes, assim como Decim, recebem as memórias de cada uma das almas que chegam. Será que outra pessoa sentiria as mesmas sensações que você? A construção do Ego se dá apenas pela vivência e lembranças? Seria mesmo capaz, mesmo com nossas lembranças, outra pessoa ser capaz de julgar nossos atos? E mais, Se você tem as mesmas experiências e tais lembranças, como você (se)julgaria em tal ato?

Viva o Agora, pois você irá Morrer!

Um ponto alto para a criação de Yuzuru é a joelhada no queixo que temos com cada um dos episódios. Se você para bem para pensar e refletir, pode extrair diversos elementos que vão lhe fazer refletir sobre sua própria vida.

Um destes elementos é do Memento Mori, que traduzindo de forma bem banal do latim, temos algo como “Lembre-se que você irá morrer”. Esta é uma forma de “alertar” ou incentivar uma pessoa a viver o momento, viver como se você fosse morrer amanhã, dando até pra unir com a célebre frase de Horácio, o Carpe Diem, que popularmente virou Colha o Dia.

Até o momento em que estas expressões são trabalhadas, na última metade de episódios, você – o telespectador – já vai estar mais habituado com as ferramentas que lhe foram apresentadas e a contextualização e entendimento de todo aquele pano de fundo ainda não explorado, começa a fazer mais sentido e algumas peças começam a se encaixar de forma orgânica. Isso é ótimo pra quem não gosta de “tudo mastigadinho” ou “vomitando o ponto de vista do criador”.

Talvez até o fim da animação, suas conclusões, julgamentos e explicações do universo de Death Parade, poderão ser bem diferentes da do seu vizinho ou amigo que assistiu com você. Isso bem interessante, já que, se ao assistir a animação lhe dá a oportunidade de refletir, nada mais natural de também ter a possibilidade de trocar uma ideia com seu parceiro.

A Técnica

O #BELLAN falou, falou e falou…mas e aí?
Death Parade é uma extensão de seu irmão menor Death Billiards e já nasceu com juras de amor por uma penca de fãs. Yuzuru Tachikawa não tem seu espaço como diretor ou roteirista bem definido, e vamos torcer para que o cara continue nesse ótimo trampo junto a Madhouse.

Os 12 episódios fluem de forma “episódica e linear” na primeira metade e difere para algo “episódico e complementar”. Como já dito, depois de ter as ferramentas, os jogos que as almas jogam, ou mesmo explicações e introduções que teríamos com todas as visitas, são colocadas em segundo plano.

Este ritmo flui até que bem, com uma leve caída lá nos episódios 6 ou 7, dando uma revitalizada no altura dos episódios 9 e 10, fechando brilhantemente nos dois últimos episódios.

Se você pensa em acompanhar a série e quer assistir tudo de uma vez, talvez não seja a melhor recomendação. É interessante digerir e refletir sobre cada tema explorado ou cada caso mostrado. Uma dica é assistir de dois em dois ^^

Facilidade e Segurança em Transações

Assim como a atenção aos detalhes em Death Billiards, quando se trata de diversão online, a segurança e a praticidade são indispensáveis. Para quem busca um método confiável de pagamento, os cassinos PayPal não AAMS oferecem conveniência e proteção em cada transação. Confira todas as vantagens no https://ilcasinoitaliano.it/casino-paypal-non-aams/.

O Julgamento Final

Gostaria de falar sobre cada uma das personagens, cada um dos casos mostrados, mas essa análise ficaria gigantesca. Tentei focar em alguns pontos gerais que a série traz; Eu #BELLAN não gosta de categorizar obras com o gênero “Psicológico“, pois acho que TUDO pode se encaixar aí. Porém, se há uma série que evidencia isso, é Death Parade, e das poucas.

Ainda teremos mais conteúdo para vocês e enquanto isso, se não assistiu, fica aqui nossa recomendação!

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Nova forma de Goku Super Saiyajin Deus em ‘Dragon Ball Z: A Ressurreição de Freeza’!


Ae galera, a semanal da Shounen Jump acaba de revelar informações spoilers bem bacanudas sobre o novo filme Dragon Ball Z: A Ressurreição de Freeza. A nova forma deus de Goku!

A diferença que temos do filme Batalha dos Deuses é a cor do cabelo, antes vermelha e agora Azul. Será que Goku terá todas as cores de cabelos possíveis? :3

Imagem Divulgação
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Outra informação interessante é que já se tem notícia que teríamos 2 níveis desta nova forma no filme, algo tipo SSJ1 e SSJ2, todas com a coloração e aura azulada em nosso guerreiro lendário Z. E já que logo temos um game novo, a nova forma também estará presente no ‘Dragon Ball Z: Extreme Butouden’ para 3DS.

Imagem Divulgação
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O filme estreia dia 18 de abril no Japão em 2D, 3D, Imax e no Brasil 18 de Junho, com 120 minutos de duração.

Só sei que atiçou ainda mais para assistir heim?

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O Segredo de Tinker Bell pela Editora Abril

Para os fãs da Sininho e Disney, mais uma novidade da Abril pra gente!

Depois de relançar ‘O Roubo da Coroa das Fadas’, a editora trará pra gente ‘O Segredo de Tinker Bell‘, com ilustração da mesma mangaká Haruhi Kato. A obra estará presente no dia 24 de Abril em todas as bancas do Sul e Sudeste e até o meio do ano em todo o Brasil, por R$ 13,00 e volume único.

O Segredo de Tinker Bell, capa Abril (Imagem Divulgação)
O Segredo de Tinker Bell, capa Abril (Imagem Divulgação)

Sinopse: Tudo indica que Tinker Bell, a mais brilhante de todas as fadas, perdeu seu talento mágico de artesã. Ela não consegue mais cumprir sua principal tarefa, que é consertar coisas quebradas. Mas o que estaria acontecendo de verdade com ela? A resposta está envolta em um segredo que remonta ao primeiro contato de Tinker Bell com o mais famoso habitante da Terra do Nunca… Peter Pan! Para os fãs da animação de Walt Disney lançada em 1953, este mangá inédito traz à tona um eventohistórico conhecido por poucos: o dia em que “o menino que não queria crescer” encontrou sua melhor amiga. Aqui estão as raízes da sincera amizade de Peter Pan e Tinker Bell – amizade que acabou comprometida pelo incontido ciúme que a fadinha tinha da menina Wendy.

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Editora JBC lança ‘Zero Eterno’

Um novo título da JBC estará presente nas livrarias e lojas especializadas este mês: Eien no Zero ou Zero Eterno!

A obra é baseada no romance de Naoki Hyakuta e conta com 5 volumes de 200 páginas cada. Para quem quiser saber ainda mais sobre o enredo e curte 2ª Guerra Mundial, tem o filme também, que por sinal sucesso de crítica e bilheteria.

Zero Eterno, capa JBC (Imagem Divulgação)
Zero Eterno, capa JBC (Imagem Divulgação)

Sinopse: Kentaro Saeki, um jovem de 26 anos, sente que sua vida está estagnada: há alguns anos reprovando no Exame Nacional de Advocacia, o rapaz sente falta de algo que o faça ter motivação e fazer o “motor” da sua vida funcionar. Até que, um dia, sua irmã o contrata para uma importante pesquisa: descobrir quem foi Kyuzo Miyabe, seu verdadeiro avô, homem que batalhou nos céus da Guerra do Pacífico de 60 anos atrás, pilotando um caça Mitsubishi A6M Zero, e morreu em missão pelo Tokkotai, a esquadra de pilotos suicidas muito atuante durante a Segunda Guerra Mundial. A partir disso, Kentaro vê sua vida finalmente tomar um rumo ao descobrir mais sobre os valores e o modo de pensar de quem sobreviveu a esse passado não tão distante e confrontá-los com o presente que não parece entendê-los.

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Death Billiards | Review

death billiards
Imagem Divulgação

Como seria sua reação em jogar um bilharzinho logo após de morrer? Creio que não é nenhum spoiler já falar que Death Billiards é um anime onde o julgamento da alma acontece em um um bar, mais especificamente no Queen Decim.

Confira também: Death Parade | Review

Na verdade, diferente do que acontece em Death Parade, Billiards é simples e direto no que se propõe: Duas pessoas disputarão suas vidas numa partida de bilhar.

Bem Vindo ao Queen Decim

Se você acompanhou os 12 episódios da animação e pretende ver este aqui, bacana! Algumas localidades do andar do bar são mostradas e algumas tomadas em locais revelam mais detalhes.

Se você ainda não acompanhou a série, e for ver. Ok também. Não tem aquela de assistir um primeiro e ver o outro, tanto que este especial aqui se passa entre algum dos episódios da série, talvez entre o episódio 5 e 10.

A animação lançada pela Madhouse em 2013 contém apenas 25 minutos e foi parte de um projeto do Anime Mirai de 2013, onde o governo japonês incentiva produções de jovens animadores.

Para vocês terem uma noção, neste ano pelo projeto, saiu Little Witch AcademiaArve Rezzle. Se for falar em criação, direção e roteirização, tudo por conta de Yuzuru Tachikawa. Guardem esse nome e vamos esperar por mais trabalhos do cara!

O Branco e o Negro

São duas pessoas que atendem no bar: O juiz Decim e a garota sem nome e com cabelos negros  (Kurokami no Onna).

Enquanto o garotão de cabelos brancos parece ser uma pessoa mais austera, séria e sem compaixão, a garota é exatamente o contraponto, com suas emoções sempre em evidência.

Se você fosse julgado junto a uma pessoa que nunca viu na vida, escolheria quem para analisar tuas ações?

O Vigor e a Experiência

A animação começa com a chegada de um senhor de idade num elevador. Quando sai, ele passa por um corredor em formato de L e cheio de aquários: Logo ele se dá conta que está em um bar, com características de um pub britânico.

Lá ele encontra um jovem em seu drink – que ele logo pede um – e dois atendentes: Os já citados acima, Decim e a garota de cabelos negros. É nessa que os dois são convidados a jogar bilhar e mais, valendo a vida!  

Algumas surpresas acontecem no episódio e isso é bacana, já que mantém o telespectador sempre motivado e interessado no que vem a seguir. Os 25 minutos parecem voar e ao final desta bela trama da Madhouse, você fica com aquele gostinho de querer mais.

No decorrer daquele episódio, algumas perguntas começam a aparecer e aos poucos – mesmo com menos de meia hora – todas elas vão se respondendo. Porquê tais pessoas aparecem por lá? Qual o passado de cada uma ou qual será o destino de cada uma delas.

O Gênero Psicológico

Eu #BELLAN não gosto de categorizar animes como “gênero psicológico”, mas olha, Death Parade/Billiards é um daqueles que se pode encaixar muito bem aqui, já que é exatamente disso que o anime trata.

Como cada pessoa lida com a vida ou mesmo com a morte? Amor, traição, assassinato, perda de um amigo ou amor da sua vida… São diversos pontos que são tratados nesta obra de Tachikawa.

Quanto a questão mais reflexiva, estarei deixando para a análise vindoura de Death Parade que logo estaremos postando.

Enfim, voltando ao bilhar, temos uma animação com menos de 30 minutos onde explora muito bem a psiquê e as emoções humanas. Tudo de uma forma natural e interpretada de belíssima forma pelos seiyuus (dubladores).

Vazio ou Reencarnação

Não tem como NÃO recomendar Death Billiards e Death Parade para você que gosta de uma animação mais profunda e reflexiva, e digo no geral mesmo. Sabe aquela coisa: “Ninguém pode te julgar” ou mesmo “Só Deus tem o poder do julgamento”, isso vem a tona aqui quando você se põe no patamar de um juiz.

Uma dica, se você ainda não viu Death Parade, assista os episódios com um olhar mais analítico e julgue. É bem divertido ^^

Concluindo: Você que fica pensando na morte do bezerra, na vida enquanto toma aquele banho demorado – olha a economia aí jovem – é o anime perfeito pra você. Se busca mais detalhes, assista Death Parade e também nosso Review.

Aposte no destino

Para quem gosta de experiências emocionantes que testam os limites da mente e da alma, que tal explorar mais um universo de possibilidades? Saiba tudo sobre as casas de apostas sem verificação, uma alternativa prática e segura para quem busca diversão com privacidade. Descubra mais em https://apuestassinlicencia.net/casas-de-apuestas-sin-verificacion/.

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Naruto The Last | Trailer em Português!

A PlayArte acaba de divulgar o trailer legendado em português de Naruto: The Last Movie e que em breve também terá uma versão dublada.

O filme chega dia 28 de Maio nos cinemas brasileiros, apenas com cópias dubladas.

Sinopse: A história se passa dois anos depois da batalha entre Naruto e Sasuke e o longa vai além da trama original já conhecida e marca a conclusão épica do anime. Quando a lua está se aproximando da Terra ameaçando-a com uma chuva de gigantes meteoritos, Naruto e seus amigos, Sakura, Shikamaru, Sai e Hinata, são os únicos capazes de salvar o planeta deste desastre natural. Mas, além disso, Toneri Otsutsuki, um descendente de Kaguya Otsutsuki, volta a assombrar Naruto quando aparece com um exército pronto para atacar.

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Suisei no Gargantia | Segunda Temporada Cancelada!

Suisei no Gargantia foi um ambicioso projeto da dupla Kazuya Murata (Eureka Seven) e Gen Urobuchi (Psycho-Pass, Fate/Zero) e que apesar das boas críticas, não conseguiu se manter para uma continuação animada, ou seja, uma segunda temporada.

Os problemas não foram relatados – tudo indica que seja a falta de $$$ – mas pelo que se sabe, resolveram abolir a ideia de fazer uma sequência animada e partirão para a light novel. Esperamos que ao menos tenhamos a história de Urobuchi, que fez um trabalho impecável nas novels com Fate/Zero e Black Lagoon.

Por ora, as informações é de que Terra é a palavra chave deste desfecho e que a segunda parte da série de OVA Suisei no Gargantia ~Meguru Kouro, Haruka, sairá dia 25 de Maio.

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Arte Cosplay | Origens

Se você já acompanha o SUCO desde os primórdios, já sabe que o cosplay sempre esteve presente em nosso barco. O cosplay encanta com suas cores,  embelezam os eventos e não importa se o dia está com um tempo de chuva ou aquele sol escaldante: O cosplayer estará lá, firme e forte, mostrando sua dedicação na criação e interpretação de seu personagem favorito.

Como se deu a origem desta prática e terminologia? Se procurar nas interwebs, vai encontrar que os primeiros cosplayers apareceram em 1939 no Worldcon e o termo cosplay foi criado bem depois, nos anos 80. Mas podemos ir um pouquinho além, pois para quem considera que prática de “cosplayzar” vai além do “se fantasiar”, é interessante conhecer um pouco de suas raízes.

A Máscara

Você já deve ter se deparado com diversos filmes de época em que o famoso Baile de Máscaras demonstrava a elite burguesa de uma certa cidade ou reino. Antes de ter todo esse clima de “high society”, as máscaras já desempenharam diversos papeis, e falo de tempos que remontam a 30 mil anos atrás.

Usada em celebrações e ritos de passagem pelos povos antigos, foi utilizada no Egito antigo com o intuito de demonstrar a passagem para a vida eterna e na China para afastar os espíritos malignos. Foi então só em meados do século XV que as máscaras saíram dos cultos religiosos e da adoração ao ser divino, para começar a entreter as civilizações, como o Bobo da Corte e como um acessório para os carnavais de Veneza.

O Baile de Máscaras no Séc. XIV (National Endowment For The Humanities)
O Baile de Máscaras no Séc. XIV (National Endowment For The Humanities)

Masquerade Ball

Quando acontecia o Carnaval de Veneza lá pelo século XV, todo mundo queria sair para a rua para curtir e beber, inclusive a nobreza. Para se camuflarem e não chamarem a atenção, a utilização das máscaras começou a ser uma forma mais apropriada para este tipo de curtição. E aí que fica interessante: Com máscaras, você não conhecia a pessoa, não sabia seu sexo e muito menos sua posição social, porém, apesar de esconder seus rostos, as máscaras também evidenciam a personalidade por trás delas.

Devido a este crescimento de sua utilização – principalmente pela elite – a máscara veneziana acabou virando parte da economia local e uma peça de vital importância, dando origem também aos que criavam tais máscaras, os Maschereri. Este movimento das máscaras ganhou tamanha força, conquistando toda a Europa no século XVI e XVII, chegando até mesmo ao Brasil na época colonial.

Tá, até aí tudo bem quanto ao se caracterizar (costume). E quanto ao play?

Além da premissa de que o carnaval seria uma festa onde o seu “eu social” fica em casa, a pessoa de certa forma “encarnava” todos aqueles impulsos e sentimentos reprimidos. Outra questão é de que havia também diversas fantasias inspiradas em ícones históricos, como o Médico da Peste (Medico della peste), onde médicos utilizam uma máscara contendo um grande bico, contendo diversas misturas e especiárias para conter a catastrófica doença da época. Claro, cada Maschereri – que podemos até comparar com o cosmaker – dava seu toque especial a sua criação. *Vide imagens acima*

Travessuras ou Gostosuras

Junto com o carnaval, dá pra falar de mais uma grande festividade de âmbito mundial e com caracterizações: O Halloween!

Também chamado de Dia das Bruxas, suas origens remontam com referências a rituais Celtas na época de colheita e fertilidade, denominada Samhain, praticadas 600 a.C. Desde lá já se utilizava peças de roupas e acessórios para auxiliar no rito, passando por diversas evoluções e abordagens socio-religiosas diferentes.

O que é importante citar, foi que no início do século XX a primeira criança a utilizar fantasia e com o advento do cinema, principalmente na década de 20 e 30 onde diversos filmes de cunho sobrenatural começaram a surgir e criaturas icônicas (vampiro, lobisomem, bruxa, etc) passaram a ser referência na caracterização para o Halloween. Foi aí que a popularização das “crianças da vizinhança praticam o Travessuras ou Gostosuras” ganhou força.

Antiga máscara Irlandesa, remontando no começo do século XX.
Antiga máscara Irlandesa, remontando no começo do século XX.

Das Ruas a Convenção

Então já sabemos que já tem muito tempo que as pessoas se caracterizam em comemorações e festividades, seja com criações próprias, históricas ou mesmo do imaginário. Mas quando foi que esta prática se tornou um hobby e deixou de ser uma ação apenas para dias específicos?

Foi então que em 1939, na saudosa Nova Iorque acontecia o Nycon I ou também conhecido como o primeiro Worldcon (World Science Fiction Convention), talvez o evento mais NERD-ever que já aconteceu. Para citar alguns participantes, lá estavam: John. W. Campbell (principal figura da Idade de Ouro da Ficção Científica), Isaac Asimov (Trilogia da Fundação) e do ilustrador de pulp fictions – em especial Amazing StoriesFrank R. Paul.

Forrest J. Ackerman e Myrtle R. Jones (Morojo) em suas futuristicostumes (Via Costume.org)
Forrest J. Ackerman e Myrtle R. Douglas (Morojo) em suas futuristicostumes (Via Costume.org)

Em meio que aos 200 participantes do evento, eis que aparece um casal de fanzineiros, um “tal de” Forrest J. Ackerman e sua namorada Myrtle R. Douglas, fantasiados e que logo ele denominou de sua prática como Futuricostume, onde ele se caracterizou como um viajante espacial e sua esposa com um traje referente ao filme ‘Daqui a Cem Anos‘, baseado na obra de H.G. Wells. E mais, sua namorada Myrtle – também conhecida como Morojo – foi quem confeccionou tais fantasias!

A presença dessa dupla foi um divisor de águas para a caracterização moderna. Até hoje, Ackerman e Morojo são considerados os precursores desta prática, tanto que no evento do ano seguinte do Worldcon, dezenas de pessoas passaram a se caracterizar como seus personagens favoritos de seus livros de ficção e foi aí que aconteceu o primeiro concurso “cosplay” do mundo, e sim, com apresentações com intuito de entreter a quem assistia; *Mas ok, ele ainda era chamado de ‘Masquerade’, em referência aos bailes de máscaras que aconteciam outrora.

Isto foi o estopim para que pessoas passassem a se caracterizar com figuras que iam além dos humanos da ficção: Monstros, mutantes, alienígenas começaram a aparecer entre os caracterizados no evento. Até que o termo Masquerade evoluiu para costuming, fan costuming e chegou ao que temos hoje, o cosplay em 1984. Mas aí, é papo para outra história!

Espero que tenham gostado da matéria e se liguem que em breve estarei continuando esta história até os dias de hoje ^^

Apêndice e Bônus

A máscara mais antiga do mundo… Tem mais de 9 mil anos e sim, parece um smile. 

tem mais de 9 mil anos. (Musée de la Bible et de la Terre Sainte)
(Musée de la Bible et de la Terre Sainte)

Uma coleção de máscaras chinesas… Que se parecem máscaras de super sentais!

Imagem Divulgação
Imagem Divulgação

O Baile de Máscara em Veneza…

Via Walks of Italy
Via Walks of Italy

Acontece até os dias de hoje!

2008, Imagem Divulgação
2008, Imagem Divulgação

E chegou até o Brasil

Baile de máscaras no Teatro Lírico do Rio de janeiro em 1883
Baile de máscaras no Teatro Lírico do Rio de janeiro em 1883

As primeiras caracterizações do Halloween começaram no início do século passado… 

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E até que eram bem bizarras e aterrorizantes… 

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Até chegarmos ao primeiro Worldcon, com Ackerman

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E Morojo

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