A editora NHQ (Núcleo de Histórias em Quadrinhos) está voltando com seu ‘Concurso de Mangá Nacional! E como funciona?
O site oficial – AQUI – tem as regras, mas já adiantamos por aqui também:
1. Mangá com história completa. *Vulgo One-Shot*;
2. Ter pelo menos 24 páginas;
3. Ser em Preto e Branco;
4. Tema Livre;
5. Leitura Ocidental (Esquerda para Direita);
6. Inscrições até o dia 31 de Janeiro de 2015;
7. Envio somente online;
Quanto a premiação:
Será escolhido as três melhores histórias e a NHQ publicará uma antologia com elas, tendo em média 70 ~ 100 páginas. A premiação também contará com R$ 500,00 (por obra) e mais 5 impressos de cada obra para os ganhadores. Confira um vídeo bem bacana da NHQ:
Terríveis titãs invadem a ilha de Manhattan em Nova Iorque. Homem Aranha e todos os Vingadores são acionados para conter esta terrível ameaça. Porém, uma grande surpresa os aguarda próximo e do tamanho da estátua da liberdade!
Brutus! Nem tanto…
O tão aguardado crossover entre os herois da Marvel com os titãs de Shingeki no Kyojin rolou e bem, desapontou! o.o’
Antes de começar a dar o veredito, vamos saber um pouco quanto ao processo. Attack On Avengers foi lançado na revista número 790 da Brutus Magazine, dia 15 de Novembro no idioma Inglês e com um guia em japonês para o acompanhamento. A capa foi desenhada pelo próprio criador da série, Hajime Isayama.
E aí vem a surpresa: O plot para as 8 páginas – sim, OITO páginas – foram feitas pelo próprio mangakáIsayama e escrito por C.B. Cebulski (Marvel Fairy Tales). Todas as páginas são coloridas e não há nenhuma previsão desta história sair do Japão. Quanto ao resto da equipe, em inglês, coloco abaixo:
Line Artist: Gerardo Sandoval Color Artist: Dono Sanchez Almara Assistant Editor: Jake Thomas Editor: Tom Brevoort Editor in Chief: Axel Alonso Chief Creative Officer: Joe Quesada Publisher: Dan Buckley Executive Producer: Alan Fine
Imagem Divulgação
Attack On New York
É difícil falar mais que a própria sinopse – colocada no início do post – já que a obra possui poucas páginas. O que pode-se comentar é quanto a invasão dos titãs pela água. Dá pra lembrar de Pacific Rim/Godzilla ou algo do tipo, mas né? Como surgiriam por ali?
Um detalhe interessante e bem engraçado é a galera da Tropa de Exploração de Shingeki no Kyojin dando um passeio pelo Central Park – pelo que parece – e tomando um sorvete na capa. Mas na história mesmo, eles nem se quer aparecem.
Edição da Brutus que saiu as oito páginas!
O roteiro é bem dinâmico e a porradaria começa já na primeira página. Primeiro com Homem Aranha e Homem de Ferro e depois com o restante dos Vingadores – e tem HulkSMASH! – , estes que não demoram muito para descobrir que o ponto fraco dos titãs, é a nuca. Uma brincadeira interessante é que Maria Hill da S.H.I.E.L.D. é a que faz contato com todos os herois. Isso pode levar a uma leve referência quanto a primeira barreira/parede de Shingeki no Kyojin.
Attack on Avengers resume a: Invasão dos titãs e os herois Marvel comendo o toco! Tem até mesmo Tony Stark usando uma espécie de 3D para poder voar com mais controle ao redor dos gigantões. Interessante citar é que todos os tipos de titãs aparecem: Encouraçado, a fêmea e o temível Colossal, este que surge próximo a estátua da liberdade.
Para não perder a graça, não vou revelar quais os últimos herois que aparecem para ajudar na luta contra o colossal. Mas se você for com base com o hype 2014 + filmes Marvel, dá pra adivinhar!
Tony Stark usando 3D!
Eu quero é MAIS!
As oito páginas provam que um crossover de 25 ou 50 páginas seria muito bem vindo e nem precisa arriscar muito no roteiro não. Bota os titãs na cidade contra os Marvel e já era, está de bom tamanho. Attack On Avengers nem terminou com aquilo de: “gostinho de quero mais” e sim com
“quero mais”, pois de fato foi decepcionante.
A única crítica negativa é quanto ao seu tamanho mesmo. Quanto a arte, está fantástica, principalmente com o design dos titãs, que mesmo com o traço de outro desenhista, mantém-se próximo a ideia original de Isayama. Quem tiver a oportunidade, leia, já que né, vai ocupar 5 ou 10 minutos de sua vida! HA 😀
Gyo é um mangá de horror escrito e ilustrado por Junji Ito. Pra muita gente, só de ler o nome do autor já se arrepia todo, pois é o mesmo autor do caótico Uzumaki.
Também conhecido como Gyo Ugomeku Bukimi foi lançado na revista Big Comic Spirits entre 2001 e 2002 e composto por apenas 2 volumes.
Plot
A historia começa com o casal Kaori e Tadashi dentro de uma casa e que após uma discussão, Kaori sai do recinto e vai andar sem rumo. Tadashi decide ir procurá-la e a encontra em uma mata. Sentada no chão e com um cheiro terrivelmente forte, ela diz ter visto algo parecido com uma cobra.
Até aí ok, após isto voltam para casa, ela toma banho e aquele fedor não sai! Tadashi vai ao mercado comprar algo para tirar o aquele cheiro insuportável, e enquanto toma mais um banho, Tadashi volta e encontra Kaori deitada no chão e uma criatura assustadora percorre pela casa.
Junjizando
O que chamou-me atenção foi o traçado da criatura que atacou Kaori, é surreal, muito detalhado e aterrorizante, bem a cara de Junji. A expressão das pessoas também é muito bem ilustrada, passando a sensação de susto e medo de forma bem real.
Aos fãs de mangás de terror é uma boa obra, grotesca ao estilo Uzumaki, então se você já gosta do trabalho vale a pena ler. Outro adendo é de que o autor se inspirou e muito em JAWS, ou também conhecido Tubarão, de Steven Spielberg. Caso não curta terror, passe longe! Esse vai te deixar com nojo do mar por um bom tempo. Há ainda um OVA de 60 minutos, intitulado ‘Gyo: Tokyo Fish Attack’, lançado em 2012 e com uma série de mudanças. Em breve traremos mais detalhes e as diferenças dessas mídias.
Marque na agenda: 18 de Julho de 2015 é a data de estreia do novo filme Pokemon!
O site oficial do(s) longa(s) – você confere AQUI – acaba de revelar um trailer-teaser bem bacanudo. Nele sentimos o peso e presença de Primal Groudon, Primal Kyogre e Mega Rayquaza Shiny! Que isso jovem! Kunihijo Yuyama que dirigiu os outros filmes da franquia, também está de volta pra este!
Um dos destaques do Ressaca Friends 2014 foi com a presença do mangaká brasileiro, Yuu Kamiya e de sua esposa e assistente Mashiro Hiiragi com o lançamento de No Game No Life. Em breve, uma postagem especial sobre o painel dos dois que rolou lá no evento.
Quanto ao mangá, ele é o mais novo lançamento da NewPOP. Sinceramente, quando chegamos ao evento, não imaginávamos a enorme fila que se formou no estande da editora.
Das 10h até o fim do dia, era uma espera de 1 ou 2 horas para conseguir comprar algo por lá, e claro, a novidade era com o mangá e light novel, No Game No Life. Para os sortudos ou os que chegaram bem cedo ao evento, 150 senhas foram distribuídas para o tão desejado autógrafo. Postamos em nosso Instagram e Facebook, mas colocamos por aqui também.
No Game No Life tem a história e arte por Yuu Kamiya. O mangá já possui a arte da sua talentosa esposa Mashiro Hiiragi. Até o momento, apenas um volume foi lançado, saindo na Monthly Comic Alive. Não há previsão de um segundo volume, mas pelo que se ouviu no painel do evento Ressaca Friends, vai rolar em breve!
O mangá (lançado em Janeiro de 2013) é uma adaptação da light novel lançada em 2012 e que já conta com 6 números. O #BELLANsupõe que o lançamento do segundo volume esteja próximo para que a NewPop editora aposte numa série com apenas um volume ainda não fechada. Bem, vamos esperar por mais novidades! 😀
Irmãos Inseparáveis
Num primeiro momento a história parece ser bem “sem sal”. Dá pra resumir que: A história se passa com um casal de irmãos extremamente viciados em jogos eletrônicos. Eles não se relacionam bem com o resto do mundo – tudo fora de seu quarto – e num dia recebem um e-mail suspeito. Deus quer jogar uma partida de xadrez com eles. Eles ganham de Deus e recebem o “passaporte” para o mundo da fantasia – se isso é bom, já não sei – denominado Disboard. O interessante desse mundo é que TUDO é decidido na base do jogo. Não há guerras ou violências. Tudo é na base do Jogo, ou seja, até que se deram bem não é?
Até aí ok não é? Parece algo próximo de diversos animes. Mas o que chama a atenção são as características e pontos excêntricos como: Os dois irmãos, Sora e Shiro, não vivem separados. Eles meio que “bugam” quando estão longe e até mesmo se perdem em um simples diálogo. Com isso, eles fazem TUDO junto, incluindo banho, dormir e se depender, até mesmo relações amorosas!
Há um trocadilho com o nome deles – com os kanjis japoneses – bem interessante: Sora ?+ Shiro ? = forma-se a palavra Kuuhaku, que significa lacuna. É assim que eles se auto-denominam e é uma brincadeira de que um completa o outro.
Mundo de Fantasia
Como já dito, foram parar num mundo de fantasia denominado Disboard. Pelo que parece, aquele tal Deus que os enviou para lá, é o que comanda tudo e o que delimitou os 10 mandamentos. Estes mandamentos servem como uma lei: Não há guerras ou brigas – a não ser que tenha algum esporte de contato. Tudo é com base no jogo e mais, num jogo JUSTO. Todo tipo de aposta é de forma consensual e com recompensas que agradam ambos ou todos os lados.
Este mundo é habitado por 16 raças. Dentre elas os humanos (ou Imanity), elfos, werebeasts (o que parece ser transmorfos) dragões, elementais, deuses. Ou seja, algo bem rpgístico e característico com o gênero. O que começa a ficar interessante é que esta dupla abusa da inteligência em cima dos outros. Ele, Sora, é um garoto de 18 anos que não tem limites para conseguir o que quer de forma bem persuasiva. Já ela, Shiro, é uma garotinha de 11 anos de uma extrema inteligência. Um exemplo é de que ela decorou todas as jogadas possíveis do xadrez!
Então, pensando por aí: Já que eles eram jogadores extraordinários em MMO’s ou seja lá o que tipo de jogo eletrônico, eles vão se utilizar de toda sapiência e experiência do mundo real neste mundo novo e de fantasia. Sabe o lema nerd: “Vamos dominar o mundo!”. É, parece que é isso que No Game No Life vai caminhar
No End
Tristeza… tristeza. Só um volume do mangá? Você se sentirá órfão ao ler, já que parece que tudo vai acontecer no capítulo seguinte do final deste mangá. Este primeiro volume serviu de fato como uma introdução as personagens e ao mundo. Mas a ação mesmo, ainda nem começou!
Bem, isso não é motivo de desânimo. Vamos aguardar o provável segundo volume e se você gosta de diálogos inteligentes no meio de uns fanservice, você vai curtir NGNL. Um detalhe: Apesar de estar classificado como Ecchi, as cenas mais picantes são bem leves e características de qualquer harem/school da vida: “O clássico tropeção e esbarrão nos peitos da garota” e “banho muito quente que as fumaças tampam as partes mais íntimas”. Estas situações, o autor na verdade dá uma satirizada bem interessante.
O site oficial de Assassination Classroom (Ansatsu Kyoushitsu) acaba de disponibilizar um novo vídeo promocional da animação com mais de 2 minutos de duração! Nele é possível ouvir a música de abertura – Seishun Satsubatsu-ron – e encerramento pelo duo moumoon ‘Hello shooting-star’, no final do vídeo.
Os maiores heróis do universo Blizzard (Warcraft, Starcraft, Diablo e etc) se reúnem em um épico game de combate em equipes: Este é Heroes of the Storm.
Nota: O Jogo ainda está em “Alpha Técnico” e com um número limitado de jogadores para testar as mecânicas. A galera do Suco recebeu o convite para o Alpha logo cedo e viu que a equipe da Blizzard está empenhada em melhorar a jogabilidade. Muito mudou da época que começamos a jogar e sabemos que muito pode mudar. Entretanto, resolvemos fazer nosso primeiro gole agora pra galera ter uma ideia do que vem por aí!
Batalha de Gigantes
Heroes of the storm é um jogo online de combate entre equipe que promete batalhas frenéticas e estratégias diversificadas.
Heroes marca a incursão oficial da Blizzard em um gênero que desponta em popularidade nos últimos anos, o MOBA. O gênero nasceu como um mapa modificado – feito por fãs através de ferramentas oficiais – dos jogos de estratégia em tempo real da própria Blizzard. Hoje os maiores representantes do gênero (League of legends e Dota2) dominam o segmento competitivo – o e-sports.
Heroes demonstra a característica da empresa de criar jogos “fáceis de se jogar, difíceis de se ´masterizar´”. A mecânica do jogo é amigável com os iniciantes ao mesmo tempo que recompensa os jogadores mais dedicados. O básico é simples e mesmo os jogadores que não estão acostumados com MOBAs ou RTSs conseguirão aprender em pouco tempo, entretanto, os jogadores mais experientes serão capazes de desenvolver estratégias elaboradas e jogadas memoráveis.
O foco dos embates reforça o bom trabalho em equipe em detrimento da habilidade individual. A experiência é dividida entre a equipe e os inimigos não fornecem gold por abate. Não existem itens para serem comprados, entretanto as habilidades dos personagens podem ser customizadas, a medida em que sua equipe evolui de nível, através do sistema de Talentos. Os talentos mudam drasticamente a forma de funcionamento das skills e podem até mesmo atribuir efeitos ativos novos aos seus heróis. Todos começam o jogo com suas habilidades básicas e podem destravar a habilidade heroica (ultimate) no nível dez – Cada personagem tem duas heroicas distintas à disposição para definir qual a melhor estratégia a ser adotada em cada partida – uma vez escolhida a heroica no nível 10 ela será sua habilidade até o fim da partida. Ah, você também pode customizar seu herói com skins, que mudam a aparência, variação nas cores básicas do personagem e outros apetrechos 😉
Outro fator interessante, para manter o foco na ação, os personagens tem à disposição montarias que podem ser usadas para voltar rapidamente ao combate. Campos mercenários (inimigos neutros) estão distribuídos pelo mapa e lutarão pelo seu time caso sejam derrotados. As bases são verdadeiras cidades: tem à disposição muros, portões, fontes de cura, fortes e as tradicionais torres, entretanto, as defesas possuem munição – o que obriga os jogadores a planejar melhor sua utilização e evita que fiquem agarrados à elas.
Parece complicado? Na prática não é, apesar de ser bem diferente de outros jogos do estilo.
Conheça o território, vença a Batalha!
Outra característica única de Heroes of the Storm é a diversidade dos mapas. Cada Mapa apresenta seu próprio evento lendário principal que pode mudar drasticamente o destino da batalha. As equipes deverão lutar para cumprir os objetivos e assegurar a vitória. Atualmente são cinco mapas disponíveis:
Baía do coração negro: O fantasmagórico capitão pirata aceita pagamentos em dobrões para mirar seus canhões na base inimigas.
Minas assombradas: Colete ossos no subterrâneo das minas para invocar um poderoso golem na superfície.
Clareira Maldita: Colete tributos para o Senhor dos Corvos e inflija uma terrível maldição ao time inimigo.
Condado do dragão: Controle os santuários de poder para adquirir os terríveis poderes do dragão.
Jardim do Terror: Ao cair da noite, colete as sementes amaldiçoadas para despertar o terror contra seus inimigos.
Os amigos por perto, os inimigos ainda mais!
Heroes of the Storm reúne um elenco sem igual – são mais de 30 personagens icônicos dentre os 20 anos de histórias dos games da Blizzard. Imaginou reviver batalhas memoráveis ou realizar aquela revanche épica? Pois é. Combates como Arthas vs Uther ou Tyrael vs Diablo são possibilidades interessantes. O jogo categoriza os personagens em 4 grandes classes, cada qual com suas características: Os Assassinos – especializados em causar grandes quantidades de dano apesar da pouca resistência; Os Guerreiros – entram de cabeça no campo de batalha causando e recebendo grandes danos; Os Suportes – Habilidades de cura, bônus e controles de grupos estão à disposição desta categoria; e Os Especialistas – Heróis diferenciados com habilidades de cerco e comando que trazem variedade e diferentes vantagens à equipe.
Junte-se aos Heróis!
Heroes of the Storm é um jogo que procura trazer diversidade ao gênero e entrega o que promete. O nível de polimento do jogo e a trilha sonora monumental são diferenciais que merecem destaque mesmo no Alpha. Com o anuncio de novos mapas e personagens podemos ter certeza que este jogo ainda terá muito o que crescer. Se você é fã da Blizzard com certeza vai adorar, se curte MOBAs ou RTSs, vale a pena conferir. Nos vemos nos campos de Batalha!
Nota: O Trailer é meio antigo mas dá pra ter uma noção das mecânicas do jogo.
Como já dito anteriormente em nosso Primeiro Gole, a Editora JBC vai lançar Love In The Hell (Jigokuren) o título por aqui em 2015. Qualquer mudança ou detalhes sobre a edição, estaremos colocando aqui quando lançar.
Love In The Hell é um mangá de Reiji Suzumaru e foi lançado em 2011 na revista Comic High! e fechou com três volumes e 18 capítulo.
Quanto a revista, ela é famosa por despontar trabalhos do gênero seinen como Chu-Bra, High School Girls e Kodomo no Jikan. Quanto ao autor Reiji, não há nenhum trabalho conhecido (uma pena), pelo menos não deu pra achar nas interwebs. Porém em seu twitter, dá pra acompanhar diversas imagens e desenhos bacanudos! Saca só: Twitter do REIJI.
Capa de Love In The Hell, lançado pela Editora JBC (Imagem Divulgação)
Protagonismo
Começando a falar sobre os personagens principais, vamos com o núcleo da obra, Rintaro Senkawa, ou para os mais íntimos, Rintaro “Sem Calça”. Isso tudo porquê, quando o cara cai no Inferno, ele tá todo peladão. E para a diabinha não ficar olhando as suas partes íntimas, ela acaba amarrando seu iPod pra tampar a “beluguinha“.
Rintaro herda todas aquelas características dos personagens “Taro” do mangá (Keitaro, Kintaro, Eitaro, etc). Ora tarado, ora muito besta, ora é desacreditado com a vida ou com seus atos.
Porém, com o passar dos capítulos, suas melhores características acabam se sobressaindo e até o meio da série, sua personalidade acaba ganhando cor e você se identifica com várias passagens e atos do cara aí.
O interessante de Love In The Hell é que o relacionamento/romance entre Rintaro e a diabinha Koyori é bem light, se for considerar o ecchi da coisa. São pouquíssimos momentos – mais no início da obra – que a conotação sexual entre os dois é mais evidenciada.
Após um tempo de convívio entre os dois, um sentimento mais “profundo” acaba surgindo entre os dois, o que acaba fortalecendo ainda mais o laço da dupla, na verdade, mais pro lado de Rintaro.
E o lance de ficar peladão? Bem, no Inferno as coisas funcionam um pouco diferente. Para conseguir dinheirinhos por lá, é necessário pagar com SOFRIMENTO! No Pain, No Gain. Simples assim. É engraçado pois o Rintaro aí demora pra conseguir dinheiro suficiente para uma mísera peça de cueca.
Dominadora
Koyori é a “engrenagem” da série, ela é quem diz o que pode ou não fazer lá pelo inferno. Na verdade, é quase todo episódio que ela tem que tirar o Rintaro de alguma enrascada.
A diabinha de 17 anos acabou de se “formar” e agora tem Rintaro como seu primeiro trabalho. Já de cara notamos que ela é afinzona do protagonista e desde então, ela faz de tudo – ou quase – para deixá-lo fora de perigo. Uma pena que Rintaro nem sempre retribui.
Vestindo sempre roupas erotizadas, ela tem duas armas principais: Uma clava de ferro espinhosa e um chicote. Ela não mede esforços com Rintaro e se ele lhe faltar com vergonha ou desobedece-la, chibata nele!
O interessante é que no Inferno você pode morrer quantas vezes quiser – ok, não precisa querer – que no outro dia você está vivinho e novo em folha. São vários momentos do mangá que Rintaro acaba perdendo os membros, cabeça e órgãos estripados.
Capa de Love In The Hell, lançado pela Editora JBC (Imagem Divulgação)
Personagens Secundários
O enredo do mangá é estritamente focado no núcleo de Rintaro. Raramente temos alguma cena com outros personagens. Ou seja, todos os personagens secundários tem algum tipo de contato com o protagonista da série.
Um fator que chama atenção no roteiro de Reiji é de que mesmo aqueles personagens que apareceram uma vez ou outra em algum capítulo, vão ter um plot ou participação especial lá pra frente. Em especial, com o Volume 3, são diversas cenas que remontam acontecimentos passados para montar o plot final.
Com isso, vemos a preocupação em estar sempre reciclando personagens e não adicionando novos à trama. Provavelmente Reiji já pensou em Jigokuren como uma obra bem fechadinha e com seus personagens já contados na mão. Ao escrever e ilustrar, só foi dando mais cores as personagens conforme foram aparecendo.
Ambientação
Love In The Hell se passa no inferno. Seria um inferno o qual você imagina? A brincadeira com o subtítulo “Rintaro também não conheceu o outro mundo por querer” é com YuYu Hakusho, já que os mundos até que são parecidos. Aquele esteriótipo de diabo humanizado – marcado por rabo ou chifres – está presente a todo momento, próximo ao Makai de Togashi e tantas outras obras.
O que há mais em comum? O inferno tá mais pra um universo paralelo/espelhado que outra coisa. Lá a galera trabalha, ganha dinheiro, há crimes, mortes e possuem diversas cidades.
O que pode mudar é aquela ambientação de estar sempre num ecossistema rochoso. *Lembra algo tipo Grand Canyon*. A diferença é que toda aquela construção rochosa é ilustrada de uma forma mais peculiar e pervertida. Todo cenário tem alguma alusão com o falo masculino, inclusive as construções citadinas.
Capa de Love In The Hell, lançado pela Editora JBC (Imagem Divulgação)
E todo inferno é assim? Não!
Afinal, por Rintaro ser um pecador “de leve”, ele acabou caindo no nível mais superficial infernal.
Em Love In The Hell há mais um nível, chamado de Abismo. Ao contrário do primeiro, o Abismo abriga criaturas terríveis e inimagináveis. Ali sim, todo tipo de capetão, com formas bizarras e tamanhos colossais.
Há apenas um momento do mangá que somos transportados pra lá. Uma pena; Dá pra ficar com gostinho de “quero mais”.
Voltando ao dinheiro, são duas formas de conseguir: Sangue ou Trabalho. O bacana é que o trabalho por lá só dura três meses. Isso mesmo, após este período o pecador deve procurar outro e depois outro.
Isso vai obrigar futuramente com que ele opte apenas por sofrer e receber seu dindin. Há outras formas ilegais, como lutas e apostas; E nessa o Rintaro até manda bem. Senti um pouco de falta desse lado shonen do mangá!
Pecado Capital
Denominado “período de expiação”, este é o tempo que o pecador ficará no inferno até pagar por todos os seus pecados. Isso é pago com dor e sofrimento, ou seja, nada daquelas mortes mais “diretas”. Vale mais ficar enfiando um prego entre a unha e o dedo que levar uma machadada decapitante.
Por Rintaro ser um extremo medroso e frescurento, obviamente que ele vai buscar formas alternativas de pagar seus pecados. De uma forma ou de outra, ele sempre tenta burlar o sistema, o que sempre dá errado e vai lá a Koyori ter que ajudar o rapaz. E qual seria o principal pecado que Rintaro cometeu?
É aí que está a cereja do bolo. Você acaba devorando o mangá todo até saber qual foi a causa de ele estar no inferno. Pois de fato, Rintaro não é uma pessoa má. Porém, como a própria Koyori diz: “matar uma formiga conscientemente, já faz com que seu nível de maldade seja bem grande na balança da boa índole”.
E porquê não sabemos logo de cara o que raios Rintaro aprontou? É porquê ele não se lembra!
Questões Técnicas
Reiji compilou muito bem os três volumes. O que dá pra perceber é uma queda de rendimento no miolo, onde somos apresentados alguns capítulos do cotidiano infernal, o que acaba deixando o plot principal totalmente de lado.
De nenhuma forma isso afeta a maestria do mangá, mas talvez poderia ser melhor aproveitado a união da ambientação com o plot principal.
Quanto ao traço, as personagens são muito bem estilizadas e desenhadas. O trabalho de character design é de longe o mais bem empregado por aqui, ao contrário do cenário. Muitas vezes há apenas rochas…
Do lado escritor do autor, ele manda bem e não há pontas soltas. As diversas janelas abertas no início da obra são fechadas – mesmo que no fim – e o que fica solto é mais na questão de filler mesmo, como: “Como é o Abismo?”
Por fora do traço e roteiro, o que mais chama a atenção em Jigokuren é a ideia de juntar comédia + romance + gore + masoquismo + inferno. Apesar de que muito destes termos estarem sempre juntos, a forma de como foi unido e tratado é de bom grado.
Para deixar a história fluida, ele não se aprofundou em questões mais ocultistas ou filosóficas. Ele deixou o seu jeito superficial, o que possibilitou uma ótima dinâmica de leitura.
Love In The Hell (Imagem Divulgação)
Céu ou Reencarnação
Depois de pagar todos os seus pecados, o que você escolheria? Voltar ao mundo real ou pro Céu?
Esta é uma das questões levantadas e de que Rintaro vai ter de decidir. É uma grata surpresa no fim da série todo o desenrolar que envolve seu “pecado capital” até sua decisão final.
Talvez a cereja do bolo de Love In The Hell está com seu final emocionante. Ou seja, se você começar a ler, TERMINE! Seria um desperdício dizer Não.
Love In The Hell é um seinen sarcástico, com pitadas ecchi, humor negro e o melhor: Diversas tiradas com o mundo hipócrita, faz da obra de Reiji Suzumaru uma boa pedida pra você adquirir com a JBC. Claro, se você se identificar com tudo o que foi dito aí! ^^