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One Piece | Vídeos do Episódio Especial de Sabo

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27º Troféu HQMIX divulga premiados

Os artistas e publicações que se destacaram em 2014 votados por desenhistas, professores, pesquisadores e jornalistas da área de todo o Brasil através da Associação dos Cartunistas do Brasil e do Instituto Memorial de Artes Gráficas do Brasil, ganham uma exposição na estação Sé do Metrô de São Paulo por onde circulam diariamente cerca de 600 mil pessoas.

A exposição, que acontecerá de 10 a 31 de agosto, será composta por painéis ampliados dos trabalhos vencedores do prêmio, o que demonstra a força dos artistas mais festejados dos quadrinhos publicados no Brasil. A mostra tem o patrocínio da STABILO e a realização do Metrô de São Paulo.

Os melhores de 2014

Os vencedores foram votados em um processo difícil entre os mais de 1.600 lançamentos na área dos quadrinhos em 2014. Um júri de jornalistas e pesquisadores escolheram os sete indicados para cada item que foi para a votação digital, com auditoria, para cerca de 700 profissionais do setor pelo Brasil.

A apresentação do evento de 12 de setembro será de Serginho Groisman com show surpresa e performance do DJ MZK. A cada ano a estatueta do troféu é modificada homenageando um grande personagem dos quadrinhos e do humor gráfico brasileiro. Neste ano, o artista plástico Olintho Tahara esculpiu o personagem Diomedes, de Lourenço Mutarelli. Na ocasião, também será distribuído o jornal HQMIX com informações sobre os premiados e homenageados.

Troféu HQMIX

Criado em 1988, pela dupla JAL e Gualberto Costa, no programa TV MIX da TV Gazeta, o Troféu HQMIX logo foi apadrinhado pelo então apresentador do programa, Serginho Groisman. A votação nacional é feita pela categoria dos desenhistas de HQs e humor gráfico por meio da Associação dos Cartunistas do Brasil (ACB) e do Instituto Memorial das Artes Gráficas do Brasil (IMAG).

Imagem Divulgação
Imagem Divulgação

Comissão Organizadora do 25º TROFÉU HQMIX

Gualberto Costa e JAL (presidentes), Andréa de Araújo Nogueira, Benedito Nicolau, Cristina Merlo, Daniela Baptista, Edson Diogo, Marcelo Alencar, Nobu Chinen, Sam Hart, Silvio Alexandre, Sonia M. Bibe Luyten, Tiago Souza, Waldomiro Vergueiro e Will.

Júri de indicações

Will (presidente), Daniel Lopes, Heitor Pitombo, Jota Silvestre, Marcelo Naranjo, Michele Ramos e Télio Navega.

Sobre Lourenço Mutarelli

Mutarelli é escritor, ator, dramaturgo e autor de histórias em quadrinhos brasileiro. Iniciou sua carreira nos anos 80 com suas histórias escatológicas bem ao estilo underground. A trilogia em quadrinhos de seu detetive Diomedes, publicada pela editora Devir nos anos 90 e republicada recentemente pela Cia das Letras é seu maior sucesso. Conhecido pelo livro “O cheiro do Ralo” que foi adaptado para o cinema por Selton Mello, Lourenço é também professor de quadrinhos no SESC Pompeia.

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O Troféu HQMIX é modelagem do artista plástico Olintho Tahara sobre o personagem Diomedes de Lourenço Mutarelli.

Sobre Watson Portela

(homenageado como o grande mestre dos quadrinhos)

Foi um dos primeiros artistas a se destacar no cenário das HQs da década de 80, em meio a hegemonia do gênero de super-heróis americano. As obras mais conhecidas do grande público são os álbuns “Paralelas” e “Vôo Livre”. Watson iniciou seus trabalhos em fanzine e mais tarde teve sua arte publicada em diversas editoras como RGE, Vechi, Graphipar e Abril.

Vencedores das categorias do troféu HQMix – Melhores de 2014

  • Adaptação para os Quadrinhos
    Grande Sertão Veredas (Globo)
  • Desenhista Estrangeiro
    Andrew C. Robinson (O Quinto Beatle)
  • Desenhista Nacional
    Laudo Ferreira Jr. (Yeshuah vol. 3 – Onde Tudo Está)
  • Destaque Internacional
    André Diniz (7 Vidas)
  • Edição Especial Estrangeira
    O Quinto Beatle (Aleph)
  • Edição Especial Nacional
    A Vida de Jonas (Zarabatana)
  • Editora do Ano
    JBC e Veneta (empate)
  • Evento
    CCXP – Comic Con Experience (São Paulo)
  • Exposição
    Ocupação Laerte (Itaú Cultural)
  • Livro
    Humor Paulistano – A Experiência da Circo Editorial, 1984-1995 – Toninho Mendes (org.)
  • Novo Talento – Desenhista
    Felipe Nunes (Klaus)
  • Novo Talento – Roteirista
    Bianca Pinheiro (Dora e Bear)
  • Produção para Outras Linguagens
    Cena HQ (teatro)
  • Projeto Editorial 91
    Humor Paulistano: A Experiência da Circo Editorial (SESI-SP)
  • Publicação de Aventura/Terror/ficção
    Astronauta – Singularidade (Panini)
  • Publicação de Clássico
    A Saga do Monstro do Pântano 1 a 3 (Panini)
  • Publicação de Humor Gráfico
    Có! & Birds (Quadrinhos na Cia)
  • Publicação de Tira
    A Vida com Logan – Para ler no sofá (Jupati)
  • Publicação Independente de Autor
    Edgar 1 (Gustavo Borges)
  • Publicação Independente de Grupo
    QUAD 2
  • Publicação Independente Edição Única
    Quaisqualigundum (Davi Calil e Roger Cruz)
  • Publicação Infanto-juvenil
    Aú, O Capoerista e o Fantasma do Farol (Independente)
  • Publicação Mix
    Gibi Quântico (Independente)
  • Roteirista Estrangeiro
    Mark Waid (Demolidor)
  • Roteirista Nacional
    Marcello Quintanilha (Tungstênio)
  • Tira Nacional
    Malvados (André Dahmer)
  • Web Quadrinhos
    Beladona
  • Web Tira
    Will Tirando
  • Grande Contribuição no ano
    PROAC – HQ – Programa da Sec. Estadual da Cultura de SP
  • Homenagem Grande Mestre dos Quadrinhos
    Watson Portela
  • Homenagem Especial
    Liliam Mitsunaga (letrista)
  • Humorista Gráfico
    Dálcio Machado

 

NB: As premiações das Melhores teses de universitários serão divulgadas em setembro.


EXPO HQMIX
Data: de 10 a 31 de agosto
Horários: normais do Metrô
Local: Metrô Sé (próximo às catracas de entrada) Praça da Sé
Estacionamento: não

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Hibike! Euphonium | Review

Venho aqui, hoje, para trazer o REVIEW de uma série de 13 episódios produzida pelo estúdio Kyoto Animation, que foi exibida na temporada de Primavera – no caso, de Abril a Junho – deste ano.

Confira também: Rolling Girls | Review

A série é Hibike! Euphonium, a qual me ganhou muito fácil com toda a sua sensibilidade e mensagens inspiradoras, e eu já fiz até cosplay da série (e sim, postarei aqui sobre isso também!).

Quem lê o Suco de Mangá regularmente e sabe do meu amor por séries do Kyoto Animation em geral, não deve ficar surpreso com essa minha avaliação positiva, mas se estas séries com frequência me ganham principalmente pela fofura – como nos casos de K-On!, Tamako Market e até mesmo Kyoukai no Kanata – Hibike! Euphonium me ganhou também, e principalmente, por outros motivos.

Quais motivos? Não espalhem, mas eu chamo Hibike! Euphonium de “Tengen Toppa Guren Lagann, menos homens”.

Essa comparação pode e deve soar bizarra para quem conhece ambas as séries. Um é um shounen de robôs com lutas intergaláticas, dramas épicos e um mote ou conceito central de “conquista do espaço”; o outro, um slice of life escolar sobre competições de música, com quase nenhuma fantasia. Eu vou voltar nesse ponto depois. Primeiramente, darei minha apresentação da série a partir de uma perspectiva pessoal.

Hibike! Euphonium
Hibike! Euphonium (Poster Divulgação)

O Clube de Música

Baseada em uma série de livros, Hibike! Euphonium conta a história do grupo de estudantes do clube de música do Colégio Kitauji. Ou, pra ser mais exata, do clube de light music de instrumentos de sopro, ou ??? (“suisougaku”, ou “instrumento de sopro”); sim, algo tão específico realmente existe nas escolas japonesas, e há inclusive competições a nível regional e nacional dos clubes destas escolas.

Como é de se esperar, o anime conta a história de um clube específico, com seus desafios, dramas e superações, e tudo o que enfrentam enquanto tentam melhorar como grupo musical e serem premiados.

A protagonista da série, Kumiko Oumae, é uma das integrantes deste clube. Kumiko é uma jovem garota no primeiro ano do ensino médio, que começara a tocar eufônio – “o que é um eufônio?” o leitor que não viu o anime muito provavelmente está se perguntando, e é exatamente a impopularidade deste instrumento uma das questões que devastam Kumiko – quando tinha não mais que oito anos de idade, por influência da irmã mais velha, a qual tocava em uma banda.

Hoje, a irmã não toca mais, e mesmo trocando de colégio e tentando mudar de instrumento, ela não conseguiu fugir de um infeliz destino de ser convidada a tocar eufônio, com uma afirmação tão vaga quanto “você tem cara de eufônio!” da parte da personagem Asuka, uma tocadora entusiasmada de eufônio, líder nata e pervertida local nas horas vagas.

A principio presa nessa situação por conta das amigas, e posteriormente envolvida de fato com o clube de música, seus membros – tanto os velhos conhecidos que retornam, quanto os novos amigos e inimigos – e objetivos, Kumiko vai amadurecendo e se descobrindo ao longo da série.

Através de suas escolhas, vai descobrindo a própria paixão pelo que faz, até, finalmente, o ápice da serie, que é a competição de música para a qual Kumiko e seu grupo se preparam ao longo dos 13 episódios.

Assim como Kumiko, nossa querida “protagonista com personalidade horrível”, todos os outros personagens também tem sentimentos intensos, encorajam uns aos outros, procuram ser cada vez melhores, mudam, voltam atrás nas suas ações, e amadurecem muito, em maior ou menor grau; assim como cada um tem seus próprios dramas – alguns dos quais carregam seus dramas pessoais há anos, e isso interfere e muito com a própria banda do Colégio Kitauji. Ao longo de toda essa jornada, aprendemos com todos eles, sob a liderança de Taki Noboru, professor com rostinho meigo e Capitão Nascimento do Colégio Kitauji nas horas vagas.

Hibike! Euphonium
Hibike! Euphonium (Poster Divulgação)

Personagens Fortes e Dramas Internos

Creio já ter deixado evidente, aqui, duas das características fortes da série Hibike! Euphonium.

Uma são os personagens e suas caracterizações – bastante realistas e densas pra um slice of life, na minha opinião, o que arrisco ter a ver com o fato de a série ter sido baseada em um livro – e outra, fortemente relacionada a isso, são os dramas internos que os personagens passam.

Sim, inteligência intrapessoal é uma questão forte em Hibike! Euphonium, e se os relacionamentos entre os personagens também são bastante importantes, não são tão relevantes quanto os efeitos que eles produzem em cada personagem individualmente. De alguma forma, os relacionamentos parecem funcionar aqui mais como recursos narrativos para alavancar o crescimento dos personagens – ou pelo menos a maioria deles.

A questão central é, realmente, ver cada um destes jovens músicos enfrentando as situações complexas, e procurando ter garra para treinarem seus respectivos instrumentos a um nível à altura da competição nacional.

E é por isso que eu faço essa comparação mental com TTGL. Que é uma piada, mas não uma completa mentira. Porque grande parte do apelo de Hibike! Euphonium, assim como TTGL, é de ver o crescimento dos personagens e aprender com eles. Todos ali estão tentando superar seus limites; e seja para “lutar contra o destino” como em TTGL, ou “tornar-se único” como em Hibike! Euphonium, superar limites é um ponto chave em ambas as séries.

Ambos são séries motivacionais, e no sentido mais otimista possível, vez que provocam identificação, e convidam o espectador a se envolver com a batalha dos personagens através de metáforas. Eu não preciso lutar em robôs e nem tocar um instrumento – de fato, nunca fiz nenhum dos dois! – pra me identificar com as motivações dos personagens e me sentir inspirada pela mensagem que eles transmitem.

Nesse sentido, também defendo que Hibike! Euphonium tem muito mais a ver em sua temática com várias séries de esporte genéricas, do que com, por exemplo, K-On!. Infelizmente, penso que Hibike! Euphonium ficou bem aquém das expectativas em termos de popularidade, e essa comparação injusta foi um dos motivos.

Apesar de inevitável – por serem ambas séries de clubes escolares de música, produzidas pelo mesmo estúdio, com o mesmo character design “moe” que é marca da empresa, várias garotas e femslash pra dar e vender – Hibike! Euphonium tem pouco ou nada a ver com K-On!. Se em K-On! a música nunca é central, e é mais um artifício pra aumentar o nível de fofura do anime – afinal, pra uma série ser mais fofa que garotinhas 2D vestindo orelhas de gatinho e comendo bolo, só se tiver musiquinhas fofas à la anime de idols com as vozes delas, né? – em Hibike! Euphonium a música é, sim, parte relevante na composição da história, e a fofura aparente é apenas consequência do estilo do estúdio; dificilmente alguém deve assistir Hibike! Euphonium apenas pelo moe. Em nota, eu sou apaixonada por K-On!, mas reconheço que o propósito central das séries é totalmente diferente.

Talvez fosse um pouco mais justa a comparação com séries como o shoujo La Corda D’Oro, ou o josei Nodame Cantabile, nas quais as protagonistas lutam para melhorar suas habilidades com a música, enquanto relacionamentos entre personagens se desenvolvem em paralelo.

Hibike! Euphonium
Hibike! Euphonium (Poster Divulgação)

Yuribait? 

Bem. Esclarecidos estes pontos e falando em relacionamentos, de volta a Hibike! Euphonium. Por que eu disse que “a maioria deles” não importa tanto? Porque, apesar de nunca focar em relacionamentos mais que na música e na competição, Hibike! Euphonium também tem um ou outro relacionamento mais digno de nota, como é o da protagonista Kumiko e de Reina Kousaka. Reina é uma excelente tocadora de trompete que tocara com ela no passado, cujo relacionamento com a protagonista também dá bastante subtexto homoerótico pros fãs de yuri à bordo do navio Hibike! Euphonium. E não só; o mesmo pode ser dito, por exemplo, dos sentimentos de Kaori por Asuka, e várias outras personagens.

A questão é que o “yuribait” é outro ponto forte de Hibike! Euphonium; pra quem gosta, é um prato cheio. O único relacionamento “oficial”, no entanto, é o relacionamento heterossexual entre Shuichi e Hazuki – que, em nota, não existe nos livros; nos livros, o relacionamento entre Shuichi e Kumiko é muito melhor desenvolvido. E isso chega a beirar o decepcionante, considerando o nível de obviedade do subtexto, mas prossigamos.

Além de toda essa parte motivacional e de drama, é claro que, como não podia deixar de ser, a série também não é cem por cento choro e vela; de fato, a comédia da série também é muito boa, se sutil e passível de passar despercebida por olhos desatentos.

Mas como não rir, por exemplo, com o humor escrachado da Hazuki, chamando Midori “Sapphire” de “Opala” ou com medo da possibilidade de entrarem várias “Sapphires” no clube no ano seguinte? Com a Asuka gritando “me toque” com o eufônio nas mãos, lendo a página da Wikipedia na apresentação do eufônio para os novos membros do clube, ou, em geral, sendo uma pessoa incrivelmente maluca? Ou ainda, com a protagonista Kumiko fazendo caretas e comentários sarcásticos e amargurados para o mundo ao seu redor, no melhor estilo Kyon? A comédia, confesso, foi uma das coisas que mais me ganhou, especialmente na segunda vez assistindo, e pode passar longe do espectador mais desatento.

Em suma, Hibike! Euphonium tem alguns romances e insinuações pra quem curte, mas nunca deixa de ser um drama motivacional com toque de vida escolar, divertidinho e tranquilonesse aspecto, meio à la Hyouka, apesar de ter mais comédia que a maioria dos episódios deste. A sua própria estética, através das cores – como o uso do marrom, do verde e do cinza, e um estilo clássico, com alguns cenários em aquarela, – lembra essa outra série, também animada pelo estúdio Kyoto Animation e baseada em livros (percebe um padrão aí?).

Hibike! Euphonium, no entanto, é mais “fofinho” – o uniforme de verão, por exemplo, é meu favorito pelo contraste com os cenários padrões da série, a qual se passa em uma escola com vários objetos de madeira, muitos tons de marrom e todo um ar clássico. Algumas cenas do lado de fora também são um pouco mais coloridas, mas em geral, as cores são sóbrias.

Hibike! Euphonium
Hibike! Euphonium (Poster Divulgação)

Animação e trilha sonora de primeira

A animação excepcional é apenas o esperado do estúdio Kyoto Animation; como já disse, os personagens, especialmente a protagonista, fazem caras e bocas incríveis que realmente acrescentam à comédia da série. Isto para não falar da fluidez da animação, dos brilhos e detalhes nos olhos dos personagens e nos instrumentos de metal, tudo feito com a cautela e maestria ímpares do estúdio. Algumas cenas, como a cena ao lado, brincam muito bem com a iluminação.

Todos os cenários tem muitos detalhes, muitas pequenas coisas que nos ajudam a entender os personagens e seus cotidianos, saber exatamente o que eles tem feito dos seus dias, e eu, confesso, só fui perceber muito disso assistindo à série uma segunda vez.

Não menos bem produzida é a música, o que, evidentemente, também é de se esperar. A trilha sonora de Hibike! Euphonium conta quase que exclusivamente com músicas produzidas com instrumentos de sopro, o que por si só já haveria de ser único e fascinante. Por ser uma série de música, porém, não tem tantas musicas de fundo, e o destaque vai mesmo para as melodias que são ensaiadas durante as sessões do clube e as práticas dos personagens – peças de bandas como Yellow Magic Orchestra figuram aqui, tornando a serie ainda mais interessante para os entusiastas de música.

É interessante, também, notar que a aproximação à música é realista, por duas vias: além de usar peças de bandas populares “na vida real”, Hibike! Euphonium, diferentemente de muitas séries de anime de música, não trata a música como algo poético e especial por si só, mas como uma atividade que se torna especial para aqueles personagens. O que não significa que a série não seja poética: de fato, a aproximação da série à vida é muito bonita, com direito a frases de efeito e lições de moral. Sucede que em nenhum momento há um monólogo sobre como “música é magia” ou qualquer coisa do tipo, tão comuns em séries de música. Música é música, e esses personagens gostam, cada um de seu jeito particular, de música.

Mas não é necessário ter nenhum apreço ou envolvimento especial com música para gostar de Hibike! Euphonium. Apesar de acreditar na quase-universalidade do apreço por música, a verdade é que a história e o drama da serie já são mais que suficientes pra cativar qualquer espectador que goste de uma boa injecão de ânimo, disfarçada de série de animação de “meninas fofas sendo gays e tocando música”.

Pois Hibike! Euphonium é isso: não tanto um slice of life, quanto uma história recheada de drama e boas lições de vida, e não é possível que a maioria das pessoas não adorem e não se identifiquem com algumas questões existenciais e personagens, não fossem feitas as comparações de praxe. Não, Hibike! Euphonium não é K-On! ou qualquer outra série, e também não tem pretensões de ser para todo mundo. Mas é inegavelmente bom ao que se propõe.

Recomendadíssimo pra quem gosta de séries com um que de slice of life, um que de clássicas, um que de fofura e originalidade, e, por que não, um que de yuri! Deixo aí a recomendação pra quem curtiu. ?

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@Geek Santos | Debate sobre o Mercado de Mangás Atual

Olá! Como estão?

O post de hoje, um pouco diferente do usual, é para fazer uma divulgação e trazer minhas impressões de um debate interessante que ocorreu no evento @Geek Santos, promovido pelo SESC Santos nos dias 30, 31, 1 e 2 de Julho/Agosto de 2015 (quinta-feira, sexta-feira, sábado e domingo). Na ocasião, os autores Leandro Altafim eDouglas MCT fizeram falas sobre o mercado nacional de quadrinhos, e contaram um pouco de suas trajetórias, com a mediação do desenhista e professor Alexandre Valença Alves Barbosa.

Douglas MCT conta que começou a desenhar através de séries animadas que admirava, ainda nos anos 90, e, em 2005, surgira uma oportunidade de trabalhar na empresa Maurício de Sousa Produções. Em 2007, ele se muda para São Paulo, começa a trabalhar como roteirista das histórias da Turma da Mônica. Com formação em Criação e Produção Audiovisual, também realizou diversos trabalhos em produção multimídia, na produção de vinhetas animadas. Publicou ainda os livros O Coletor de Almas e a série Necrópolis, além de outros contos, e atuou como editor-chefe da revista Neo Tokyo.

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Hansel & Gretel (Imagem Divulgação)

Em relação às suas histórias, Douglas MCT conta que suas referências vem das mais diversas séries de quadrinhos de diferentes nacionalidades, e menciona a “richa” existente entre leitores e criadores de mangás e comics, ou quadrinhos americanos, notando haver um certo preconceito de uma parte ou de outra. Menciona, ainda, que o mangá Hansel & Gretel, inicialmente anunciado em 2009, está agora prestes a ser lançado. Seu principal projeto atual é o website Lamen, um leitor virtual de histórias em quadrinhos selecionadas, publicadas por autores nacionais. No website, vem realizando um trabalho de editoração e revisão das obras que recebe.

Já Leandro Altafim conta que, inicialmente, que antes de trabalhar com desenhos e ilustração, seu sonho mesmo era ser jogador de futebol; no entanto, por conta de uma lesão, acabou não podendo seguir na carreira, e investiu no sonho antigo de ser desenhista. Assim, em 2007 cria a HQ Shadday, que fora lançada no Anime Friends do mesmo ano, e posteriormente passa a lecionar desenho e criação de histórias, profissão que exerce até hoje. Conta-nos, então, as tendências dos alunos que chegam até ele, com interesse em criar suas próprias histórias, e na maioria com mais interesse em desenho que em roteiro. Conta, também, que como educador, um dos fatores importantes a serem trabalhados é o ego do jovem, que muitas vezes chega com pouco material pronto, pensando em criar um épico, incentivado pela família e os amigos.

Leandro Altafim fala também sobre os grupos de Internet, como os de Facebook, nos quais os jovens costumam lançar seus projetos, divulgando-os para pessoas que podem eventualmente estar interessadas em lê-los. Nestes grupos, como Douglas MCT também explica, existe muito amadorismo, mas também serve como uma porta de entrada para grandes profissionais. Douglas MCT explica, ainda, que no seu website, Lamen, as histórias são selecionadas previamente, diferentemente destes grupos; assim, uma produção amadora pode ser aperfeiçoada e adequada a certos padrões de qualidade, para ser publicada.

Além de falarem sobre o desenho, debatem ainda as tendências do mercado de impressos, atualmente liderado no segmento de mangás por três editoras – JBC, Panini e NewPop – mas que, no entanto, ainda sofre com o monopólio das grandes marcas, e os subsequentes problemas de distribuição que isto causa. Assim, explicam, muitos mangás nacionais não deslancham, e sua venda acaba sendo reservada para as livrarias especializadas, como tem acontecido mais recentemente com as produções nacionais do Studio Seasons, o qual é continuamente elogiado por ambos, mas, acreditam, é insuficientemente reconhecido pelo leitor nacional. Assim, um dos problemas que ambos enxergam no mercado de quadrinhos atual é a pouca divulgação das obras, sobretudo nacionais, que por vezes possuem uma qualidade tão boa ou melhor que as estrangeiras.

Eles também mencionam a popularização da cultura Geek e Nerd em anos recentes, que se deu, por exemplo, através dos lançamentos dos filmes de superheróis, e como isso alavanca a criação de histórias em quadrinhos. Entre outras lições, Douglas MCT explica as definições do que seriam a saga e o arco, e também as diferenças entre escrever um roteiro para um livro e para uma história em quadrinhos, e ainda para um mangá, uma vez que cada um possui sua linguagem diferente. É preciso vivenciar cada cultura e forma de expressar a história, segundo Altafim, para aprender a produzir um bom material adequado ao formato.

A palestra foi bastante proveitosa, certamente, para os criadores, uma vez que, além de darem várias dicas e relatos de suas próprias experiências práticas, Douglas MCT e Altafim mencionaram diversas oportunidades e portas de entrada para novos criadores, e provaram por A + B que o mercado de histórias em quadrinhos nacionais existe e está em franca expansão, sobretudo com a ascensão do uso da Internet e as novas possibilidades de divulgação e marketing que surgem com isto.

Imagem Divulgação
Imagem Divulgação

Originalmente publicado no NotLoli

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Artcon – Nostalgia: Os Incríveis anos 90 | Conheça nossa COLLAB!

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Artcon – Nostalgia: Os Incríveis anos 90

Este é uma postagem especial para o primeiro evento oficial do Suco de Mangá. E não poderia de ser, algo relacionado ao desenho!

ArtCon – Nostalgia: Os Incríveis Anos 90

Bora viajar no tempo!
Organizamos esta collab para homenagear a incrível década de 90. Além da homenagem, o collab visa estimular as novas gerações ao expor nossa evolução artística retratando as obras que foram importantes em nossa infância. Os desenhos devem ser retratados em formato de pôster.

  • DEADLINE – 26 Setembro de 2015
  • LANÇAMENTO – 05 de Outubro de 2015

MÉTODO DE ESCOLHA – Favor deixar neste grupo do facebook o seu portfólio e a série de interesse (Link da Lista Abaixo). Avisaremos assim que os pedidos forem validados.
VAGAS – Mais de 150

Lista das Animações disponíveis: http://tinyurl.com/lyjlx79

Dúvidas ou sugestões, estaremos à disposição.

artcon

 

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Shingeki no Kyojin | Trailer da série em live action!

No último dia 1, o primeiro live action de Shingeki no Kyojin estreou no Japão com muito sucesso: Foram mais de 4,8 milhões de dólares só neste final de semana. Em meio a esse sucesso todo, não podemos esquecer da série em live action da franquia.

Serão três episódios de meia hora e que passarão no sistema de streaming dTV. Ainda não sabemos se a NetFlix tem interesse em trazer pra cá – vamos torcer. A série tratará do cotidiano de Hanji – vivida pela atriz Satomi Ishihara – e de toda patrulha de exploração, com ligações diretas com os longas.

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Ronda Rousey | Mestra pokemon, cosplayer, aprendiz do Mestre Kame e fã de WoW

Mais que presente nas mídias especializadas, Ronda Rousey também está sendo foco da imprensa geek e considerada a Queen of the Nerds. Quer algumas provas?

Mestra Pokemon

Com 28 anos anos, ela vivenciou bem o que foi a febre pokemon. Ela começou com o jogo de cartas, tirando de cara um Dragonair. Quando passou a jogar Pokemon Blue no Game Boy Color, seu primeiro pokemon foi um Charmander. E desde então, foi uma intensa paixão, jogando quase todos os jogos da franquia – como os mais recentes X/Ymenos Pokemon Pinball, que não gostou. 

Aprendiz do Kame

Já a vimos com um agasalho laranja e já apareceu com o The Rock usando uma camisa do Vegeta: It’s Over 9000! O vídeo abaixo ela fala um pouco sobre sua obsessão a Dragon Ball! *Em inglês

It's Over 9000!
It’s Over 9000!

Clássico agasalho laranja
Clássico agasalho laranja

Ronda Cosplayer

E não é só de games e animes não! Ela curte também o universo cosplay, já se caracterizando como Sailor Moon e Tartarugas Ninja! Já vimos que o negócio dela é porrada mesmo! 😀

Ela é uma Night Elf no World of Warcraft

Ela contou que enquanto estava na Bulgária gravando o filme dos Mercenários, ela tinha algum tempo livre. Eis que surgiu sua oportunidade de começar uma aventura no World of Warcraft, como uma caçadora Night Elf! *Confira no vídeo abaixo.

A personagem Lunya!
A personagem Lunya!
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