quinta-feira, fevereiro 12, 2026
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No Limite do Amanhã | Review

Quando a Terra é tomada por alienígenas, Bill Cage (Tom Cruise), relações públicas das Forças Armadas dos Estados Unidos, é obrigado a ir para a linha de frente no dia do confronto final. Inexplicavelmente ele acaba preso no tempo, condenado a reviver esta data repetidamente. A cada morte e renascimento, Cage avança e, antecipando os acontecimentos, tem a chance de mudar o curso da batalha com o apoio da guerreira Rita Vrataski (Emily Blunt).

O Poder Blockbuster

Não sei quanto a vocês, mas eu, #BELLAN adora um bom blockbuster. Ainda melhor se uma adaptação de algo que a gente gosta e um plus ainda maior se é com um ator que SABE fazer blockbuster: No caso, Tom Cruise.

O cara já tem mais de 30 anos de carreira – deslanchando de vez em Top Gun: Ases Indomáveis – e não há uma fase se quer ruim do ator. Não diferente, Edge of Tomorrow/No Limite do Amanhã é mais um grande filme que acrescenta à carreira do astro de Hollywood.

Assim como o mangá, No Limite do Amanhã é uma adaptação da light novel All You Need Is Kill de Hiroshi Sakurazaka e já adianto: Há diferenças entre o filme e o mangá ilustrado pelo mestre Obata. Como não tivemos acesso ainda ao livro, não sabemos o QUANTO a adaptação cinematográfica é fiel a história original. Com isso, mais a frente em nosso texto, faremos uma comparação do mangá com o filme dirigido por Doug Liman.

Save Game

Parecido com o mangá – que também fizemos o review – temos o personagem principal, Major William CageKeiji Kiriya no mangá – “porta-voz” do exército dos Estados Unidos que é rebaixado a soldado e colocado em frente de batalha para lutar contra os extraterrestres. No filme No Limite do Amanhã, dá-se a entender que um meteorito cai na região de Hamburgo na Alemanha. Este é o primeiro foco da força extraterrestre e que não demora muito para se espalharem pelo mundo.

As forças armadas, mais especificamente a ‘United Defense Forces/UDF’ cria uma espécie de exoesqueleto para lutar contra tais criaturas, estas chamadas de Mimic/Miméticas/Mimetizadores. Estas criaturas, pelo que parece, só querem saber de uma coisa: Exterminar toda a raça humana. Quando Cage vai para a frente de batalha, por inexperiência, ele morre. E aí que tá a cereja do bolo da trama: Ele acaba voltando toda vez que morre.

Protagonismo

William Cage, o personagem interpretado por Tom Cruise é o dono da vez no filme. Apesar de que no mangá acontece uma divisão bem bacana entre Cage/Keiji e Vatraski, na adaptação hollywoodiana não acontece isso e até sentimos falta de mais de aparições da atriz Emily Blunt interpretando Rita Vatraski. *Uma curiosidade é que a atriz fez Looper. Quem não assistiu este aqui, vale à pena também!*

Comparando mais ainda o mangá com o live-action, temos um Cage/Keiji mais bundão nas telonas, e poxa, interpretado por Tom Cruise, o cara mais “invencível” das telonas. Isto é bem incomum de se ver. Voltando a trama, o cara é tipo um garoto propaganda do exército e só passava comunicados na TV e fazia alguns contatos diplomáticos entre países. O interessante é que, por ser ainda mais bundão que no mangá, dá pra reparar que no filme ele faz o looping mais vezes.

Dinâmica

Ahhh que beleza <3, referências. A cena de desembarque na região da costa da França, é bem próxima ao que vimos na cena da praia da Normandia em ‘O Resgate do Soldado Ryan‘ de Steven Spielberg, e tão sensacional quanto. É bem bacana ver algo meio “starcraftiano” e para quem curte 2ª Guerra Mundial, vai se identificar bastante com o filme.

Se formos falar em roteiro, temos um filme até que bem conciso e sem muitas janelas a fechar. Claro que por se tratar de um blockbuster, muita coisa vem mastigadinha, principalmente em questão mais técnica das criaturas e de como elas chegaram, mas são contextualizações até que interessantes. Se pegarmos o ritmo e dinamismo do filme, ele funciona muito bem até sua metade, onde parece perceptível que os roteiristas não conseguiriam mais chamar a atenção com surpresas no looping. Mas não compromete de forma alguma o filme e ele se estende bem até seu fim.

Mangá vs Filme

Se você assistir pensando em ver algo como o mangá, desista, não adianta. Como sempre falamos por aqui, adaptação não é transposição e se você quer algo como o mangá, leia o mangá. O filme por si só, alimenta muito bem seus telespectadores e sim, há diversas mudanças.

Enquanto no mangá tínhamos uma carga emocional e dramática latente, no filme a presença do poder audiovisual é bem maior. Dá pra categorizar No Limite do Amanhã como um filme de ação, o que não pode-se dizer com toda certeza do mangá. Mas não se engane, a adaptação é muito boa e a essência está toda ali. Ainda não podemos comparar com o light-novel, mas acredita-se que por se tratar da arte escrita, a ação deve ser ainda menos presente.

Enquanto que no mangá…

  • Rita usa um machado, no filme uma espada;
  • Rita tem o simbólico apelido “a cadela do campo de batalha”, no filme “vadia de ferro”;
  • O “looper” tem dores de cabeça, no filme ele tem “visões”;
  • Os mimetizadores parecem-se com chuchu dentados, no filme são uns “tentáculos-dentados ligados no 220v”;
  • Há uma interação social no refeitório, no filme tem o pessoal do J-Squad, o qual Cage faz parte;

Virtudes

No Limite do Amanhã é um bom filme com ótima direção. Tom Cruise e Emily Blunt  – bem como todo J-Squad – estão muito bem no filme e as cenas de ação em conjunto com os efeitos especiais, farão o telespectador ficar preso em todo seu decorrer. Os problemas, como já dito anteriormente, nem de longe prejudicam o longa, apenas dá-se um desconforto para aqueles que buscam um roteiro mais “apurado” ou com surpresas, e pode ter certeza, do começo ao fim, muitas acontecerão.

Um conceito bacana utilizado no filme é a metalinguística da ironia. Em diversos momentos o filme nos “prega” uma peça, vou lhes explicar: Em diversas cenas, Cage age como se nunca tivesse vivenciado aquele momento, de forma bem irônica mesmo. Da mesma forma que ele “dribla” a perspicácia de Rita, também acabamos caindo na dele. Outra cerejinha do bolo é o humor bem empregado. São diversas cenas de repetição – e de mortes – que acabamos rindo com seu desfecho. *É tipo você jogando e morre sempre. Mas está próximo de um save. Ou tá usando o recurso save-state desenfreadamente.*

Outro detalhe, que pode passar despercebido é de que, assim como no mangá, Rita usa uma armadura de cor vermelha. No filme, nenhuma citação é descrita ou não passa nenhuma intenção de Cage utilizar uma armadura de cor azul. O detalhe deste tópico é que o mimetizador que “domina” Cage é da cor azul.

Seja All You Need Is Kill ou Edge of Tomorrow, ambas obras estão muito bem recomendadas. Surpreenda com o filme do mangá e surpreenda com o filme do filme, que graças a Liman, não é coxinha.


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Evangelion | Projeto Levará ‘Lança de Longinus’ Até a Lua!


Já sendo direto. Para quem não lembra da cena, olha só:

A campanha crowdfundingProject to Pierce the Moon With the Spear of Longinus‘, visa angariar 100 milhões de ienes (algo próximo de 825 mil dólares) para literalmente, cravar uma lança de Longinus na Lua! E você acha absurdo? Que nada, até o presente momento, já foram arrecadados 35% do montante e estima-se que a meta ocorra até 2016.

evangelion longinus lua
Brasão do Projeto (Imagem Divulgação)

 

Iniciado no dia 5 de Abril do ano passado, a campanha faz parte da celebração do aniversário de 20 anos da franquia Neon Genesis Evangelion e a lança com 24 centímetros, estará a bordo de uma nave espacial americana. E é isso, Nerd Power até a Lua! <3 

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Highschool of the Dead | Panini lançará Spin-off


A Panini ainda não parou com seus anúncios de novos títulos. A vez agora é de Highschool of the Head!

Gakuen Mokushiroku: Highschool of the Head foi lançado em 2011 e tem o formato de “tirinhas”, ou mais especificamente yonkoma/4-koma. Serializado pela Dragon Age, tem ilustrações de Shouji Satou baseada nas histórias de Daisuke Satou. Possuindo 16 capítulos e satiriza a obra principal Highschool of the Dead, com um plot bem simples: Está rolando um apocalipse zumbi e um grupo de estudantes tenta sobreviver em sua escola.

Highschool of the Head sai ainda este semestre, com UM volume!

Highschool of the Head (Imagem Divulgação)

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Alexyus Cruz – Borboletas Envenenadas | Suco Apresenta

Já estivemos antes com Alexyus Crus: Memento e agora o Clube das Aberrações vem com mais uma HQ online! Borboletas Envenenadas. Segue o release:

O Filosofo Alexyus Cruz em nova aventura online, dessa vez voltada para o suspense. Borboletas Envenenadas foi um fanzine lançando pela primeira vez em 2010 e que agora encontra nesse ‘remake‘ a mesma ideia, com novos traços e cores por Wagner Kurts. História completíssima em somente 22 páginas.

“Na trama, Melissa é uma bela dama que em um passeio na floresta foi envenenada sem motivo aparente por um arqueiro. Van Heryus um viajante, se coloca em risco a fim de descobrir o ocorrido com a mulher e encontrar o antídoto para curá-la. Contudo o viajante não sabe que uma criatura sombria com interesses desconhecidos espreita seus passos”.

Borboletas Envenenadas é uma história de camadas. Nem tudo é o que aparenta, além de trazer algo a se pensar apresenta uma narrativa singular, misturando quadrinho, contos de fadas e o teatro.

Para ler ONLINE
Para fazer DOWNLOAD (41 MB)

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Shingeki no Kyojin: No Regrets | Novo Mangá da Panini!


 No último 07 de Março, a editora Panini anunciou seu mais novo título de mangá: Shingeki no Kyojin: No Regrets!

O spin-off é focado na trama entre Rivaille/Levi e Erwin, com acontecimentos que precedem o arco da série principal. O mangá já foi finalizado no Japão com 2 volumes e tem previsão para sair em Abril por aqui.

Capa Japonesa - História por Gan Sunaaku e arte de Hikaru Suruga (Imagem Divulgação)
Capa Japonesa – História por Gan Sunaaku e arte de Hikaru Suruga (Imagem Divulgação)
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The Legend of Zelda: Majora’s Mask 3D | Review

Eu posso não concordar com muitas das políticas da Nintendo, mas não podemos chamar a Big N de preguiçosa: The Legend of Zelda: Majora’s Mask 3D é muito mais que o mesmo jogo com uma resolução maior, como é a moda dos “remaster” que invadiu os consoles recentemente.

Confira também: Elite: Dangerous | Review

The Legend of Zelda: Majora’s Mask 3D é um remake caprichado da versão de Nintendo 64 com diversas melhorias em relação ao original, tornando o remake de 3DS um jogo que vale a pena ser jogado, tanto por quem nunca jogou, quanto para quem jogou o original.

YOU’VE MET WITH A TERRIBLE FATE, HAVEN’T YOU?

majoras mask
Créditos ao Thiago! (Screenshot Divulgação)

Majora’s Mask é um dos jogos mais sombrios da série, chegando a dar origem à história de Ben e uma interpretação bem perturbadora a respeito do enredo. (Veja AQUI sobre a história. Veja AQUI a interpretação, mas cuidado, tem spoilers sobre a história do jogo).

O jogo se passa, de acordo com a timeline oficial, logo após os eventos de Ocarina of Time, considerando a história a partir da época do Link criança.

Desta forma, o jogo começa com Link vagando por uma floresta, procurando por um(a) amigo(a) querido (a) que não via há muito tempo. Após ser vítima de uma brincadeira do vilão Skull Kid, Link acaba em Clock Town em Termina, onde a lua está caindo, e o herói tem apenas três dias para impedir Skull Kid, recuperar um artefato roubado e salvar a cidade.

Para a sorte do protagonista Link, o jogo traz mecânicas para lidar com o tempo esguio. Ao fim, o jogo dura mais que o pequeno tempo que Link tem antes que o mundo acabe.

Além da missão principal, há diversas sidequests que envolvem ajudar os diferentes habitantes de Termina, sendo algumas bem simples e curtas, como vencer um minigame, outras são bem longas e precisam de vários itens para que possa completa-las.

A missão principal em si não é tão longa, mas as sidequests e a busca por todos os itens e mascaras dão estendem o jogo até uma duração satisfatória.

majoras mask
The Legend of Zelda: Majora’s Mask 3D (Imagem Divulgação)

NÃO EXATAMENTE O MESMO JOGO QUE VOCÊ CONHECE

Majora’s Mask 3D é essencialmente o mesmo jogo lançado para Nintendo 64 em 2000. As mecânicas seguem o mesmo padrão dos outros jogos da franquia. Link tem uma espada, um escudo, pode rolar ou saltar para os lados e encontra diversos itens, tais como o já famoso arco e flechas e as tradicionais bombas.

A novidade do jogo é a introdução das máscaras. Durante a jornada, Link encontra diversas máscaras, que são usadas como se fossem itens. Algumas poucas máscaras são especiais, e permitem ao Link se transformar em outro personagem.

majoras mask
The Legend of Zelda Majora’s Mask 3D (Imagem Divulgação)

Outras apenas garantem algumas habilidades especiais ao personagem, tal como correr mais rápido, dançar ou até mesmo a falar com sapos. Há também algumas que são necessárias apenas para cumprir algumas missões, como para mostrar que está procurando por certo alguém ou entrar em lugares restritos.

Do mesmo modo, há também os tradicionais dungeons da série. Porém, em Majora’s Mask, as dungeons principais aparecem em uma quantidade significativamente menor que o seu predecessor, Ocarina of Time. Felizmente, há várias mini dungeons para compensar.

Porém a versão para Nintendo 3DS não é exatamente igual à versão original do Nintendo 64. Além da mudança no visual, a Nintendo mudou algumas partes do jogo original. Alguns itens não estão no mesmo local, algumas recompensas também foram trocadas. Foram incluídos alguns save points novos e agora o jogador não precisa mais voltar ao início para salvar.

Além disso, há a inclusão de um modo pesca, parecido com o do Ocarina of Time. Não modifica o curso do jogo, mas é uma opção para o jogador se divertir quando não tiver salvando o mundo.

A maior diferença sentida, porém, foram nas batalhas contra os chefes. Todos eles tiveram a mecânica refeita de forma que em diversas vezes quebrei minha cara ao chegar confiante que sabia como vencer e no fim não era bem assim. O destaque fica para o chefe da última dungeon, a batalha foi bem surpreendente.

Falando em gráficos, visualmente o jogo está muito bonito. É claro, devido à limitação do 3DS, a resolução é baixíssima. Jogá-lo em uma tela grande FullHD seria penoso, porém, na tela pequena do portátil os gráficos se encaixam perfeitamente. Além da melhoria nas texturas, para algo mais parecido com o Ocarina of Time 3D, houve também uma mudança na coloração do jogo.

Desta forma, Majora’s Mask 3D é um jogo muito mais colorido que o original. Embora visualmente mais bonito, acredito que o visual mais dark combina melhor com o clima sombrio do jogo do que esse visual mais colorido e alegre.

REMAKES COMO ESSE SÃO COISAS LEGAIS PARA SE TER… HEH, HEH.

Majora’s Mask 3D é um excelente remake de um excelente jogo. Naturalmente, se você não gostou do jogo original, não há nada na versão de 3DS que irá lhe fazer mudar de idéia. Mas se gostou, ou ainda, se ainda não o jogou, recomendo jogar esse remake.

A Nintendo fez um trabalho primoroso com essa versão, trazendo além de uma atualização gráfica, algumas mudanças que mantém o jogo fresco até para quem já jogou.

Para aqueles que não jogaram, se a franquia The Legendo of Zelda lhes agrada, deem uma chance a Majora’s Mask, pois o jogo é uma emocionante viagem atrás de um mundo fantástico, repleto de personagens carismáticos, ainda que num tom um pouco mais sombrio que os demais jogos da série.

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‘Miriya e Marie’ é o Novo Mangá da Abril!


Este é o mais novo anúncio de lançamento da editora Abril com seus mangás Disney!

Miriya & Marie conta com apenas um único volume e chega no preço padrão de R$ 13,00. Como acontece com os outros, primeiro na região Sul e Sudeste – próximo do dia 27 de Março – e até o meio do ano nas demais localidades.

Sinopse: Miriya era uma menina rica que levava uma vida tediosa e sem sentido no Japão… até ser transportada para a Paris do ano 1910! Fora de sua época, em uma cidade estranha a ela, Miriya descobre que faz parte de uma dinastia de bruxos e que, para desenvolver suas habilidades, precisa das aulas de magia da gatinha branca Marie. A mundialmente famosa personagem do filme Aristogatas agora é uma felina dotada de poderes mágicos, capaz de falar com os humanos. Conduzindo sua aluna japonesa por lugares tão fascinantes quanto esquisitos, Marie ensina lições de vida, respeito e confiança neste novo e diferente mangá Disney, feito para crianças curiosas e adultos que não perderam o dom de sonhar.

Imagem Divulgação
Imagem Divulgação
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All You Need Is Kill | Review

Confira agora o nosso REVIEW de All You Need Is Kill, lançado pela Editora JBC em dois volumes e que depois ganhou uma edição completa!

Confira também: All You Need Is Kill | Primeiro Gole

All That You Touch

E se por um acaso e motivo, sua vida começasse a repetir, todos os dias. Como resolveria isso?

É o que acaba pegando de supetão o protagonista Keiji Kiriya, um soldado de ‘Unidade de Armadura Mecanizadas‘  – Mechas, simples assim ^^ – que acaba perdendo seu braço em combate e puff, acorda em seu leito, um dia antes daquele “amanhã”.

Para ele, no início, tudo passava de um sonho. Mas não é que ele acaba morrendo de novo? E de novo? É aí que ele se toca – isso lá pela 5ª morte – que há algo a mais aí. Algo que ele tem de fazer, pois não é possível, isso tem um significado.

All That You See

O mangá é relativamente novo e foi lançado no meio de 2014, não dando nem UM ano de diferença para a JBC lançá-lo por aqui. Tudo deve-se, claro, pelo lançamento Hollywoodiano do filme estrelado por Tom Cruise e Emily Blunt, No Limite do Amanhã (Edge of Tomorrow).

Porém, o mangá – assim como o filme principalmente – é baseado num light novel de 2004, escrito por Hiroshi Sakurazaka e ilustrado por Yoshitoshi Abe, este último aí, conhecido por ser character design de Serial Experiments Lain e Haibane Renmei, só para citar dois. Ele também é responsável por direcionar as características das personagens ao mestre Takeshi Obata (Death Note, Bakuman), que ilustrou o mangá. Quanto ao roteiro adaptado, ficou a cargo de Ryousuke Takeuchi.

Volume 1 de All You Need Is Kill, publicado pela Editora JBC (Imagem Divulgação)
Volume 1 de All You Need Is Kill, publicado pela Editora JBC (Imagem Divulgação)

All That You Taste

A ambientação do mangá se passa no Japão e mais exatamente na Península de Boso, onde uma base militar – uma das poucas que restam no mundo – está em constante ataque das criaturas extraterrestres, que para piorar, há indícios de um “ninho” na ilha de Okinawa. É com isso que diversas forças militares são enviadas para esta base, dentre elas a americana, liderada pela jovem Rita Vatraski.

Como de praxe, as criaturas – Mimetizadores, estes que para quem joga RPG, são parecidos com Beholders dentuços – só são danificadas num ataque mais direto e próximo, o que é um dos motivos da utilização dos mechas de combate. Armas comuns não fazem efeitos e cada soldado está munido de três tipos de armamento:

  • Metralhadora 20mm
    • Pouco eficaz e mais utilizada para distração a longa distância;
  • Lança Foguetes
    • Utilizando granadas termobáricas, estas armas já são mais eficientes a média distância;
  • Bate Estacas
    • O que pode realmente matar a criatura, lançando lanças de Carboneto de Tungstênio. O problema: Curto alcance!

A história do mangá começa quando a guerra já está durando alguns anos – ou décadas – e em muitos momentos dá-se a acreditar que ela acabará apenas quando uma das raças se extingua por completo. Enquanto que os Mimetizadores não temem NADA e atacam o que vier pela frente, um dos problemas dos soldados humanos é a experiência. São poucos os que resistem a um combate, o que acaba tornando ainda mais complicado o embate.

All You Feel

O protagonista da série é Keiji Kiriya. Ele não é um soldado experiente, mas logo de cara percebe-se que quanto mais ele luta, mais “sangue-no-zóio” ele fica. Por se tratar de uma obra seinen, seus pensamentos e dramas psicológicos, virão à tona, a cada página e ação dada.

Ele tem um colega de quarto, chamado Jin. Este aí, não aparece muito, mas acabamos nos identificando com ele pois, cada vez que o loop acontece, temos a mesma cena deles acordando juntos na beliche. Ao contrário de seu amigo, Keiji é mais centrado e focado em seus objetivos. Leva sempre o treinamento a sério e tem um apreço grande pelo sargento de sua divisão.

Apesar de ter um alto dom de aprendizagem, o garoto tenta se superar a cada dia que retorna. Esta, da superação é a característica mais forte do personagem e vai permear por  toda a obra. Voltando ao Keiji – muitas vezes, seu traço até lembra o Light Yagami de Death Note – o cara fica um MEGA soldado, já que além de saber tudo que acontece no outro dia, ele está com os reflexos mais ágeis também.

Volume 1 de All You Need Is Kill, publicado pela Editora JBC (Imagem Divulgação)
Volume 1 de All You Need Is Kill, publicado pela Editora JBC (Imagem Divulgação)

All That You Love

Rita Vratask – sempre me travo ao falar este nome – é a segunda personagem do mangá. Apesar da obra ter apenas dois volumes, ela poderia facilmente figurar no alto escalão das “garotas fodonas”, podendo estar par a par de uma Mikasa da vida.

Há diversas surpresas na leitura do mangá e uma delas se diz respeito a Rita. Se falarmos em convicção e pensamento lógico rápido, a garota dá muito bem conta do recado e outra coisa: Não se engane pela sua aparência frágil. Ela segura um machado de 200kg e não mede esforços para aniquilar diversas criaturas num só golpe.

Olha só o apelido que ela ganhou entre os soldados: A cadela do campo de batalha que oblitera tudo que é Mimetizador que encontre pela frente. É para poucos não? E seu lema de vida então: Erradicar deste planeta, absolutamente TODOS os Mimetizadores. FODA!

All That You Hate

Pode-se dizer que All You Need Is Kill não possui falhas. Em alguns momentos seu ritmo pode parecer um pouco arrastado em certas cenas de batalha e que por outro lado, um colírio para os olhos esta arte de Obata. A obra mantém-se bem em seus 17 capítulos e se por algum motivo você não se empolgar, é por que de fato, ela não lhe tocou.

Mas um aviso aqui é dado: O primeiro volume segue um ritmo diferente do segundo, que é totalmente puxado ao “psicológico” e é o que dá cor a toda trama. E voltamos naquilo: O mangá não é uma obra de ação e mais, não tem como foco os extraterrestres. O foco da trama aqui é superação e sabedoria.

Graphic novel de All You Need Is Kill (Imagem Divulgação)
Graphic novel de All You Need Is Kill (Imagem Divulgação)

All You Distrust

Como falado lá no começo do texto: Como Keiji vai voltar a viver novamente e parar de viver este looping? Falando nisso, sabe quando ele vai matar seu primeiro Mimetizador? Na 21ª vez!

Toda vez que Keiji morre, ele começa um treinamento novo ou testá-os em batalha. É curioso saber que o cara está “acostumado” com a morte, com o sabor e com a dor que ela pode lhe trazer. E já vou avisando: O cara perde membros, tripas, cabeça… ou seja, já sabe o teor de tudo que é tipo de dor.

Já adiantando – e não encare como um spoiler – são centenas de vezes que o loop acaba acontecendo e o mais interessante é que não fica repetitivo. A narrativa dá conta de que cada capítulo um nó da história é desatado e faz com que você fique cada vez mais preso à leitura, querendo saber o que vai rolar pela frente.

All You Save

Mas claro, a cereja do bolo: Keiji + Rita. Se você pensa naquele casalzinho todo bonitinho lutando junto, pode apostar! Isso aqui até que existe, tanto que muito da técnica que ele aprende em combate, foi vendo-a em combate. Você já assistiu ‘Como Se Fosse A Primeira Vez’? Vai se identificar com diversas cenas e até se emocionar. Não dá pra falar muita coisa, mas né, é fácil de sacar que rola algo entre os dois. Uma química? Um romance? Leia aí 😉

Além desta carga mais romântica e psicológica, há muito da filosofia por aqui também. Pode ser que a morte seja uma maldição ou uma benção, porquê não? Imagina viver a imortalidade, o quão tedioso seria depois um período de tempo, ou vivê-la e não ter aprendido o que deveria-se aprender.

Capa do volume completo de All You Need Is Kill, publicado pela Editora JBC (Imagem Divulgação)
Capa do volume completo de All You Need Is Kill, publicado pela Editora JBC (Imagem Divulgação)

All You Need Is Kill

Este conceito de voltar, treinar e fazer o melhor é um sinal de que deveríamos aproveitar cada segundo do tempo e fazer o nosso melhor sempre. Não temos esta “chance” de Keiji, mas né, quantas vezes nos perguntamos “ah, se eu pudesse fazer diferente”. Para este pensamento estar cada vez menos presente em nossas cabeças, é viver o dia, viver como se fosse morrer amanhã. Quanto ao “tudo que você precisa é matar” do título, pode ser com relação aos nossos preconceitos e egos.

Um mangá para poucos? Não! Recomendado para toda a galera. Se ele consegui passar o que queria da light novel? Não sei. Se o filme conseguiu passar? Também não sei, pois ainda não o assisti – mas já tá no gatilho. Se você quer mais um filme relacionado a este tema, tem um grande clássico do Bill Murray, ‘Feitiço do Tempo’, recomendadíssimo também.

Leia o preview no site da Editora JBC! 

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