Início Site Página 1529

Confira os destaques do segundo dia da CCXP Tour Nordeste

O segundo dia da CCXP Tour Nordeste, primeira edição fora de São Paulo da maior comic con do mundo, foi marcado pela exibição inédita do trailer do novo filme da saga Star Wars, bate-papo com ator de Supernatural, painéis com quadrinistas da DC e Marvel Comics. O momento nostalgia foi a presença do ator Carlos Villagrán, o eterno Quico de Chaves, que emocionou o público nessa sexta-feira (14), no Centro de Convenções de Pernambuco.

Star Wars: Episódio VIII – Os Últimos Jedi | Primeiro trailer é revelado

O Auditório Twitch, que conta com mais de 2400 lugares, ficou lotado para a transmissão ao vivo do painel de Star Wars – Os Últimos Jedi, direto da Star Wars Celebration, em Orlando, nos Estados Unidos. O evento comemora os 40 anos da criação do cineasta George Lucas. “Apenas dois locais no mundo estão recebendo este sinal: Recife e China. Isso só foi possível graça ao esforço da equipe da Disney que sempre nos apoia. Acreditem: a força está neste lugar”, disse Érico Borgo, editor do Omelete que mediou o painel. Os fãs vibraram com as novidades o pôster e o trailer inéditos.

Depois dos primeiros passos em Star Wars: O Despertar da Força, Rey, vivida por Daisy Ridley, continua sua jornada épica com Finn, Poe e Luke Skywalker. A turma do Omelete comentou que, no sétimo filme, Luke está meio sumido e Rey o encontrou. A grande dúvida que o trailer deixou é o que acontecerá com Luke neste novo episódio, pois ele parece estar fora de si ao falar que os Jedi têm que acabar. Será que ele passou para o lado sombrio da força? Será que descobriu alguma coisa que o levou a pensar desse jeito? Ou será que está gaga? A estreia do longa está prevista para dezembro deste ano.

O The Star Wars Show Celebration recebeu a presidente da Lucasfilm, Kathleen Kennedy, o diretor e roteirista do filme, Rian Johnson, e os atores Daisy Ridley, Mark Hamil, John Boyega e Kelly Marie Tran, além do robô que faz o personagem BB-8. “Estamos na fase de pós-produção, editando o material. Está ficando tudo pronto. Foi uma experiência deliciosa do começo ao fim”, contou Johnson.

Neste oitavo episódio, uma nova personagem feminina entra em cena: Rose, interpretada por Kelly Marie Tran. “Ela é parte da resistência e trabalha com manutenção”, adiantou a atriz. Ela revelou ao público ter escondido da própria família a participação na trama: “Eu disse que estava gravando um filme indie no Canadá”.

Boyega também deu detalhes sobre o seu personagem, Finn: “Desta vez ele soube se impor. Ele sofreu uma lesão da vez passada, mas agora não vai brincar. Será um teste para saber quem encontra o seu lugar: se faz parte da resistência, ou se vai fugir”, informou. O grupo ainda exaltou a beleza das cenas gravadas na Irlanda e lembraram de Carrie Fisher, a eterna princesa Leia. A atriz faleceu em dezembro de 2016 e já havia concluído todas as suas cenas no filme.

Os visitantes da CCXP Tour Nordeste também podem aproveitar o estande de Star Wars decorado com elementos do filme, com diversos produtos licenciados dos seus personagens principais.

Time forte de quadrinistas da DC Comics debatem sobre adaptação de HQs para cinema e séries

O segundo painel do dia contou com a participação dos quadrinistas brasileiros exclusivos da DC Comics, Ivan Reis e Eddy Barrows, os premiados Paul Pope, Jock e Glenn Fabry, além do editor da Panini, Levi Trindade, que falaram um pouco de seus trabalhos e adaptações dos quadrinhos para as telonas.

Mediada por Marcelo Hessel, editor do Omelete, a conversa começou com o Aquaman, a partir da releitura feita por Ivan Reis, um super-herói que explodiu no último ano. “Nem a editora se importava muito com o personagem, então houve muita liberdade para criar. Eu queria era que ele fosse aquele herói bem clássico, certinho”, afirmou.

Sobre as adaptações das HQs para as telas, Barrows foi enfático: “Claro que as mídias se influenciam, mas o cinema bebe muito mais da gente do que o contrário. Para uma boa adaptação, é preciso que o diretor conheça a essência do personagem, para que então seja feita com fidelidade e respeito à obra”, disse.

Fabry, desenhista das capas do aclamado Preacher, defendeu a recente série da TV americana, estrelada por Dominic Cooper, baseada na obra de Garth Ennis e Steve Dillon. Já Jock, responsável por Arqueiro Verde Ano 1, confessou nunca ter visto a série televisiva do herói. Pope comentou o seu Batman Ano 100 e a vontade que tem de vê-lo nas telas: “O desafio na hora de fazer o Batman é conseguir algo que ainda não foi feito”, finalizou.

Ator de Supernatural conversa com os fãs e fala da possibilidade de Trickster voltar à história

O ator norte-americano Richard Speight Jr., o Arcanjo Gabriel ou Trickster em Supernatural, série aclamada no Brasil e no mundo e exibida aqui pela Warner e SBT, foi sabatinado por fãs. Ele contou que começou a atuar aos quatro anos de idade, em filmes de baixo orçamento, tendo que ralar bastante para chegar ao show business por ter nascido longe dos holofotes de Los Angeles. Ele entrou no universo de Supernatural vivendo o Arcanjo Gabriel, e agora é um dos diretores da série e também um dos maiores entusiastas da franquia, participando de diversas convenções pelo mundo.

As primeiras questões foram postas pela moderadora Aline Diniz, editora do Omelete, que intercalou o bate-papo com a exibição de cenas da série. Entre os assuntos, ele destacou como “rara” a chance de poder interpretar um personagem com características obscuras e leves ao mesmo tempo. Também chamou a atenção para a exaustiva rotina de gravações. Segundo o ator, são oito dias seguidos, 12 horas diárias, rodando entre 45 e 50 páginas de roteiro. “É muito ambicioso o que esse show faz”. O ator ainda apontou que “uma porta foi deixada aberta” para a volta do Trickster à trama.

Os fãs quiseram saber qual episódio ele mais curtiu dirigir, com quem mais gostou de contracenar, quais cena, temporada e personagem favorito. Descontraído, ele falou sobre o lado positivo de ser ator e o que costuma fazer antes de entrar no set de filmagem. “Eu faço xixi, é o grande ritual”, brincou. Também fez piada sobre o fato de odiar doces, ao contrário do Arcanjo Gabriel. Ao ser perguntado sobre qual outro papel gostaria de interpretar dentro da série, indicou Lúcifer, o vilão da história vivido por Mark Pellegrino. “Assim eu poderia matar ele ao menos uma vez”.

Richard já participou de outras séries televisivas, como Band of Brothers, Jericho e The Agency. No cinema, atuou em Velocidade Máxima 2 (Speed 2: Cruise Control), Independence Day e Pânico em Alto Mar. Lembrando que além deste painel especial, ele participa de fotos e autógrafos com os fãs até domingo (16).

Marvel Comics reúne grandes quadrinistas brasileiros e internacionais para debater obras e adaptações

O painel da Marvel Comics trouxe os quadrinistas brasileiros Mike Deodato, Gustavo Duarte, e os americanos Bill Sienkiewicz e Tom Raney. Logo no início, Sienkiewicz fez questão de falar da doçura e receptividade do público local, e fez vários vídeos e fotos durante a conversa. Primeiro, falou sobre sua relação com Elektra, de Frank Miller, a quem deu vida nos quadrinhos recentemente.

“Eu nunca vi o filme com Jennifer Garner, mas acho que essa personagem não tem que ter um tom adolescente, ela é muito mais que isso. Acho que a série O Demolidor faz um trabalho melhor, mas acredito que ela é não é um personagem secundário. Gostaria de vê-la em sua própria arena”, confessou. O artista ainda disse adorar a recente série Legion, baseada em HQ criada por ele, junto com Chris Claremont.

Gustavo Duarte, responsável pela criação de histórias, como Có, Táxi e da graphic novel Chico Bento – Pavor Espacial, levantou o público quando disse que tinha Chico Science como ídolo, e saudou a plateia com Chila, Relê, Domilindró, palavras imortalizadas na canção do cantor e compositor pernambucano, O Cidadão do Mundo.

Tom Raney, que fez trabalhos importantes para a série X-Men, falou um pouco de como o filme dos mutantes abriu portas para outros longas adaptados de quadrinhos, que são, hoje, os maiores sucessos de bilheteria do cinema.

O paraibano Mike Deodato, que já colocou rostos de brasileiros em quadrinhos, como quando desenhou Juliana Paes como par romântico do Homem de Ferro, avaliou alguns filmes de super-herói: “Acho os primeiros filmes do X-Men ‘duros’, não retratam tanto quanto os quadrinhos. Posso passar horas falando deles”, brincou.

Carlos Villagrán emociona e diverte a plateia com o eterno Quico

O painel com Carlos Villagrán Eslava, ator humorístico conhecido por seu papel icônico de Quico em Chaves, fechou a programação do Auditório Twitch no segundo dia da CCXP Tour Nordeste, nesta sexta-feira (14). Ele foi ovacionado pelo público: “Sinto prazer em estar aqui com vocês. É como é estar no céu”, disse.

O artista incorporou o personagem e durante a conversa com Patricia Gomes, do Omelete, encenou e falou os jargões popularizados na série mexicana, que é exibida regularmente no Brasil desde 1984, como cale-se, cale-se, que você me deixa louco, a sua favorita. Villagrán contou que foi difícil a primeira visita ao Brasil por não entender o idioma, mas se esforçou para falar português em todo o painel.

Sobre a rotina de filmagem, comentou que os atores chegavam às 8h para maquiar e ensaiar, depois, com três câmeras, gravavam todo o programa. Entrando no universo geek da convenção, afirmou que gosta da série The Walking Dead e ainda imitou um zumbi com trejeitos de Quico.

Painel especial reúne quadrinistas nordestinos e debate cultura local

O painel sobre “quadrinhos com sabor nordestino” abriu a programação do Audiório Ultra da CCXP Tour Nordeste. Os quadrinistas Shiko, Thony Silas e Eddy Barrows saíram das mesas do Artits’ Alley para conversar com Érico Borgo e os fãs da CCXP.

A discussão que ganhou força durante o painel foi a cobrança sutil que quadrinistas nordestinos sofrem para incorporar elementos locais as suas obras. “É natural que ocorra, já que temos uma bagagem histórica muito grande. Mas não precisamos fazer esforço, basta ser, sua história estará ali inserida de qualquer forma”, disse Thony Silas, pernambucano que desenha para a Marvel. “Somos nordestinos, mas somos brasileiros também, consumimos material externo, então há necessidade de globalização. Você tem liberdade, só depende da sua criatividade”, completou Eddy Barrows.

O paraibano Shiko contou que é preciso evitar o caminho do Nordeste exótico e aprendeu com artistas pernambucanos como misturar referências regionais e estrangeiras. “O autor que eu sou hoje deve muito ao Recife, pois a primeira vez que eu percebi que eu não precisava negar o Sertão para ser universal, foi lendo Watson Portela, que mistura traço europeu, ficção científica e cyberpunk com elementos nordestinos. [A banda] Nação Zumbi também mostrou que se pode trabalhar com essa mistura”, disse.

O painel ainda abordou o uso de ferramentas da internet pelos quadrinistas, como redes sociais e crowdfunding, plataforma de financiamento coletivo. Os três quadrinistas estão com mesas no Artists’ Alley, espaço onde artistas independentes e consagrados apresentam seus trabalhos e interagem com o público. A área tem maior presença de autores locais. Dos 185 participantes, 35 são de Pernambuco e, ao todo, o Nordeste conta com 94 (mais de 50% do total).

O homem, a voz: painel especial com o dublador de Bob Esponja e Goku

O segundo auditório da CCXP, conhecido como Ultra, também ficou lotado e cheio de atrações especiais. Entre os painéis do dia, Érico Borgo recebeu o diretor de dublagem Wendel Bezerra com elogios: “Um dos profissionais mais incríveis que a gente trabalha lá no Omelete”, afirmou. Em clima descontraído, o bate-papo começou com comentários sobre o cenário atual da dublagem. “A tecnologia ajudou muito a área, com os equipamentos, gravação individual que aumenta a qualidade, mas, ao mesmo tempo, há uma pulverização muito grande. Há estúdios em vários lugares, sem estudo, sem formação”, analisou.

Wendel começou como ator ainda criança, chegou a se formar em Direito, mas optou por trabalhar com a sua paixão: a dublagem. Em vários anos de experiência, já fez personagens famosos, como Goku (Dragon Ball Z), Bob Esponja, Jackie Chan, além de ter dublado atores como Edward Norton, Ryan Phillippe e Leonardo DiCaprio. “Uma vez, encontrei Sean Astin, o Sam de O Senhor dos Anéis. Ele escreveu no meu crachá: para a voz dentro de mim”, contou orgulhoso.

No final, a pedidos, o dublador deu vida a um Bob Esponja e a um Goku com jargões nordestinos, levando a plateia ao delírio. No final, fez uma cena em que os dois personagens encontram-se ainda com Jackie Chan em um supermercado, divertindo todos os visitantes que o aplaudiram em clima caloroso.

Galera do Matando Robôs Gigantes cria o “melhor filme de super-heróis de todos os tempos” com ajuda da plateia

Hellcife: A Lenda da Tubalança, estrelado por Nicolas Cage, Dafne Keen e Paulo Gustavo. Esse foi o resultado do brain storm divertido comandado pelas “mentes perturbadas” de Affonso Solano, Didi Braguinha e Beto Estrada, do Matando Robôs Gigantes. Com a participação especial do público – que lotou o Auditório Ultra – a ideia do podcast interativo era criar o melhor – ou pior – filme de super-heróis de todos os tempos, explorando as sugestões vindas de uma plateia bastante animada. A cada sugestão aprovada, os participantes eram agraciados com livros, quadrinhos, camisas e outros brindes.

Personagens da cultura pernambucana ganharam vida na figura do protagonista da história, o herói Caboclo de Lança, que seria interpretado por Cage; e do seu arqui-inimigo, o vilão Perna Cabeluda – uma lenda que povoa o imaginário do recifense -, que será encarnado por Tony Ramos. Dafne Keen ganhou o papel da filha do herói.

A história se passa na cidade do Hellcife – referência ao clima quente comum no Recife -, onde um pescador parrudo, chamado Troinha, sai para pescar com a filha no dia em que estava prevista a pior tempestade de todos os tempos. A menina cai no mar, e, ao tentar resgatá-la, um tubarão mágico morde a perna de Troinha, que acorda em casa após dias dormindo. Ao falar as palavras mágicas, o homem se transforma no Super-Caboclo, e o dente de tubarão vira a Tubalança, com poderes para enfrentar o então Perna Cabeluda.

No domingo (16), às 19h, o trio estará de volta para mais um podcast, dessa vez, o Porrada de Elite.

*Fotos via assessoria de imprensa

PUBLICIDADE

Irmãos Piologo agitam estande da NAGEM neste sábado na CCXP Tour Nordeste 2017

Hoje é sábado, dia 15 de abril, e as atrações no estande da NAGEM na CCXP Tour Nordeste não param! Começa às 11h30 com gameplay nos consoles PS4 e Playstation VR. As 13h30 os irreverentes Irmãos Piologo, criadores do Partoba, vão contar tudo sobre como bombar na internet. Na sequência, Gordox narra mais um campeonato de LoL, mas desta vez com um diferencial: a galera da INTZ vai estar por lá, jogando e interagindo com os gamers.

Confira os destaques do primeiro dia da CCXP Tour Nordeste

A caça aos cosplay continua com o aplicativo Hunters. Hoje mais dois monitores LG 29UM68-P serão dados como prêmio para o mais caçado e o maior caçador.
O robô de 2.60m da Samsung, que ontem animou quem estava no estande da NAGEM, vai estar por lá de novo neste sábado, mostrando todo seu gingado cibernético e encantando, principalmente, a criançada.

Vale lembra que a NAGEM é o único expositor de eletroeletrônicos no local e que durante todo evento o novíssimo note gamer da Samsung, o Odyssey, estará sendo vendido, com um brinde especial para os 10 primeiros compradores: um boneco Duratan, do World of Warcraft. Ainda na loja, produtos gamer e venda de licenciados e colecionáveis exclusivos.

PUBLICIDADE

Star Wars: Episódio VIII – Os Últimos Jedi | Primeiro trailer é revelado

star wars os últimos jedi

O trailer de Star Wars: Episódio VIII – Os Últimos Jedi foi revelado pela Disney/Lucasfilm nesta sexta-feira (14) no painel da franquia no Star Wars Celebration (confira mais detalhes AQUI), nos Estados Unidos

Confira também: Star Wars: O Despertar da Força | Review

Star Wars: Episódio VIII – Os Últimos Jedi estreia em 14 de dezembro nos cinemas brasileiros e conta com Daisy Ridley, John Boyega, Adam Driver, Oscar Isaac, Mark Hamill e Carrie Fisher no elenco.

PUBLICIDADE

PodSuco #1 – A Volta dos Titãs

Fala galera! Este é o primeiro podcast do Suco de Mangá e conta com #BELLAN, Teta e Soket, onde comentamos sobre a volta de Shingeki no Kyojin (Attack on Titan) e do que podemos esperar nesta segunda temporada. EXPERIMENTE!

Participações: Bellan, Teta e Soket

Edição por: Teta

Leia também: Confira tudo o que já publicamos sobre Shingeki no Kyojin

[text-blocks id=”32778″ slug=”podcast”]

 

PUBLICIDADE

Confira os destaques do primeiro dia da CCXP Tour Nordeste

A CCXP Tour Nordeste, primeira edição fora de São Paulo da maior comic con do mundo, teve início nesta quinta-feira (13) e contou com diversas atrações especiais do mercado brasileiro, como Mauricio de Sousa, Lázaro Ramos, Taís Araújo e Diogo Vilela.

Confira também: LeYa na CCXP Tour Nordeste!

A equipe do Omelete, maior portal de cultura pop do país, deu as boas-vindas ao público: “A CCXP não veio para o Recife, foram vocês que trouxeram ela para cá, vocês que pediram”, disse Érico Borgo, um dos fundadores. “E podem ficar orgulhosos, porque o evento vai entrar para a história e vocês fazem parte disso”, reforçou Thiago Romariz, editor do portal, levando o público ao êxtase.

Crédito: Max Levay

Os painéis principais tomaram conta do Auditório Twitch, que conta com mais de 2400 lugares e recebeu Mauricio de Sousa, o convidado de honra. “Faz cerca de dez anos que não venho à Recife, a ‘Veneza brasileira’. Vocês não sabem, mas tenho sangue nordestino correndo nas veias”, disse o quadrinista, após ser recepcionado de pé pelo público.

Aos 81 anos e aparentemente incansável, o artista anunciou detalhes nas produções do próximo ano, os longa-metragens em live action, ou seja, personagens “em carne e osso”. O Turma da Mônica – Laços leva os personagens clássicos, ainda crianças, se envolvendo em brincadeiras, brigas e aventuras bacanas. Segundo Mauricio de Sousa, o filme está na fase de busca dos atores. O outro será a versão adulta dos personagens. O público vibrou ao ser exibido um teaser com o Floquinho “real”, o cachorrinho do Cebolinha.

Ele também aproveitou para apresentar dois projetos recentes da Mauricio de Sousa Produções que fogem às tradicionais histórias em quadrinhos: o Mônica Toy e o Bairro do Limoeiro. O primeiro é uma web-série de desenho animado, com episódios curtinhos, exibida apenas no canal oficial do YouTube. A sacada é que não tem dublagem e, por isso, é um produto universal, com mais de 240 milhões de views por mês. Brasil, Rússia, México e Estados Unidos são as maiores audiências. Já estão em produções spin-offs em versão toy. O segundo também é uma animação, só que resgata o antigo traço do quadrinista. “Eles pegaram desenhos de 40 anos atrás e remodelaram, com elementos modernos, em ritmo mais frenético”, revelou.

Crédito: WC Studio

O painel contou ainda com a participação do Marcos Saraiva, Bruno Honda e Sidney Gusman, gerente comercial, designer e editor, respectivamente, da Mauricio de Sousa Produções. Os três se intercalaram na apresentação da nova temporada da Turma da Mônica clássica, em parceria com o Cartoon Network; dos novos graphic solo dos personagens Chico Bento, Bidu e Penadinho; e o crossover da Turma da Mônica Jovem e a nova versão em capa dura dos Clássicos do Cinema.

Mister Brau: Lázaro Ramos, Taís Araújo e elenco contam as novidades da terceira temporada da série

No segundo painel do primeiro dia de evento, o assunto foi a terceira temporada da série brasileira Mister Brau, que estreia a terceira temporada na TV no próximo dia 18, mas já está disponível na plataforma da Globo Play. Os atores Lázaro Ramos, que entrou com a máscara de Chewbacca – personagem de Star Wars – já no clima do evento, Taís Araújo, Fernanda de Freitas, Marcelo Flores, Kiko Mascarenhas e a diretora Patrícia Pedrosa fizeram um bate-papo divertido e descontraído, mediado por Marcelo Forlani, editor e cofundador do Omelete.

Crédito: WC Studio

“Desta vez, a série está voltada à família, com três crianças adotadas por Michele e Brau, com temas que envolvem bullying, preconceito e machismo, mas sem perder a linha do humor. “A gente fica muito feliz de levar um novo tipo de família para a TV, de origem humilde mas que têm muito orgulho da sua negritude”, afirmou Lázaro, que deixou o gostinho de andar pelo showfloor do evento, já que nunca esteve em uma comic con.

Taís Araújo confirmou que sua personagem estará bem maternal e destacou um episódio, com participação especial da atriz Giulia Gam, que vai abordar o tema do machismo, em que se junta da “inimiga” Andrea (Fernanda de Freitas) em prol das mulheres. “A gente precisa reconhecer o machismo em nós mesmas e nos nossos companheiros, e entender que mudar um padrão é dificílimo. A voz deve ser nossa, porque os homens já falaram demais, mas, em segundo plano, eles precisam vir junto com a gente, afinal todos nós fazemos parte da sociedade”, defendeu.

A atriz Fernanda Montenegro participará mais uma vez da produção, como a mãe de Gomes (Kiko Mascarenhas), assim como o ator Ailton Graça, que volta como o pai de Michele, além da atriz pernambucana Fabiana Karla. O cantor Jonnhy Hooker também estará presente na série, dirigida também por Flavia Lacerda e com núcleo de Guel Arraes, todos pernambucanos, detalhe que foi ressaltado pelos atores.

Para não sair do clima do evento, o elenco ainda falou sobre a relação com o universo geek. “Nosso casamento começou a dar certo quando você passou a me acompanhar nesses filmes”, disse Lázaro a Taís. “Adoro ler quadrinhos e ver séries, gosto de Star Wars, mas nada é melhor que X-Men”, completou. Taís assumiu só acompanhar por conta do marido, enquanto Kiko Mascarenhas revelou-se fã de Downtown Abbey e The Walking Dead, mas confessou morrer de medo dos zumbis.

Lendário Diogo Vilela traz à CCXP Tour Nordeste episódio inédito de Prata da Casa

O primeiro episódio da série Prata da Casa, coprodução da Fox com a Casablanca, foi exibido com exclusividade na CCXP Tour Nordeste. O conteúdo inédito foi lançado pelos protagonistas da trama, os atores: Diogo Vilela, Françoise Forton e Rodrigo Pandolfo na tarde desta quinta-feira (13), no auditório Twitch, no Centro de Convenções de Pernambuco.

No seriado, o recém-solteiro Sérgio Henrique (Pandolfo) se muda do Rio de Janeiro para São Paulo e volta a morar com os pais após descobrir uma traição da ex-esposa. Maurício (Vilela) e Hercilia (Forton) são os pais de Sérgio, que disfarçam a falência do próprio casamento. Com 14 episódios, a produção deve estrear em maio deste ano.

Crédito: WC Studio

A direção é de André Pellenz, o mesmo responsável pelo longa-metragem Minha mãe é uma peça e do programa 220 volts. “Quando eu vi Minha mãe é uma peça, gostei e marquei ele como diretor. Eu estava fazendo Pé na Cova quando ele ligou dizendo que tinha um papel com a minha cara. Estou satisfeito com o resultado! Trabalhamos muito e acho que conseguimos algo diferente, um tom de comédia que quem assiste série em canal fechado vai entender”, contou Vilela.

Forton também contou como se envolveu no projeto: “Eu queria fazer algo diferente, mais comédia, me arriscar. Em novela são muitas tramas e personagens. Então, quando ele [o diretor] me chamou, eu pensei: ‘ninguém mais próprio para essa experiência’. Trabalhamos com muito prazer”.

Já Rodolfo repetiu a parceria com o Pellenz, que o dirigiu em Minha mãe é uma peça, onde interpretou o filho de Dona Hermínia, o Juliano. “Acho o roteiro bem escrito e o elenco maravilhoso. Tem a coisa do programa de humor, mas tem a amorosidade, toca pelo coração, porque todos os personagens são de verdade, e junto com a técnica vai agradar. Não é mais do mesmo, é história de uma família contada de uma maneira ímpar”, finalizou.

Painel da FOX Film trouxe conteúdo exclusivo dos aguardados Alien: Covenant e Planeta dos Macacos: A Guerra

O painel da Fox Film, mediado por Érico Borgo, editor e cofundador do Omelete, exibiu conteúdo inédito do filme Alien: Covenant, muito esperado pelos fãs da franquia desde Prometheus, de 2012. O sexto filme da série é estrelado por Michael Fassbender, Katherine Waterson, James Franco, e dirigido pelo aclamado Ridley Scott.

Na sequência, foi apresentada a animação brasileira Lino, de Rafael Ribas, que tem tecnologia da Dreamworks, além de As Aventuras do Capitão Cueca e do novo filme do brasileiro Carlos Sandanha, O Touro Ferdinando, que tem estreia prevista para dezembro deste ano.

Encerrando o momento com chave de ouro, foi a vez de ver cenas inéditas de Planeta dos Macacos: A Guerra, além de comentários dos atores sobre as gravações. O filme dá continuidade a Planeta dos Macacos: O Confronto, sucesso de bilheteria em 2014.

 

PUBLICIDADE

Castelo Rá-Tim-Bum – De Volta à Infância [VIDEO]

PUBLICIDADE

T.M. Revolution é a mais nova atração para o Anime Friends 2017

A terceira banda internacional acaba de ser revelada pela organização do Anime Friends: T.M. Revolution

Outra atrações já confirmadas: Asian Kung-Fu Generation e Do As Infinity

Takanori Nishikawa ou T.M. Revolution acaba de ser divulgado na página da Yamato Music, com um vídeo (veja abaixo) sobre sua vinda ao Brasil para a edição 2017 do Anime Friends. Esta é a primeira visita do grupo ao país, que deve interpretar os seus maiores clássicos como Heart of Sword, tema de encerramento de Rurouni Kenshin/Samurai X.

T.M. Revolution pela primeira vez no Brasil no terceiro e último dia de evento, no palco Arena Friends, a partir das 19h30 em 9 de julho no Anime Friends!

A edição de 2017 do Anime Friends acontece nos dias 07, 08 e 09 de julho no Transamerica Expo Center, próximo a estação de Santo Amaro em São Paulo.

Site Oficial

PUBLICIDADE

BMQMNQ #3 – Kuzu no Honkai vs Velvet Kiss | O amor é tóxico?

Tóxico, adj. sm., que tem como significado 1. que ou o que envenena, que tem propriedade de envenenar, venoso; 2. que ou que produz efeitos nocivos ao organismo* – referência: Michaelis Online, dicionário brasileiro da língua portuguesa.

ARQUIVOS DE REFERÊNCIA

BMQMNQ #0 – Kuzu no Honkai vs Velvet Kiss | Solidão
BMQMNQ #1 – Kuzu no Honkai vs Velvet Kiss | Fragilidade dos Laços Humanos
BMQMNQ #2 – Kuzu no Honkai vs Velvet Kiss | Tudo por amor

*Vou utilizar a compreensão de organismo como um todo, organismo vivo, com sua emoções e sensações, corpo e mente como um todo – não vejo porque separar ambos, nesse caso.

Assim, feitas as considerações iniciais, quis começar com a definição para um esclarecimento inicial. A pergunta que nos norteia hoje, tal como este texto não tem pretensão de ter uma resposta definitiva. Da mesma forma que (muito provavelmente) todos os textos da coluna.

O significado do dicionário serve para pensar em como “tóxico” tem um cunho negativo, contudo, que não necessariamente é algo ruim. Por vezes, precisa-se de algo corrosivo, seja para remover impurezas ou a casca, seja para trazer a tona outras coisas. E eis a função que o amor em Kuzu no Honkai desempenha seu papel – ou não-amor, para ser mais específica. Apenas em consequência de seus amores não correspondidos ou ausência de um amor, que muito dos personagens do núcleo principal veem a enfrentar sentimentos e questões que giram em torno desta.

Ademais, já adiantando, creio que sim, na série o amor tem um caráter tóxico. Ele desvela aparências e crenças, por vezes corroendo o caráter e valores dos personagens, todavia, também faz com que entrem em contato com suas qualidades menos desenvolvidas, seu lado sombrio, defeitos e imperfeições – características que os tornam humanos, afinal.

A grande questão, que faz com que tire meu chapéu (se eu tivesse um) para a série é que, ao contrário de romances típicos e tradicionais da cultura shoujo, Kuzu ressalta os “pontos negativos” de se amar. Não há todo aquele enfeite, rosas e arabescos. Por vezes, ele é curto e grosso. Direto, tal como a personalidade de Hanabi. Ela mesma afirma odiar o amor pois, diferente de estudos, esportes e cozinhar – atividades que com a prática e o empenho você vê resultados; o amor não é bem assim.

Entretanto, ainda assim é possível ver uma apreciação da dor e do sofrimento – vulgo “beleza da dor” – na obra. Ironicamente, logo nos primeiros capítulos, a própria protagonista questiona o que há de belo nisso. Somado a tal, há um condenamento de buscar conforto no físico, no desejo. Cria-se então um embate amor e desejo, que o segundo por si só, sem amor, é condenável. Eis o motivo de serem “lixo”, scum, kuzu.

Particularmente, tenho muitas inquietações sobre a moral por trás implícita (e explícita). Porém, considerando a cultura oriental e seus contrastes (de um lado idols puritanas e erogames rs), creio que não seja tão difícil de processar.

Bem, por hoje é isso. Peço desculpas pelo texto breve, no entanto, semana que vem compenso. Quis mais fazer um aquecimento para o próximo.

Quinta que vem, a parte final de Kuzu no Honkai vs Velvet Kiss: Obras de contrastes e aceitação da sombra.

Até lá, dears.

Kissus

PUBLICIDADE