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Se você já ouviu BTS, Blackpink, assistiu Parasita ou já dançou Gangnam Style no Just Dance, você está dentro do Hallyu. O termo de origem chinesa é um apelido para a expansão coreana no cenário mundial, e teria como tradução algo como: “Onda Coreana”.

E nós, do Suco de Mangá vamos te explicar o fenômeno desde os primórdios até os dias atuais, desmistificando algumas lendas envolvendo o k-pop.

É importante começar dizendo que por mais que o consumo de conteúdos sul-coreanos tenha ganhado força nos últimos dois anos, o governo da Coreia do Sul sempre teve ações de incentivo as artes, que começou a gatinhar para a internacionalização lá nos anos 90, quando os grupos da época trouxeram algumas influências das boybands americanas para suas músicas.

E foi ai que a indústria do entretenimento percebeu a mina de ouro que tinha nas mãos. Com o k-pop ganhando forma, as empresas desenvolveram algumas estratégias para padronizar as produções e garantir o sucesso. Por isso, para se tornar um idol o artista precisa fazer um treinamento – os famosos trainees que anseiam pela sua estreia, o debut.

A primeira década dos anos 2000 permitiu que o plano de ação para o sucesso fosse testado na prática, e quando grupos como o Girls Generation, e Wonder Girls se consolidaram em toda a Ásia em uma velocidade pouco vista numa época antes do TikTok, o martelo estava batido, e a Coreia tinha a chave do sucesso.

Nos anos seguintes os números falaram por si: grupos como Red Velvet foram os primeiros a entrar na Coreia do Norte, BIGBANG entrou para a história da música com clipes nunca vistos antes e com Exo  vendendo um milhão de álbuns físicos, o gênero estava saindo melhor que o encomendado. Mas foi com o PSY que o mundo conheceu o k-pop, Gangnam Style foi o clipe mais curtido do YouTube por três anos seguidos e marcou uma geração que acompanhou o surgimento da internet como conhecemos hoje.

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Chegamos então na segunda década dos anos 2000, os famosos dias atuais. Talvez toda a trajetória do BTS resuma muito bem o caminho que o k-pop percorreu até aqui, os músicos estrearam em uma empresa praticamente falida, e nos seus primeiros anos usavam roupas de doação e distribuíam ingressos gratuitos em praças de Seoul. Hoje, o BTS tem duas indicações ao Grammy, foram o primeiro grupo a conseguir três músicas em primeiro lugar no HOT 100 da Billboard, já discursaram na ONU, e são reconhecidos pela política como partes importantes do faturamento do país.

Já o Blackpink, foi considerado uma das melhores performances ao vivo do Coachella, que nunca havia recebido artistas coreanos como apresentação principal. Além disso, são hoje donas do canal com o maior número de inscritos no YouTube, com 74 milhões de pessoas.

O autor de Round 6  revelou que antes de ser lançado pela Netflix, o projeto foi recusado por mais de dez anos, e hoje é a série mais assistida da plataforma.

E como o k-pop está dentro do cenário brasileiro?

Bom, os shows de k-pop são os líderes quando o assunto é velocidade de vendas, e hoje, principalmente na cidade de São Paulo, são diversos os eventos dedicado a esse público.

Desta forma, para falar mais sobre, contatamos a produtora de eventos Storyvent, e sua administradora Julia Kim para contar um pouquinho mais da sua visão sobre a cultura coreana, o Brasil, e o Hallyu.

 Com as suas palavras, nos conte um pouco de você.

Sou Julia Kim, produtora de eventos e shows e trabalho nesse ramo desde 2009.

Há quanto tempo está no Brasil? Por que o Brasil?

Estou aqui desde 1986, vim para cá por conta de um business da família para meus pais e acabei vindo com eles.

Você sempre quis trabalhar com eventos? 

Comecei com decoração floral em eventos sociais e acabei me interessando e me aprofundando mais dentro desse ramo.

 De onde surgiu a ideia da Storyvent?

Story + event = onde todos os eventos tem uma história para contar.

Como foi o primeiro evento?

O meu primeiro evento como produtora na Storyvent foi o show do cantor coreano Kim Bumsoo. Foi uma experiência enorme, pois o evento foi de uma escala maior do que eu imaginava. Uma ótima agregação para meu portifólio dentro desse ramo.

Qual seria o evento dos sonhos da Storyvent?

Tenho muitos sonhos para a Storyvent, uma delas seria um local onde você possa fazer shows, workshops, lojas para comprar e conhecer melhor sobre a cultura coreana… resumidamente, um local onde você “encontra” a Coreia.

Teve alguma coisa que você conseguiu pela Story que você não imaginava conseguir? 

Trabalhando nesse ramo de eventos, o contato que tive com as pessoas foi algo que me impressionou bastante.

Como mulher empreendedora estrangeira, qual a sua dica para quem está começando?

Sendo estrangeira ou brasileira, todo empreendimento start-up é complicado. Requer muito esforço. Sonhar é fundamental. Ainda nesse ramo que tudo gira em torno de grandes produtores. Achar um caminho só seu, pode ser uma resposta. Um caminho diferenciado como eu escolhi em prol a cultura coreana.

Quais as metas para 2022 com a Story?

Como todas as empresas de eventos, a pandemia nos prejudicou bastante durante esse período, então poder voltar a produzir eventos como antes, seria a meta.

Você está sentindo esse aumento no público?

Com as plataformas de stream, sinto que o k-drama está crescendo muito ultimamente.

Parasita no Oscar, BTS no Grammy você acha que o k-pop está se americanizando ou o ocidente está inserindo mais a cultura asiática

Acho que é algo natural, por conta da globalização e o acesso a internet, o consumo da mídia coreana entrou dentro dessa expansão mas que não perdeu sua essência.

Você acha que o k-pop, como diz a denominação Hallyu, é uma onda? E vai passar?

É uma onda gigante!!! Acho que como algo natural, como a moda passa, a onda Hallyu possa amenizar futuramente, mas tem muito chão pela frente ainda!

Você viu Round 6? Imaginava que poderia se tornar essa febre?

Amei Round 6!! A série mostra uma crítica social muito forte, o individualismo e o primitismo colocados numa situação extrema! Mas por ser algo muito voltado ao público, achei que não teria tanto sucesso assim mundialmente

O melhor dorama para você é? 

Para mim, se chama “Sandglass” de 1995.

Goblin ou Descendentes do Sol? 

Goblin me marcou mais!!

Música preferida no momento coreana?

“Drawer” do 10cm.

Música brasileira favorita?

“Amar não é pecado” do Luan Santana.

Para finalizar, gostaria de deixar uma mensagem aos fãs de cultura asiática no Brasil?

Fico muito feliz em ver muita gente curtindo k-pop e k-drama e cada vez mais crescendo o tamanho desse fandom. É uma sensação de gratidão e orgulho do país onde eu nasci e cresci. A Coreia é muito mais que o k-pop. Gostaria de que os fãs tivessem mais curiosidade e interesse sobre outras partes da nossa cultura e história que são ricas.

Agora nós queremos saber de você! O que você acha sobre a dominação sul-coreana no entretenimento? Hoje você já está se abrindo para um bom dorama? Se não, é melhor correr para não se afogar


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