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O filme animado O Serviço de Entregas da Kiki produzido pelo Studio Ghibli foi lançado em 1989, mas até hoje é celebrado tanto pela crítica quanto pelos fãs de animação. No entanto, não sem algumas controvérsias, especialmente em relação ao seu final. Pois apesar de sempre estar alto na lista de melhores filmes do estúdio, o verdadeiro significado de seu final ainda gera debates.

O longa conta a história de Kiki, uma pequena bruxa que sai de casa e se muda sozinha para uma cidade litorânea em busca de ajudar os moradores com seus poderes mágicos e, claro, vivenciar uma jornada de crescimento e amadurecimento.

Um final cheio de enigmas (cuidado: spoilers)

Como seu fiel pet, ela tem Jiji, um gato preto falante com quem ela conversa ao longo do filme. Quando Kiki perde os poderes, ela também perde a capacidade de falar com o animal. Logo ao fim do filme, a garota recupera seus dons, entretanto, ela ainda não consegue falar com Jiji.

Sobre esse fim enigmático, Toshio Suzuki, um dos fundadores e produtores do Estúdio Ghibli esclareceu a questão. Segundo ele:

Jiji não é somente um pet, ele é uma outra identidade [da Kiki]. Quando ela está conversando com Jiji, ela na verdade está falando consigo mesma. Ela ser incapaz de falar com Jiji no final significa que ela não precisa mais de seu alter ego, e que ela agora pode se dar bem na cidade de Koriko. Kiki cresceu e se transformou numa boa bruxa que pode fazer coisas sozinha sem ter que depender da existência de Jiji.

Atualmente, “O Serviço de Entregas da Kiki” está disponível no Brasil pela Netflix, assim como outros filmes do estúdio.

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