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Bangers Open Air 2026 | Nevermore de Volta, Sharon den Adel Impecável e uma Grade Histórica

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Se o sábado foi dominado pela agressividade do Arch Enemy e pelo equilíbrio do In Flames, o domingo do Bangers Open Air 2026 teve uma identidade própria: retornos que emocionaram, bandas que surpreenderam e uma presença feminina no palco que dominou o dia de ponta a ponta.

Fotos por: @brunobellan

Nevermore: Energia Renovada, Legado Respeitado

Mais de vinte anos atrás, vi o Nevermore no Live N’ Louder e não esperava rever a banda com tamanha energia em 2026. A morte de Warrel Dane em 2017 parecia ter encerrado o capítulo. Mas o retorno aconteceu, e com uma proposta honesta.

O novo vocalista, o turco Berzan Önen, não tentou imitar Dane e fez bem. Capturou a dramaticidade das composições com respeito e entrega, entregando uma performance que convenceu. O setlist priorizou o peso de Dead Heart in a Dead World (2000), com faixas como “Narcosynthesis” e “Enemies of Reality” em destaque. Jeff Loomis e Van Williams, membros originais, garantiram que a espinha dorsal da banda continuasse intacta. Muito bacana resgatar essa energia e ver que ela chegou renovada.

Primal Fear: De Volta ao Sol, de Volta ao Poder

Outro reencontro de mais de duas décadas. No Live N’ Louder, o Primal Fear era uma das apostas do power metal europeu. No Bangers, abriram o Hot Stage sob sol escaldante e entregaram uma aula do gênero.

O grande destaque foi a guitarrista Thalìa Bellazecca, técnica impecável, carisma natural e uma presença de palco que roubou a cena em vários momentos. Ralf Scheepers segue como um dos melhores vocalistas do power metal, com agudos cristalinos e total sintonia com o público. Clássicos como “Chainbreaker” e o encerramento com “Metal Is Forever” fecharam o set com chave de ouro.

Visions of Atlantis: A Banda Que Cresceu

Lembro do Visions of Atlantis como aquela banda sinfônica que circulava nas playlists com Cast Away, mais contida, mais romântica. O que encontrei no Bangers foi outra coisa: uma banda reformulada, mais pesada, com a temática pirata assumida como identidade. O equilíbrio entre Clémentine Delauney e Michele Guaitoli nos vocais funcionou bem, e o show foi consistente do início ao fim. Uma evolução clara e bem-vinda.

Within Temptation: Raridades e Sharon den Adel no Comando

Sharon den Adel entrou com máscara espinhada e vestido branco e não precisou fazer mais nada para dominar o palco, mas fez muito mais. O setlist foi generoso com as raridades: “The Howling” (ausente desde 2016) e “Forsaken” (que não era tocada ao vivo desde 2008) foram presentes para os fãs de longa data.

O dueto virtual com Tarja Turunen em “Paradise (What About Us?)” nos telões foi um dos momentos mais celebrados da noite pela galera. MAS, ainda sonho com uma turnê comemorativa dos primeiros álbuns… 

Amaranthe e Smith/Kotzen: Dois Extremos que Funcionaram

O Amaranthe transformou o Memorial numa pista de dança metálica. O trio vocal com Elize Ryd, Nils Molin e Mikael Sehlin é uma máquina bem azeitada, bases pré-gravadas e tudo. Funcionou e divertiu quem estava por lá.

Já o Smith/Kotzen (foto de Capa) foi o contraponto perfeito: hard rock e blues ao vivo, sem artifícios, com o bônus dos brasileiros Bruno Valverde na bateria e Julia Lage no baixo. A versão de “Wasted Years” para fechar o set foi um dos momentos mais bonitos do festival.

E também tem as meninas da Malvada. Já é o segundo show que vejo e estão cada vez melhores e fiz alguns registros que vocês podem ver mais abaixo! Ainda para o domingo farei uma matéria especial para o Angra e para o Trovão, fiquem ligados!

BELLAN
BELLAN
O #BELLAN é um nerd assíduo e extremamente sistemático com o que assiste ou lê; ele vai querer terminar mesmo sendo a pior coisa do mundo. Bizarrices, experimentalismo e obras soturnas, é com ele mesmo.

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