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2021 foi o ano para encerrar algumas das minhas obras favoritas de manhwas, e dessa vez foi a hora de Villainess in Love. A adaptação da novel de mesmo nome que foi licenciada em inglês pelo aplicativo Tapas e traz uma divertida história de romance, comédia e drama.

Lançado em 2019, a trama gira em torno de uma jovem que, após um acidente, acaba reencarnado como Yunifer Magnolia, a vilã de uma novel na qual seu fim é a morte após atormentar a protagonista original: Raelle. Porém, determinada a viver, Yunifer tem a sorte de entrar no mundo fantástico um ano antes de tudo acontecer. Agora ela quer manter a maior distância possível do protagonista da trama – Ishid – mas depois de ficar bêbada em uma festa, Yunifer acaba acordando ao lado justamente dele!

Villainess in Love reúne todos os clichês que permearam os manhwas de romance dos últimos dois anos: protagonista reencarnada na vilã de uma novel, noite de amor acidental após ficar bêbada, o protagonista que é apaixonado por ela enquanto a mocinha tenta manter distância… Enfim, apesar de eu não ser contra clichês (quando bem contados) o que realmente faz o diferencial nessa trama é a maturidade dos personagens, e eu não estou falando a respeito dos temas sexuais que são abordados, mas do fato deles serem tridimensionais e serem muito mais racionais que as típicas personagens burras de outras tramas.

Yunifer, nossa protagonista, tem como objetivo permanecer viva. Mas ao mesmo tempo ela lida com as situações que são apresentadas de maneira muito coerente e racional. Enquanto muitos outros títulos nós mordemos as unhas vendo a protagonista fugir do seu par amoroso, nesse a mocinha se entrega rapidamente com o pensamento claro de: o que for será, e se a coisa ficar feia eu saio de cena. Ou seja: Não espere uma trama envolta somente em romance. O que faz Villainess in Love ser tão carismático é justamente o cenário de tramas dramáticas em que ele se encontra.

Enquanto o amor de Yunifer e Ishid aflora ao correr dos capítulos, somos apresentados a várias problemáticas modernas: a violência doméstica, o controle parental, os relacionamentos tóxicos e controladores, os traumas infantis, além da política para poucos ao custo de muitos.

A forma como Lee Haron optou por contar a história é brilhante, além de não “passar pano” para personagens problemáticas (quaisquer que sejam suas razões). Além disso, a arte de R.Su é bem diferente do que vemos normalmente, os traços são mais “chapados” e minimalistas, mas ao mesmo tempo retratam muito bem todas as cenas e são bem coloridos.

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Villainess in Love foi finalizado em 87 capítulos e não possui, até agora, tradução em português. Porém, ele pode ser encontrado completo em inglês no website e aplicativo Tapas.

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REVIEW
Villainess in Love
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Bibliotecária, especialista em conservação de histórias em quadrinhos, pesquisadora na área de educação, princesa da Disney e apaixonada por Sailor Moon a mais de 20 anos.