O objetivo dos filmes românticos é sensibilizar o público, tocar o coração quando aquelas cenas de “eu te amo”, o beijo final ou a demonstração de afeto possa parecer brega porém fofa, é o velho clichê de ser meloso que ainda funciona para as pessoas.

Normalmente medianos, não mostram nada além de uma construção amorosa manjada em milhares de filmes já produzidos em todos os países, isso só ganha força quando o filme se chama Todo Clichê do Amor, e a melhor coisa disso tudo, é esse pensamento ser completamente equivocado ao se tratar desse filme.

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Todo Clichê do Amor (Pôster Divulgação)

Jus ao título

Antes de mais nada, o filme faz jus ao título, são histórias de amor clichês, que acontecem normalmente na sociedade, não exatamente iguais, mas as semelhanças são inúmeras e mostram várias coincidências já ocorridas com qualquer um.

Uma trama que à primeira impressão parece rasa, simples a ponto de assustar de tão comum ao ser mostrada no início, realmente parecendo que mais um clichê de amor estava em tela, e sem perceber, o roteiro vai se aprofundando mais, sem alarde em tela ou linha de roteiro, a história apenas é contada e a trama chega em uma profundidade tão impressionante que você explode a cabeça e quebra tudo o que você estava achando do filme.

Tal genialidade é de ser aplaudida de pé e poucos diretores de cinema, inclusive os tão aclamados de Hollywood dos famosos filmes de heróis não têm essa coragem que o diretor Rafael Primot teve, tanto que em coletiva comentou que esse filme deve servir de lição para novos produtores, que é possível produzir um grande filme no Brasil sendo cem por cento independente.

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Marjorie Estiano em Todo Clichê do Amor (Imagem Divulgação)

Marjorie Estiano x Débora Falabella

O elenco também está fantástico, Marjorie Estiano não foi só genial em tela, mas em coletiva também, dizendo que ir ao cinema, ao teatro, ao museu é um ato político, pois o brasileiro têm um problema de gosto cultural, e Débora Falabella ainda reforçou que para a carreira de atriz o melhor é não ficar parado, a mesma está sempre correndo atrás de projetos pequenos, sempre entrar de cabeça em tudo que seja para se manter e crescer na área.

Apesar do grande nome e bela atuação das duas atrizes citadas, o holofote ficou para Gilda Nomacce, como um bom filme romântico, sempre existe o alívio cômico, e na construção da trama, ela consegue não só desviar o foco dos outros como rouba a cena no humor e na sedução.

Ela realmente ficou em foco todas as vezes que aparecia em tela, isso foi mais incrível ainda quando em coletiva ela estava feliz e sorridente por ter feito parte de um filme com grandes atrizes, mesmo ela dizendo que não se considera, ela também é uma grande atriz e provou isso em tela.

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Gilda Nomacce e Débora Falabella em Todo Clichê do Amor (Imagem Divulgação)
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Rafael Primot em Todo Clichê do Amor (Imagem Divulgação)

Quero ver novamente!

Normalmente é fácil ver esse tipo de roteiro em filmes como os de Tarantino e sempre rasgar elogios, mas quando é visto o mesmo tipo de trama aparentemente sendo desenvolvida, porém de forma diferente mas causando o mesmo impacto que os de Quentin, faz você ter o mesmo sentimento e querer assistir de novo.

Todo clichê do Amor parece ser simples, demonstra o romance clichê e deixa boquiaberto a todos que assistirem esse filme, tanto que esse que vos fala está louco para assistir mais uma vez.

ÁLBUM COLETIVA