“Eu sou a única que procura substância?” canta Demi Lovato em um dos singles do seu oitavo álbum de estúdio, o Holy Fvck – para o qual a resposta é, obviamente, não. Mas sua busca por “substância” assume um tom nitidamente diferente, já que Lovato se recuperou de uma overdose quase fatal em 2018, precedida por vício, transtorno alimentar e estupro na adolescência. As experiências foram narradas no álbum e documentário Dancing With the Devil(2021).
Holy Fvck sinaliza uma mudança genuína. No ano passado, Lovato se assumiu como não-binária, lançou um brinquedo sexual e foi caçar OVNIs no deserto; resumindo, parece que ela finalmente está se divertindo. O seu novo álbum remete aos sons pop-punk de sua estreia em 2008, Don’t Forget, com Skin of My Teeth em algum lugar entre McFly e Foo Fighters. Mas também há alguns momentos emocionantes e sombrios, como em Eat Me (ft Royal & the Serpent), com sua rotina industrial, mudanças de ritmo e gritos furiosos. Sua ambição corajosa é uma coisa de substância em si.
Foto: @sucodm / @itsanaduarte
Uma nova tour
Demi desembarcou no Brasil com sua Holy Fvck Tour, a novíssima turnê lançada há menos de quatro semanas nos Estados Unidos. Por aqui, ela se apresentou em três cidades e segue para outros países da América do Sul. Ela decidiu começar a turnê em solo brasileiro por ter um carinho muito grande pelos fãs daqui. No line-up, as músicas de seu ainda mais recente disco Holy Fvck, lançado em 19 de agosto, apareceram entre alguns sucessos anteriores da Demi, tudo com a roupagem punk rock que é a assinatura da cantora atualmente.
Ao compararmos a última turnê da Demi Lovato (Tell Me You Love Me Tour) que nunca chegou a acontecer no Brasil por conta dos problemas já citados, com a Holy Fvck vemos distinções fortes. Em Tell Me You Love Me, por exemplo, ela troca de roupas várias vezes, temos vários dançarinos e vídeos que combinam com a música. Toda essa performance e pirotecnia são descartadas na nova era da Demi. E o resultado é admirável. Lovato segura bem os vocais e a postura roqueira em performances simples. Em seu novo álbum, ela detalha nas letras a experiência pessoal de superar a dependência química em um ritmo frenético.
Na sequência inicial do show em Belo Horizonte, que aconteceu na primeira sexta-feira de setembro (02), ela aparece de look bem punk com uma blusa que faz referência a uma das músicas mais amadas pelos fãs, além de uma guitarra em mãos para a sequência de Holy Fvck, Freak, Substance e Eat Me. Entre uma faixa e outra, interage com a plateia. Arrisca um português e apresenta a banda feita apenas por mulheres. Após a sequência das músicas de seu novo álbum, Demi traz um versão mais rock de suas músicas antigas, tal como Confident, Here We Go Again, La La Land e The Art of Starting Over.
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Para o show de abertura, Lovato convidou Jennifer Souza, veterana do cenário independente que transita entre o MPB e o folk. Jennifer trouxe em seu repertório músicas de suas bandas Moons e Transmissor, além de algumas músicas solos. Mesmo não sendo conhecida entre os lovatics, a mineira cativou os públicos com suas músicas e encerrou seu show com uma versão lenta de Cool For The Summer.
Demi Lovato conhece seu público e o público a conhece. Em um show descomplicado e com músicas nostálgicas, ela cativa o público, mesmo quando os fãs mineiros pedem por uma música que não estava no lineup. Give Your Heart a Break foi pedida diversas vezes durante o show em Belo Horizonte, mesmo com uma cara de quem tenta entender o que os fãs pediam, Lovato ignorou e seguiu o repertório que os fãs já sabiam. Demi também apresentou dois covers mesclados com suas músicas, dentre eles temos Iris, do Goo Goo Dolls, que combinou perfeitamente com a emocionante Ever 4 Me e La La, de Ashlee Simpson, que tirou os high note de La La Land.
Um dos pontos mais altos do show veio durante Skyscraper – faixa do álbum Unbroken, quando a plateia ergueu os celulares e balões brancos. A música simboliza um dos momentos mais emocionantes da carreira.
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Simples e marcante
Demi Lovato preenche o palco e cativa durante o show mas não faz grandes interações com os fãs. De modo geral, a apresentação foi simples e bem recebida pelo público, principalmente os arranjos em rock de seus sucessos antigos e uma line-up coerente.
Demi segue levando sua turnê pela América do Sul: Argentina (09) e Chile (13). Logo depois vai direto para os Estado Unidos. Ainda não temos previsão para shows na Europa.
Setlist Demi Lovato em Belo Horizonte (02/09/2022)
De 27 a 30 de setembro os garotos do DKB vão desembarcar por aqui para fazer shows nas principais capitais brasileiras. Considerados a nova sensação do K-Pop na Coréia do Sul, os 9 garotos da boy-band estão à frente da turnê DKB Meet & Live Grande America que engloba os Estados Unidos e vários países da América Central e do Sul com destaque para o Brasil.
Formado pelos membros E-Chan, D1, Teo, GK, Heechan, Lune, Junseo, Yuku e Harry June, o DBK estreou em fevereiro de 2020, sob a Brave Entertainment, com o lançamento da sua primeira música “Sorry Mama” que logo conquistou os fãs do estilo.
Com estilo próprio, que mescla Hip-Hop, Trap e Electropop com melodias legais e viciantes, o DBK também tem em seu repertório Raps poderosos com letras fortes e sensatas que diferenciam no novo cenário da música pop sul coreana.
Combinando vários talentos, os garotos do DKB não se limitam apenas a escrever, compor e coreografar músicas. Eles vão além ao criar um grupo com muita personalidade e estilo próprio inquieto, arrojado e um dos mais multifacetado da nova geração.
A turnê pelo país começa no dia 27 no Rio de Janeiro com show no Teatro Claro. Em seguida a boy-band chega à São Paulo para se apresentar no dia 29 no Carioca Club, em Pinheiros, e finaliza a passagem pelo Brasil no dia 30 com um show em Curitiba no Teatro Positivo.
No repertório, além dos principais sucessos que marcam a trajetória do grupo, o DKB vai mostrar seu quarto e último EP chamado “Rebel” que foi lançado em abril e tem como faixa-título a contagiante “Sober”.
A turnê está a cargo da Studio Pav e da Storyvent, produtora local dos shows do grupo, e os ingressos podem ser comprados AQUI.
É quase impossível manter a privacidade no mundo virtual, mas como saber se tem aplicativo espião no celular? Será que existe uma forma totalmente secreta de vigiar o telefone de outra pessoa? Existem muitas portas de entrada para os dispositivos, e algumas podem sim ser facilmente descobertas.
Tem alguém me stalkeando?
O termo “stalkear” nasceu a partir da palavra “stalk”, que significa perseguir. Na internet, essa palavra se tornou praticamente uma gíria, e é usada até mesmo para atos inofensivos como visitar o perfil de alguém nas redes sociais.
A verdadeira invasão de privacidade acontece quando o stalker consegue acesso a dados que não deveriam ser públicos como por exemplo, a sua localização, conversas e fotos pessoais. Hoje em dia, com o desenvolvimento dos chamados “spywares”, ou programas espiões, ninguém está seguro.
Será que tem como saber se tem app espião no celular? Sim, caso esse app esteja visível, pode ser até fácil encontrá-lo. Por isso, sempre observe o seu aparelho. É aconselhável que você faça varreduras em todos os seus dispositivos pelo menos uma vez por mês, assim você evita problemas como stalkers, roubos e vendas de dados pessoais.
Existe um app impossível de ser detectado?
Sim. O Localize.mobi é um software espião que opera de forma discreta e é muito difícil de ser encontrado, que pode até localizar número de telefone. Uma vez instalado, ele garante a total privacidade de quem está espionando, permitindo acesso a dados como conversas, fotos, localização e histórico de ligações sem que a outra pessoa perceba ou encontre a partir de uma simples busca como: “aplicativo espião como descobrir”.
O mundo dos aplicativos espiões pode ser perigoso para usuários leigos que não compreendem o verdadeiro perigo dos spywares e os riscos que aplicativos maliciosos podem oferecer. Por isso, sempre busque alternativas seguras, com a garantia de que você não terá sua identidade, localização ou dados financeiros revelados para empresas e pessoas mal intencionadas.
A maioria dos usuários escolhe o Localize.mobi por conta da facilidade de controle associada à segurança. Com esse aplicativo, você dispõe de uma interface intuitiva que permite navegar por todo o conteúdo do celular clonado, além disso, é uma forma segura de espionagem, que não permite o vazamento dos seus dados pessoais como senhas, contas bancárias e acesso aos aplicativos financeiros.
Como descobrir programa espião no celular?
Se você está preocupado com a segurança das suas informações, e procura formas de proteger o seu telefone, saiba que existem algumas medidas de segurança que podem ser feitas para não permitir a instalação de aplicativos espiões.
Só permita que pessoas de sua confiança tenham acesso ao seu telefone. Não deixe-os na mão de desconhecidos.
Não baixe programas de fontes desconhecidas. Sempre faça downloads a partir de desenvolvedores respeitados no mercado.
Tenha uma senha, e não compartilhe-a com ninguém.
Não conecte o seu telefone em bluetooth ou Wi-Fi desconhecidos. Sempre use o modo de segurança e não aceite conexões de estranhos.
Não baixe versões pirata de aplicativos pagos. Na maior parte das vezes, esses programas vêm acompanhados de vírus e podem vazar suas informações.
Fique atento ao comportamento do seu telefone. Lentidão, pouca luminosidade ou com baixo rendimento de bateria podem ser sinais de aplicativos espiões.
Verifique os aplicativos instalados no seu celular. Se existir algo que você não conhece, apague.
Baixe as atualizações do seu telefone e dos aplicativos instalados. Assim, você corrige erros de segurança e aumenta a sua proteção.
Baixe um antivírus e escaneie o seu telefone com frequência.
Restaure seu celular, resetando-o para as configurações de fábrica. Essa é a forma mais simples de como remover programa espião do celular android ou de outros fabricantes.
Qualquer pessoa que possui um aparelho telefone está sujeita a ter seus dados vazados. Não é preciso possuir um modelo smartphone, até mesmo os celulares mais simples permitem a coleta de dados como localização. Por isso, o melhor a se fazer é manter-se por dentro dos perigos e das formas de manter os seus dispositivos seguros.
Se passando antes dos eventos de Supernatural, The Winchesters acompanha os pais de Dean e Sam, John (Drake Rodger) e Mary Winchester (Meg Donnelly) a partir do momento que se conhecem. O spinoff está programado para estrear no dia 11 de outubro, na CW Network dos EUA.
Jensen Ackles irá reprisar seu personagem Dean Winchester como narrador da série, e também faz parte da equipe de produção executiva, assim como sua esposa Danneel Ackles. Confira o pôster promocional postado pela conta oficial no Twitter:
Mary foi criada pelo pai para se tornar uma caçadora de criaturas sobrenaturais e acaba esbarrando em John aleatoriamente quando ele é atacado por um demônio. A partir desse encontro inusitado, John descobre sobre o mundo assustador de seres mortais e acaba se apaixonando por Mary e embarcando nessa jornada com ela.
Recém-chegado da Guerra do Vietnã, John não faz ideia do que pretende fazer com a vida, mas quando conhece Mary, ele sente que encontrou um propósito. Essa nova jornada será angustiante, mas com a ajuda de sua amada, ele aprende como enfrentar criaturas sobrenaturais e proteger o mundo das forças do mal.
Mesmo desajeitado no começo, John aprende rapidamente a se tornar um caçador habilidoso, usando todo o conhecimento que descobre com Mary e, eventualmente, passará para seus filhos.
Confira o trailer:
Sinopse:Antes de Sam e Dean, havia John e Mary. Contada a partir da perspectiva do narrador Dean Winchester, esta é a história de amor épica e não contada de como John conheceu Mary e como eles colocaram tudo em risco não apenas para salvar seu amor, mas o mundo inteiro.
Blinks isso não é um treinamento! Nessa quarta-feira (07/09), pleno feriado brasileiro, o Blackpink liberou mais detalhes sobre o seu tão aguardado álbum: Born Pink.
O disco terá 8 faixas, sendo elas:
Pink Venom
Shut Down
Typa Girl
Yeah, Yeah, Yeah
Hard To Love
The Hapiest Girl
Tally
Ready For Love
A famosa Pink Venom, que já tem seu MV como um dos vídeos mais assistidos no último mês, não é a title, mas sim Shut Down. Os fãs também descobriram nessa quarta que a faixa Yeah, Yeah, Yeah, teve Jisoo e Rosé na composição, o que levantou as expectativas para a música.
O álbum tem a data de lançamento para dia 16 de setembro, e é um dos retornos mais aguardados até o momento. Infelizmente, contra a vontade dos fãs, o álbum que prometeu ser extenso terá apenas oito músicas e nenhum feat. Bem diferente de The Album.
Fala sério né YG?
Aos Blinks, resta esperar pelo lançamento, mas não existem dúvidas sobre a qualidade da produção.
De forma similar o que ocorreu em 2019, o Iron Maiden faz a dobradinha Rock In Rio e São Paulo mais uma vez, onde se apresentaram no dia 2 e 4 de setembro, respectivamente. Estivemos no Morumbi para cobrir a turnê do último álbum da lendária banda de heavy metal, “Senjutsu“, lançado em 2021, e você confere tudo o que rolou agora!
Este foi meu terceiro show do Donzela de Ferro, sendo a Somewhere Back In Time no (ainda) Palestra Itália em 2008 e depois no Rock In Rio em 2013. O primeiro dos citados aí, teve a presença de Lauren Harris, filha do baixista (Steve Harris) e bem, não foi tão agraciada pelo público – a real é que em respeito, ouvimos e assistimos sem muito alarde.
Desta vez, tive a grata surpresa de ver os meninos suecos pela do Avatar, pela primeira vez no país. Esta, uma banda que acompanhei mais em minha fase “gotemburgo”, junto a Dark Tranquility, In Flames, entre outras, traz atualmente junto ao som extremo, um flerte com o nu metal e industrial, munidos de muito groove. Não digo que foi um “acerto” da produção, mas gosto quando saem da caixinha e vão além de bandas do Power Metal ou Melódico da vida.
Promovendo o trabalho mais recente, “Hunter Gatherer”, o Avatar é uma banda extremamente competente no que se diz respeito a coreografia; ninguém pode negar a sincronia dos cabelos esvoaçantes, bem estilo seus conterrâneos de nação do Amon Amarth, não é mesmo? Abrindo shows da banda inglesa em Curitiba e Ribeirão Preto, o grupo já estava muito bem acostumado com o público brasileiro e até os senti, principalmente o vocalista Johannes Eckerström, à vontade.
Foto: @sucodm / @brunobellan
Avatar: proposta e técnica
A apresentação, que durou cerca de 40 minutos começando próximo das 19h daquela noite fria e “garoada”, trouxe momentos de altos e baixos, mas deixando um gostinho bom nas pessoas que nunca ouviram falar da banda. De fato, os meninos começaram a esquentar a noite e prepararam o terreno para o que viria depois, mas duas coisas me incomodaram.
A primeira é de que não ligaram o telão. Se para quem está na Pista Premium é difícil visualizar alguma coisa, imagina para quem ficou na arquibancada ou no outro extremo da Pista? Já o segundo fator que me incomodou, foi a questão do som. Não se ouvia bem a voz do vocalista e de um modo geral, a banda estava com som bem baixo. Acredito que, de novo, para o público mais afastado, além do problema de “som embolado”, a falta de clareza imperou.
Agora, a performance da banda foi impecável. Como já dito, sua sincronia com grooves e riffs pesados, aliado a batida firme e mecânica do baterista, tivemos uma base perfeita para o vocalista brilhar com sua versatilidade: como característica do “metal mais moderno”, o entrelaçamento do clean, gutural e sussurros na melodia dão a dinâmica na execução do Avatar.
Se conseguiram formar um público por aqui? Bem, como há uma gama de idade bem elástica em shows do Maiden, acredito que o mais jovem e que goste de sons próximos de um Marilyn Mason, metalcore e o próprio Death Melódico, deva ter colocado de curioso uma música em sua playlist. Ponto alto? “Colossus”!
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Tríade Senjutsu
“Doctor Doctor” PLEASE – começa o show! HAHA. A icônica abertura do Iron Maiden, da banda clássica UFO, sinalizou que tudo estava pronto para a banda entrar um pouco depois das 20h. Sem alterações no setlist, o sexteto inglês começou com a tríade inicial do último álbum, com “Senjutsu”, “Stratego” e “The Writing on the Wall”.
Alguns podem achar este início de show um pouco morno, o que de fato é, e não pela música empolgar ou não, mas por seu estilo de andamento. A primeira, a faixa título “Senjutsu”, temos um Nicko McBrain incorporando uma rítmica que remete ao taikô (tambores japoneses) e permanece assim por toda a canção em seus mais de 8 minutos de extensão.
Na sequência, com “Stratego” e a banda um pouco mais aquecida, temos o padrão galopante de Steve Harris no baixo e algumas notas que dependem mais da tessitura vocal de Bruce Dickinson. É nessa hora que o espírito samurai já tomou conta do estádio e todos estão conectados com o Iron Maiden.
Por fim e com uma bela execução iniciada com Adrian Smith no violão, temos a lynyrdiana “The Writing on the Wall”, que sem sombra de dúvidas, deve ficar nos repertórios da banda. Incrível como essa música fica ainda melhor ao vivo! Espero que outras do álbum “Senjutsu” entrem em apresentações futuras, sendo minhas favoritas “Days of the Future Past” e “Hell On Earth”. Aguardemos.
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Tirando da Gaveta
Após o clima nipônico, temos o primeiro intervalo e que antecede o bloco que considero “Lado B das Antigas”. Assim como pendura por todo o espetáculo, mudanças de figurino, cenários, efeitos pirotécnicos e luzes se torna mais evidente a partir de agora. Em uma vibe de igrejas e vitrais, temos a semibalada “Revelations”, pegando de surpresa e levando o frio embora – se alguém ainda estava.
Bruce também agradece a presença dos fãs e enaltece este laço com a banda, chamando-nos de “irmãos”, dando inicio a “Blood Brothers”, agora um clássico do álbum “Brave New World” e a primeira que temos realmente um coro geral do estádio. Destaco por aqui, assim como na seguinte, o trabalho de Janick Gers, talvez o momento em que mais brilhe durante todo o show. Em especificamente esta, uma música construída para três guitarras, é notável ver o trabalho de harmonia e como elas funcionam bem juntas ao vivo.
Na sequência, a pesada – em música e clima – e uma das minhas favoritas de toda a carreira da banda, “Sign of the Cross”, também exibe Gers em seu auge. Com um palco tomado pelo tom vermelho, a densidade e carga dramática dada por Dickinson na música originalmente gravada por Blaze Bayley é tocante e sinceramente, está funcionando cada vez melhor no atual momento de vida de Dickinson. Performance incrível e também com o destaque no andamento rítmico do baterista.
Ignorada por algumas turnês anteriores, “Flight of Icarus” dá mais uma vez a graça de sua presença e traz Bruce Dickinson com seu lança-chamas aka Rammstein. E não é que ele manejou super bem? O show traz agora uma dinâmica mais energética, continuando até o fim. A largada foi dada!
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Desfile de Clássicos
A tão aguardada “Fear of the Dark”, talvez a música mais amada pelos fãs brasileiros, trouxe o impacto de se ver um show em estádio. Os celulares na mão e luzes apagadas, temos a companhia do escuro e do riff característico na guitarra, gerando um coro em uníssono regido pelo “maestro” Bruce Dickinson. Sem respirar, temos na sequência “Hallowed Be Thy Name”, o que dá uma dobradinha excepcional e que pra mim, o ponto alto da teatralidade e atuação do vocalista.
Em músicas mais antigas como estas duas citadas e “The Number of the Beast” que vem na sequência, podemos perceber a finesse de execução de Adrian Smith e seu timbre gordo e gostoso de ouvir; já na outra ponta, temos os dedos ágeis de Dave Murray, performando os mesmos solos há mais de 40 anos e colocando ainda assim, novidades em um arpejo ou escala. É recompensador ter uma banda com membros em seus mais de 60 ou 70 anos ainda criando e dando espaço para a surpresa.
Por fim, a icônica “Iron Maiden”, trazendo novamente um Nicko McBrain técnico e com “pézinho ligeiro”, que mesmo em uma música mais simples como essa, consegue dar um pouco mais de profundidade a versão que fora gravada originalmente por Paul Di’anno. E meu amigo, é aqui que aparece o “CAPETÃO” no palco, uma versão do Eddie toda formada no tinhoso e bem cabulosa. Adorei!
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Bis do Bis
Até o presente momento, já estava achando a performance do show em São Paulo um tanto melhor que a do Rock in Rio que vi pela TV. Entretanto, as próximas músicas do BIS, em especial a última, tende a exigir um pouco mais do Bruce na questão de fôlego, e bem, parece que os mesmos problemas, mesmo que mínimos, se repetiram.
O BIS voltou com a primeira música do Iron Maiden que ouvi na vida: “The Trooper”. A nostalgia bateu forte e em meio aos gritos de guerra no campo de batalha, surge o Eddie britânico, duelando contra Dickinson de forma bem divertida – e bem humor britânico. Até então, o retorno pro BIS estava energético e com direito a bandeira do Brasil no palco.
As duas na sequência são músicas que Bruce não gravou. Primeiro, uma que não sou tão fã assim, que é “The Clansman”, original na voz de Bayley e que ganhou novos respiros no retorno de Bruce na “Brave New World Tour”. De fato, uma música emblemática, importante em épocas em que a democracia se encontra em crise e entoar o poderoso refrão é digno de muita emoção. A banda se enrolou em alguns trechos e até imagino a causa: por ser muito repetitiva é fácil se perder. Ora, Harris entrou atrasado, ora Gers e ora, na volta para a última parte da canção, Bruce antecipou um dos versos. Alguém ligou de fato? Não!
Na rápida que não está tão mais rápida assim agora, “Run to the Hills”, também teve seu momento de crise nos primeiros versos. Bruce entrou BEMMM atrasado e manteve nesta pegada até a marcação forte do Nicko para o refrão, onde enfim, sincronizou a melodia de voz com o instrumental. Aqui, o problema me pareceu com retorno e não fôlego.
Para fechar a noite com balas e fogos, Winston Churchill dá seu pronunciamento e a banda emenda “Aces High”. Mais uma vez, andamentos mais lentos e uma voz um pouco mais comprometida de Bruce Dickinson, mas convenhamos: quem é que canta essa música em toda sua plenitude e cravando notas de forma certeira? É fato que a empolgação e pulos do público sobressaem a estes pequenos enroscos, terminando o Legado da Besta de forma apoteótica no Morumbi.
O anime O Tio de Outro Mundo (Isekai Ojisan, Uncle From Another World), conhecido por parodiar de forma hilária o gênero Isekai, anunciou que seu 8° episódio será adiado indefinidamente devido a um surto de COVID-19 no estúdio Atelier Pontdarc. O anúncio foi no Twitter, pela conta oficial de Isekai Ojisan.
A animação é uma comédia-fantasia que adapta o mangá Isekai Ojisan, de Hotondo Shindeiru, lançado no website da Kadokawa. A estreia aconteceu em 6 de julho no Japão e no Brasil chegou pouco depois, sendo a responsável pela distribuição do anime a Netflix. E, se você ainda não assistiu, confira nosso Primeiro GoleAQUI!
Uncle From Another World
Sinopse:Dezessete anos atrás, o tio de Takafumi entrou em coma, mas agora ele está de volta como um homem ressuscitado de seu túmulo. Logo, Takafumi descobre duas coisas bizarras: seu tio valoriza videogames acima de tudo e, enquanto em coma, ele foi transportado para outro mundo como um guardião heróico!
Sabe aquele filme que traz uma nostalgia de infância e sessão da tarde? Pois bem, a geração de crianças dos anos 90 pode se acabar de alegria pois o Disney+ trará de volta as irmãs Sanderson quase 30 anos após a estreia do primeiro filme, com Abracadabra 2.
A continuação de Abracadabra ganhou um novo pôster, que mostra Bette Midler, Kathy Najimy e Sarah Jessica Parker de volta às personagens Winifred, Mary e Sarah. O filme estreará no dia 30 de setembro no streaming.
Confira o pôster promocional:
Imagem Divulgação
O filme original foi lançado em 1993 e a história é sobre dois irmãos que ressuscitam bruxas mortas há mais de 300 anos porque foram condenadas por práticas de feitiçaria. Mas ao ter seus espíritos evocados no Dia das Bruxas, elas retornam à cidade de Salem dispostas a conquistar sua juventude e imortalidade, mesmo que precisem fazer alguns “sacrifícios”.
Confira o trailer:
Sinopse Abracadabra 2:Já se passaram 29 anos desde que alguém acendeu a Vela da Chama Negra e ressuscitou as irmãs do século XVII, e elas estão em busca de vingança. Agora, cabe a três adolescentes impedir que as vorazes bruxas despertem um novo tipo de caos em Salem antes do amanhecer da véspera do Dia de Todos os Santos.