A SNK Corporation anunciou uma colaboração que traz a irmandade, lealdade e vingança à flor da pele nas ruas de SouthCity. Fatal Fury: City of the Wolves recebe em seu elenco a presença deManjiro “Mikey” Sano e Ken “Draken” Ryuguji de TokyoRevengers. Eles estarão disponíveis com a DLCda Temporada3 no dia 22 de outubro de 2026. Confira o trailer:
Se você não conhece TokyoRevengers, Mikey e Draken são amigos e líderes de uma das gangues mais fortes do anime onde são protagonistas.
Conhecido no submundo como “Mikey, o Invencível“, e em meio a um confronto feroz, o poder dos SacredScrolls transporta esse carismático líder da gangue TokyoManji para SouthTown. Determinado a reivindicar o legado de Geese e voltar para casa, além de lutar com tudo de si por seus novos amigos, Mikey entra em uma nova fase de sua vida como delinquente: o torneio KingofFighters.
Enquanto Ken “Draken” Ryuguji, vice-líder da gangue Tokyo Manji e parceiro inabalável e braço direito de Mikey, mantém o líder com os pés no chão. Enquanto procura por Mikey, que desapareceu, Draken acaba envolvido em um incidente misterioso que o leva a SouthTown. Leal, honrado e extremamente confiável, ele possui uma força avassaladora, capaz de virar o jogo em qualquer batalha. Determinado a encontrar Mikeye voltar para casa ao lado dele, Draken entra na arena do KOF, um mundo novo, brutal e corajoso.
O anúncio de ambos na Temporada 3 também traz a chegada de um novo arco do anime, Tokyo Revengers: Warof the Three Titans Arc, que chega às emissoras afiliadas no dia 2 de outubro. Então, se você quer conhecer mais sobre esse universo fique ligado ao site oficial e suas mídias. Enquanto que Fatal Fury: City of the Wolves está disponível para PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox Series X|S e PC via Steam e Epic Games Stores, confira a melhor plataforma para você começar já a se preparar para esse duo barulhento.
Por consenso na comunidade de jogadores, a edição de 2014 do Livro do Mestre de Dungeons & Dragons representava uma barreira complexa para iniciantes. A obra começava abordando conceitos cosmológicos, mergulhava na criação complexa de mundos e demorava para tratar das rotinas práticas de quem sentava atrás do escudo pela primeira vez, funcionando mais como catálogo de itens mágicos do que manual prático.
A versão lançada em 2024 corrige esse distanciamento estrutural logo nas primeiras páginas. O material abandona a exposição de multiversos logo na abertura e passa a explicar detalhadamente o papel do narrador e os caminhos para conduzir uma mesa, estabelecendo uma inversão completa de filosofia com perfil pedagógico e didático. Não vou me repetir (veja aqui) em dizer que este Livro do Mestre é o melhor de todos os tempos, pois o Dungeon Master Guide da 4E ainda é meu queridinho!
Gestão humana da mesa e suporte contra o desgaste
A nova edição destaca a administração do grupo como um fundamento tão vital quanto o domínio do sistema de combate. Entre as novidades oficiais está a formalização da Sessão Zero acompanhada da Planilha de Expectativas, instrumento voltado para alinhar limites rígidos e temas sensíveis entre os participantes antes das primeiras rolagens de dados. Ultimamente, anda sendo uma prática utilizada nos RPGs mais modernos e principalmente naqueles que possuem temáticas mais obscuras e críticas.
O texto também aborda diretamente a estafa e o esgotamento do narrador – fenômeno conhecido como burnout. Para contornar o problema, o manual propõe saídas saudáveis como a rotação de narradores em uma mesma mesa, a criação de mundos compartilhados entre campanhas distintas e o planejamento de pausas periódicas ao longo dos meses.
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A agilidade da Regra da Uma Hora e novas ferramentas
Para os mestres com rotinas corridas, o livro apresenta a inédita Regra da Uma Hora (achei demais!), método rápido de preparação estruturado em cinco passos claros. O processo ensina a sintetizar a premissa da partida, analisar o perfil individual dos jogadores, mapear confrontos essenciais, checar motivações dos personagens e separar recursos de suporte e mapas para improvisação. Acho que é um bom balanço entre o mestre arquiteto para o mestre jardineiro – posso explicar estes termos em uma matéria específica…
O capítulo voltado às mecânicas de apoio adota organização em ordem alfabética para agilizar a pesquisa durante o jogo, facilitando o acesso a perigos climáticos e perseguições. O sistema de armadilhas passa a contar com escalonamento numérico ajustável por nível, acompanhado por fichas oficiais para registro de personagens não jogáveis, mapas de viagens e registros de vilarejos.
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Pontos simplificados e o saldo geral da nova versão
Apesar dos avanços na usabilidade, narradores experientes notarão lacunas em comparação à publicação de 2014, como a retirada das tabelas detalhadas de Nível de Desafio voltadas a criar monstros do zero, agora restritas à adaptação de fichas prontas. A confecção de itens mágicos foi simplificada ao dispensar ingredientes raros, fixando preços por raridade que geram distorções no valor de mercado dos artefatos.
Ainda acho que o sistema de Bastiões, implementado no quinto nível, carece de suporte narrativo direto e pode virar apenas um meio mecânico de acumular moedas de ouro; gostaria de um trabalho ainda maior junto a campanha, ou pelo menos fornecer mais tabelas e ideias para o mestre. Ainda assim, o Livro do Mestre de 2024 firma-se como a porta de entrada mais completa e acessível criada pelo sistema para quem deseja estrear na narrativa de RPG.
A Konami, em parceria com as desenvolvedoras Evil Empire e Motion Twin, anunciou que Castlevania: Belmont’s Curse receberá uma demo gratuita no dia 1º de outubro, duas semanas antes do lançamento oficial do jogo.
A versão de demonstração permitirá aos jogadores experimentar as etapas iniciais da nova aventura e conhecer um pouco da jornada de Rose Belmont, protagonista do título. Um dos destaques é que o progresso feito na demo poderá ser transferido para o jogo completo, desde que o jogador continue na mesma plataforma.
No PC, PlayStation 5 e Xbox Series, a demonstração poderá ser executada a 60 quadros por segundo, enquanto a versão para Nintendo Switch terá desempenho de 30 fps.
Ambientado em Paris, no ano de 1499, Castlevania: Belmont’s Curse se passa 23 anos após os acontecimentos de Castlevania III: Dracula’s Curse. Na história, Rose Belmont, filha de Trevor Belmont, precisa enfrentar uma nova ameaça sobrenatural enquanto percorre as ruas de uma Paris tomada pelas chamas e explora o castelo do Senhor dos Vampiros.
O jogo aposta em uma estrutura de ação e exploração em 2D, combinando combates contra monstros, exploração de cenários e diferentes armas e habilidades. Entre os equipamentos disponíveis está o clássico Vampire Killer, o lendário chicote utilizado pela família Belmont ao longo da franquia.
A demo chega em 1º de outubro, enquanto Castlevania: Belmont’s Curse tem lançamento marcado para 15 de outubro, com versões para PC, PlayStation 5, Nintendo Switch e Xbox Series.
O calendário mostra data e horário de exibição dos animes, e tem um filtro para mostrar somente a lista do usuário | ANIQuim/Reprodução
O público aficionado por animações japonesas no Brasil acaba de ganhar um ambiente digital totalmente dedicado aos seus hábitos de consumo. Com o propósito de reunir catálogo, descoberta de produções e interação social em um único lugar, foi lançado o ANIQuim. O nome une as palavras anime e tupiniquim, destacando sua identidade voltada exclusivamente para os espectadores nacionais.
Desenvolvido inteiramente em português, o projeto soluciona uma demanda comum entre os fãs, que costumavam dividir tarefas como conferir lançamentos e avaliar episódios em portais internacionais e em língua inglesa. A iniciativa partiu dos criadores Ana Lima e Hugo Machado, motivados pela ausência de um espaço centralizado para debater a cultura pop japonesa a partir da perspectiva local.
Ferramentas de organização pessoal e interação sem spoilers
O sistema possibilita que os usuários organizem suas rotinas com abas intuitivas divididas entre Quero Ver, Assistindo, Terminei, Pausei e Desisti. Além de atribuir pontuações numéricas, a comunidade pode registrar reações rápidas como Bombando, Amei, Deu sono e Lento, facilitando a troca de impressões sobre cada obra.
Para manter o debate seguro e amigável, o ambiente conta com a seção Impressões, projetada para breves comentários com barreira de proteção contra spoilers. Toda essa atividade alimenta gráficos internos, estatísticas de comportamento e um Top 100 dinâmico, transformando as notas dos usuários em um raio-x das preferências dos espectadores brasileiros.
Ao incluir um título, o usuário pode acrescentar diversas reações e uma nota | ANIQuim/Reprodução
Catálogo com curadoria manual e dados das primeiras semanas
A plataforma conta com uma agenda semanal detalhada, indicando as datas de exibição de novos episódios e apontando em quais serviços de streaming eles estão disponíveis legalmente no país. O acervo, atualmente composto por mais de 8,5 mil títulos, passa por uma curadoria manual que reúne trailers, sinopses em português, dados de estúdios e fichas técnicas completas.
Outro diferencial é a valorização da produção de conteúdo brasileira, trazendo a integração de podcasts temáticos como o MDA – Mundo dos Animes diretamente nas páginas das séries. Em poucas semanas de operação, o endereço atingiu 6,9 mil usuários ativos e somou mais de 61 mil visualizações, registrando 13,6 mil animes concluídos e 2,7 mil inserções em listas de interesse.
Planos futuros e disponibilidade do serviço gratuito
Com planos voltados ao desenvolvimento de um aplicativo nativo para dispositivos móveis, a equipe fundadora projeta fechar novas parcerias com produtores de conteúdo e aprimorar relatórios sobre o consumo de animação no país. O acesso a todas as ferramentas do ANIQuim é totalmente gratuito e pode ser realizado pelo endereço oficial aniquim.com.br.
Antes mesmo de abrir o livro, o Livro do Mestre de D&D 2024 já entrega uma declaração de intenções. A capa ilustrada por Tyler Jacobson traz o Vingador — arqui-inimigo da animação Caverna do Dragão — ao lado de Tiamat, a rainha dos dragões cromáticos. Para quem cresceu assistindo ao desenho nos anos 1980 e 1990, é um soco de nostalgia. Para quem está chegando agora, é uma introdução imediata ao papel do narrador: o regente de todos os perigos da mesa.
A escolha não é acidental. O livro foi concebido como celebração dos 50 anos de Dungeons & Dragons, e cada decisão editorial carrega esse peso.
A capa como manifesto
Enquanto o Livro do Jogador da edição 2024 traz nas páginas internas uma ilustração dos jovens heróis da Caverna do Dragão, o Livro do Mestre reserva a capa para os vilões. É uma divisão simbólica e precisa: jogadores habitam o mundo dos heróis, mestres habitam o mundo das ameaças, pelo menos no jeitão mais dungeon crawler possível.
Colocar o Vingador e Tiamat na frente do manual do narrador estabelece de imediato que ser mestre é, entre outras coisas, encarnar os obstáculos que tornam uma história inesquecível. É uma mensagem que funciona tanto para veteranos que reconhecem o personagem quanto para iniciantes que ainda não sabem quem ele é.
Capa Divulgação
O retorno de Greyhawk
A decisão mais significativa do Livro do Mestre 2024 em termos de cenário não está na capa — está no Capítulo 5. Pela primeira vez em décadas, o manual principal de D&D abandona Forgotten Realms como cenário de referência (que eu também AMO) e volta a Greyhawk, o mundo original criado pelo saudoso Gary Gygax no final dos anos 1970.
A troca é intencional e pedagogicamente justificada. Faerûn, o continente central de Forgotten Realms, acumulou décadas de lore denso, com facções, deuses, reinos e conflitos que exigem horas de leitura prévia para serem aproveitados plenamente. Greyhawk, por outro lado, opera no registro clássico de espada e feitiçaria: estrutura mais enxuta, conflitos mais diretos, espaço maior para o mestre inventar sem contradizer uma enciclopédia de material publicado.
Para um livro cujo objetivo central é ensinar a mestrar do zero, é a escolha certa.
Uma aula prática de worldbuilding
O capítulo dedicado a Greyhawk não é um livro de cenário completo — ocupa cerca de 30 páginas dentro de um manual geral de regras, o que é ao mesmo tempo sua limitação e sua virtude. Em vez de tentar documentar um mundo inteiro, o texto usa a Cidade Livre de Greyhawk e seus arredores como maquete didática. Achei um baita acerto nesse sentido, o que já adianta um cenário sem a gente precisar de um livro só pra ele.
O mestre aprende a povoar vilas com personagens que têm motivações, segredos e conflitos. Aprende a criar facções que competem por poder. Aprende a ligar aventuras isoladas em uma campanha contínua com consequências reais. Locais como a Estalagem do Dragão de Prata e a Estalagem do Dragão Negro aparecem não apenas como pontos no mapa, mas como exemplos de como um lugar pode ter história, tensão e ganchos de aventura ao mesmo tempo.
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O berço dos lendários
Há outro argumento para o retorno de Greyhawk que vai além da didática: é nesse cenário que personagens centrais do multiverso de D&D tiveram origem. Vecna, o lich que se tornou deus e antagonista de Stranger Things. Tasha, a feiticeira cujo grimório batiza um dos suplementos mais populares da edição anterior. Iuz, o semideus do mal. Todos nasceram em Greyhawk, e o capítulo dedica espaço para contextualizar essas origens.
A aposta em Greyhawk vai além do Livro do Mestre. Na GenCon 2026, a Wizards of the Coast anunciou que o cenário receberá sua primeira grande aventura da edição atual em 2027. Intitulada Greyhawk: Crown of the Witch Queen, a campanha de 160 páginas coloca no centro Drelnza, filha vampírica de Tasha — também conhecida como Iggwilv ou Zybilna, a própria Rainha das Bruxas do título.
A produção será lançada em versões física e digital, acompanhada de um mapa de Greyhawk e uma tela do Mestre. O projeto faz parte da série D&D Icons e conta com a participação de Luke Gygax, filho de Gary Gygax, além de notas inéditas deixadas pelo criador do RPG. A descrição oficial promete um estilo “operático, emocionante e arquetípico”, com visuais de silhuetas marcantes que revisitam a estética clássica de Greyhawk para o público atual. O anúncio confirma que o retorno ao cenário original não foi um aceno isolado de nostalgia — é o início de uma estratégia de longo prazo da Wizards para reconectar jogadores às raízes do jogo.
Imagens mostradas durante a GenCon 2026
Mapas para jogar agora
O apêndice do livro entrega algo imediatamente útil: uma galeria de mapas modulares de masmorras, cavernas e vilarejos prontos para uso, além de um mapa dobrável de Greyhawk em formato pôster. São recursos que mestres experientes costumavam buscar em suplementos separados ou criar do zero.
Vale um aviso: a versão reduzida do mapa impressa no miolo do livro é pequena demais para consulta durante o jogo. O pôster é indispensável para quem pretende usar Greyhawk como cenário de campanha. Para mesas virtuais, os mapas do apêndice funcionam como gabarito direto para plataformas de VTT.
Vale pelo que representa
O Guia do Mestre 2024 usa seus elementos de nostalgia e história com inteligência. A capa com o Vingador não é apenas um aceno para fãs da animação: é uma declaração sobre o que significa narrar. O retorno de Greyhawk não é apenas homenagem aos 50 anos do jogo: é uma ferramenta de ensino com propósito claro.
Para quem está aprendendo a mestrar, é o melhor ponto de entrada que D&D já ofereceu. Para quem já conhece o jogo de cor, é uma viagem às raízes que vale ser feita.
Sou lovatic desde 2009, o que significa que passei quase duas décadas acompanhando a trajetória de uma artista que nunca conheci pessoalmente como se, de algum jeito, ela também fizesse parte da minha. Meu primeiro show veio só em 2022, na Holy Fvck Tour, em Belo Horizonte, quando fui credenciada pelo Suco de Mangá. Desta vez, a credencial não saiu. Fui do mesmo jeito, porque simplesmente não existia nenhuma versão de mim que aceitasse perder a chance de ver de perto o encerramento da turnê brasileira.
O dia 16 de setembro resolveu lembrar que São Paulo sabe fazer frio quando quer. Eu, por outro lado, tinha me vestido para combinar com a estética de It’s Not That Deep, não para enfrentar uma fila de horas. Passei boa parte da espera me arrependendo das minhas escolhas até as luzes da Suhai Music Hall apagarem. Depois disso, o frio deixou de importar. Só voltou quando o show terminou e todo mundo precisou encarar a rua de novo.
Era o trigésimo show de Demi Lovato no Brasil, número que ela fez questão de repetir mais de uma vez durante a noite. Perguntou quem estava ali desde Camp Rock, quem chegou anos depois, durante a fase de Holy Fvck, e reforçou que nunca cogitaria deixar o país de fora de uma turnê. Trinta apresentações não são discurso de compromisso; são um histórico difícil de fingir.
Presença de palco confiante e leveza artística aos 34 anos
O que mais me chamou atenção, comparando com 2022, foi o quanto Demi parecia confortável no palco. Na Holy Fvck Tour, ainda dava para sentir uma artista tentando reencontrar o próprio lugar depois de anos turbulentos. Eu queria amar aquele show incondicionalmente, mas saí com a sensação de que ela ainda estava se procurando. Não era falta de entrega, muito pelo contrário: havia intensidade, voz e vontade. Mas parecia existir uma artista descobrindo novamente como ocupar aquele espaço.
Desta vez foi diferente. Aos 34 anos, Demi parece finalmente habitar o palco sem precisar provar nada para ninguém. Dança mais, conversa mais, brinca mais e transmite uma leveza que não nasce de menos intensidade, mas de uma relação mais confortável consigo mesma e com o público. A mudança não está apenas na performance, mas na forma como ela ocupa cada espaço, olha para a plateia e parece aproveitar o próprio show.
Quem assistiu ao show no Rock in Rio pegou uma versão reduzida da turnê. Em São Paulo, veio o espetáculo completo, e isso faz diferença. A estrutura é simples, mas funciona muito melhor numa casa de shows como a Suhai Music Hall do que competindo com a grandiosidade de um festival. O resultado é um show mais próximo, mais dançante e muito mais coerente com o espírito do álbum.
Estreia histórica de In Case e dinâmicas da apresentação
Meu momento favorito aconteceu justamente onde ninguém esperava. A música surpresa da noite foi “In Case”, tocada ao vivo pela primeira vez na carreira de Demi. Dias antes, fãs brasileiros organizaram uma campanha para colocar suas faixas favoritas nas primeiras posições do iTunes, numa tentativa de mostrar à equipe quais músicas gostariam de ouvir. “In Case” liderou o movimento e acabou aparecendo no palco. Em determinado momento, Demi comentou que sabia exatamente qual música o público queria escutar. É esse tipo de gesto pequeno que explica por que a relação dela com o fã brasileiro continua parecendo tão diferente do discurso automático de outros artistas.
Outro momento bonito veio durante “Let You Go”, uma das minhas favoritas do álbum. No meio da música, Demi interrompeu a apresentação ao perceber que alguém na plateia precisava de ajuda. Esperou até tudo estar sob controle, sorriu, disse um simples “from the top” e recomeçou a canção do zero. Quem gosta da faixa acabou ganhando duas versões pelo melhor motivo possível. E eu, particularmente, não reclamo de ouvir “Let You Go” duas vezes na mesma noite.
Nem tudo foi perfeito. A ordem das músicas parece, às vezes, brigar consigo mesma: o show constrói uma sequência energética, desacelera com várias baladas seguidas e, logo depois, tenta recuperar o ritmo como se nada tivesse acontecido. Não chega a comprometer a experiência. O público cantou praticamente tudo do começo ao fim. Mas fica a impressão de que a curva emocional poderia ser mais bem costurada.
Também senti que o show acabou cedo demais. Talvez seja impressão minha, acostumada a artistas que passam mais tempo em cima do palco, mas tive aquela sensação rara de olhar para o relógio e pensar: “Já?”. Em alguns momentos, também dava para perceber um certo desgaste vocal. Demi tossiu algumas vezes durante a apresentação e parecia economizar a voz em trechos específicos. Nada que comprometesse o show ou diminuísse a potência da noite, mas um lembrete de que uma turnê inteira também cobra seu preço.
Uma observação que vai além dos lovatics: impressiona como assistir a um show virou, para muita gente, sinônimo de gravá-lo inteiro. Tinha celular erguido praticamente o tempo todo. Eu também gravei alguns momentos. Seria hipocrisia dizer que não. Mas percebi que minhas melhores lembranças da noite continuam sendo justamente aquelas em que esqueci que estava com o telefone na mão.
Em 2009, quando comecei a ouvir Demi Lovato, jamais imaginei que um dia pisaria num show dela como jornalista, muito menos que voltaria anos depois apenas como fã. No fim das contas, descobri que isso faz menos diferença do que eu imaginava. Algumas histórias continuam importantes independentemente de onde você as acompanha.
Depois de trinta shows no Brasil, Demi ainda encontra um jeito de fazer cada apresentação soar como um reencontro. Desta vez, pelo menos para mim, o reencontro também aconteceu com uma artista diferente daquela que vi em 2022: mais segura, mais livre e mais confortável no próprio palco. E eu espero, sinceramente, estar no próximo.
A paixão nacional pelas produções audiovisuais sul-coreanas ganhou um espaço físico e interativo dedicado ao público. A Netflix uniu forças com o Nubank para criar a Dramalândia, uma ativação comemorativa que celebra os 10 anos de presença dos K-dramas no catálogo da plataforma de streaming. O projeto oferece uma imersão presencial repleta de cenários temáticos e brindes exclusivos para a comunidade fã das séries.
No espaço, os visitantes contam com cabines de fotos personalizadas, interações em monitores e decorações inspiradas nas tramas clássicas. O conceito criativo faz uma analogia direta com os arquétipos das séries, comparando as atitudes heroicas dos protagonistas masculinos que solucionam os conflitos dos enredos com as soluções do banco digital para resolver o drama da vida financeira.
Bastidores audiovisuais em capitais brasileiras
A produção e o planejamento do conteúdo digital da campanha ficaram a cargo da LOI Global, agência de marketing de influência e primeira Top TikTok Partner do Brasil, por intermédio de sua produtora Lensz. A equipe estruturou as filmagens nas cidades de São Paulo e São Luís, desenvolvendo os roteiros internos e mediando o alinhamento das marcas com os talentos participantes.
Caio Dominguez, CEO e cofundador da agência, explicou que o objetivo central foi traduzir a intensidade da base de fãs para uma linguagem orgânica e atraente, distanciando o material das fórmulas comerciais convencionais e priorizando a vivência direta do público com as narrativas que acompanham pela televisão.
Creators no centro da experiência com o público
A estratégia em vídeo reuniu os influenciadores Gabriel Yunkin e Priscila Ju, nomes com ascendência sul-coreana que já abordam as tradições do país asiático em suas rotinas digitais. Vestidos a caráter como figuras emblemáticas das tramas coreanas, a dupla participou ativamente da experiência ao lado dos admiradores presentes no evento.
O cronograma de materiais resultou em duas peças audiovisuais formuladas para os canais oficiais da Netflix. A primeira gravação, feita na capital paulista com Gabriel, mostra os preparativos para o evento em tom de chamada ao público, enquanto o segundo registro, gravado com ambos os influenciadores em São Luís, documenta a receptividade calorosa, as conversas nas filas e a reação espontânea dos espectadores.
O público fã de sonoridades densas e industriais já pode marcar na agenda um reencontro histórico com a cena europeia. A banda norueguesa Gothminister desembarca em território nacional pela primeira vez para uma apresentação exclusiva no domingo, dia 22 de agosto de 2027. O espetáculo integrará a perna continental da South America Tour 2027 e contará com a realização da Dark Dimensions Produtora.
O palco escolhido para a estreia inédita em solo brasileiro é o tradicional Santo Rock Bar, localizado na cidade de Santo André, no estado de São Paulo. Os fãs terão acesso às dependências da casa a partir das 17h, enquanto a subida do grupo ao palco está agendada para acontecer pontualmente às 19h.
Identidade teatral e trajetória do projeto norueguês
Criado em Oslo no ano de 1999, o grupo tem à sua frente o vocalista, fundador e mente criativa Bjørn Alexander Brem. Ao longo de décadas de estrada, a banda construiu uma assinatura estética que ampara o peso do Industrial Metal e do Gothic Metal em bases eletrônicas pulsantes, combinadas com forte teatralidade visual e atmosferas soturnas.
O portfólio de lançamentos do Gothminister contabiliza oito registros de estúdio em sua discografia: Gothic Electronic Anthems (2003), Empire of Dark Salvation (2005), Happiness in Darkness (2008), Anima Inferna (2011), Utopia (2013), The Other Side (2017), Pandemonium (2022) e Pandemonium II: The Battle of the Underworlds (2024). Mantendo ritmo produtivo intenso, o conjunto disponibilizou o EP The Dark em 2026 e prepara o lançamento do disco We Are All Demons para o dia 16 de outubro.
Destaque no Melodi Grand Prix e venda de ingressos
Para além das turnês dedicadas ao público tradicional do metal, o grupo alcançou grande visibilidade em 2024 ao disputar o Melodi Grand Prix, eliminatória promovida pelo canal público NRK para escolher o representante da Noruega no Eurovision Song Contest. Com a composição We Come Alive, de Brem, o grupo chegou à fase final e assegurou a quarta colocação do torneio televisivo.
A apresentação em Santo André promete revisitar clássicos cultuados da carreira, como Liar, Darkside, Angel, Ich will alles, The Sun, Monsters e a celebrada We Come Alive. As entradas para o concerto no Santo Rock Bar já estão disponíveis ao público por meio do site da plataforma Ingresso Master.