O rapper e compositor sul-coreano pH-1 anuncia show no Brasil, com a turnê mundial “ABOUT DAMN TIME”. Os fãs já tem local, dia e hora marcada para assistir ao vivo os maiores sucessos do artista: dia 22 de Maio, às 20h, na casa de shows Audio.
Parte do selo da agência H1GHR MUSIC, fundada por Jay Park e Chacha Malone, pH-1 é um dos grandes nomes do rap sul-coreano. O rapper também é um dos MCs do podcast de sucesso The Dive Studios e conta com 1 milhão de ouvintes mensais em seu perfil no Spotify. Recentemente, o artista lançou o álbum ‘BUT FOR NOW LEAVE ME ALONE’, que inclui faixas como ‘ZOMBIES’ e ‘TIPSY’.
Além de assistir as performances de pH-1, os fãs que adquirirem os ingressos na modalidade Homebody, também poderão tirar foto em grupo com o artista e terão acesso à um crachá e área exclusivos. As vendas de ingressos para a turnê “ABOUT DAMN TIME” em São Paulo começam dia 07 de abril, sexta-feira.
Também conhecido como Park Junwon, o rapper estreou em 2016 com o single “Wavy” e já atraiu milhares de fãs ao redor do mundo. Dono de um talento único, pH-1 já colaborou com nomes lendários como Simon Dominic, Gray e Jay Park no programa High School Rapper 4. é um dos jurados e mentor de hip-hop do programa de sobrevivência de K-POP, Boys Planet, da Mnet.
Com sete anos desde sua estreia oficial, é a primeira vez que o artista vem para o Brasil, e os fãs já podem esperar uma apresentação ímpar, com muita energia e seus maiores hits na setlist do show. Com paradas anunciadas também no México e no Chile, a turnê já passou pela América do Norte, Ásia, Europa e Oceania.
O show na AUDIO, em São Paulo, acontece no dia 22 de Maio, com venda de ingressos a partir de 07 de abril. Link de vendas será divulgado em breve.
Pôster Divulgação
pH-1 World Tour About Dawn Time Tour em São Paulo
Quando: 22 de maio de 2023
Onde: AUDIO – Av. Francisco Matarazzo, 694 – São Paulo/SP | CEP 050001-000
Hora: 20:00 hrs com duas horas de duração Classificação: 14 anos
Início das vendas: Sexta-feira, 07 de pelo site Uhuu.com
Venda de ingressos online: LINK EM BREVE
Bilheteria física: INFORMAÇÕES EM BREVE
Valores: EM BREVE
Sobre o ph-1
O rapper coreano-americano estreou na cena underground sul-coreana em 2016 com o single ‘Wavy’. Sob o selo H1GHR MUSIC, pH-1 lançou sucessos como ‘ZOMBIES’, ‘TIPSY’ e ‘Malibu’. Além de uma carreira consolidada por sucessos, o rapper também foi um dos produtores no programa High School Rapper 4, com Jay Park e Woogie e foi um dos concorrentes no Show Me the Money 777.
Você piscou e o Rakuten Viki já está chegando com as listinhas recheadas de novidades para abril. Dessa vez teremos muitos K-Dramas, C-Dramas e J-Dramas! Confira aqui os novos dramas sul-coreanos que chegam a plataforma:
Os seguintes títulos estarão disponíveis gratuitamente no Viki a partir do primeiro dia do mês:
Webtoon de hoje
Why Her?
Decoy: parte 1
Melancholia
Poong, o psiquiatra Joseon 2
Estranhos Novamente
1Joseon Attorney: A Morality – 1/4
Mesmo em Joseon, um país de confucionismo conservador, houve um advogado corrigindo as injustiças e protegendo os direitos do povo. Com uma taxa de vitórias perfeita, Kang Han Soo é o melhor advogado de Hanyang. Ele é um homem de natureza mágica, versado nas leis até de fora de Joseon, e capaz de cativar homens e mulheres de todas as idades, sendo um encrenqueiro que faz com que as pessoas processem umas às outras. Ao lado dele, desempenhando o papel de ajudante, está Lee Yeon Joo, que esconde sua condição de princesa se disfarçando de serva ao abrir um pavilhão feminino. Qual será o objetivo da emocionante vingança de Han Soo no tribunal de Joseon? Que destino aguarda Yeon Joo, seu noivo Yoo Ji Sun e Han Soo?
2Finland Papa – 29/4
Um drama sobre uma cafeteria chamada “Finland Papa”, onde pessoas que precisam de cura emocional se reúnem e desempenham o papel de “família falsa” uns dos outros. Depois de perder a família, Lee Yu Ri (Kim Bo Ra, de O Toque, Her Private Life, SKY Castle), uma jovem de vinte e poucos anos, começa a trabalhar neste café onde consegue crescer e curar as suas feridas interiores. É administrado por um proprietário anônimo (Kim Woo Seok) que acaba se apaixonando por Lee Yu Ri.
Além disso, vale mencionar que as séries a seguir, que estrearam nas últimas 2 semanas, ganharão novos episódios em abril, então confira:
3Dever Após a Escola
Os alunos e professores da Sungjin High School passam por um choque terrível quando testemunham o início de uma invasão alienígena. Vindo dos céus, horríveis “ovos” eclodem em violentas criaturas parecidas com insetos que atacam humanos. A invasão é mundial, e os militares sul-coreanos temem que ela seja subjugada. Desesperado, o presidente anuncia que vai começar o recrutamento obrigatório — e que todos os alunos do terceiro ano do ensino médio, tanto homens quanto mulheres, devem ingressar nas forças armadas.
Soldados chegam à Sungjin High School. E os alunos do terceiro ano — que têm apenas 50 dias até o vestibular — devem iniciar o treinamento militar no pátio da escola. Eles devem aprender a atirar com rifles, lutar corpo a corpo e cruzar pistas de obstáculos… usando seu uniforme escolar! Colocando os alunos à prova, está o líder do pelotão Lee Choon Ho (Shin Hyun Soo, de Bem-vindos a Waikiki T2). Enquanto isso, a professora Park Eun Young (Im Se Mi, de Beleza Verdadeira) está determinada a fazer o possível para manter seus alunos fora de perigo. Os alunos do ensino médio ajudarão a salvar o planeta da destruição?
4Garotos Fantásticos
Começa o projeto de uma banda de garotos global que vai deixar o mundo inteiro entusiasmado. Garotos Fantásticos é a segunda temporada de My Teen Girl. O imperador do K-pop, Shim Chang Min do TVXQ, apresenta o programa. Desde o dançarino principal do grupo de performance, Jang Woo Young do 2PM e Jinyoung do B1A4 com grandes canções de sucesso, até o compositor genial e vocal principal, Kang Seung Yoon e até mesmo o produtor genial SOYEON do (G)I-DLE: esses artistas lendários darão aulas exclusivamente para garotos. Com o treinamento dos lendários artistas de 2019, quem escreverá uma nova história do K-pop?
Ryuichi Sakamoto, compositor japonês ganhador de um Oscar e um Grammy pela trilha sonora de “O Último Imperador”morreu aos 71 anos em decorrência de um câncer. O músico faleceu na terça-feira, 28 de março. O sepultamento e funeral aconteceu de forma privada. A triste noticia foi divulgada pela equipe do compositor no domingo dia 02 de abril em um comunicado que diz que ‘os desejos do artista foram seguidos e apenas seus familiares mais próximos estiveram presentes’.
“Viveu com a música até o fim”
Ryuichi Sakamoto, divulgação II
Ryuichi Sakamoto chegou ao sucesso nos anos 70 ao lado de sua banda Yellow Magic Orchestra. As inovações do artista serviram como base para vários gêneros da música eletrônica contemporânea, entre eles o synth-pop, house e hip-hop. Nascido em 1952, em Tóquio, Sakamoto cresceu já no meio artístico, seu pai era editor de romances japoneses.
Sakamoto havia anunciado recentemente o lançamento de Art Box que reunia um conjunto de discos de vinil em colaboração com artistas progressivos do Japão. Para este projeto, a ideia era transmitir na música o mapa-múndi, como se sentir em outro país enquanto ouve a melodia.
A equipe do Suco de Mangá se solidariza com os fãs e admiradores do trabalho de Ryuichi Sakamoto.
Está na hora de iniciar uma nova jornada! Então pegue seus tacos e venha curtir com o Sucoo novo trailer que mostra a jogabilidade do EA Sports PGATour. O jogo chega para Xbox SeriesX|S, PlayStation 5 e PC, no próximo dia 7 de abril.
Os gramados e as armadilhas estão prontos para você que vai encontrar um realismo nas diversas áreas de jogo. Alguns campos famosos estão presentes no trailer como Pebble Beach e BayHill. Toda a gameplay está comentada pelo criador de conteúdo TheApexHound e o produtor BenRamsour.
Além disso, o Augusta National Golf Club anunciou que será a sede para o Road to the MastersInvitational, um evento para convidados que será transmitido nesse domingo dia 2 de abril. O evento, com inicio às 19h, mostrará mais da gameplay com a presença de celebridades.
Então se prepare para se tornar um mestre dos campos e um verdadeiro campeão em EA Sports PGATour, confira o site oficial e siga as redes sociais, e fique ligado no Sucoque está pronto para um magnifico Hole in One!
Quando falamos de manhwas (webtoons/quadrinhos coreanos) é impossível não citar isekais, histórias em que o protagonista — ou outros personagens — vão para um mundo diferente a fim de viver suas aventuras. É nesse contexto que vamos falar sobre Beware the Villainess.
Ainda no gênero isekai, é comum que abordem a temática de “vilãos”, quando o protagonista da série “reencarna” no que seria o vilão do mundo onde ele está, em geral novels ou jogos.
Sendo assim, Beware the Villainess (Cuidado com a Vilã, em tradução livre) é um manhwa justamente com esse tipo de abordagem. Um dia, nossa protagonista acorda dentro de uma novel na personagem de Melissa Foddebrat, a noiva do príncipe herdeiro, e também a grande vilã da história. Porém, Melissa não está nem um pouco interessada em exercer esse papel. Muito pelo contrário, seu grande objetivo é mostrar para Yuri Elizabeth (a mocinha da novel) que todos os seus pretendentes românticos são péssimos, e que ela ficaria muito melhor sozinha.
Uma dose de alegria
Em geral o principal foco desse tipo de série é o romance. No entanto, Beware the Villainess explora mais a fantasia e a comédia e apesar de haver toques de romantismo aqui e ali, com certeza não é ponto principal. Na verdade, ela acaba evoluindo aos poucos para uma aventura com personagens fantásticos como lobisomens, magos, monstros, santos e até mesmo um “Deus”.
Inclusive, não consigo contar quantas vezes eu simplesmente parava para gargalhar enquanto lia o título. A comédia é uma sátira bem construída, que brinca com elementos modernos e tira proveito de todos os estereótipos de obras de romance e fantasia.
Além disso, as ilustrações são lindíssimas! Têm personagens muito expressivos, coloridos magnificamente, e altamente detalhados. Principalmente quando falamos de artefatos mágicos.
Como uma fã de carteirinha da série, para mim é difícil tecer alguma crítica negativa. Afinal, eu acho que todo o plot se desenvolve de maneira natural, inteligente e sem momentos que deveriam ser descartados.
O autor, Berry, sabe como construir uma narrativa que conquista os leitores ao mesmo tempo que dá espaço para mais interpretações e outras histórias paralelas. Não à toa, após a conclusão do manhwa, foram lançados mais de 35 episódios extras.
Considerações Finais
Imagem Divulgação
Concluída em 2022, a série conta com 92 episódios, e é possível realizar a leitura gratuita de todos através da plataforma Tapas (em inglês). Nela, a série está habilitada na ferramenta Wait Until Free (um novo episódio é liberado a cada três horas depois da leitura do anterior).
Enfim, Beware the Villainess é uma série brilhante e divertida que atingiu mais de 7 milhões de visualizações e quase 200 mil inscrições. Também, é um exemplo perfeito de como abordar temas comuns e construir narrativas criativas e diferenciadas, uma mistura ideal para quem gosta do gênero isekai mas prefere obras mais leves e cômicas.
“E foi isto que estabeleceu: consegue ficar sem comida (não vai definhar). Consegue ficar sem calor (o frio não vai matá-la). Mas uma vida sem arte, sem deslumbramento e sem beleza a deixaria louca. Já ficou louca uma vez. Ela precisa de histórias. Histórias são um modo de se preservar. De ser lembrada. E de esquecer. As histórias vêm à tona em diversos formatos: desenhos, canções, pinturas, poemas, filmes. E livros. Ela descobriu que os livros são uma maneira de se viver milhares de vidas diferentes – ou de encontrar forças para viver uma muito longa.”
V. E. Schwab
A Vida Invisível de Addie Larue é um dos maiores sucessos de Victoria Elizabeth Schwab (V. E. Schwab), o que tentarei provar não ser injustificado.
Então, se eu pudesse resumir esse livro em uma expressão, eu diria que essa história é como uma chama. Ela acalenta, queima e explode. Guarda seus mistérios e é capaz de trazer muito à luz.
Primeiras impressões
De cara, no momento em que encontrei o livro — de forma bem aleatória, diga-se de passagem — e li a sinopse, eu me apaixonei. No entanto, minha leitura não fluiu na primeira tentativa. Quando vi as 500 páginas que me aguardavam, sabia que seria uma história que demandaria muito da minha mente e do meu coração.
O que de fato aconteceu, só para registrar.
É por isso que aqui, nesse review, me esforçarei ao máximo para trazer uma análise “sóbria”, se é que é possível, a respeito do livro. Não somente uma avaliação de seus aspectos estruturais, estilísticos e narrativos, mas também uma discussão que se refere às nuances da história em si.
Apesar do esforço, não será uma tarefa fácil: A Vida Invisível de Addie Larue despertou em mim o melhor que a leitura é capaz de proporcionar. Choque, raiva, afeto, tristeza, felicidade, encantamento e, acima de tudo, uma imersão completa.
Assim, torna-se igualmente importante lembrar que toda proposta de resenha carrega os sentimentos do autor, em grau maior ou menor. E dito isso, hora ou outra meus sentimentos poderão falar um pouco mais alto do que a minha análise a qual, por hora, chamarei de “sóbria”.
Divulgação: Galera
Como Descrever o Indescritível?
Em termos simples, não sei se sou capaz de cumprir tal responsabilidade. O que parece ser um sentimento comum aos leitores dessa história, a presente autora corrobora: não é fácil definir esse livro em palavras.
Quando terminada a história, eu fiquei muitos, MUITOS minutos pensando no que dizer, em como eu me sentia, o que fazer com o tesouro que eu tinha em mãos. Como eu vou resenhar sobre esse livro? Era a pergunta que não me saía da cabeça. Meus “divertidamente” com certeza devem ter surtado, coitados.
De todo modo, essa ficção nos traz uma leitura sensível do que é — e do que pode ser — a vida. Quem somos nós? Somos “simplesmente” quem somos, ou quem e o que deixamos para trás? Essas não são perguntas fáceis de responder, mas a sensibilidade com a qual Schwab as aborda é bela, trágica e chocante.
Cuidado Com o Que Deseja: Tudo Tem um Preço!
“Eu não quero pertencer a outra pessoa — diz ela, como uma veemência repentina. As palavras são uma porta escancarada, e agora ela despeja todo o resto. — Não quero pertencer a ninguém além de a mim mesma. Quero ser livre. Livre para viver e encontrar meu próprio caminho, para amar ou ficar sozinha, mas que seja por escolha própria. Estou tão cansada de não ter nenhuma escolha, tão assustada de ver os anos se passando diante dos meus olhos. Não quero morrer do mesmo jeito que vivi, porque isso não é vida. […]”
Para aqueles que já assistiram o live-action Aladdin, o que direi agora não lhe será estranho: tome sempre cuidado com as zonas cinzentas do que você deseja.
Esse cuidado Addie não tomou.
Por isso, toda a narrativa do livro se desenrola não necessariamente pelo desejo em si, mas pelas suas entrelinhas. De fato, Addie se tornou imortal. Mas a que custo?
Eu gosto de pensar que nossas maiores provas de vida são as pessoas e as obras que deixamos. Elas são uma forma de nos manter ligados ao mundo, de nos tornar imortais pelo tanto de tempo que é possível, se é que sou capaz de me fazer entender. Se ainda não ficou claro, eu diria que é algo semelhante ao “Que seja eterno enquanto dure”. Aparentemente, o deus da noite — ou Luc — pensava da mesma forma.
O que nos move e nos derruba
Logo, chego à conclusão de que o que move nossas vidas é sempre o desejo. O desejo de ser alguém, ou ser ninguém. De ir a algum lugar, ou de permanecer. De conseguir algo, ou de se contentar com o que já temos. Sempre nessa balança, os desejos parecem ser a água que gira o moinho de nossas vidas e, assim, fica a reflexão.
Victoria Elisabeth Schwab não nos poupa: os desejos são capazes de mover nossas vidas e de nos trazer o inimaginável. E é justamente por isso que a atenção precisa ser redobrada: cuidado com as zonas cinzentas, elas não existem só nos contos de fadas.
Divulgação: Galera
Uma Belíssima e Trágica Narrativa
Não se engane. A Vida Invisível de Addie Larue não é um livro feliz. É um livro real dentro da irrealidade, na medida em que pode ser.
E. Schwab se utiliza de uma estratégia muito eficiente no que diz respeito à história com uma passagem de tempo muito longa: a alternância de épocas. A cada capítulo, íamos e voltávamos entre as vidas e lugares que Addie viveu, quase sempre no mesmo dia, sendo expostos às crueldades e alegrias pelas quais a protagonista passou.
Dessa forma, a partir desse recurso temporal, é criada sempre uma atmosfera de suspense e novidade. O que será que vem por aí? E assim a autora se mostra eficazmente engenhosa: capturando a atenção do leitor de forma não exatamente convencional.
Menção Honrosa
Além desse recurso narrativo, não podemos deixar de lado um outro pilar para o sucesso da construção: o estilo de escrita quase poético da autora. Essa beleza trágica do livro se dá a partir de um casamento perfeito entre os acontecimentos e a forma como são ditos. Essa soma, que eu chamaria na realidade de multiplicação, potencializa o poder de ação da história em seu leitor.
Partindo para outra perspectiva, assim como nem só de pão é feito o homem, nem só de beleza é feito um livro. Todas as vidas em uma que Addie viveu evocam muito mais do que encantamento.
A vida imortal que a protagonista desejou — e conseguiu — não começou de forma fácil. Foi cruel, solitária e desesperadora. O mundo é cruel, e Addie descobriu isso da pior forma possível. Novamente, Schwab não nos poupa: Addie não vendeu somente sua alma, se é que há algo pior e mais precioso para se perder, mas, de certo modo, vendeu um outro tipo de imortalidade. Vendeu suas possibilidades, suas chances de marcar as pessoas e o mundo, sem que soubesse. Vendeu seu corpo, sua vida, sua alma, seu coração.
No entanto, mesmo vendendo tudo o que tinha, Addie conseguiu marcar o mundo. De uma forma muito indireta, mas não menos material e verdadeira. Esse tipo de sutileza, trazido durante toda a história, parece ser sopros de vida em meio à resignação e à “tristeza tranquila” que nos toma durante a leitura.
A beleza com que Schwab descreve todas essas sutilezas, todas essas nuances, sobrecarregam a história de uma atmosfera fantasticamente — no sentido literal da palavra — real.
Muito Mais do Que Uma História de Amor (isso se foi realmente amor)
Uma parte essencial da história é o que, por não ter nome melhor, chamarei de triângulo amoroso entre Addie, Luc e Henry. E é nesse momento que eu peço uma licença para um questionamento. Quão verdadeiramente amorosas eram essas relações?
No entanto, antes de analisarmos a realidade dessas emoções, precisamos de uma análise “crua” dos personagens. Não vamos colocar a carroça à frente dos bois.
Primeiro, temos Addie, uma mulher que viveu trezentos anos sendo conhecida por apenas um alguém, Luc. Ela viveu seus maiores medos, as intempestividades da humanidade e a crueldade da natureza na pele. Foram trezentos anos buscando o que sabia que jamais poderia encontrar: amor, reconhecimento e um lar. Como poderia acreditar que os encontraria quando sequer era capaz de ser lembrada?
Em seguida, temos Luc, um deus da noite que se apegou a um dos seres mortais que tanto desprezava. Um deus solitário, inteligente, arrogante, cruel e extremamente volátil, que encontrou uma mulher que não cedia perante seu poder. Um clássico.
E, para finalizar, temos Henry, um homem que, eu diria, havia se perdido de sua própria alma. Provavelmente, a presença inexpressiva e personalidade apática do personagem foram propositais. Muitos o chamariam (e chamam) de “sem sal”, o que não posso negar ser verdade, mas também não posso negar a importância estratégica disso. Não é à toa que, no momento em que descobre um propósito para si, Henry desperta.
Análise do “amor”
Pensando nas relações páreas, essencialmente Addie-Henry e Addie-Luc, ambas são permeadas pela novidade, pelo choque e pela falta. Cada par encontrou no outro o que mais desejava na vida, e isso significou criar relações muito mais egoístas do que amorosas. Não vou negar a parcela egoísta do amor, no sentido de que amamos alguém pelo bem que ela é capaz de nos proporcionar.
No entanto, o egoísmo presente nessas relações tinha muito mais a ver em ter encontrado o quase-impossível. Addie achou em Luc o reconhecimento que tanto buscava. Luc encontrou em Addie um verdadeiro desafio. Henry queria o fantástico, algo que o tirasse dos eixos, e encontrou. Addie, é claro (e de novo), encontrou o reconhecimento. Mas não o reconhecimento de alguém que lhe proporcionou aquela realidade, o reconhecimento de alguém que vivia e morreria, alguém real.
No fim, nenhum deles queria perder o que mais havia buscado e, por fim, encontrado. Esses encontros acabaram gerando relações de dependência em que ninguém estava disposto a abrir mão.
E é por isso que eu diria que A Vida Invisível de Addie Larue é muito mais do que uma história de amor, até porque não é. Novamente, Schwab nos pega e nos enlaça pela sutileza a respeito de algo nada sutil: as complicações das relações e sentimentos humanos.
Considerações Finais
Divulgação: Galera
Eu vou precisar me utilizar da mesma expressão usada no início: essa história é como uma chama. Ela acalenta, queima e explode. Guarda seus mistérios e é capaz de trazer muito à luz.
Um livro estilisticamente belo, fantasticamente real e surpreendente. Uma história que dança com nossas emoções, observando suas entrelinhas e nos tirando de certo conforto.
O que faz um bom terror? Ou, melhor ainda, a pergunta para iniciar essa discussão é: o que torna um terror um clássico, além de bom? E o que faz Dead Space ser tão bom?
!! CUIDADO!! SPOILERS ABAIXO!!
Por trás do óbvio
Do meu ponto de vista, existem duas coisas que determinam um terror. A primeira é a mais aparente: o que provoca a reação imediata de repulsa? Ou seja, aquilo que as pessoas descrevem de imediato: é um filme de serial killer passando a faca na galera? Zumbis comendo gente? Vai ter mutilação, ou vampiro bebendo sangue, ou fantasma, ou um ser de outra dimensão?
Enquanto isso, a segunda coisa é mais sutil: quais são os temas mais profundos que aquela obra deseja explorar? É sobre a inevitável entropia do universo? Sobre as inseguranças e cobranças no relacionamento de determinados personagens? Talvez, sobre como a aparente paz das cidadezinhas do interior dos EUA pode ser uma mera ilusão, que se extingue no primeiro Halloween?
Sendo assim, os grandes filmes costumam ir além do óbvio. Esses dias assisti o filme X, do diretor Ti West. A primeira camada é imediatamente aparente: é um filme de assassino. Portanto, você verá tridentes atravessando globos oculares, tiros de escopeta explodindo cabeças, um crocodilo arrancando a cabeça de alguém, e a pior de todas, uma senhorinha de 90 anos esfaqueando um jovem no pescoço tantas vezes que sua cabeça fica pendurada apenas por nervos. Essas cenas provocam um imediato sentimento de repulsa, uma resposta instintiva.
No entanto, X também é um filme no qual a dita senhorinha assassina de 90 anos observa a atriz pornô Maxine no auge de sua juventude. Em decorrência disso, ela sente falta dos dias em que era desejada, jovem e cheia de sonhos. Juntamente, quer ter aquele corpo de quando tinha 20 e poucos e deseja tocá-lo, enquanto enche-se de ódio por essa molecada filmando no seu quintal. Assim, X é sobre o medo de ter um tridente enfiado pelos olhos, mas é também sobre o medo de envelhecer, um medo muito mais primordial e íntimo, e inescapável, para todos nós.
Influências
Acredito que essa condição do terror explique a existência do remake de Dead Space muito mais do que qualquer outra coisa. Afinal, ele era, mesmo lá em 2008, um jogo que exibia orgulhosamente suas influências. Seus desenvolvedores explicavam abertamente como queriam montar um sucessor espiritual para System Shock 2 ambientado numa estação espacial cheia de monstros alienígenas.
Porém, quando Resident Evil 4 chegou em 2004, eles viram o jogo e falaram “pô peraí, a gente quer isso aí!” e mudaram o design para ser Resident Evil 4 no espaço. No entanto, a equipe original pegou todas essas influências, juntou com temas aparentes em filmes como o Alien original, e transformou algo que poderia ser genérico em um jogo que até hoje é referência como um grande terror da sétima geração de consoles, e agora, da nona.
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Começo do caos
Sendo assim, a preocupação de Dead Space em mostrar algo além do óbvio fica aparente com rapidez. O primeiro capítulo do jogo pura e simplesmente apresentações: Isaac Clarke, engenheiro chefe na Concordance Extraction Corporation (CEC) responde a um pedido de socorro emitido pela nave USG Ishimura com os companheiros de empresa Kendra Daniels, especialista em programação, e Zach Hammond, oficial de segurança.
Em seguida, aprendemos que a Ishimura é uma nave “quebradora de planetas”. Ou seja, seu propósito empresarial é viajar pelo espaço procurando por planetas ricos em minérios completamente extinguidos na Terra e conectar lasers gigantes que puxam pedaços do planeta para mineração.
Claro, como um terror espacial que se preza, as coisas vão ladeira abaixo quase que imediatamente, pois a USG Kellion se arrebenta na doca da Ishimura. Então, nossos protagonistas, ameaçadoramente, acreditam que em 48 horas eles conseguem, com ajuda da tripulação da Ishimura, arrumar todos os problemas e partir.
Um tanto familiar
Ao adentrar o hall de entrada, encontramos um panfleto da CEC explicando que por mais que a prática de “quebra de planetas” seja bastante perigosa para os mineradores envolvidos, quebrar planetas em pedaços desestabiliza sistemas solares inteiros. Ou seja, de maneira geral a empresa arregaça a galáxia, algo de suma importância para a humanidade, pois nós não contamos com recursos suficientes para sustentar bilhões de pessoas. Hmm… onde será que eu já ouvi essa justificativa antes?
Claro que não temos muito tempo pra pensar nisso: dentro dos próximos 5 minutos uma monstruosidade mutante com lâminas no lugar dos braços vai abrir nosso piloto de fora a fora. Então, naturalmente, nosso protagonista precisará correr feito um maluco pelos corredores escuros da nave.
Eventualmente, você põe as mãos na Plasma Cutter, a melhor picotadora de monstros de todos os tempos. Mesmo assim, o restante do primeiro capítulo é sobre o medo visceral e imediato, sobre os monstros que pulam do sistema de ventilação, gritam na sua cara, e patrulham por enormes complexos industriais sem luz.
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Background de Dead Space
Somente no capítulo 2 começamos a nos deparar com as motivações e construções do universo de Dead Space. O objetivo é encontrar o capitão da nave e sua armadura para conseguir novas permissões e acessar novas áreas da nave. Sendo assim, buscando pelo corpo (porque claro que ele já virou presunto), nós descobrimos que tanto ele quanto vários oficiais da nave fazem parte de uma religião chamada Unitologia.
No início não sabemos muito sobre isso, apenas que é uma religião que cresceu exponencialmente nos anos de míngua do futuro espacial da humanidade. Além disso, sabemos que ela possui muita gente muito rica, e que sua crença gira em torno de um tal de “Marcador”. Este “Marcador” é um obelisco que aparentemente fará com que a humanidade “se torne inteira novamente”, o que quer que isso signifique. Um desses Marcadores está, aparentemente, dentro da nave, recolhido do planeta Aegis VII que a Ishimura quebrou e está orbitando neste momento.
Então, os capítulos passam a alternar entre as ações destes Unitologistas, que levaram ao nosso atual imbróglio, e as tentativas de sobreviver do pessoal que trabalha na engenharia — que mantém a nave funcionando — e os mineradores — que quebram pedra nos fundos mais inóspitos da nave.
Em seguida, o capítulo 3 é inteiramente voltado para os passos do engenheiro-chefe Jacob Temple dentro da área dos motores e combustíveis da nave. Sendo assim, acompanhamos a descoberta de que alguém de dentro da nave sabotou os motores após a chegada do Marcador, impedindo a tripulação de escapar da mutação. Já o capítulo 5 retorna aos Unitologistas, quando encontramos o Doutor Challus Mercer. No fim, ele ficou pirado na Unitologia e agora, com pesquisas de regeneração celular, criou um monstro que cresce os braços de volta depois que você o picota. Diversão!
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Terror das classes
Alguns dos logs mais assustadores estão no capítulo 7, quando Isaac chega no setor de mineração e acompanha a luta dos mineradores. Eles tentam montar barricadas, fecham o setor, e tentam a todo custo sobreviver à onda de mutações. Um desses logs em específico nos choca bastante, pois mostra um dos mineradores que, após uma falha do coletivo em impedir a entrada dos bichos escrotos, resolve que a saída para não machucar ninguém após ser infectado é cortar os próprios braços e pernas fora com suas ferramentas de mineração. Enfim, é um log difícil de ouvir.
Contudo, essa dualidade de acompanhar tanto os religiosos em posição de poder quanto os trabalhadores do chão da mina chega ao ápice no capítulo 10. Visualmente, é o capítulo mais apocalíptico de todos, com rituais da Unitologia e corpos espalhados por todo lado. Além disso, tem tentáculos criados pelo Marcador segurando partes inteiras da nave, e, claro, uma enorme batalha contra necromorfos na sala onde o Marcador está. Inclusive, a batalha é cheia de efeitos de distorção e símbolos estranhos aparecendo na tela enquanto você luta para sobreviver.
De qualquer forma, o interessante para nossa análise neste capítulo é que Isaac explora as várias alas dos decks de estadia, e é nítido no design que cada setor reflete a sua classe. Por exemplo, a ala dos mineradores é bastante simples, beliches compactas com pouca iluminação onde os trabalhadores têm que compartilhar tudo. Enquanto isso, a ala dos oficiais (que são Unitologistas, para nossa informação) é luxuosa, tapetada em vermelho, com camas king-size e ventilação perfeita. Ainda mais, o capitão da nave, claro, tem uma mesa para louvar ao Marcador, e um log dele nos mostra claramente a motivação: ele será compensado ricamente pelos Unitologistas para levar a nave ao sistema Aegis e desenterrar esse Marcador.
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Controle pela Fé
E aí é que outras revelações são mais interessantes. Você vê, a Unitologia surgiu quando uma equipe de pesquisadores, liderada pelo cientista Michael Altman, encontrou um destes Marcadores na Terra numa escavação. Então, ao conduzir sua pesquisa, ele notou que este Marcador era, de alguma forma, um tipo de vida senciente que se reproduz através de um processo infeccioso que recombina tecido celular morto em novas formas. Seu objetivo é juntar células mortas o suficiente para se transformar em uma nova forma misteriosa, num evento que chamou de “Convergência”.
O cientista chegou a essa conclusão porque sua equipe se transformou em monstros mutantes que criavam outros corpos mortos para virar mais monstros mutantes, e ele conseguiu escapar de alguma forma.
No entanto, a CEC viu sua pesquisa e seu aviso sobre a periculosidade da coisa como uma oportunidade. Portanto, percebendo o clima de desespero e solidão que, bem, o capitalismo gera neste futuro distópico, a empresa criou uma reinterpretação da pesquisa de Altman.
Para tal, transformou esses Marcadores em símbolos míticos que levariam a humanidade a uma nova era onde todos nós seríamos unificados em Convergência. Então, é claro, a CEC vendeu essa ideia para a classe trabalhadora. O que os superiores deixam de contar para sua congregação é que essa unificação não será espiritual no reino dos céus, mas sim física. Ou seja, a própria carne da classe trabalhadora será recombinada como monstros mutantes para interesse dos ricos.
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Qualidade Atemporal
Tá achando que eu li Marx demais e tô viajando? Esse tema é tão claramente representado que até mesmo a jogabilidade deixa isso explícito. Afinal, o jogo apresenta Isaac como um engenheiro, profissão essa que vemos com prestígio nos dias atuais. No entanto, a missão dele na Ishimura está mais para técnico de reparos, e é isso que você mais faz no jogo.
Além disso, a grande maioria dos objetivos se resume em chegar em certo setor da nave e consertar alguma coisa, seja os motores, seja a antena de comunicação, seja o sistema de defesa contra asteroides. Ainda mais, as armas que Isaac usa nessa empreitada não são armas convencionais, militares, e sim equipamentos de manutenção. Por exemplo, um cortador de metal, uma serra, uma solda, um maçarico. A única arma que é diretamente militarizada é o Rifle de Pulso, e por coincidência (talvez) ela é a arma mais fraca do jogo no remake.
Sendo assim, a grande diferença entre um terror fraco e um terror clássico é a gama temática representada por ele. Apesar de ter muitas coisas derivativas de outros filmes e jogos, ele sobrevive ao teste do tempo, pois trabalha muito bem seu núcleo temático. Afinal, diz algo sobre luta de classes e religião, provocando um medo muito mais existencial do que os simples jumpscares dos necromorfos saindo da ventilação podem provocar.
É por isso que o remake de Dead Space virou sua versão definitiva, enquanto o tempo fará outros jogos mais medíocres como The Callisto Protocol caírem no esquecimento.
Fala Sucolinos! Vamos agora com mais uma super entrevista e com a banda japonesa de visual kei, Zeke Deux. Formada em 2021, lançou recentemente, em fevereiro de 2023, o mini álbum intitulado “Lux en Athena”, empregando muito power metal e visuais góticos de primeiríssima categoria.
Os membros irradiam uma estética elegante e este novo trabalho é uma expressão de gratidão para com seus fãs, que chamam de “Lux”, considerados o núcleo e força motriz da banda. Vamos entender mais do conceito das letras, desafios, desejos e claro, algumas revelações interessantes.
Olá! Somos o Suco de Mangá e estamos aqui para saber mais sobre o Zeke Deux. Estamos muito felizes em conhecê-lo, obrigado pela entrevista. Vamos começar?
É sua primeira “aparição” aqui. Apresente-se, por favor.
Kakeru:Eu sou o vocalista Kakeru. Minhas séries de anime favoritas são “Rurouni Kenshin”, “Naruto” e “One Piece”!
Haruka:Eu sou o guitarrista Haruka. Eu gosto de rosas azuis e estou sempre em busca da beleza.
Maya:Aqui é o Maya, sou o baixista. Quando se trata de Dragon Ball, meu favorito é Vegeta (risos).
Zeke Deux estreou em 2021, então podemos supor que a banda é nova na cena. Como vocês, membros da banda, descrevem Zeke Deux e seu estilo?
Kakeru:O estilo musical de Zeke Deux é uma fusão de som clássico com heavy metal. Possui belas melodias com uma visão de mundo fantasiosa.
Como foi formado o Zeke Deux? Conte-nos sobre a história da banda.
Haruka:Kakeru e eu começamos como uma dupla para desafiar as infinitas possibilidades. Mais tarde, evoluímos para uma banda.
Kakeru:Zeke significa 0 (zero) e Deux vem do francês ‘para dois’. Se juntarmos dois zeros, obtemos o infinito (∞). Essa é a origem do nome Zeke Deux.
Kakeru (Zeke Deux)
Comparado a bandas do mesmo estilo, na sua opinião, qual o diferencial do Zeke Deux?
Kakeru:Nossa característica é que nossas músicas revelam uma história maravilhosa como se você estivesse lendo um romance, enquanto expressam a essência original do Visual Kei japonês. Este é um aspecto da banda, mas também temos um lado engraçado onde fizemos covers de várias músicas de anime.
Como é o processo das músicas? Os membros participam dela?
Maya:Às vezes, as ideias para uma música surgem durante uma caminhada ou até mesmo em meus sonhos. Começo o arranjo tocando guitarra ou baixo se a música for boa o suficiente. Sempre lembrando dos rostos felizes dos Lux [fãs]! O vocalista Kakeru escreve todas as letras.
Haruka:Na maioria das vezes eu primeiro crio a melodia para o refrão, depois visualizo a vibração para a apresentação ao vivo e trabalho no conceito. Para as composições dos outros membros, estou atento às intenções do criador da música, mas tento incorporar meu próprio fraseado de guitarra também.
O que mais te inspira quando você cria novas músicas?
Maya:Eu faço músicas enquanto imagino Lux [fãs] na minha frente!
Haruka:A melodia e os riffs da guitarra dependem da minha condição física e humor no momento.
Se você tivesse que escolher uma música para apresentar Zeke Deux a alguém, qual seria?
Kakeru:Eu recomendaria nossa música de debut “Zero” ou “Catharsis”, que é uma música que vai purificar seu coração.
Haruka:Eu também recomendo “Zero”. É uma canção carregada com a intenção de assumir infinitas possibilidades.
Maya:“Lux en Athena” é realmente emocionante. Por favor, ouçam!
Haruka (Zeke Deux)
Ouvimos dizer que Zeke Deux vai lançar um novo mini álbum: Lux en Athena! Temos muitas perguntas!
Já sabemos que seus fãs se chamam “Lux”! Esse novo trabalho é uma forma de demonstrar amor pelos seus fãs? Conte mais sobre isso, por favor.
Haruka:Lúcifer vem do latim “Lux Ferre”, que significa “portador da luz”. Lúcifer era originalmente um anjo, daí o nome latino. Nossos fãs são nossa “luz”. Pegamos a palavra “Lux” de “Lux Ferre” para expressar que nossos fãs também fazem parte de nós mesmos.
Sobre as músicas, o que Lux pode esperar? Dê algumas explicações sobre as faixas, por favor! Pessoalmente, estamos curiosos sobre Feel Like the Wind, que tem uma vibe melancólica em sua prévia. Nós gostamos!
Maya:Acho que eu e você vamos nos dar bem (risos). Fiquei muito feliz quando terminei “Feel Like the Wind”. Foi extremamente gratificante. É uma música linda, por favor, ouçam!
Vimos que a faixa-título tem o mesmo nome do mini álbum. O que isso significa? Fale sobre a faixa-título. Quem escreveu a letra? Por que? O que você quer mostrar com essa música? Qual é o significado?
Kakeru: “Lux” é uma palavra latina, “en” é uma palavra francesa e “Athena” é inglês. Se combinarmos essas três palavras, o significado seria “Deusa da luz”. Eu estava encarregado das letras. É a história de uma deusa que nos guia com sua luz nos momentos em que estamos cansados de tentar e nos ajuda a permanecer fiéis a nós mesmos. A mensagem que quero transmitir é “não importa as circunstâncias, vamos viver em nossos próprios termos, sem desistir”.
Quais são suas expectativas sobre o lançamento de Lux en Athena?
Haruka:Espero que possamos ir mais longe, já que estamos recebendo informações de nossos fãs.
Capa Divulgação
Não sabemos se você percebeu, mas muitos fãs brasileiros comentaram em seus vídeos!
Como você se sente sabendo que sua música chega ao outro lado do globo?
Kakeru:Estou genuinamente feliz. Embora estejamos distantes na realidade, estamos próximos em espírito. Nossa história também está conectada. Acho que nossa cultura e mentalidade também são semelhantes. Eu gostaria que mais pessoas no Brasil ouvissem nossa música.
Alguma intenção de vir para o Brasil?
Haruka:Fazer uma turnê mundial é um dos nossos sonhos, então adoraríamos ir ao Brasil.
O que você sabe sobre o Brasil?
Maya:Morei no Brasil há muito tempo e me interesso por peixes! Pirarucu, aruanã-prata, pirarara… O Brasil está cheio de peixes vigorosos e bonitos. A música brasileira também é cheia de canções vigorosas e lindas!! A propósito, às vezes eu compro em um lugar aqui no Japão chamado “Brazil Store”.
Maya (Zeke Deux)
Falando sobre sua carreira…
Algum plano para uma turnê mundial?
Kakeru:Não temos planos tangíveis no momento. No entanto, adoraríamos fazer uma turnê mundial algum dia.
O que os fãs podem esperar de Zeke Deux no futuro?
Maya:Japoneses e brasileiros, nós dois amamos um bom rock. Vamos continuar fazendo boa música. Vamos ficar loucos!
Quaisquer planos que você gostaria de compartilhar com ‘Lux’?
Kakeru:Estamos lançando um novo CD em breve, então espero que esse trabalho chegue ao Brasil também.
Para finalizar, por favor, mande uma mensagem para seus fãs! <3
Kakeru:Estamos longe um do outro agora, mas a música não tem fronteiras. Continuaremos a entregar música para você. E claro, eu quero ir para o Brasil! Obrigado!
Haruka:Vou trabalhar duro para ir ao Brasil. Contamos com vocês!
Maya:Quero conhecer nossos fãs brasileiros o mais rápido possível! Além disso, gostaríamos de fazer uma turnê com o ANGRA (risos). Obrigado por ler esta entrevista.