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Anime Summer Plus 2015 e uma Reflexão sobre os Tempos Modernos!

Meu nome é Camila, sou formada em Letras – Japonês, tenho um blog de língua e cultura japonesa chamado :RE-VISTA e não sou otaku. Mas fui ao evento Anime Summer por causa do Bruno Bellan do blog Suco de Mangá que, desde que nos conhecemos através dos nossos blogs, sempre responde às minhas dúvidas sobre blogs, animes e outros assuntos “nerds”. – #BELLAN emocionado aqui 😀

Frequentei bastante eventos de anime entre 2001 e 2005, entre os meus 17 e 21 anos. Parei de ir para focar nos estudos e depois fui me interessando por outras coisas. Só voltei nesse ano, 10 anos depois.

Quando comecei a ir em eventos de anime já vinha da cena punk/hardcore/alternativa, então eu! não me sentia muito impressionada, mas de qualquer forma eles logo me interessaram pela energia criada e compartilhada nos dias em que ocorriam.

O que se segue é uma reflexão pessoal que tive sobre o que mudou nos últimos 10 anos enquanto percorria o evento.

anime summer
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Eventos de anime são legais para se ir com amigos…

Agora os eventos estão com pessoas diferentes das que eu conhecia, os cosplayers que eu conhecia já não vão mais. A Marimoon ainda vai em eventos? Os amigos que frequentavam esses eventos comigo agora estão casados e preferem passar o final de semana viajando ou estão fazendo algum tipo de programa de estudos. Acho que nenhum deles pensa em frequentar um lugar com tanto barulho quanto um evento de anime para relaxar no final de semana.

Penso nessas coisas quando estou na fila cheia de crianças. Não lembro de ter tanta criança na “minha” época.

Entro no evento e fico aliviada em ver uma imagem familiar, os vários stands vendendo todo tipo de bugiganga. E cada coisinha parece muito, muito importante. Sério. Quero comprar tudo. E existem bugigangas que não tinha na minha época! Carteira da Sailor Moon? Quero! Camiseta da Nana? Quero! Me consolo dizendo para mim mesma que não vale a pena trocar minha carteira de couro vermelho por uma da Sailor Moon…

Fico feliz ao ver um stand de roupas de lolita. Mãe e filha parecem ter feitos os artefatos e agora outras mulheres poderão comprar peças de itens bem femininos… Me dá uma sensação de união de mulheres, uma sensação de continuidade da tradição de grupos de mulheres rendeiras… Mas, de repente, me lembro que há 10 anos atrás tinha mais stands de roupinhas de lolita e fico triste pensando “Cadê a união das mulheres? Cadê a tradição feminina?”.

Admiro a quantidade variada de mercadorias. Acredito que a onda do DIY (Do It Yourself – Faça Você Mesmo) tenha influência nisso. Hoje é muito mais fácil transformar uma ideia em realidade. O conhecimento está todo à nossa disposição através do Google. O principal é ter a ideia.

Tetsuo dançando k-pop!

O público gritando na frente do palco me chama a atenção. Realmente, eles não param de gritar. Elas, principalmente. De longe, vejo um cara em cima do palco com cabelo preto liso e jaqueta vermelha. Penso: “Será que é um cosplay de Tetsuo, do Akira dançando k-pop?” Afinal, tudo é possível em eventos de anime (nunca me esqueço do cosplay de Hyoga Bêbado).

Me aproximo e vejo que o garoto está rebolando. Garotas de 12 anos ou menos se esgoelam, alguns pais se esforçam para tolerar, alguns garotos olham interessados.

O garoto em cima do palco olha bem nos olhos de suas “fãs”, coloca a linguinha para fora e começa a – sim -, a tirar a jaqueta e, claro, a camiseta. Nesse momento, o nível de energia vital emitido pelas garotas deve ser o suficiente fazer um trem subir a Serra.

Fico um pouco puta ao perceber que aquele cara não tem nada a ver com o Tetsuo, que é só um cover de k-pop, gênero musical que sempre achei fútil. A mulher do casal ao meu lado comenta com seu marido: “Olha, amor! Ele tirou a camisa! É Clube das Mulheres para crianças!”

Dou risada com isso. Espero um pouco e falo para ela apontando para o palco: “Não tô entendendo nada!”

Ela diz sorrindo: “Nem eu!”

Eu concordo com a cabeça. Mas o comentário seguinte dela me faz parar de concordar. Ela coloca a mão no meu ombro e diz: “Só sei que se o futuro depender dessa geração a gente tá perdido!”

E vai embora com o seu marido.

De repente, me sinto ofendida pelo comentário da mulher. Fui professora e odeio quando adultos ditam o futuro das crianças, ainda mais quando é algo catastrófico. Odeio quando adultos dizem o que as crianças são porque isso limita o potencial delas. Os adultos deveriam apoiar as crianças! ! !

big bangEnquanto os números de k-pop vão se sucedendo em cima do palco, começo a me examinar sobre ter 30 anos e ver esses… ahn… JOVENS gritando, dançando, se divertindo, ousando ser quem eles são e quem eles não são, trocando papeis (o/a nerd se torna um sedutor/a no palco) e uma admiração grande por eles me vem. E essa pessoa que há 10 anos atrás desprezava k-pop agora pensa: “Que bom que existe o k-pop!” porque através do k-pop, esses jovens desenvolvem múltiplas inteligências ao decorar coreografias, cantar em coreano, se apresentar em público, trabalhar em grupo, e muito mais.

Penso como isso é saudável e sinto um certo arrependimento de não ter pagado mais micos assim quando era mais nova. Não que eu não possa mais fazer isso, mas quando a gente tem menos de 30 e – melhor -, menos de 20, arriscar é mais gostoso porque já faz parte dessa fase da vida arriscar, é mais permitido, digamos assim.

Um número me chama particularmente a atenção por ser executado por uma dupla de garotas que não está com visual tão produzido quanto outros performers, mas que faz o público explodir de empolgação quando começa a sua música.

Estou no fundo e uma menina que parece ter 1,40 grita e pula, grita e pula e canta e abraça os amigos de tanta alegria.

Sinto sua alegria e me lembro de quando eu também pulava e gritava com os meus amigos.

Pergunto para ela qual é o nome da música. Tenho que tocar de leve no ombro dela e repetir a pergunta para que ela saia do transe. Ela me diz que a música se chama Bang, Bang, Bang e é do grupo Big Bang.

Anoto o nome já fantasiando como seria o clipe dessa música. “Ah, tomara que seja algo no estilo Tarantino!” Coreanos fazem coisas bem malucas e eu mal podia esperar para chegar em casa e ver o clipe do Big Bang.

Fico mais um tempo assistindo às apresentações, mas depois do cover de Big Bang, já não consigo mais me impressionar tanto. Aquela música agora está na minha cabeça.

Um evento de anime pode ser revigorante se você entra na magia dele!

Olho em volta e tenho a sensação de que não tem mais nada para fazer. Vejo um cara fazendo retratos, vejo um stand de baseball. Não quero um retrato meu e nem quero jogar baseball. Ta bom, confesso que até jogaria baseball se tivesse um amigo para torcer por mim…

Comida não tem nenhuma saudável. E, pra falar a verdade, enjoei de comer pastel, yakissoba e tomar Mupy.

Olho mais um pouco em volta e cogito passar pela ala dos desenhistas, mas eles têm uns olhos esbugalhados como se estivessem com fome e isso me deprime e resolvo passar bem longe. “Será que é porque hoje em dia os desenhistas ficam muito na frente do computador?”, eu tento achar uma explicação. Tento lembrar dos desenhistas independentes que eu admirava há 10 anos atrás. Me lembro da Érika Saheki e do D-Chan.

Volto a prestar atenção no palco do “Clube de Mulheres para Crianças” e penso que a apresentadora é bem desenvolta, esperta e charmosa e fico feliz por ser um exemplo para as crianças. Porque já vi muito apresentador/a ruim em eventos… Sempre tem aqueles que fazem piadas ofensivas. Mas essa garota é legal.

Deixo isso pra lá e me dirijo para o mezanino. No meio do caminho paro para assistir a uma batalha de espadas de plástico entre duas garotas. A mais baixa é a mais sem noção, avança na outra totalmente sem pensar e o juiz interrompe elas várias vezes dizendo algo que acho que é pra elas maneirarem.

Dois adultos e uma adolescente passam na minha frente assistindo à batalha e a garota fala pros adultos “Isso aí não de verdade, não!” como se quisesse tranquilizá-los.

Penso no dia em que eu tiver uma filha e ela também começar a me ensinar as coisas…

Subo para o mezanino pensando como as garotas de hoje em eventos de anime estão legais e não estão mais limitadas à uma imagem sexy. Porque teve um ciclo, que acho que ficou mais forte com a Marimoon ou teve seu auge com a Marimoon, de cosplays visivelmente com o objetivo de despertar a imaginação sexual. O que eu adoro também, mas agora não me parece que existe uma tendência forte de sensualidade, é mais variado.

Me agrada muito ver pessoas compartilhando seus gostos porque gostar de anime, ou de filmes, ou de ler, ou atividades intelectuais e artísticas é, na maior parte do tempo, um hobby solitário. Não é um hobby como jogar vôlei na praia, em que você se encontra com os seus amigos uma vez por semana, se diverte e depois volta à sua rotina. Você pode ter emoções durante um jogo, ficar puto com um amigo, mas aquilo não te emociona como uma morte de um Cavaleiro do Zodíaco, por exemplo. O mundo do anime continua ativo em você mesmo depois que você termina de ver um episódio. Te faz refletir, te faz procurar saber mais. E refletir é uma ação que se faz sozinho, no silêncio da sua mente.

Por alguns dias, você pode compartilhar não só sua opinião, como também sua empolgação, sua energia e seu coração com pessoas parecidas com você, que provavelmente também passaram muitas horas solitárias vendo animes, lendo mangás e vivendo emoções dentro desses mundos fictícios. A sensação é uma grande brincadeira, como se o tempo parasse. É como quando somos crianças e criamos o mundo da brincadeira e ficamos ali por horas, sem sentir fome nem vontade de ir ao banheiro, totalmente absortos pelo universo que criamos e pela troca de energia que fazemos com nossos amigos.

Assim que são esses eventos para mim. Um evento de anime pode ser revigorante se você entra na magia dele. Ela com certeza ainda existe.

Olhando de fora, é difícil dizer, mas me parece que, ao mesmo tempo em que o público está mais inocente e mais novo agora, está mais aberto e tolerante com as diferenças. E a magia sempre existe para quem quer ver.

E o clipe do Big Bang realmente é legal. E gostei do evento. Até senti aquela depressãozinha depois!

anime funny

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Netflix | Possibilidade de produzir seus próprios animes

Em uma recente conferência/entrevista para o New York Times, o CEO da Netflix, Reed Hastings revelou alguns dos planos da empresa pra o ano que vem. Um destes é de ampliar o conteúdo de assinantes e investir em nichos segmentados, já que com isso a possibilidade de fidelizar o cliente é maior.

Depois da avalanche – ok, uma bola de neve vai :p – com os animes deste ano e com o sucesso de títulos como Knights of Sidonia, talvez um pouco dos 5 bilhões de investimento em conteúdo próprio possa ser repassado na produção de algum anime. Vamos torcer! 😉

 

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Yo Kai Watch ganha trailer americano

Considerado o “novo” Pokemon, Yo-Kai Watch para 3DS ganhou um trailer para o continente norte-americano, divulgado pela Nintendo of America. O jogo sai amanhã (6 de novembro). Confira:

 

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Warcraft | Teaser do filme com muita ação e batalhas!

Finalmente! O filme Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos ganhou o primeiro teaser e mostra diversas cenas de ação e batalhas. O trailer oficial, será divulgado no dia 6 – data em que ocorre o Blizzcon –  o filme tem estreia prevista para 11 de março de 2016.

 

Sinopse: Anduin Lothar (Travis Fimmel), o personagem principal da Aliança, sacrificou tudo para manter salvo o povo de Azeroth; Rei Llane Wrynn (Dominic Cooper), líder da Aliança na cidade de Stormwind, representa a esperança para o seu povo em tempos de escuridão; Medivh (Ben Foster), conhecido com “O Guardião”, é um recluso protetor de poderes formidáveis; Khadgar (Ben Schnetzer), um jovem mago que embarca em uma jornada pela verdade; Lady Taria (Ruth Negga), rainha de Stormwind e a principal conselheira do rei Wrynn; Garona (Paula Patton), uma sobrevivente que precisa descobrir de que lado está na guerra. 

Fonte

Poster Nacional do filme
Poster Nacional do filme

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Conheça ‘Quando os Átomos Dizem Adeus’

“O que você faria se descobrisse que seu melhor amigo vai morrer em breve?”

Quando os Átomos Dizem Adeus é uma HQ que tem a amizade como foco. O projeto de quadrinhos está atualmente no site do Catarse para financiamento coletivo. O que basicamente é uma pré-venda exclusiva, você doa qualquer quantidade em dinheiro e ganha recompensas equivalente ao seu apoio. Além de participar de sorteios para adquirir ainda mais brindes exclusivos. Essa é a maravilha do financiamento coletivo, você participa de uma experiência incrível tendo em mente que foi fundamental para realização do projeto.

O quadrinho conta a histórias de dois garotos, Fernando e Kaká. Que se conheceram na infância e resolveram levar essa amizade adiante. Eles crescem juntos e passam por diversas aventuras. Então quando adultos, é hora de anunciar a noticia cruel: Kaká vai morrer em breve. E Fernando devido a um segredo obscuro que guarda desde sua infância, não consegue dizer adeus ao seu grande amigo e se afasta quando ele mais precisa. É nesse cenário que um homem misterioso chamado Alexyus Cruz surge para desvendar esse segredo e para ensinar a Fernando às maravilhas que existem numa verdadeira amizade.

Vale lembrar que na nossa página do FACEBOOK estamos com uma campanha em prol da amizade, queremos montar um grande mural e descobrir histórias incríveis.

Acesse o site do Catarse para saber mais e apoiar o projeto:

https://www.catarse.me/pt/quandoatomos

Venha fazer parte do time que faz esse projeto acontecer!

 

 

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Manga of the Dead | Review

manga of the dead
Manga of the Dead (Imagem Divulgação)

Já publicamos o Primeiro Gole de Manga of the Dead com nossas primeiras impressões, porém, o foco agora é um pouquinho diferente.

Confira também: Blood Lad | Review

Vamos conhecer melhor, as oito histórias que acompanham a antologia lançada pela Editora JBC.

Dissecando Manga of the Dead

And I Love Her / E eu a amo – Katsuya Terada

Zumbis e família são duas coisas que não se misturam. Como agir quando seus entes queridos estão em perigo? E o principal, como agir quando ELES são o perigo?!!

A antologia até que começa bem. Por aqui, temos uma jovem que mora com seus pais e com sua vovó zumbi. A coitada da senhorinha vive trancafiada no porão e a família espera –  de alguma forma – que ela volte ao normal um dia. O one-shot abusa de um cotidiano surreal, onde a problemática da condição zumbi é comparada a uma doença, algo como o câncer.

Katsuya Terada (Neo Devilman) dá uma abordagem bacana num roteiro certeiro. Em poucas páginas é possível notar a evolução da personagem e o seu jeito de lidar com um mundo pré-apocalíptico. O quanto você deixaria um ente querido viver como zumbi num cômodo de sua casa? E algemado? Você daria o que para ele comer?

Dead and Fail to Die / Morto que falhou em morrer – Kino Hitoshi

Para todos os lados que se olha, a morte parece a barreira final. Mas e se ela for somente mais uma etapa?! E se, a partir da morte, a verdadeira batalha comece? Dois irmãos perderam tudo, mas ganharam a oportunidade de combater os mortos-vivos que assolam o mundo.

Aqui, conta a vida de um garoto que supostamente, perdeu a irmã num ataque de zumbis. Inexplicavelmente ela acaba pausando os efeitos de “zumbificação” e se torna uma garota que não envelhece. Com isso, o casal de irmãos passa a trabalhar para a polícia, aniquilando as criaturas vis da cidade.

Kino Hitoshi começa muito bem nesta trama, que por sinal é bem emocional. Porém, na segunda metade o autor parece se perder um pouco na roteirização de ação. Nada que possa sacrificar sua leitura, mas o potencial fica um pouquinho morno do meio para o fim.

Shitai to Kurasu na Kodomotachi / Crianças! Não vivam com cadáveres! – Sachiko Uguisu

O papel dos pais é educar os filhos e protegê-los do mal. Por outro lado, quando os próprios pais sucumbem ao vírus dos mortos-vivos cabe a um casal de pequenos irmãos enfrentar um mundo repleto de sombras e escuridão.

Na história, conta como um casal de crianças – irmãos – vivem com seus pais transformados em zumbis e dentro da própria casa. O interessante é mostrar como duas crianças tentam se virar sozinhas, sacrificando até mesmo aquilo que mais gostam

Esta é a história com carga emocional mais pesada da antologia e não me lembro de ler ou ver algo do gênero, no que diz a respeito de crianças num apocalipse zumbi. Sachiko Uguisu constrói uma historia fechadinha – com potencial de continuidade – e sua arte impressiona quando trabalha no “gore” e na carnificina.

Zombie / Zumbi – Toranosuke Shimada

Uma reunião de formandos sempre é repleta de notícias e fofocas sobre os ex-colegas. Alguns casaram, tiveram filhos, trocaram de emprego. Outros, por outro lado, não tiveram tanta sorte. O destino de alguns sempre pode ser um tanto mais, macabro.

Esta é uma trama de mistério onde envolve o personagem central num reencontro com seus parceiros de escola. Segredos serão revelados ou não? Vai depender de sua compreensão e atenção para descobrir!

Das oito obras, esta é a que aborda uma maneira de contar mais diferente, trabalhando mais com quadros do que com falas. A temática sobre o destino de uma pessoa e sobre ter sorte ou não em certas situações, são abordados.

Shiryou no Mori / O campo das almas mortas – Masaya Hokazono

Aceitar que aqueles que amamos se foram para sempre é, muitas vezes, doloroso. Alguns preferem procurar meios alternativos de lidar com a perda e, ainda, existem aqueles que farão de tudo para rever seus entes queridos. Porém, aquilo que está morto, não pode voltar a vida. Ou será que pode?!

Este conto de Masaya Hokazono (Inugami) parte do princípio de que é possível manter/reviver uma pessoa se você enterrar um pertence ou pedaço da mesma, em um campo/cemitério mágico. Segundo a trama, é baseado numa antiga lenda e talvez o ponto focal aqui, é quanto ao egoísmo e de que a pessoa nós amamos não tem o direito de morrer. E nós, temos o direito de reviver alguém?

Shonen Zombie – Shinichi Hiromoto

O humor também é um velho amigo dos zumbis. Em meio a várias histórias de tensão e medo, por que não relaxar e aproveitar uma boa piada recheada de tiros, explosões e, claro, um pouco de sangue?

Este é para a galera que curte ecchis de ação, e no caso com um protagonista caçando zumbis por aí e desejando o corpo nu de sua líder! Com todos os clichês do gênero embutidos, o final pode ter uma surpresa bem bacana, mas na questão técnica e de roteiro, esta aqui fica um pouquinho a desejar – principalmente nas doses de humor.

Fight of the Living Dead / Luta dos Mortos-vivos – Tomohiro Koizumi

Vencer no MMA era o sonho de sua vida e um bom lutador não desiste de seus objetivos por nada! Acompanhe a hilária trajetória de um sonhador e o dia mais importante da sua (não) vida.

E se um lutador de MMA estivesse contaminado e virasse zumbi no meio de uma luta? É mais ou menos o que ocorre aqui, porém há mais pontos negativos que positivos. Sei que é difícil analisar o traço de um autor, mas Tomohiro Koizumi parece não segurar as pontas aqui não, principalmente na questão de anatomia e expressão facial. Esta é de longe, a história mais fraca do volume.

Yuki Youkai Ningen Organogel / Homem solvente orgânico: Organogel – Atsushi Fukao

Uma jovem caçadora de zumbis perdida em uma jornada sangrenta em busca de seu avô. Zumbis, mortes e momentos de tensão nesta história graficamente carregada e completamente surreal.

Esta aqui é a cereja de bolo de Manga of the Dead. A técnica de Atsushi Fukao é surpreendentemente sombria, lembrando um pouco de Yukito Kishiro (Battle Angel Alita) e a trama cumpre muito bem o seu papel. Outra referência que posso citar por aqui, é Blood: The Last Vampire!

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Público Alvo

A JBC fez um bom trabalho com este título, numa capa com laminação fosca e com orelhas que normalmente vemos em livros. Se entre as oito obras, puder indicar as três melhores, seriam: Homem solvente orgânico: Organogel, Crianças! Não vivam com cadáveres e o Campo das almas mortas, o que já valem todo o compilado de Manga of the Dead.

É bacana destacar o texto de Yoshizaku Ito, crítico de cinema, gerente da livraria Takoshe e autor de diversos livros relacionados, como Zombie Eiga Dajiten e Paul Naschy Yoropa Akushumi Eiga no Oga, onde passa um panorama histórico da criação do conceito zumbi junto aos monstros da Universal Studios no começo do século passado até o mais recente e estrondoso sucesso The Walking Dead.

Na questão da arte, as três ilustrações dos mangakás, Hiroaki Samura (Blade of the Immortal), Hiroe Rei (Black Lagoon),  Matsumoto Jiro (Freesia) e mais a capa de Tajima Shou (MPD Psycho), não tem muito o que falar, onde mandam muito bem e agregam um valor de ambientação para o volume.

Para a galera que curte colecionar coisas de zumbis e principalmente mangás e quadrinhos, tem que ter este volume na sua estante. Para quem procura um título de horror mais rebuscado e uma história mais pomposa, não dá pra recomendar Manga of the Dead, por questões óbvias: São oito one-shots!

manga of the dead
Manga of the Dead pela Editora JBC (Capa Divulgação)
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Hibike! Euphonium | Nova temporada e filme anunciados em vídeo

A Kyoto Animation acaba de liberar um vídeo em referência a segunda temporada de Hibike! Euphonium e quanto ao filme, intitulado Gekij?-ban Hibike! Euphonium ~ Kitauji K?k? Suis?raku-Bu e Y?koso~. 

O filme será um “recap” da primeira fase da série e servirá de base pra galera que não pretende ver a primeira temporada completa e já quer se aventurar na segunda direto. Confira o vídeo aí abaixo!

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