Com base na abóbora kabocha (variedade japonesa de casca verde e polpa adocicada) o prato Kabochavem conquistando os clientes do Nuu Nikkei, restaurante curitibano premiado pela fusão entre as cozinhas japonesa e peruana. A criação leva a assinatura do chef Carlos Alata e aposta em ingredientes sazonais para compor uma receita que equilibra texturas, contraste de sabores e memória afetiva.
A receita traz fatias de abóbora confitadas lentamente, empanadas em um tempurá leve e acompanhadas de pesto nikkei e molho oriental. “A receita propõe um diálogo entre o conforto da cozinha caseira e a precisão estética da culinária japonesa, com influências tropicais e autorais”, explica o chef.
A escolha da kabocha não é por acaso. Segundo Alata, a abóbora representa a essência do inverno. No prato, a doçura natural e a cremosidade do legume ganham profundidade com o processo de confitagem e contraste com a acidez do molho. Já o pesto à moda nikkei traz notas herbais que elevam o sabor.
A proposta reflete o estilo da casa, que nos meses mais frios investe em ingredientes terrosos, proteínas de cocção lenta e molhos encorpados. “A estação pede pratos que aquecem o corpo e o coração”, resume o chef.
O Nuu Nikkei fica na Rua Fernando Simas, 333 – Bigorrilho, Curitiba. Funciona de terça a domingo a partir das 18h para o jantar e aos sábados e domingos das 12h às 15h para o almoço. Mais informações e reservas no Instagram: @nuunikkei.
A equipe do anime Bad Girl, adaptação do mangá de Nikumaru, revelou mais membros do elenco na sexta-feira. As atrizes de voz para o grupo ADC incluem Ayane Sakura como Marimo Nishikawa, Akari Kitō como Momiji Kaname, Maaya Uchida como Aoi Aoyama, Yui Horie como Maria Komari, Sumire Uesaka como Rin Mōri, Sora Amamiya como Nana Matsuda e Saori Hayami como Yume Izumi.
Os personagens da ADC (que significa “Atori-sama Daisuki Club” ou “Clube Nós Amamos Lady Atori”) aparecerão no quarto episódio da série, que vai ao ar no sábado.
Image via Bad Girl anime’s X/Twitter account
Sobre o que é Bad Girl?
A comédia escolar segue Yū Yutani, uma estudante do primeiro ano do ensino médio que é uma boa garota. No entanto, para atrair a atenção da presidente do comitê disciplinar da escola e “madona” Atori Mizutori, ela começa a agir como uma delinquente.
Takeshi Furuta (Shaman King 2021) está dirigindo a série no Bridge. Shoji Yonemura (Pokémon, Fairy Tail) está cuidando da composição da série. Yūki Morimoto (Miss Monochrome) está desenhando os personagens. Arisa Okehazama (Jujutsu Kaisen, The Apothecary Diaries) está compondo a música.
A banda Tenrogun interpreta a música tema de abertura “Super Big Love!”.
Nikumaru estreou o mangá de quatro painéis na Manga Time Kirara Carat da Houbunsha em dezembro de 2020. A Houbunsha publicou o quarto volume compilado do mangá em julho de 2024.
A Nada Holdings, em parceria com a Dragami Games, anunciou novos projetos para a franquia Lollipop Chainsaw, que incluirão um novo jogo e uma adaptação para anime. A Nada Holdings ressalta que o novo jogo não imporá “restrições criativas excessivas em nome de DEI (Diversidade, Equidade e Inclusão)”, mas não especificou como isso será feito.
O novo título também contará com a participação de “membros-chave da equipe que estiveram envolvidos no título anterior”. A Nada Holdings e a Dragami Games afirmaram que o projeto está “sendo desenvolvido com atenção ao feedback dos fãs”.
Adquirido da Kadokawa Games
Yoshimi Yasuda, ex-CEO da Kadokawa Games e atual CEO da Dragami Games, publicou uma mensagem no Twitter (agora X) em julho de 2022, informando que sua empresa adquiriu a propriedade intelectual da Kadokawa Games, após o status do jogo estar em aberto. Ele acrescentou que a Warner Bros. está apoiando a Dragami Games neste empreendimento.
A Kadokawa Games cedeu parte de seus negócios para a nova empresa Dragami Games em maio de 2022. O presidente e CEO da Kadokawa Games, Yasuda, e o diretor da empresa, Satoshi Fuyuno, estabeleceram a Dragami Games em maio de 2022.
Mais sobre Lollipop Chainsaw
Lollipop Chainsaw RePOP, uma remasterização (originalmente anunciada como um remake) do jogo hack-and-slash Lollipop Chainsaw, do cineasta James Gunn e Gōichi Suda (Suda51), foi lançado digitalmente nas Américas e Europa para PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch e PC via Steam em setembro de 2024, algumas semanas antes do previsto.
A Dragami Games anunciou no início de janeiro que o jogo vendeu mais de 200.000 cópias em todo o mundo. Uma grande atualização foi lançada para o jogo em fevereiro, incluindo a adição do traje “Goth Outfit”, que era um bônus exclusivo da loja no jogo anterior de Lollipop Chainsaw, e um “Modo Foto”.
São Paulo receberá em agosto um dos nomes mais influentes da ficção científica contemporânea. Ted Chiang, autor do aclamado conto “História da sua vida” que inspirou o filme “A Chegada” (2016), participará de um evento exclusivo promovido pela Pina, house de PR e Storytelling, marcando sua primeira visita ao Brasil.
O encontro que tem apoio da XPEducação, braço educacional da XP Inc, acontecerá no dia 5 de agosto, das 18h às 21h, na Casa Manioca, no Jardim Paulistano, combinando uma conversa sobre storytelling, linguagem e inteligência artificial com jantar assinado pela renomada chef Helena Rizzo e sessão de autógrafos.
Quem é Ted Chiang: O Mestre da Ficção Científica Filosófica
Formado em ciência da computação e vencedor dos prestigiados prêmios Hugo e Nebula, Ted Chiang conquistou reconhecimento mundial quando seu conto “História da sua vida” se tornou o filme “A Chegada”, indicado ao Oscar de Melhor Filme em 2017. A revista Time o considera “o autor vivo de ficção científica mais celebrado do mundo”.
Apesar de sua formação técnica e atuação como reditor na indústria de software, Chiang se define como um “autor ocasional” – característica que contribui para a densidade e qualidade excepcional de suas obras. Cada texto seu é cuidadosamente elaborado, explorando temas complexos como livre-arbítrio, consciência e a transformação da experiência humana pela tecnologia.
O Universo Literário de Ted Chiang no Brasil
A coletânea “História de sua vida e outros contos”, publicada no Brasil em 2016, reúne oito narrativas que mergulham profundamente em temas científicos, tecnológicos e filosóficos. Além do conto que inspirou “A Chegada”, a obra inclui:
“Entenda”: Uma reflexão sobre os limites da inteligência humana
“Torre de Babilônia”: Primeiro trabalho publicado por Chiang, que mistura narrativa mitológica com ciência imaginativa
Outros seis contos que variam em extensão e abordagem, mantendo a profundidade característica do autor
IA e Linguagem: O Debate do Momento
O evento em São Paulo abordará uma questão central dos nossos tempos: “Como a inteligência artificial transforma a linguagem e o storytelling?”. Esta discussão reflete diretamente o universo que Chiang desenvolve em suas narrativas, onde a tecnologia não é apenas cenário, mas elemento transformador da condição humana.
O autor é conhecido por ir além das ideias científicas, focando nas pessoas afetadas pelas transformações tecnológicas. Seus contos levantam questões abertas sobre moral, teologia e filosofia, convidando o leitor a refletir sobre os dilemas éticos e existenciais do mundo moderno.
Uma Noite Especial na Casa Manioca
O evento exclusivo promete ser uma experiência única para os fãs de ficção científica e literatura em geral. A programação inclui:
Conversa com Ted Chiang
Debate mediado sobre storytelling, linguagem e inteligência artificial, trazendo as perspectivas únicas do autor sobre estes temas fundamentais.
Jantar Especial
Menu exclusivo criado pela chef Helena Rizzo, oferecendo uma experiência gastronômica de alto nível durante o encontro.
Sessão de Autógrafos
Oportunidade única para interagir pessoalmente com o autor e ter obras autografadas.
Por Que Ted Chiang é Único na Ficção Científica
Diferentemente de muitos autores do gênero que focam em aventuras espaciais ou tecnologias fantásticas, Chiang constrói narrativas que funcionam quase como experimentos mentais. Suas histórias exploram as implicações profundas de conceitos científicos na vida humana, sempre com rigor intelectual e sensibilidade emocional.
Cada conto seu é uma meditação sobre questões fundamentais: O que significa ser inteligente? Como a linguagem molda nossa percepção da realidade? Qual o papel do livre-arbítrio em um universo determinístico?
O Impacto de “A Chegada” no Cinema e na Literatura
O sucesso da adaptação cinematográfica de “História da sua vida” trouxe Chiang para o mainstream, mas também demonstrou como suas ideias transcendem o meio literário. O filme, dirigido por Denis Villeneuve, preservou a profundidade filosófica do conto original, explorando temas como comunicação, tempo e percepção.
Ingressos e Informações Práticas
Data: 5 de agosto de 2025 (terça-feira)
Horário: 18h às 21h
Local: Casa Manioca – R. Joaquim Antunes, 212, Jardim Paulistano, São Paulo
Para os interessados em ficção científica, filosofia, tecnologia ou simplesmente em conhecer um dos grandes nomes da literatura contemporânea, este evento representa uma oportunidade rara. A vinda de Ted Chiang ao Brasil marca um momento especial para a cena literária nacional, oferecendo acesso direto a um dos pensadores mais originais da atualidade.
A combinação de alta gastronomia, debate intelectual e a presença de um dos autores mais respeitados mundialmente promete fazer do dia 5 de agosto uma data memorável para os participantes.
O inverno brasileiro de 2025 trouxe uma novidade que promete revolucionar os tratamentos estéticos: o kit profissional Antiox C Porcelanic Peel, desenvolvido pela farmacêutica bioquímica Dra. Fernanda Sanches, CEO da Cosmobeauty. O protocolo, inspirado na cosmetologia coreana, oferece uma concentração inédita de 45% de vitamina C e representa um marco na busca por tratamentos eficazes e menos agressivos.
Por Que o Inverno é a Estação Ideal Para Peelings?
Durante os meses mais frios, a menor exposição solar cria as condições perfeitas para tratamentos de renovação cutânea. A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) confirma que esta é a estação mais recomendada para peelings químicos, reduzindo significativamente os riscos de manchas e irritações na pele.
“Com menor exposição ao sol, conseguimos trabalhar a pele em níveis mais profundos, promovendo clareamento e uniformização com segurança”, explica a Dra. Fernanda Sanches, que possui mais de duas décadas de experiência no setor.
Tecnologia Coreana Adaptada ao Mercado Brasileiro
O Antiox C Porcelanic Peel se destaca pela combinação única de cinco formas diferentes de vitamina C, incluindo versões nanoencapsuladas e lipossolúveis. A fórmula incorpora a tecnologia LHA-C Peel, que utiliza ácidos como mandélico, ferúlico, lático e o destaque LHA (Lipo-Hidroxiácido), derivado do ácido salicílico.
Principais Benefícios do Tratamento:
Efeito porcelana na pele com menor risco de irritação
Clareamento e uniformização do tom
Hidratação profunda e estímulo à produção de colágeno
Protocolo completo em quatro etapas: física, química, iluminadora e blindagem anti-sinais
Rendimento otimizado de até 24 sessões por kit
Brasil Consolida Posição no Mercado Global de Estética
O lançamento ocorre em um momento estratégico para o setor. Reconhecido como o quarto maior mercado de beleza mundial, o Brasil movimentou R$ 132 bilhões em estética durante 2022, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC).
As projeções são ainda mais animadoras: a consultoria Grand View Research estima que o segmento global de estética deve atingir US$ 145 bilhões até 2030, com destaque para soluções que combinam ciência e resultados imediatos.
Respaldo Científico e Segurança
O protocolo desenvolvido pela Cosmobeauty possui base científica sólida. A pesquisa que embasa o desenvolvimento foi publicada na revista Asian Journal of Beauty and Cosmetology, validando o uso do LHA em combinação com vitamina C como estratégia eficaz na uniformização do tom e redução de hiperpigmentações.
O estudo demonstrou menor índice de reações adversas comparado ao ácido salicílico puro, confirmando a segurança da abordagem adotada pela marca brasileira.
Cosmobeauty: 25 Anos de Inovação
A marca, que completa 25 anos em 2025, já acumula importantes reconhecimentos no setor, incluindo três títulos no prêmio Les Nouvelles de Inovação e outras premiações nacionais em dermocosméticos. O novo protocolo integra os tratamentos da Cosmobeauty Academy e está disponível para clínicas de todo o país.
Estética Como Ferramenta de Bem-Estar
Para a Dra. Fernanda, formada em homeopatia e especialista em cosmetologia, a evolução do setor reflete uma mudança importante na percepção dos tratamentos estéticos.
“A estética deixou de ser vaidade e se tornou ferramenta de autoestima e saúde emocional. Nosso papel é oferecer soluções com respaldo técnico que respeitem a individualidade de cada pele”, destaca a especialista.
Oportunidade de Inverno
Com a chegada do inverno, clínicas estéticas já observam aumento na procura por procedimentos de renovação cutânea. O Antiox C Porcelanic Peel surge como alternativa técnica baseada em evidências para profissionais que buscam resultados seguros e eficazes.
O protocolo representa não apenas um peeling, mas um programa completo de revitalização cutânea, posicionando o Brasil como referência em inovação estética mundial e reforçando o potencial do país para liderar tendências no setor de beleza e cuidados com a pele.
Para mais informações sobre o protocolo Antiox C Porcelanic Peel e a rede de clínicas credenciadas, consulte o site oficial da Cosmobeauty.
A jornalista e produtora de cinema Juliana Sakae apresenta seu primeiro livro durante a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) 2025. “Eu, Brasil”, publicado pela Ofício das Palavras, chega às livrarias como uma obra que mistura autobiografia, pesquisa histórica e reflexões sobre ancestralidade.
O livro será oficialmente lançado no dia 1º de agosto, às 17h, na Casa Ofício das Palavras (Rua Gravatá, 65). No dia seguinte, 2 de agosto às 15h, a autora participa do painel “O caminho da arte na retomada da identidade nipo-brasileira”, organizado pelo Coletivo Escritoras Asiáticas & Brasileiras.
Os interessados em adquirir a obra poderão encontrá-la no estande do Coletivo Escritoras Asiáticas & Brasileiras, localizado na Praça Aberta da Flip.
Uma década de pesquisa sobre raízes familiares
Juliana Sakae dedicou quase dez anos à construção desta narrativa, que acompanha quatro gerações de sua família. A obra revela histórias não contadas de seus antepassados e expõe camadas invisíveis da formação social brasileira.
“Escrever este livro foi um processo de cura e descoberta. Percebi que, ao resgatar minhas raízes, estava também contando uma versão do país que raramente aparece nos livros didáticos”, explica a autora.
O processo criativo incluiu viagens, entrevistas e estudos de bibliografias frequentemente marginalizadas. A cineasta buscou autores racializados, indígenas e mulheres para preencher lacunas de sua formação acadêmica.
Influências literárias e metodologia cinematográfica
Entre as principais influências de Juliana estão obras como “Um Defeito de Cor”, de Ana Maria Gonçalves, “O Súdito”, de Jorge J. Okubaro, e “A Queda do Céu”, de Davi Kopenawa. A autora também se inspirou em “Preconceito Linguístico”, de Marcos Bagno, e “Lugar de Fala”, de Djamila Ribeiro.
O estilo do livro aplica técnicas do cinema documental à escrita. “Trabalhei como se estivesse editando um filme: cortando, reescrevendo e reorganizando até encontrar a estrutura certa”, revela Sakae.
Crítica ao mito da democracia racial brasileira
“Eu, Brasil” questiona diretamente o mito da democracia racial e a falsa ideia de mobilidade social no país. A autora propõe que o Brasil opera, até hoje, em um sistema de castas não declarado.
O título da obra, inspirado no pensador jamaicano-britânico Stuart Hall, reflete o desconforto de ser brasileira e, simultaneamente, ser vista como estrangeira. A provocação convida à reflexão sobre quem é incluído ou excluído da identidade nacional.
Estrutura fragmentada como colcha de retalhos
Com narrativa fragmentada e íntima, o livro une memórias, arquivos, reflexões críticas, amores e perdas. A obra se destina a leitores interessados em compreender suas raízes, identidade cultural e silêncios familiares.
“Aprendi a abraçar meu sotaque florianopolitano e a reconhecer as muitas identidades que me atravessam”, afirma a autora, que também reflete sobre questões linguísticas e de pertencimento.
Projeto educacional com apoio governamental
Um projeto de distribuição gratuita de 1.000 exemplares para escolas, bibliotecas e universidades públicas foi aprovado pelo ProAC-Editais. A iniciativa conta com apoio do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Programa de Ação Cultural (ProAC) e Fomento CULTSP.
Convite à investigação pessoal
Além de narrativa autobiográfica, “Eu, Brasil” funciona como convite para que leitores investiguem suas próprias origens familiares. “Quero inspirar as pessoas a buscarem suas narrativas familiares esquecidas”, destaca Juliana Sakae.
A obra chega ao mercado editorial como contribuição importante para discussões sobre identidade, ancestralidade e formação social brasileira, oferecendo perspectiva pouco explorada nos debates sobre nacionalidade e pertencimento.
Eu Brasil (Capa DIvulgação)
Serviço:
Lançamento: 1º de agosto, 17h, Casa Ofício das Palavras (Rua Gravatá, 65)
Painel: 2 de agosto, 15h, “O caminho da arte na retomada da identidade nipo-brasileira”
Shadow Labyrinth inaugura uma nova era para o clássico Pac-Man ao embarcar por um caminho que mistura tons distópicos, ambientação futurista e a rica tradição dos Metroidvanias.
Produzido pela Bandai Namco para celebrar os 45 anos do lendário personagem, o jogo surpreende ao deixar para trás o brilho colorido dos labirintos tradicionais e introduzir um universo repleto de mistérios, desafios e uma aura de exploração sombria.
Shadow Labyrinth é mais que uma simples homenagem
O jogador controla o Espadachim Nº 8, um protagonista silencioso guiado pela enigmática entidade Puck, que faz alusão direta ao nome clássico do Pac-Man no Japão. Logo de início, é fácil perceber que Shadow Labyrinth é muito mais do que uma simples homenagem; é uma reinterpretação profunda que conecta o personagem e seu mundo à extensa lore da United Galaxy Space Force (UGSF), costurando referências e elementos de franquias como Galaga, Xevious e Dig Dug.
Essa integração deixa toda a estrutura do jogo com uma cara experimental, como se mestres da alta gastronomia eletrônica tivessem guardado elementos conhecidos para reinventá-los com temperos complexos, misturando ingredientes clássicos e surpreendendo paladares atentos.
O grande destaque está na maneira como a jogabilidade clássica é incorporada. Em vez de se limitar às tradicionais mecânicas de comer pellets, o game convida o jogador a explorar ambientes labirínticos, enfrentar inimigos em batalhas corpo a corpo com a ESP Sword e usar habilidades como dash aéreo, gancho de travessia e até mergulhar em mini-labirintos estilizados à la Pac-Man para resolver trechos de puro fan service e nostalgia. A transformação em GAIA, um mecha temporário, adiciona um elemento de poder estratégico em lutas mais exigentes, ou passagem por locais mais perigosos, enquanto o acúmulo de aura (pellets) serve como moeda para upgrades do personagem – uma evolução natural para o contexto moderno dos jogos.
O design de níveis é honesto, incentivando a experimentação e a exploração com mapas detalhados que destacam pontos de interesse e desafios marcantes. Ao mesmo tempo, a narrativa mergulha fundo em mistérios intergalácticos e reviravoltas, sem entregar tudo de mãos dadas ao jogador — fique atento para conectar pistas encontradas em documentos e ambientações. Valorize sua memória, você vai precisar!
Visualmente, Shadow Labyrinth aposta em uma combinação de pixel art com gráficos 3D e elementos desenhados à mão, resultando em um universo que evoca um misto de nostalgia e novidade. Achei a trilha sonora tímida, mas reforça o clima sombrio e tenso, ficando mais techno e vigorosa nas batalhas contra chefes.
Gameplay ousado – além de Pac-Man
Entretanto, a ousadia do jogo implica também em riscos. O início da aventura pode afugentar parte do público por causa de uma curva de dificuldade acentuada, controles por vezes escorregadios e uma barra de stamina que, se não gerenciada, deixa o protagonista vulnerável e obriga a um ritmo estratégico, penalizando deslizes com mortes inesperadas.
A posição dos pontos de salvamento e de recuperação (os chamados Miku Souls – sugestivo, né Bandai? hehe) nem sempre é intuitiva, criando backtracking forçado e aumentando a tensão principalmente antes de encararmos chefes — ponto sensível para jogadores menos pacientes. Além disso, apesar do combate visualmente impactante, a repetitividade das mecânicas, a demora no desbloqueio de habilidades essenciais e algumas escolhas visuais, como animações “em loop” e fundos de baixa resolução em determinados momentos, podem frustrar parte do público.
Os combates contra chefes, invariavelmente grandiosos e marcantes em design, apresentam nuances de dificuldade: alguns são resolvidos facilmente após a primeira tentativa, enquanto outros abusam de movimentos considerados injustos ou programações pouco refinadas, trazendo uma experiência desigual. Outra coisa: há uma dependência de ler arquivos de texto para revelar grandes partes da lore, o que pode enfraquecer a carga dramática de momentos-chave da trama.
Versão Nintendo Switch
A versão de Nintendo Switch, que joguei, garante uma experiência sólida, se mantendo próximo dos 60FPS com resolução mais modesta (720p) e tempos de carregamento ligeiramente maiores, mas sem comprometer o conteúdo. O jogo garante upgrade gratuito entre as versões Switch 1 e 2, mantendo o conteúdo idêntico e mostrando respeito ao consumidor.
Shadow Labyrinth, em essência, inovador para um Pac-Man, desafiador e, apesar de alguns ingredientes destoarem, a experiência pode se revelar deliciosa e inesquecível para quem quer embarcar em mais um dentro da enxurrada de jogos do gênero. Vale o gole!
Tony Hawk’s Pro Skater 3 + 4 chega como um remake bastante aguardado que mistura o clássico da era ouro do skate arcade com melhorias visuais e recursos modernos. Desenvolvido pela Iron Galaxy Studios, este título busca não só resgatar a nostalgia dos fãs antigos, mas também apresentar a magia do skate para uma nova geração de jogadores em uma experiência acessível e divertida. Contudo, o resultado final é um equilíbrio entre acertos essenciais e algumas decisões controversas que dividem os fãs da franquia.
Uma das primeiras coisas que saltam aos olhos é a atualização gráfica de tirar o fôlego. O jogo vem com visuais refeitos, texturas muito mais nítidas, iluminação e cores aprimoradas, sem perder a vibe e atmosfera que fizeram da série um ícone. O processo de remasterização dos mapas clássicos como Warehouse e School é muito bem feito, entregando aquele sentimento nostálgico com lápis de cor renovado.
Jogabilidade e Nintendo Switch
Para os fãs do Nintendo Switch, a notícia é boa: tanto na versão original (a que jogamos) quanto no Switch 2, o desempenho é estável na medida do possível, sem lag perceptível no portátil ou dock, mesmo travado nos 30 quadros por segundo. Embora não possa competir com as versões PS5 e Xbox Series X|S em termos de qualidade visual extrema, o port de Switch é sólido e traz a jogabilidade intacta, com direito até a uma atualização gratuita para melhorias para o Switch 2.
A jogabilidade de Tony Hawk’s Pro Skater 3 + 4 mantém a fluidez e os controles responsivos que os fãs aprenderam a amar. Saltos, manobras e combos respondem perfeitamente, garantindo aquela sensação viciante que faz você querer jogar “só mais uma vez”. A inclusão de novos modos como o multiplayer online crossplay, o modo HAWK e o Create-A-Park com objetivos customizados só aumentam a rejogabilidade e tornam o título atrativo para quem busca desafios diferentes.
O tutorial também é um ponto forte, sendo didático e indispensável para jogadores novatos, mas que ainda serve como um refresco para veteranos que retornam após anos afastados da franquia.
Rayssa Leal, Letícia Bufoni e Bob Burnquist
O jogo traz um elenco enorme de skatistas, incluindo ícones clássicos e representantes brasileiros como Rayssa Leal, Letícia Bufoni e Bob Burnquist – uma excelente inclusão para quem valoriza diversidade e talento nacional. Além disso, personagens secretos como Bam Margera e Michelangelo dão um toque divertido e inesperado.
A personalização está mais robusta que nunca, permitindo customização detalhada dos skatistas, equipamentos e até mesmo dos mapas criados pelos jogadores no Create-A-Park.
Imagem Divulgação
O ponto que mais gerou controvérsia entre a comunidade foi a remoção do modo carreira típico de Tony Hawk’s Pro Skater 4. O original trazia um mundo aberto com interações, missões e muito mais liberdade – uma experiência mais rica. No remake, esse modo foi substituído por sessões rápidas de dois minutos, mais parecido com os jogos 1, 2 e 3 da série.
Essa mudança fez com que muitos considerassem que uma parte da essência e complexidade do THPS4 se perdeu, transformando mapas grandes demais em locais com gameplay truncado e menos interessante. Mas eu adorei! Prefiro o modo mais arcade do que aquele de carreira mais extenso.
O maior golpe na nostalgia foi…
Embora algumas músicas clássicas, como “Ace of Spades”, estejam de volta e as faixas novas sejam bem selecionadas, a vasta maioria das 55 músicas originais foi removida por questões de licenciamento, e até entendo o ponto. A falta de hits importantes deixou a audição do jogo menos marcante, dando uma sensação de que o remake pareça incompleto para os jogadores que guardam as trilhas como parte fundamental da democracia cultural da série.
Além da remoção e simplificação do modo carreira, alguns mapas clássicos ficaram de fora (Chicago e Carnival não retornaram), e alterações em mapas como Kona e Zoo receberam críticas por modificar a atmosfera e o design, resultando para alguns em níveis “sem vida” ou “solitários”. A estética mais limpa e polida, apesar da qualidade técnica, também é vista por muitos como “lavada” demais, tirando a “sujeira” e o carisma bruto da cultura do skate retratada originalmente.
Tony Hawk’s Pro Skater 3 + 4 é muito divertido!
Tony Hawk’s Pro Skater 3 + 4 é, no fim das contas, uma experiência bem divertida para fãs de skate arcade, tanto para aqueles que cresceram com a série quanto para quem está chegando agora. A jogabilidade fluida, os novos modos e a qualidade gráfica merecem reconhecimento, assim como a homenagem dada aos skatistas brasileiros.
Porém, as ausências e alterações cruciais – especialmente a perda do modo carreira expandido e a trilha sonora incompleta – pesam no resultado final e dividem as opiniões. É como revisitar um skatepark amado da infância que foi pintado e polido para parecer mais moderno e atraente.
Se você busca uma boa dose de nostalgia com pitadas de modernidade, vale muito a pena. Se a ligação emocional com o formato original de THPS 4 e a trilha sonora são imprescindíveis para você, tenha em mente que este remake não entrega tudo que a franquia já foi.