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Horror oriental é famoso por ser sempre cabuloso, criativo e assustador. Confesso, que já sou uma fã dos diretores de horror japoneses e coreanos, porém, Mon Mon Mon Monsters  foi o primeiro longa da República da China (ou Taiwan) que eu assisti na minha vida, e não sabia exatamente o que esperar.

O longa é uma produção de 2017 do gênero Terrir (Comédia-Horror) que consta a história de um adolescente do ensino médio que sofre bullying de seus colegas constantemente.

Após ser acusado injustamente de roubo, ele e seus algozes são obrigados a fazer serviços comunitários em um lar de idosos, onde eles acabam ferindo uma estranha criatura. Com medo das punições, eles levam o que descobrem ser uma menina vampiro/zumbi/ghoul para seu esconderijo.

Lá, eles vão torturar a criatura até onde a perversidade permitir, o que eles não contavam é que a monstrinha possuía uma irmã, que irá promover um massacre até encontrar sua companheira.

Monsters, assim como muitos outros filmes de monstros orientais, utiliza da premissa “assustadora” para fazer críticas sociais modernas, aos centros de educação, a tecnologia, a crueldade humana e aos princípios de humanidade em cada um de nós.

Mesmo não sendo um filme excepcional, ele consegue entregar além do que esperamos, e brinca também com a mitologia local, trazendo até mesmo alguns aspectos religiosos para o longo, que a nós brasileiros parecem distantes e caricatos, mas são muito palpáveis para os habitantes de Taiwan.

O longa tem muitas características dos filmes orientais, atuações bem extravagantes e caricatas, efeitos visuais exagerados e não tão reais, e uma mistura de humor negro que incomoda as vezes. Ainda assim, eu achei ele muito interessante, com gore na medida certa, e um final que poderia falhar, mas acaba dando certo com uma guinada correta de roteiro.

Monsters é uma reflexão a respeito da besta dentro de cada um de nós, aliada com humor, sanguinolência e mitologia oriental.

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