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L: Change the world (2008) foi dirigido por Hideo Nakata e é uma spin-off original, que faz referência aos demais live action, Death Note (2006) e Death Note – The Last Name (2006).

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Ele afirmou que sua intenção era demonstrar um “lado mais humano de L” que não havia sido explorado na série Death Note. Eis que, com toda certeza, Nakata obteve êxito surpreendente em sua proposta, tanto que o filme também foi adaptado em uma novel de mesmo nome.

O últimos dias

A história se passa nos 23 últimos dias de vida de L, que escreveu seu nome no Death Note para não ser morto por Kira. Primeiramente, temos um breve nuance dos fatos na perspectiva do detetive tal como a morte de Watari, sua resolução de escrever o próprio nome no caderno da morte e as implicações de sua escolha.

Ademais, o começo ainda amarra alguns pontos do filme anterior e reprisa outros. Não obstante, personagens como Naomi Misora, Raye Penber e BB pertencentes a primeira novel (Death Note – Another Note: O Caso dos Assassinatos em Los Angeles, lançado no Brasil pela Editora JBC) são citados.

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Arma biológica letal

O enredo gira em torno de uma nova arma biológica letal, um vírus 100 vezes mais infeccioso que o ebola e que não tem antídoto. Eis que uma amostra dele é enviada por Washington para o Centro de Doenças Infecciosas da Ásia, em que o Dr. Nikaido é responsável por analisar.

Nesse meio tempo, um dos sobreviventes da vila atacada pelo vírus acaba por se tornar protegido de L, que até então se ocupou em resolver o máximo de casos possíveis, preparando-se para sua partida. A interação entre L e o menino é no mínimo curiosa – para não falar awkward rs.

Aos poucos, as pistas vão se conectando e descobrimos que um grupo ecológico extremista está atrás da arma biológica, sendo que ela foi desenvolvida por um de seus integrantes, a própria assistente do Dr. Nikaido, Dra. Kujou – ou K, que também tem relação com Watari.

Após descobrir a trama, Nikaidou envia sua filha, Maki, com o vírus para L, sendo morto pelo grupo que passa a perseguir a menina. Resta então ao grande detetive solucionar o caos instaurado antes que o dia fatídico chegue.

Melhor atuação de Kenichi Matsuyama

A trama complexa tem sucesso em prender o expectador do início ao fim, sendo de longe a melhor atuação do ator Kenichi Matsuyama no papel de L. Aqui vemos um lado mais emotivo e afetivo do detetive e, na minha humilde opinião, dá um final mais digno a sua figura.

A trilha sonora e direção de arte também merecem elogios pela melhora, tal como a direção em si e o roteiro – que foi melhor articulado que nos filmes anteriores.

Por fim, nos resta dizer que juntamente com Death Note: Iluminando um Novo Mundo, L: Change The World é um dos melhores live action de Death Note.

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