GGRF 2018 | Tinha que ser o Chaves de novo!

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O Geek & Game Rio Festival 2018 proporcionou um momento completamente inesquecível! Diante do mesmo palco principal, diferentes gerações aguardavam ansiosos a chegada de Edgar Vivar e Ana de la Macorra para o Geek Station.

Enquanto tudo era organizado, Affonso Solano e Diogo Braga, do Matando Robos Gigantes, junto com Cid, do Não Salvo, entretiveram o público com uma sessão de perguntas e respostas sobre o mundo geek, valendo prêmios em livros como “O Espadachim de Carvão” e livros da saga “Crônicas de Gelo e Fogo”, de George R. R. Martin.

Foi um uso bem inteligente desse meio tempo e que não deixou os presentes esperando por muito tempo. Pois logo em seguida Cid voltou para chamar a Paty e o Seu Barriga ao palco e assim começar uma conversa bastante agradável e bem conduzida, como pode se perceber pelas perguntas bem preparadas.

Ana de la Macorra nos contou sobre seu caminho inesperado, de uma funcionária da produção do Chaves até o convite insistente do próprio Roberto Bolaños para ser a personagem Paty, depois de muito procura sem sucesso atrás de uma atriz que pudesse se encaixar no papel. Apesar de ter sido eternizada na memória dos fãs como a Paty, Ana não seguiu carreira como atriz, largando o papel após alguns episódios. Ela atualmente trabalha como psicóloga e escreveu dois livros, um sobre psicologia chamado “DIOSOY”, e um livro de poesias chamado “Hondos los suspiros”.

Edgar Vivar já é praticamente brasileiro. Apesar de muito modesto, seu domínio no português era nítido. Cid aproveitou bem o momento da entrevista e perguntou a Edgar sobre como era gravar para aparecer na mesma tela duas vezes, como Nhonho e como Seu Barriga. Foi então descrito todo o processo trabalhoso, envolvendo muito pessoal e muita luz em um telão azul para realizar tais efeitos especiais então bastante inéditos na época.

Ele também contou uma curiosidade muito interessante sobre a casa onde Chaves morava. Em alguns momentos na série, Chaves nos conta que ele não mora no barril, mas sim na casa de número 8, sendo que essa casa nunca apareceu e não existia no set. Edgar Vivar nos conta que o 8 vem do título do programa em espanhol, “El Chavo del Ocho”: foi no canal oito, antiga Telesistema Mexicano onde seu programa começou como uma esquete para com o tempo se transformar no sucesso que virou na futura Televisa. Ficou subtendido nessa explicação, que foi no Canal 8 onde o Chespirito encontrou um lar para dar vida à sua criação, o que faz muito sentido

Edgar Vivar também nos revelou um Roberto Bolaños muito consciente. Olhando para trás, numa época onde as piadas circulavam mais livremente do que hoje, Edgar recordou de um momento onde Bolaños descartou a Pops por dois anos, ao saber por um pai que uma criança com problemas nasais era maltratado pelos outros meninos da escola por ter a voz parecida com a da Pops. Quando a personagem voltou ao programa, ela já não falava mais fanho. Para Edgar, Roberto Bolaños seria muito bem capaz de acompanhar os tempos atuais. Para Ana de la Macorra, Chaves é uma prova de que o humor é universal; e por conseguir captar tão bem o que há de universal no humor, sua fama atravessa as gerações até hoje.

E foram estes os destaques deste bate-papo maravilhoso com estes dois atores que marcaram e ainda marcam muitas infâncias!

ggrf 2018
Com muita satisfação e alegria no rosto, Edgar Vivar e Ana de la Macorra se despedem do público