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Nesses quatro dias de Game XP (cinco, se contarmos com o Loading Day) teve tanta coisa para ver e processar na cabeça que teve coisa que só deu pra chegar perto depois de um ou dois dias. No caso do GameZone, bateu um arrependimento de não ter metido as caras logo assim que chegamos, porque não há outro jeito de dizer: o queixo caiu ao entrar e presenciar logo de cara pessoas jogando Pac-Man e Asteroide, como se o tempo tivesse voltado uns 30 anos.

Era simplesmente o maior fliperama que eu vi na vida! Só quem pode discordar disso é quem esteve naqueles fliperamas do Japão que ocupam um prédio inteiro. Ou seja, pouquíssimos. Pra quem quase nunca saiu do Rio de Janeiro, é sem dúvida o maior fliperama que alguém poderia presenciar.

O fliperama era dividido em três espaços: o principal, de arcades, com telões ao fundo onde pessoas podiam revezar jogando Mario Kart e Pro Evolution Soccer e dois anexos. O primeiro anexo tinham jogos mais interativos, como Pump it Up, basquete, jogos de tiro (não qualquer joguinho, mas House of the Dead), carros de fórmula 1 e sacos de pancada.

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O segundo anexo era o paraíso dos anos 80, com duas fileiras cheias de pinball. Era pinball às dezenas, de Alien Invaders até Space Jam. E eu não digo “paraíso dos anos 80” apenas por ser um espaço cheio de pinball, que era de fato A febre da época, mas também soma o fato do anexo ser muito bem acompanhado de grandes hits da época. Uma playlist nota 10, digna de festa flashback.

Agora, o nível de variedade não para por aí. Para voltarmos aos arcades no espaço principal, era simplesmente absurdo o tanto de jogo que havia! Uma fileira só para Street Fighter 2, outra só para The King of Fighters e não, não só o 2002 Magic Plus II, aquele que só moleque maceteiro curte jogar. Tinha o 99, 2001, o maravilhoso 97 e, pasmem que só, até mesmo o 95, edição de estreia do Iori Yagami!

E Mortal Kombat? Claro que tinha! O primeirão e o Trilogy. Beat em up? Cadillac and Dinossaurs estava aos montes para quem quisesse dar umas voadoras com o Mustapha. Mas não só Cadillac: Dungeons and Dragons e mesmo Captain Commando, que muita gente conheceu apenas em Marvel vs Capcom, euzinho inclusive.

É claro que não podíamos deixar de jogar e fomos em Samurai Shodown 4 e Tekken 3. O mais bacana é que até o “lado ruim” de jogar em fliperama estava lá: botões com mau contato e configurações esquisitas, chute trocado com soco que tá trocado com chute… mas por algum motivo isso deu mais imersão à coisa. Afinal quem era bom mesmo sabia se virar na hora com um controle ruim. É assim que se vira batendo um contra.

A GameZone com certeza seria a parte do evento onde eu ficaria o dia inteiro se eu fosse apenas um visitante. Esse tipo de espaço faz muita falta, ainda que eu entenda se o conforto do lar seja a preferencia (e a segurança, se botarmos o Rio de Janeiro em conta). Dá saudades de ver as filas de pessoas pra jogar, pra disputar contra aquele sujeito que está invicto há sabe-se lá quantas partidas. São muitas memórias boas envolvendo fliperamas!

Um anime que conseguiu captar e transmitir todas essas sensações de crescer jogando fliperamas é Hi Score Girl, em cartaz na Netflix. Se você não pôde estar na GameZone, essa joia com certeza te mostra como é estar num lugar desses!

Fotos por Belga

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