A série live action Fate: A Saga Winx foi sem dúvida uma grande surpresa para todos os fãs da antiga animação. Com lançamento repentino, o hype criado pela Netflix foi instantâneo, assim como as críticas com o que foi mostrado no primeiro trailer.
Com uma premissa cliché envolvendo uma protagonista com poderes acima da média e recém descobertos e um grande segredo do passado, a história começa diferente e com o tom mais sombrio do que o clássico animado.
Um ponto de crítica de muitos fãs está, além de não seguir a trama e acontecimentos iniciais envolvendo a protagonista Bloom (Abigail Cowen) e sua melhor amiga Stella, é a forma em que a protagonista é apresentada sem profundidade. O passado de Bloom é mostrado apenas em flashbacks rápidos, onde não conseguimos conhecê-la ou entender o drama em que passou ao descobrir seus poderes de fada do fogo, este sendo mostrado de forma superficial e com motivações que beiram a infantilidade, desmotivando o público a se conectar com a fada.
Mesmo com a divergência na narrativa de Stella (Hannah Van Der Westhuysen), a personagem foi uma boa surpresa na série e trouxe o arco mais interessante entre as personagens principais. Os dramas vivenciados pela Fada do Sol são bem desenvolvidos e
sustentam a narrativa durante os 6 episódios, nos fazendo entender suas dificuldades, além de fazer o espectador torcer pela felicidade da herdeira de Solária.
Quanto aos personagens secundários, a fada Musa (Elisha Applebaum), trouxe um carisma e um núcleo que o público não esperava, além de protagonizar o casal preferido de muitos fãs da série. Terra e Aish (Eliot Salta e Precious Mustapha), fadas da terra e da água, respectivamente, não tiveram seus espaços aproveitados como deveriam. A personagem de Terra quase caiu no cliché antigo da personagem gorda e carismática que não tem sorte no amor, estereótipo inaceitável nos conteúdos de hoje, se salvando apenas em cenas rápidas onde tentaram aprofundar sua personalidade sem grande sucesso.
Fate: A Saga Winx não entrega mais do que o esperado. Os fatos da série são apresentados quase que de forma atropelada na tentativa de colocar a maior quantidade de informações possíveis no seu ano de estreia, dando para o público a impressão de uma ambientação genérica.
Mesmo com todos os seus problemas, não podemos falar que Fate é uma série ruim. Para os fãs mais antigos, seus episódios finais agradam trazendo o clímax bem desenvolvido e uma sensação de nostalgia que foi tão aguardada. Com reviravoltas e cenas de fanservice para agradar até os mais críticos, sua season finale nos deixou um gostinho de “quero mais” e ansiosos para a segunda temporada.
SEGUNDA TEMPORADA: A Netflix renovou Fate: A Saga Winx para a segunda temporada, que contará com mais 8 episódios. Maiores novidades e lançamento serão divulgados futuramente.