Uma sequência direta do primeiro filme, Death Note – O Último Nome nos traz de volta à trama eletrizante da obra de Takeshi Obata e Tsugumi Ohba.

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Uma sequência direta

O filme se inicia com a mesma cena em que havia terminado no último – Misa sendo perseguida por seu stalker, que quer matá-la. Nisso, ela é salva por um shinigami e passa a ser a proprietária do segundo Death Note. Ademais, após uma breve retrospectiva, o enredo segue com o funeral da ex-namorada de Light e ele se juntando a investigação do caso.

Aqui vemos a personagem Misa Amane e o segundo Kira retomando seu papel fundamental no desenrolar da história, tal como o embate de L e Kira se agravar, chegando ao ápice da batalha entre os gênios. Em comparação ao primeiro filme, esse claramente se diferencia da obra original, seguindo um rumo diferente – ainda que semelhante.

Questões técnicas

A trilha sonora saiu um tanto quanto cômica, não tendo sido propriamente explorada como em Death Note – Iluminando um Novo Mundo. Ademais, o enfoque de câmera e direção de arte também teve lá os seus altos e baixos – o início do filme e final claramente destoando, tendo sido um tanto quanto medíocres.

Por vezes, seguindo um enfoque da visão de Light, por vezes do shinigamis, por vezes se distanciando demasiadamente. (Aqui fica uma das minhas grandes ressalvas. Não sou nem de longe uma grande entendedora de cinema, enquadramento e afins. Mas ainda assim, não consigo evitar de deixar o adendo.)

Protagonismo Feminino

Ademais, da primeira vez que assisti o filme lembro que tinha achado interessante ter um protagonismo feminino mais forte e presente no filme. Porém, depois de rever algumas vezes, não sei mais se foi tão interessante… Não pelo caminho que assume o enredo e a resolução dele.

Referências 

Para os fãs mais assíduos da série, talvez surja um incômodo em como as referências pareceram mais detalhes jogados e “tapa-buracos” de roteiro ao invés de serem propriamente referências. Não nego, porém, o esforço válido de tentarem reaproveitar da melhor maneira possível e fazerem um intertexto com a obra – particularmente, achei interessante como encaixaram a brecha para a novel do L, “L: Change the world”.

Por fim, acho que vale mencionar mais uma vez a interpretação surpreendente de Tatsuya Fujiwara, ator de Light Yagami. O filme também revela um final intenso e emocionante que, apesar dos pesares, tem seu brilhantismo.