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Tem gacha novo na área, então falemos sobre a chegada global de Blue Archive! O que é, do que se trata, que tipo de jogo, o que dá para fazer, tudo isso e mais vocês verão aqui; vem que a aula começou!

BEM VINDO SENSEI!

Blue Archive é puro suco de jogo para otakinho. Se essa última frase parece pejorativa, aí é com os outros; fato que é um daqueles jogos no qual você ou vai amar ou vai odiar (um salve ao povo do Ecchi Desnecessário) e as chances de um meio termo são poucas.

Lançado em fevereiro deste ano pela empresa sul-coreana NAT Games e distribuída pela Yostar, Blue Archive é um RPG em tempo-real, assim como boa parte dos títulos de Final Fantasy (do I ao IX), só que visualmente mais dinâmico. No dia 8 de novembro o jogo ganhou sua versão global, publicada pela Nexon.

O jogo em si já era conhecidinho; senão de nome, pelo menos de rosto. Quem tem o hábito de seguir artistas japoneses no Twitter, ou já teve o prazer de navegar nesse tesouro chamado Pixiv, já deve ter visto uma imagem ou duas da Asuna e da Karin, duas das quatro maids que temos no jogo. Agora então com o último evento no servidor japonês que introduziu… bem… skins de coelhinhas (pois é), a timeline nas últimas semanas não foi outra coisa.

Blue Archive
Sério, o evento foi a perdição do Twitter (até hoje está sendo). Imagem Divulgação.

Mas hey, nem tudo é fanservice (quase tudo, eu acho). A premissa lembra um pouco obras como Gunslinger Girls ou Girls and Panzer: garotas kawaii armadas até os dentes. Misture isso a uma estética futurista, com auréolas quasi-angelicais acima da cabeça das garotas e voilá, c’est Blue Archive.

Blue Archive
Esse combo de moe mais bala não é tão novo assim. Imagem Divulgação.

O protagonista (você, no caso) é o típico protagonista de visual novel: um rapaz com um passado desconhecido, afinal você sofre de amnésia. Um tablet especial é dado a você de presente pela Presidente do Conselho Estudantil, que está desaparecida e você é a única pessoa em toda Kivotos capaz de operá-lo. Com isto vem a sua tarefa de ser o professor-responsável pelo clube SCHALE, capaz de recrutar alunas de todas as escolas na cidade-academia de Kivotos para guiar o caminho à frente, incerto e tumultuoso desde o desaparecimento da Presidente.

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Blue Archive
Yuuka, Suzumi, Chinatsu e Hasumi são as primeiras alunas a acompanharem a sua saga. Mesmo depois de avançando no jogo, Suzumi continua boa, sendo decente em qualquer tipo de terreno e Yuuka é uma das melhores tanks do jogo. Imagem Divulgação.

COMO É O JOGO?

Mencionei por alto que Blue Archive é um RPG em tempo real. Isso significa que, como na maioria dos gachas, você tem personagens, equipamentos e habilidades para subir de nível. As batalhas prosseguem automaticamente e, apesar do jogo te dar a opção de realizar as lutas inteiramente no automático, o jogador atento não vai tardar a perceber que faz bem ficar de olho no como e quando usar a habilidade de cada aluna.

Blue Archive
O jogo também obedece um sistema de vantagens e desvantagens baseado no tipo de munição usada contra certo tipo de inimigo e sua armadura. Imagem Divulgação.

As personagens de Blue Archive operam em pelo menos quatro posições: fronte, meio, retaguarda e suporte. Algumas são mais especializadas em fogo concentrado, outras em dano explosivo, ou dano em área, enquanto haverão personagens especializadas em curar ou aplicar buffs para a equipe.

A chave está em saber montar a equipe mais apropriada para cada situação; e isso não depende apenas do tipo de inimigo que você irá enfrentar, mas também de um outro fator chave nas missões: o terreno. Ao todo são três tipos: Urbano, Campo e Interior. Cada aluna dispõe de um desempenho particular para cada um dos tipos de terrenos, indo do Ótimo, ao Bom, ao Neutro e por fim, Ruim. Essa será a diferença para ver se no final seu time terá bônus ou penalidade de dano.

Blue Archive
Os três tipos de terreno onde acontecem os combates do jogo. Imagem Divulgação.

O nível das personagens não pode ser maior do que o do jogador, então seus níveis tendem a subir de forma linear, uma vez que pouquíssimas personagens permanecem sem utilidade. Mesmo as alunas mais comuns e aparentemente mais fracas ganham o seu destaque se bem usadas. Claro, umas brilham mais do que outras, o que nos leva ao próximo assunto, assassino de cartões de crédito e de esperanças: gacha.

BAD CIVILIZATION

Como bom gacha que se preze, Blue Archive faz o seu ganha pão oferecendo tudo de graça, porém, dando a opção para que você possa pagar para ganhar tudo mais rápido (ou não, tudo vai depender da sorte). Disto segue-se que os pacientes e disciplinados ganham um ótimo jogo de graça e os mais afortunados acabam pagando por si próprios e por quem não pode pagar. É o melhor dos mundos possíveis para aqueles que sonham com taxação progressiva, só que aplicado em video games.

Blue Archive conta com três níveis de raridade para suas personagens: 1 estrela, 2 estrelas e 3 estrelas. Suas taxas de aquisição colocam o jogo em halls semelhantes a gachas como Genshin Impact e Fate Grande Order, ou seja, você vai sofrer. Mas nem tudo é causa perdida. Existem maneiras de descomplicar a vida.

Para começar, o gacha possui sistema de pity. Ou seja, depois de um dado número de tentativas, o jogo se apieda de você e te dá aquela unidade em rate-up.  Você consegue essa marca depois de 200 recrutamentos, então um pouco de matemática básica aqui: se você precisa dessa quantidade de recrutamentos para ativar o pity e cada um destes custa 120 Pyroxenes (a moeda paga do jogo), logo, serão necessários 24.000 Pyroxenes e boa dose de disciplina para guardar tamanha quantidade. Não é impossível, já que só de compensação pela última manutenção do dia 16/11, ganhamos em torno de 2.000 Pyroxenes. E claro, existe sempre a possibilidade de você conseguir suas unidades antes de ter de gastar tudo isso até ter pity.

Blue Archive
A tela de pity. Com 200 pontos de recrutamento o sofrimento acaba e você consegue uma invocação gratuita. Imagem Divulgação.

Além disso, temos o Eligma (sim, ligma, haja quinta série…), que é um item dado a cada invocação repetida de uma personagem. Com eles você pode comprar Eleph, que servem para aumentar rank e os status, mas não só isso. Com recompensas de missões e eventos, você pode juntar o Eleph de uma personagem 3 Estrelas ainda não adquirida (a passos de formiga, mas pode) e assim poder chamá-la para o seu clube totalmente de graça.

Blue Archive
Aqui, temos o menu de Eleph para uma personagem já recrutada. Imagem Divulgação.
Blue Archive
E aqui vemos que com 120 Elephs, podemos conseguir gratuitamente uma Shiroko. Imagem Divulgação.

Tudo isso para dizer que sim, compensa jogar diariamente, porque no médio prazo você logo vai sentir os esforços valendo a pena. E as personagens 2 Estrelas já são boas o suficiente para tocar boa parte das missões para a frente.

CONCLUSÃO: UM SHOW DE ENTRETENIMENTO

Nessas primeiras impressões tentei explicar como funciona o jogo Blue Archive. Não é do meu feitio, não faço review de games, só sei falar de animes e geralmente porque eles têm alguma história boa para contar ou porque são divertidos. Sendo um RPG, Blue Archive também consegue a proeza de preencher os dois requisitos acima. Sua história é promissora e as histórias paralelas com as estudantes são divertidíssimas, dignas de um anime spin-off de comédia (por favor, façam acontecer!!!).

Blue Archive
“Oi moça, estou muito interessada neste seu enorme par” (de asas). Imagem Divulgação.

O que mais me impressionou, pessoalmente, é o tanto que Blue Archive conseguiu cativar, mesmo sendo alguém tão pouco interessado em ambientes futuristas. Não sou o maior fã de mecha, por exemplo, apesar de muito respeitar o gênero. É igual o caso com cyberpunk e derivados. Mas a interação dos personagens diverte demais e não tem como ficar alheio a isso.

Blue Archive
Como não simpatizar com alguém que tenta o seu melhor na cozinha e sem querer fabrica uma bomba caseira? Quem nunca? Imagem Divulgação.

E por falar em interação, Blue Archive inova na aproximação entre jogo e jogador. Estou bastante convencido que nada fisgou tanta gente com tal força quanto a Arona dizendo o seu nome nos menus do jogo. “Como assim meu nome?”, alguém perguntaria, ao que respondo, sim, seu nome mesmo. Nos poucos mais de 2 gigabytes que o jogo tem (até agora), existe esse recurso no qual a sua principal parceira do jogo (digamos que uma Paimon de Blue Archive) te chama pelo nome que você escolher. Quer mais alento a um otaku, emocionalmente desprovido por definição, do que uma personagem cheia de moe te chamando pelo nome?

Blue Archive
Certamente esse é o máximo de “estava esperando por você!” que muitos de nós ouvimos por anos. E por falar em apelo emocional, vocês sabiam que dá pra fazer cafuné em praticamente toda personagem do jogo? O ultraje! Imagem Divulgação.

Ah, e quando eu digo que o jogo pronuncia qualquer nome, é qualquer nome mesmo.

Some ainda tudo isto que venho dizendo ao fato da trilha sonora ser um ABSURDO de bom. Os gêneros são nichados, como Future Bass, EDM e Tech House, só de gente que curte uns tutz-tutz, uma balinha (não pera), só que em Blue Archive esses gêneros ganham um gosto otaku, ao ponto de eu estar perfeitamente convicto da possibilidade de ser feita a primeira rave otaku só com as músicas desse jogo. Qualquer dúvida do que estou dizendo pode ser sanada só ouvindo essa playlist aqui.

Com um mix bem feito de jogabilidade intuitiva, personagens e histórias carismáticos, excelente trilha sonora e uma boa dose de acessibilidade para mobiles mais simples, não surpreende que Blue Archive tenha conseguido facilmente o primeiro lugar nas duas maiores lojas de apps logo no lançamento. Fica aí a recomendação!

E claro, não custa lembrar, mas esse artigo, apesar de meio longuinho, pretende apenas apresentar o básico. Se alguém quiser acompanhar um conteúdo mais dedicado ao jogo, com mais detalhes, faz bem dar um clique AQUI.

E até a próxima!

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