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Enquanto escrevo esta REVIEW, ouço os belos acordes nórdicos da trilha sonora de Assassin’s Creed Valhalla, emergindo minha mente no universo desta franquia tão amada da Ubisoft.

Acompanhando as invasões vikings na Grã Bretanha, temos a saga de Eivor – o mesmo nome, indiferente do gênero que você escolha seguir – pelas gramíneas dos reinos medievais anglo-saxões de Wessex, Mércia, entre outros, e diferente de seu capítulo passado, em Assassin’s Creed Odyssey, participamos ativamente com os Ocultos na luta contra a Ordem dos Antigos.

Odin! Guie nossos navios, nossos machados, lanças e espadas. Nos guie por tempestades que chicoteiam e em uma guerra brutal. – trecho da canção The Pursuit of Vikings, do conjunto musical Amon Amarth. 

Minha História com Assassin’s Creed

Apesar de acompanhar a franquia do Credo do Assassino desde seu início, nunca fui um ávido jogador de seus primeiros jogos. Minha primeira paixão foi com Black Flag – ah! como era bom controlar um navio e encarnar um pirata nos games! 

E este sentimento acabou depois com mais alguns games da franquia e eu retornar com Origins e Odyssey. A mecânica RPG me chamou de volta para o universo de Assassin’s Creed e não foi diferente com Valhalla. São três grandes RPGs de três grandes períodos clássicos da humanidade que eu queria vivenciar: dos egípcios, dos gregos e dos vikings.

E já sabemos que a Ubisoft é extremamente cuidadosa e detalhista na questão de ambientação e cenários. Dentro desta trilogia recente, destaco a grande QUANTIDADE DE OBJETOS nas cidades da Grécia – tanto que ainda é um jogo bem pesadinho até para os PCs de hoje em dia. 

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Voltando para a Noruega, já entrego que ao vislumbrar toda aquela paleta de cores, do branco ao cinza, o viking que habitava em mim despertou e a vontade de PILHAR foi – e ainda é – meu maior anseio enquanto jogo Assassin’s Creed Valhalla. Que sensação BOA – mesmo que isso possa parecer estranho… 

Eivor e Layla

Por se tratar de uma sequência direta de AC Odyssey (que é de Origins), é claro que temos o retorno da Layla Hassan (adoro ela!), a ex-pesquisadora/historiadora da Abstergo Industries, que também temos o prazer – ou não – de continuar sua história fora do ANIMUS e da história de Eivor.

Neste aspecto, trago o ponto de que MELHORARAM muito a sua participação, com uma narrativa melhor desenvolvida e mais dramática – não fica só naquela de que estão em um experimento e pouca coisa acontece no mundo exterior. Além disso, enquanto joga pela Noruega ou Grã-Bretanha, é possível participar de alguns puzzles que simulam a “falha da matrix”. Ponto aí!

Na questão de “carisma de personagem”, ainda acho a Kassandra e Alexios de AC Odyssey os mais interessantes e bem construídos nesta trilogia. Eivor conta com um desenvolvimento padrão e já comumente visto nos tantos e tantos produtos da cultura nórdica. Se você, como eu, acompanhou a série Vikings, as similaridades são grandes – e até extravagantes! 

Jogabilidade e Mecânicas

As opções de jogar como Homem ou Mulher continuam, mas sobre o mesmo nome de Eivor. Já o combate e a visão da águia (aqui um Corvo) se mantém similares com o que vimos nos últimos dois títulos, enquanto que as mecânicas de RPG e modulação de personagens ficaram mais simplificados e diretos. Na verdade, neste último quesito, foi uma mudança super bem vinda, cabendo bem com a temática nórdica de um guerreiro, onde ao invés de termos um sistema de nível, passamos a florescer uma gigante árvore de habilidades, próximo ao que conhecemos em The Witcher 3: Wild Hunt.

Ainda dentro do sistema de customização de personagens, podemos mudar um pouco nossa aparência como cor e tamanho de cabelo, tatuagens, além da mudança visual do equipamento – não tão vasto como num AC Odyssey – mas que também condiz com a proposta do jogo. Por sinal, o HUB traz um design bem mais amigável do que o visto nos dois AC anteriores. Ponto para a Ubisoft Montreal aqui! 

Dentro da mecânica, o que mais chama a atenção é com o Assentamento. Para nos sentirmos um verdadeiro líder viking, foi muito bem vindo o sistema de criar uma comunidade, onde podemos construir edifícios com os materiais coletados das incursões (ou raids). Mais do que os níveis de poder ou habilidades que encontra, o tamanho de seu assentamento é o que realmente fará de você um grande desbravador das terras britânicas.

assassins creed valhalla

Evolução e Gameplay

Em relação as mecânicas clássicas do parkour, stealth e assassinato, não digo que o jogo fica devendo neste quesito, mas é algo trabalhado de forma muito diferente dos jogos clássicos – vide saga Ezio. Pelo conceito viking, diria que é um tanto difícil sair do “tiro, porrada e bomba”, para algo sorrateiro – não que não exista – mas é mais condizente tocar a trombeta e arregaçar com os inimigos.

Mais uma vez, este é um ponto que pode desagradar os fãs mais antigos da franquia e reconheço isso, como também reconheço – no meu caso, por exemplo – que a aproximação com o RPG trouxe novos jogadores. Dentro do parkour, é difícil encontrar pontos de conjunção para ligar seus movimentos, pelo fato das construções estarem espaçadas, mesmo em Londres ou grandes cidades da época – ao contrário de uma metrópole renascentista dos jogos clássicos.

Dentro do escopo do roteiro, um ponto já dito anteriormente é de que a história traz o “padrão corrente” do que conhecemos da cultura viking, talvez para um jogador que não tenha tido contato AINDA, tudo se moverá com exímia polidez dos clássicos contos nórdicos. Basicamente, está tudo no jogo: guerreiros históricos, brincadeiras e jogos da época, tratamento adequado da mitologia, sociedade nórdica e britânica bem trabalhada, entre tantos outros pontos. O trabalho de pesquisa da Ubi sempre foi bem conhecido neste aspecto.

Há, claro, liberdades criativas, como as Cartas encontradas – era muito raro um nórdico nesta época saber ler e escrever – e parece que muitos no jogo possuem esta perícia. Nada que incomode na jogatina como um todo, mas vale ressaltar.

Desfecho e Novidades

Ainda não fechei o jogo em 100% e devo demorar mais alguns meses, visto que a quantidade de DLCs e conteúdo extra prometido pela Ubisoft será gigante – por sinal, ainda estou jogando AC Odyssey, e longe de acabar a jogatina por lá.

Assassin’s Creed Valhalla fecha uma trilogia concisa e ideal para novos jogadores que pretendem encarar uma aventura rpgística dentro de contextos históricos. Junto de Origins e Odyssey, temos mais um capítulo que figurou entre os grandes jogos de 2020, marcando o início de uma nova geração junto aos consoles e possuindo um conceito artístico e gráfico entre meus preferidos dos últimos tempos.

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