Rodrigo Folter
    Rodrigo Folter
    Jornalista gamer ou gamer jornalista, as duas características costumam se entrelaçar. Nasci em São Paulo e morei alguns anos no litoral antes de voltar à capital e me formar em Comunicação Social pela FIAM-FAAM. Crio conteúdo sobre games, cinema e tecnologia desde 2017 e fui co-autor do livro "Cinema Virado ao Avesso: Erotismo, Poesia e Devaneios", além de palestrar em algumas universidades de vez em quando.Nas horas vagas estou jogando viajando, jogando Overwatch, LoL ou brincando com meu gato.

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    A Estrela Cadente | Review

    Particularmente, sou um fã de filmes que abraçam um quê de absurdismo carismático — talvez por isso eu gostei de Beau Tem Medo. Em A Estrela Cadente, dirigido por Dominique Abel e Fiona Gordon, tem essa característica que eu gosto, mas, curiosamente, também vejo como seu maior defeito.

    Enredo de A Estrela Cadente

    Corrigir os erros do passado, ou viver em medo, são dois caminhos igualmente difíceis. Boris (Dominique Abel), opta pela segunda alternativa e esconde-se como bartender, mas essa falsa segurança é rapidamente confrontada.

    A Estrela Cadente
    Imagem Divulgação

    O protagonista cometeu um atendado e, com medo das consequências escolhe essa vida. O roteiro, assinado pelos diretores do filme, não perde tempo em apresentar a trama e dá espaço para suas melhores carcterísticas: seus planos quase teatrais, linguagem corporal e bom humor.

    Para escapar, ele e dois parceiros, Kayoko (Kaori Ito) e Tim (Phillippe Martz), ajudam ele a se esconder. E graças a um infeliz sósia que eles encontram em uma cômica e lenta ré do carro.

    A Estrela Cadente
    Imagem Divulgação

    O enredo em si não é lá dos mais memóraveis, mas as características além do roteiro elevam a qualidade do filme.

    A teatralidade da obra

    Grande parte das cenas são posicionais de frente, quase como se fôssemos uma plateia em frente ao palco de um teatro. É um característica curiosa e que salta os olhos, sendo portanto um dos pontos altos do filme.

    No entanto, essa estética não se resume apenas a fotografia: a mise en scène grita o nome da segunda arte. O posicionamento dos atores, a atuação, o cenário, iluminação e os objetos de cena nos levam ao teatro enquanto vemos um filme — do início até o Exeunt Omnes.

    A Estrela Cadente
    Imagem Divulgação

    O corpo empurrando o roteiro adiante

    Mesmo com uma solução para o problema de Boris, o sequestro de um desafortunado sósia, a ex-mulher e detetive, Fiona (Fiona Gordon), investiga o desaparecimento dele. Esse aspecto aproxima o filme do noir, o que surpreende, já que o gênero norte-americano não é facilmente associado com humor. Porém, encaixa naturalmente.

    A Estrela Cadente
    Imagem Divulgação

    Essa mistura exala caos e o filme apresenta isso através da linguagem corporal dos atores, em especial por conta da dançarina e coreógrafa Kaori Ito. O filme acelera quando precisa, nos leva a uma dança lenta quando necessário e beira o ridículo quando o momento pede.

    Entretanto, em alguns momentos parece um obstáculo, como coreografias que quebram o ritmo do enredo justamente quando está atingindo o ápice narrativo. A vontade que dá é avançar alguns minutos para saber o que acontece depois.

    Estraga a experiência? De forma alguma! Mas, assim como o uso do corpo como ferramenta narrativa é um acerto, também passa a sensação de ser um erro ao usá-lo demasiadamente.

    Onde cai a estrela cadente?

    A Estrela Cadente tem muito mais acertos do que erros e, mesmo que não tenha uma história memorável, suas escolhas narrativas são interessantes. O filme não se leva tão a sério e honestamente nem todo filme precisa.

    É um respiro que diverte, intriga, aborrece e tira do conforto.

    A Estrela Cadente
    Imagem Divulgação

    SINOPSE

    Em A Estrela Cadente, Boris (Dominique Abel) é um ex-ativista que há 35 anos vive na clandestinidade, trabalhando como bartender em Bruxelas. Sua vida pacífica é subitamente interrompida quando um estranho misterioso irrompe no bar, armado e determinado a acertar as contas do passado. Boris se vê forçado a confrontar os fantasmas de sua vida anterior, especialmente quando se depara com uma vítima buscando vingança pelo seu envolvimento em um ataque mal sucedido. No entanto, surge uma reviravolta inesperada quando Dom (Dominique Abel), um homem deprimido e surpreendentemente parecido com Boris, entra em cena, oferecendo uma oportunidade de fuga do perigo iminente. Enquanto Boris e sua companheira Kayoko (Kaori Ito), apoiados pelo porteiro Tim (Philippe Martz), tentam manipular a situação em torno de Dom para sua vantagem, eles se veem em uma teia complexa de segredos e mentiras. Porém, o que eles não sabem é que a ex-mulher de Boris, Fiona (Fiona Gordon), uma detetive particular, está observando de perto, pronta para desvendar os mistérios que cercam a vida de Boris e Dom.
    Rodrigo Folter
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    Jornalista gamer ou gamer jornalista, as duas características costumam se entrelaçar. Nasci em São Paulo e morei alguns anos no litoral antes de voltar à capital e me formar em Comunicação Social pela FIAM-FAAM. Crio conteúdo sobre games, cinema e tecnologia desde 2017 e fui co-autor do livro "Cinema Virado ao Avesso: Erotismo, Poesia e Devaneios", além de palestrar em algumas universidades de vez em quando.Nas horas vagas estou jogando viajando, jogando Overwatch, LoL ou brincando com meu gato.

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