Opa, fala galera! Vamos com mais um quadrinho do selo Darkside Graphic Novel, e sobre BRUXARIA: Wytches!

O quadrinho saiu em meados de 2014 nas gringas, pela Image Comics, e chegou via Darkside no Brasil em julho de 2017. Na produção, ele conta com o roteiro Scott Snyder, que já trabalhou em Batman: A Corte das Corujas, arte de Jock (All Star Batman e diversas capas de Escalpo) e cores de Matt Hollingsworth, já conhecido por seu trabalho na DC, Vertigo e Marvel.

Maldição dos Rooks

Logo de cara, é notável a premissa que a obra quer passar para o leitor: mais que uma aventura gore/horror, é a Tensão que mais me chamou a atenção – e de como a família Rooks resolverá os incidentes e problemas do passado.

Na trama temos o casal Charlie e Lucy, pais de Sailor, uma garota acusada de assassinar Annie… injustamente, obviamente. Com isso, o psicológico da garota é afetado, problemas familiares brotam e o clima fica ainda mais pesado na região onde vivem: próximo a uma floresta um tanto quanto sombria…

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Wytches (Imagem Divulgação / Texto retirado para evitar possíveis spoilers)

Juramento

Com um pega de Changelling/Fadas, com o advento do contrato e juramento, somos apresentados a um típico e exótico monstro daquelas florestas, as Brvxas – ou Wytches. É interessante notar que o cuidado do autor em tentar dar outra conotação ao que conhecemos de Bruxas, é expressado até mesmo no nome de tal criatura.

Nessa de criar um ambiente hostil, as bruxas ganham cada vez mais força e profundidade conforme a leitura, bem como diversas revelações e ações da família Rooks; tudo acaba tendo um porquê, o que dá o mérito para Snyder e seu roteiro bem traçado como as raízes mais profundas daquelas árvores que são demonstradas na arte de Jock.

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Wytches (Imagem Divulgação / Texto retirado para evitar possíveis spoilers)

Construção

O universo é construído de forma sublime, tudo num clima melancólico de ser. As cores de Hollingsworth são chamativas – mas não vivas – e algo que me remete tintura a óleo. Essa tríade artística é uniforme e tudo conversa harmoniosamente, com facilidade de leitura e entendimento. É fácil ler Wytches num começo de tarde – ou para os mais corajosos, na calada da noite.

Ainda dentro do roteiro, pessoalmente acho o plot twist muito bem colocado, e diria que te surpreende, mas sua conclusão, não sei se o “baque” do clímax fora tão forte, deixou a desejar, mas claro, não compromete a uniformidade da obra.

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Wytches (Imagem Divulgação / Texto retirado para evitar possíveis spoilers)

Bônus: Relação com as bruxas

Voltando para o lado pessoal mais uma vez, fica uma curiosidade. Na edição da Darkside, há um memorando onde o autor descreve sua relação com a mística das Bruxas. Isso na “Vida Real”. O que me fez acordar para um fato histórico na minha fatídica cidade Rio Claro, e o caso da “Bruxa do Horto”.

Muitos que são atraídos pelo misticismo e ocultismo na região, sabem o peso que este fato (verídico ou não, não vem ao caso) trouxe para o interior paulista. E bem, faço parte deste grupo curioso que sempre buscou informações durante estes 20 anos de Mistério na cidade. Quem sabe, em outro momento, ou outro texto, me delongo e conto mais sobre este fato!

Aos que buscam obras obscuras, tensas e que são atraídos pela mística das Bruxas, ou mesmo das fadas, Wytches é uma obra recomendadíssima, digna para um filme de M. Night Shyamalan.

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Wytches (Capa Divulgação / Foto por Suco de Mangá)

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REVIEW
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BELLAN
O #BELLAN é um nerd assíduo e extremamente sistemático com o que assiste ou lê; Ele vai querer terminar mesmo sendo a pior coisa do mundo. Bizarrices, experimentalismo e obras soturnas, é com ele mesmo.