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Um dos grandes nomes dos RPGs táticos, Wasteland, ganhará seu terceiro capítulo em breve e graças a Deep Silver em conjunto com a inXile Entertainment, tivemos acesso ao beta do game. Já nas primeiras goladas, sentimos o peso de 32 anos de história e entendemos sua fama.

Wasteland 3 também traz o cenário pós-apocalíptico nuclear, mas temos uma ambientação focada nas terras gélidas do Colorado e segue muito do que o segundo jogo trouxe – e revitalizou – a franquia. Avante Rangers! 

Bem-vindos, Rangers! 

A campanha liberada para a imprensa não é das mais longas, mas em suas poucas horas tivemos acesso a vasta customização de personagens (duplas), onde além das características físicas, perícias e armamentos, também temos acesso ao trejeito do personagem que fará diferença nos diálogos da história.

Após um mapa com cerca de três combates “tutoriais”, somos apresentados ao QG onde conhecemos “O Patriarca”. É ali que fincamos nossas bases e começamos a reunir o nosso esquadrão de rangers para as missões.

Já de cara, é notório o trabalho de diálogo, com uma abrangência absurda de escolhas, o que agradará os mais ávidos pela leitura e por quem quer se aprofundar bem na trama de Wasteland 3. O diálogo não fica para trás e há uma interpretação minuciosa em cada uma das personagens, entregando uma imersão bem interessante ao jogador.

Wasteland 3

Colorado: terras inóspitas

Algo que me chamou bastante a atenção é o cuidado no roteiro do game. Mesmo em RPGs que acabam entregando uma vasta rede de diálogos, muitas vezes são conversas que não “se ligam”, algo A <> B <> C. Em Wasteland 3, o caso é diferente e não há um afunilamento de conversa e sim, uma gradativa expansão de janelas e possibilidades. Provavelmente será interessante voltar no SAVE para descobrir os diversos desdobramentos possíveis no game.

Em meio a neve, montanhas, rio gélidos e tundra, seu esquadrão será posto no frente de combate contra mercenários, facções e gangues. Dentro de tudo isso, a ação desencadeia para táticas de sobrevivência corpo-a-corpo, com personagens utilizando facões e porretes, pistoleiros, e até os atiradores de elite. Este último, meu preferido.

Paralelo a isto, somos apresentados as motivações de nossos inimigos, e já no início é possível questionar as nossas ações: será mesmo que estamos no caminho certo? O tal Patriarca é quem sabe de toda a verdade? A missão com a gangue Dorsey já mostra isso e o seu desenrolar é muito interessante, remetendo a antigos faroestes.

Ambientação melancólica

Apesar de nunca ter tido contado com o primeiro game (Wasteland, 1988), sua versão remasterizada que saiu neste ano, ou o segundo, Wasteland 2, de 2014, o que mais fica claro é o apreço e cuidado que os desenvolvedores possuem pelo título. Tudo é colocado de forma funcional dentro do gênero.

Saindo da jogabilidade e caindo na ambientação, vale o destaque para os efeitos sonoros e a ótima trilha sonora com músicas que cabem muito bem ao cenário que estamos vivenciando no game.

Trabalhando uma tensão interminável, a primeira experiência com Wasteland 3 foi devastadora, mas de forma positiva. Com uma possibilidade de entrega de até 10 finais diferentes, os fãs do rpg tático terão uma complexidade admirada que deverá agradar durante as dezenas de horas de jogatina. Um título diferenciado dentro do cenário de lançamentos de 2020.

Wasteland 3 será lançado no dia 19 de maio para PC, PlayStation 4 e Xbox One.