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Muito antes de Outlast, já existiam jogos de suspense e horror que evocavam o calafrio de você estar preso em algum lugar sem a possibilidade de lutar contra seus perseguidores. As opções: fugir e se esconder, ou então a própria morte de maneira macabra e especialmente cruel.

Os títulos precursores desse “gênero” estão na minha lista de jogos de terror favoritos: Clock Tower e Haunting Ground (para citar os mais famosos). Há alguns anos começaram a sair os primeiros conceitos e boatos sobre uma “continuação” de Clock Tower, um jogo com gráficos atuais que evocasse toda a questão de perseguição, mistérios e cultos. Remothered: Tormented Fathers foi lançado oficialmente na Steam em janeiro de 2018 e causou um reboliço na comunidade gamer que já acompanhava o projeto.

O primeiro jogo de uma trilogia, o título desenvolvido de maneira independente, oferece uma experiência de cerca de quatro horas onde você terá que correr, se esconder e lutar pela sua sobrevivência, enquanto tenta descobrir os mistérios que cercam uma família com um histórico macabro.

A história começa com a protagonista do jogo, Rosemary, indo até uma mansão encontrar o Dr. Richard Felton, um idoso milionário que tem uma misteriosa doença. Se apresentando como uma médica, ela promete novos tratamentos ao paciente, entretanto, isso tudo é apenas uma fachada para os verdadeiros objetivos de Rosemary: descobrir o que houve com Celeste, filha adotiva dos Felton, que desapareceu quando tinha apenas 13 anos. Quem é realmente Rosemary? Por que ela quer achar Celeste? A jovem realmente desapareceu? O que é a estranha doença de Richard Felton?

Eu joguei Remothered há cerca de um ano atrás. Na época do lançamento o jogo ainda continha muitos bugs envolvendo o áudio e as cutscenes, e eu optei pelas atualizações gráficas e audiovisuais para ter uma experiência de melhor qualidade, e me sinto grata por minha escolha. Apesar de conter muitos elementos dos jogos Clock Tower e Haunting Ground (como citados anteriormente), Remothered Tormented Fathers opta por seguir caminhos distintos quanto a sua história, contada de maneira não linear através de documentos, fotografias, flashbacks e conversas paralelas.

A primeira vez que terminei o jogo eu senti que havia compreendido somente metade da história, e fui ver se outras pessoas haviam experimentado o mesmo. Nas críticas ao jogo, a maioria se refere ao seu tempo de duração e principalmente a narrativa, e eu poderia concordar com os dois pontos. O jogo é bastante curto para o valor original, apesar de haver um grande investimento nos gráficos, os problemas técnicos acabam empobrecendo a qualidade do título, além disso, um terço do jogo é passado somente assistindo cutscenes. Quase 40 reais em três horas de entretenimento com problemas de áudio não é uma boa oferta na minha opinião, porém, o jogo entrou em várias promoções nos últimos tempos, a última em que ele estava por menos da metade do preço, o que é um valor bem mais amigável.

Quanto as questões de roteiro, eu me dei a chance de jogar o jogo novamente, dessa vez prestando mais atenção aos conteúdos encontrados, e achei a história mais fácil de compreender – ainda assim – há algumas problemáticas. O plot em si é muito bom, e apesar de não ser inédito, usa elementos que contribuem de maneira correta para a atmosfera e brincam com os medos dos jogadores. Entretanto, eu sinto que havia maneiras melhores de contar, principalmente quanto a cena final onde há um daqueles momentos em que uma personagem começa a contar toda uma parte do roteiro que não existia até então.

Como uma trilogia, já é esperado que o jogo não entregasse tudo, e não entrega. Sua continuação “Remothered: Broken Porcelain” já tem data para estreia: 25 de agosto para PS4 e 20 de outubro para PC (imagino que eventualmente saia para Xbox One e Switch, tendo em vista que o primeiro título também está disponível para outros consoles), e pelo trailer já podemos ver uma evolução significativa nos gráficos e no áudio, me deixando mais positiva a respeito do novo lançamento.

Apesar de ter falhas bastante problemáticas, o jogo tem uma história interessante e rende MUITOS sustos, é um jogo que realmente entrega a atmosfera de horror e nos prende a sua narrativa (pelo menos até o final, que acaba sendo fraco).

Me sinto instigada a jogar a continuação, e dar mais votos para a série, que parece estar avançando e evoluindo junto com seu time. Até lá, deixo alguns links para você mesmo conferir e avaliar se vale a pena ou não mergulhar em uma nova franquia de horror.

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