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Na pré-estreia da Game XP 2019, o Loading Day, o SUCO teve a oportunidade de bater um papo com o diretor regional da HyperX na América Latina, Paulo Vizaco.

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Trabalhando desde 2013 numa das maiores referências em equipamentos para games, perguntamos sobre sua participação na indústria ao longo desses anos de boom de campeonatos de e-sports, times competitivos e patrocínios entre outras coisas. Confira mais a seguir!

Primeiramente, você poderia se apresentar para os nossos leitores que não conheçam muito sobre a HyperX e o trabalho de vocês?

Sou o Paulo Vizaco, sou diretor latam para a HyperX. Ela é uma marca que já existe a 16 anos, que começou com memória ram, memória de performance e há mais ou menos cinco ou seis anos começamos nesse mercado de periféricos lançando nosso primeiro headset, o Cloud. E já temos muito orgulho em dizer que somos a marca líder em headset global, com mais de oito milhões de headsets vendidos no mundo. Então a gente vem fazendo um trabalho bastante forte, não só na parte de vendas como na parte de marketing, na parte de construção de marca, de aproximação com os nossos fãs e usuários. A gente se consolidou bastante na linha de PC Gaming, então temos desde headsets e teclados, mouse e mousepad. Também há pouco mais de um ano e meio a gente começou a entrar com os produtos para a linha de console e a ideia é lançar mais novos produtos esse ano.

A ideia de periféricos é justamente mais popular para os jogadores de PC. Agora que vocês estão entrando no mercado de consoles, o que você mais destacaria para o jogador de consoles?

Obviamente começamos pelos headsets de console. A HyperX tem uma tradição de ter seus produtos com muita qualidade, então buscamos desenvolver esses headsets para console do mesmo jeito que vínhamos desenvolvendo nossos headsets para PC. São headsets um pouco mais barato que os de pc, mas mantendo a mesma qualidade, então acho que isso é um grande diferencial. Também estamos lançando os carregadores de controle e com certeza ainda esse ano teremos mais novidades dessa linha de console.

Do tempo que você entrou na HyperX para cá, você teve a oportunidade de testemunhar de camarote o fenômeno do e-sports crescendo, tendo a HyperX patrocinando alguns times. O que é estar participando dessa transformação no mercado de jogos?

Na verdade pra gente é uma oportunidade única! A partir do momento que eu entrei na Kingston, logo em seguida começamos a desenvolver esse trabalho da HyperX aqui no Brasil e um dos pilares que a gente trabalhou e ainda trabalha muito forte é a questão do apoio ao e-sports. Então somos a marca pioneira nesse tipo de investimento e apoio, fazendo esse trabalho já há uns seis, sete anos. Só para se ter uma ideia, no mundo a gente tem praticamente trinta organizações que patrocinamos, mais de 100 times. Só na América Latina nós podemos destacar de times a RedFenix, a Isurus, Fúria, a VanLiberty, KaBuM, todas elas equipes que contam com o nosso apoio e cada vez mais a gente está presente nesse cenário.

Essa participação com certeza é de uma boa expressão numérica! E qual é a sensação de estar participando da trajetória dessas equipes? A relação com esses times tem algo para além das formalidades profissionais?

Com certeza poder fazer parte da construção dessa categoria nos deixou muito orgulhosos. Quando iniciamos esse trabalho de patrocínio lá atrás, os times ainda eram bem tímidos, ainda estavam se organizando e hoje a gente vê que investiu da maneira correta, porque vemos esses times hoje bastante organizados, crescidas e com muito mais estrutura. A gente também vem fazendo alguns apoios de desenvolver os jovens nesse seguimento, apoiando o projeto AfroGames aqui no Rio de Janeiro, que é um projeto social onde a missão deles é atrair as crianças para os e-sports, afastando da possibilidade de se voltarem para o crime e o tráfico. A gente quer investir em futuras carreiras para formar uma nova saída para essas crianças que precisam bastante.

E quais são suas expectativas para um evento dessa magnitude quase sem precedentes no Rio de Janeiro como a GameXP?

Estamos muitos otimistas e impressionados com o tamanho do evento! Realmente quem vier pra cá vai se impressionar com a estrutura e a organização do evento, que está muito bem feita. A gente está muito feliz de estar participando e é mais uma forma de nos aproximarmos do nosso usuário, de ter contato com o nosso público, ouvir tanto críticas como sugestões, pois essa aproximação é muito importante pra nós.

Para finalizar, fazendo justiça ao envolvimento do Suco com cultura pop, queremos saber um jogo e um filme favorito do Paulo!

Eu, como a maioria da minha geração, gosto muito de jogar Counter Strike e também gosto de jogar Fifa. Já filme favorito eu tenho vários, mas pra ficar só no mais recente, é um filme chamado 100 Metros, baseado numa história real. Não querendo dar spoiler do filme, claro, mas é um filme baseado numa história real de uma pessoa com uma doença degenerativa que busca correr cem metros, então é uma história de auto-superação que ficou bem gravada na minha memória.

O estande da HyperX, localizado na Medieval Street da GameXP, esteve expondo sua nova linha de produtos, com um espaço em especial para sua linha voltada para consoles, enquanto uma tela passava o trailer de Battlefield 1 ao lado de seus headsets e uma peculiar linha de fones intra-auriculares voltados para o Nintendo Switch. O Suco de Mangá agradece imensamente ao Paulo pelo seu tempo, bem como pela equipe da HyperX e sua prestatividade para fazer essa entrevista acontecer.

EXTRA: AFROREAGGAE E HYPERX, O AFROGAMES

Saber desse apoio a projetos sociais me deixou curioso em pesquisar mais sobre eles para melhor complementar a entrevista. Mal sabia que a sorte me daria uma fonte bem melhor para conhecer melhor: um dos participantes desses projetos, convidado com sua turma para o Loading Day.

Já na estação Parque Olímpico, em meio a uma inesperada queima de fogos que encerrou o dia, tive a grata oportunidade de conversar com um participante de um desses projetos sociais apoiados pela HyperX. Rodrigo Viegas participa do Projeto AfroReaggae na comunidade do Vidigal e veio contando na viagem de volta com um entusiasmo contagiante sobre suas seis semanas no projeto. Sua paixão é o rap, e o trabalho do AfroReaggae com cursos de teoria musical voltada para games tem aberto portas.

Rodrigo contou que entrou sem saber de absolutamente nada de música. É uma paixão antiga, mas nunca aprendeu a fazer música, usar algum instrumento, no máximo arranhar na bateria. Foi-lhe garantido que em três semanas já estaria aprendendo a compor alguma batida no computador. Dito e feito. Com os cursos voltado para jogos, tanto teoria musical, como programação, inglês e até mesmo como jogar League of Legends (a ambição do projeto é formar o primeiro time de e-sports nascido das comunidades), Rodrigo vem encontrando um jeito de ampliar suas possibilidades, tendo já uma paixão ao rap e à rima para alimentar esses trabalhos recentes com composições.

Poder ver isso em primeira mão não foi pouca coisa. Ver uma empresa gigante agindo e atuando para desenvolver e afetar vidas de forma tão positiva, ampliando suas chances de pensar e realizar um futuro, é de encher de felicidade. Quem ler meu review de Piano no Mori verá o valor que dou à música e seu caráter transformador, então ver um projeto que desenvolve a juventude também pela música, é um colírio para os olhos!