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Hastune Miku: Project DIVA | Review

hatsune miku project diva
Hatsune Miku: Project DIVA (Imagem Divulgação)
Olá, Chell aqui! Venho aqui hoje pra falar um pouquinho sobre uma série de jogos de música que me ganhou completamente nos últimos meses, Hatsune Miku: Project DIVA!
Confira também: Love Live! | Review
Eu cheguei a comentar sobre o meu primeiro contato com ela aqui no blog, no post sobre o evento AniSantos, evento no qual joguei um dos jogos da série na sala PSParty, em um sistema com um controle especial de arcade. Achei a máquina fantástica, e depois de viciar completamente nela, fui baixar os jogos da série para PSP. Resultado? Exatamente, vício total. (´???`).
A série de que trato aqui é Hatsune Miku: Project DIVA, série de jogos de música lançada originalmente para Playstation Portable (PSP), e posteriormente também para Playstation 3 e 4, Nintendo 3DS, e iOS. Também existem máquinas de arcade oficiais, mas obviamente só no Japão; para nós, ocidentais, resta conhecer o jogo pelas versões para consoles.
E o que caracteriza essa série? Como talvez seja possível deduzir pelo seu título, Project DIVA é uma série de jogos de música com uma biblioteca composta exclusivamente por músicas de Vocaloid – e, em algumas versões do jogo, também covers de Vocaloids de músicas japonesas populares. É tão incrível quanto soa.
project diva logo
Project Diva (Logo Divulgação)

Canto que Encanto

Eu mesma, devo confessar aqui, não me considero nenhuma grande fã de Vocaloid. Tive minha época de fã há uns bons sete anos atrás, quando descobri o programa, e na época cheguei a ouvir algumas músicas populares, mas não durou muito. Alguns anos depois, porém, eu conheci o universo de utattemita no Nico Nico Douga, e foi aí que eu realmente conheci diversas músicas de Vocaloid, interpretadas por outros cantores. Sendo assim, meu interesse pessoal é menos em Vocaloid do que nas músicas que compositores maravilhosos criam com este programa.

E mesmo assim eu me encantei demais. Isso que é legal: você não precisa necessariamente gostar de Vocaloid pra gostar de Project DIVA. Ainda que o jogo seja obviamente bem voltado para os fãs de Vocaloid – inclusive tem músicas cantadas por outros Vocaloids oficiais além da Miku, roupas dos personagens pra você customizar seu avatar, e assim por diante – é bem possível para qualquer fã de jogos de música se encantar com seu repertório variado de músicas, algumas das quais são muito boas.

Mas é claro que tem uma graça a mais quando você pode gritar “não acredito que tem minha música favorita!” no meio do jogo.

Personagens (Imagem Divulgação)
Personagens (Imagem Divulgação)

Eu conheci a série, como já mencionei, através de uma máquina com PS3 e um controle próprio, mas foram os jogos de PSP que realmente me ganharam. Tenho jogado bastante o primeiro jogo da série, Hatsune Miku: Project DIVA, lançado em 2009.

O jogo que deu origem à série é consideravelmente mais fácil que suas continuações: o fato de as músicas só terem três dificuldades (fácil, médio e difícil) faz com que seja bem rápido desbloquear todas as músicas. Para ter uma ideia, eu comecei a jogar no começo desse mês, e em não mais que duas ou três horas de jogo, eu – que adoro jogos de ritmo, sim, mas confesso não ser nenhuma expert! – já tinha conseguido desbloquear todas as músicas. No dobro de tempo, eu já tinha desbloqueado todas as músicas em todas as dificuldades, então só restava mesmo trabalhar nas coleções.

Eu jogo esporadicamente, mas já tenho uma coleção boa de itens, então considero o jogo fácil. Os controles do primeiro jogo também são bem fáceis – apenas os direcionais e símbolos. Na minha experiência com jogos de música, diria que não é nenhum Taiko no Tatsujin, que requer que você jogue as músicas por incontáveis vezes até conseguir desbloquear as próximas músicas e peças de roupa.

Senti que os requerimentos desse primeiro jogo são realmente baixos, o que faz com que o jogo perca parte do seu apelo rápido, por um lado. Por outro lado, é um bom jogo pra iniciantes, e pra quem tem mania de completar tudo, é um joguinho relativamente rápido e gostoso!

Assim como o próprio Taiko no Tatsujin, e outras séries de jogos de música, a jogabilidade de Project DIVA consiste em fazer pontuações boas o suficiente nas músicas para desbloquear as próximas músicas, bem como roupas para vestir seu avatar, mobílias para o seu quarto, e imagens. Nesse sentido, o fato de ter muitos “extras” pra desbloquear faz com que a rejogabilidade do jogo seja bastante alta. Explico aqui cada um desses.

Você possui um avatar 3D, que lhe acompanha no jogo. Esse avatar é inicialmente da Miku Hatsune padrão, mas – spoilers? – você pode customizá-lo para outras roupas – ou modules – da Miku, bem como de outros personagens. Quanto aos outros personagens, todos da linha principal de Vocaloids 1 e 2 da Yamaha (ou seja, Kaito, Meiko, Rin, Len, Luka…) estão disponíveis em suas roupas oficiais, mas também em versões de roupas de banho. Desbloqueá-los não é tão difícil – geralmente requer um combo alto em uma música, ou que você jogue uma determinada música cinco vezes, ou ainda que você jogue uma música vestindo um determinado module.

Você tem ainda um quarto que pode decorar com papeis de parede e peças de mobília, as quais você consegue – na maioria aleatoriamente – enquanto joga as músicas do jogo. Essa parte do jogo é realmente bem fofa, apesar de não ter nenhuma utilidade nessa versão. ^_^; Por fim, assim como em algumas visual novels, você também coleciona imagens, que são em geral fanarts de Vocaloid por artistas japonesas, alguns dos quais acompanharam os lançamentos das músicas no NND. Essas imagens são desbloqueadas jogando as músicas – as músicas tem loading screens, e são as imagens dessas telas que vão para a galeria. Tem muitas imagens (bem mais de uma centena) então também é divertido preencher sua galeria e ver as belas imagens.

E esses são os três extras “colecionáveis” do primeiro jogo da série, que fazem com que sua rejogabilidade seja alta. Além disso, jogando as músicas você também desbloqueia PVs (ou clipes das músicas), que você pode assistir cantados pelo seu avatar, com ou sem lyrics.

Dentre outras funções, o jogo conta ainda com o Edit Mode, uma parte de criação de vídeos e músicas – que não é nenhum Vocaloid da Yamaha no PSP e consiste basicamente em editar os videos acrescentando novos fundos e etc., mas também parece possibilitar muita customização, além de compartilhamento na PSN. Eu mesma ainda não explorei essa parte (até porque meu jogo está em japonês e meu japonês não é aquelas coisas ^^;) então não posso falar muito, mas também parece ser bem divertida.

Para facilitar a visualização de cada um desses recursos do jogo, eu aproveitei para gravar um video jogando meu save e mostrando cada uma dessas funções. (Peço desculpas pela falta de foco e minha inabilidade pra gravar vídeos, mas acho que deu pra explicar pelo menos! 😉

Vale lembrar que estou falando aqui apenas do primeiro jogo da série, mas os outros possuem, em geral, funções semelhantes. Minha vontade no momento é poder jogar o Project DIVA Extend, terceiro jogo para PSP da série, que possui várias mudanças em relação ao primeiro; além de ter uma grande gama de títulos (algo como achievements), como o segundo já tinha, tem também um sistema de humores para o seu avatar, itens que auxiliam nas músicas, além de uma lista de músicas com algumas das minhas músicas favoritas de Vocaloid. ^_^

Se você se interessou pelo jogo, e tem um conhecimento mínimo que seja de músicas de Vocaloid, recomendo que dê uma olhada nas listas de música existentes na Wiki de Project DIVA para ver qual jogo é mais interessante para você! Vale notar também que os três jogos para PSP – Project DIVA, Project DIVA 2nd e Project DIVA Extend – tem atualmente patches de tradução em inglês, então pra quem fala inglês e joga em ROM, pode ser interessante atualizá-la para a versão traduzida antes de começar a jogar.

Espero que tenham gostado desse post informativo sobre uma das minhas séries de jogos de ritmo favoritas do momento! Muito obrigada a quem leu até aqui, e até a próxima!~ ?

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Dance Dance Revolution | Suco Apresenta

Olá! Mais uma vez, Chell aqui! Como vão?

O post da vez é pra falar um pouco sobre um vício meu e de muita gente em termos de música, particularmente de jogos de música, mas que muitos leitores mais jovens nem mesmo devem conhecer. Muito antes de Kinect ou até mesmo Wii existirem, e portanto muito antes do Just Dance existir e virar um sucesso, já havia uma franquia de jogos de dança que fazia muito sucesso no Japão e em outras partes do mundo desde 1998. Quem sabe do que eu estou falando?

Dance Dance Revolution – ou DDR para os íntimos – foi a franquia que iniciou toda essa onda de jogos de dança que perdura até hoje. Lançada pela divisão de jogos de música da gigante Konami, a Bemani, em 1998, DDR surge como um jogo de arcade e estoura logo no seu lançamento. Tremendo sucesso mais que justificado lhe rende uma série de versões para console (a princípio, para o Playstation e seus sucessores) a partir de 1999, várias versões ao longo das próximas décadas (sendo a mais recente, para arcade, de 2014). Também origina uma série de “imitações”, sendo a mais popular a coreana Pump It Up (ou “Pump” pros íntimos), jogo de arcade lançado em 1999 – que talvez tenha ficado até mais popular aqui no Brasil que o próprio DDR.

Personagem Yuni em reprodução do jogo Dance Dance Revolution SuperNOVA 2 do filme Wreck It Ralph (2012)
Personagem Yuni em reprodução do jogo Dance Dance Revolution SuperNOVA 2 do filme Wreck It Ralph (2012)

Do que se trata Dance Dance Revolution?

É um videogame de dança que se joga não com sensor de movimentos, mas sim com um tapete de dança. Trata-se literalmente de um controle em formato de tapete, cujos botões básicos são setas – para cima, para baixo, e para a esquerda e a direita – as quais o jogador tem que pisar conforme o ritmo da música. O jogador começa o jogo com os pés no centro do tapete, e tem que ir pisando nas setas correspondentes ao que aparece na tela. Qualquer pessoa que já jogou um jogo de ritmo comum, tipo Guitar Hero ou Rock Band, sabe do que eu estou falando: símbolos vão surgindo na tela e você tem que apertar o botão correspondente quando atingem um determinado ponto. DDR usa exatamente o mesmo mecanismo, só que pra jogar você precisava de um tapete de dança. AQUI você pode ver um video de uma música no console, e AQUI, um jogador expert.

Jogador expert? Sim, existem muitos “pro players” de DDR no mundo todo, e existem inclusive campeonatos de DDR. Esses pro players tendem a se dividir em dois tipos: aqueles perfect attack, que utilizam-se do mínimo de movimentos possíveis para jogar a música da maneira mais perfeita possível, e os freestyle, que realizam passos de dança sobre o tapete. É realmente incrível ver o que essas pessoas fazem; veja aqui um exemplo de perfect attack, e aqui um exemplo de freestyle.

Mas não é só na modalidade competitiva que reside a graça do jogo. Outra modalidade que ajudou e muito a popularizar o jogo foi a modalidade de exercício físico, em que o jogo leva em consideração fatores como seu sexo, peso e altura pra determinar quantas calorias, em média, você perde jogando determinada música. Nessa modalidade, cada música corresponde a um determinado número de calorias, e a partir daí, o jogo lhe permite montar um programa de treino. Você pode inclusive fazer um planejamento a longo termo, e o jogo também lhe permite ver quanto você progrediu cada dia em direção à sua meta de peso, por exemplo. Isso lhe rendeu sucesso como um dos melhores jogos pioneiros de exergaming, e fez inclusive com que ele fosse adotado como modalidade do treinamento no Japão e em outros países, como nos Estados Unidos – o Instituto de Tecnologia da California, por exemplo, permite aos estudantes usarem DDR como modalidade de educação física.

Os repertórios de músicas dos mais de 100 jogos da série consistem em uma série de músicas pop/dance, em particular j-pop e eurodance, recorrentes da série – algumas das quais são da coleção Dancemania, coleção de eurodance lançada no Japão que se popularizou em muito por conta do jogo. Também conta com algumas músicas comerciais populares, em geral nos mesmos ritmos, e músicas de produtos e atos associados – por exemplo, uma das que postei aqui é do jogo Time Hollow, jogo de DS da Konami. Cada jogo também costuma contar com algumas (poucas) músicas lentas. O sistema de pontuação e os níveis de dificuldade variam nos diferentes jogos da série mas, em geral, a pontuação vai de “F” a “AAA” nos três níveis de dificuldade, sendo que muitos jogos possuem um 4º nível “expert”.

Dance Dance Revolution Hottest Party 2 via wikipedia (Imagem Divulgação)
Dance Dance Revolution Hottest Party 2 via wikipedia (Imagem Divulgação)

Popularidade!

A série já foi muito popular, tendo músicas que ficaram bastante famosas por conta dela, como Butterfly, Waka Laka e Love Shine. No seu auge, as versões novas de DDR saiam inicialmente para arcade no Japão, e para console nos Estados Unidos, onde as máquinas de arcade eram menos populares. A série contou, entre outras, com versões para Game Boy Color, para celular – tendo sido a primeira lançada em 2001, – para TV e DVD. Fora as versões de arcade, que continuam sendo lançadas, o último lançamento da série foi Dance Dance Revolution Hottest Party 5, lançado somente nos Estados Unidos e na Europa, em fins de 2011, para Wii; o último lançamento para consoles no Japão foi o Dance Dance Revolution X, lançado em 2009 para Playstation 2.

Apesar de tamanho sucesso, o jogo acabou caindo em popularidade nos anos 2010 com o declínio dos arcades e o surgimento de jogos como o Just Dance e Dance Central. Mesmo assim, as versões para arcade ainda gozam de alguma popularidade no mundo, inclusive no Brasil, onde ainda é possível encontrar máquinas de DDR e jogos similares em alguns shoppings centers e outros locais com máquinas de arcade. Na cidade onde eu moro, por exemplo, tinha máquina de Pump até ano passado. ^_^

Agora, brevemente, do meu ponto de vista: o motivo pelo qual eu fiz esse post é porque DDR é um jogo que eu quis jogar por muito tempo, mas sempre tive vergonha de jogar nas máquinas. Só em 2012 eu descobri a existência de tapetes baratos pra Playstation 2, e então passei a jogar várias versões, desde as mais antigas de PSX, passando por edições especiais… interessantes – como o Disney Mix e a do Disney Channel! – até Dance Dance Revolution X, último lançamento para o console. (Em nota, minha favorita é a 7th Mix, na versão japonesa, claro! 🙂 ) Rapidamente virei fã, e é claro que fiquei triste ao me dar conta afinal de como essas máquinas tinham sumido.

Felizmente, hoje já é possível emular Playstation no computador e jogar os jogos da série com um tapete para PC. Ou seja, pra quem não conhece esse jogo e quer conhecer, mesmo sem ter um console em casa ou uma máquina acessível, essa é uma boa alternativa! Aproveito a deixa também pra fazer uma “propaganda” do evento gratuito All Geek, que acontece nesse domingo, 29, na cidade de Santos-SP, pro qual eu irei ceder meu tapete e jogos. Pra quem mora perto e ficou curioso, vai lá que tem DDR! ^_-

Pra encerrar esse post, fiquem aqui com videos de pro players dançando duas das minhas músicas favoritas, Candy e Kind Lady. Espero que tenham gostado, e comentem também o que acham da série! Até mais!~

 

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Ghost In The Shell | Nova animação em realidade virtual

A Production I.G. está a todo vapor trabalhando com Ghost in the Shell. Depois do longa Ghost in the Shell: Arise, vem aí uma experiência nova e para os aficionados em realidade virtual: Ghost in the Shell: Virtual Reality Diver.

A animação terá 10 minutos e também terá uma versão em realidade virtual, onde podemos ter a interação através de um Oculus Rift, por exemplo. Esta experiência tem previsão de chegar ainda no primeiro semestre de 2016. Confira os vídeos de divulgação nos links abaixo.

Video 1 

Video 2

 

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Lost Canvas | Autora confirma que não há planos para uma terceira temporada

Não adianta chorar. Pelo jeito não teremos uma nova temporada de Saint Seiya Lost Canvas. No começo de novembro, a autora do mangá Shiori Teshirogi se reuniu com o pessoal da Shounen Champion para tomar decisões sobre a série.

Porém, ela confirma e respondeu aos fãs de que nada foi conversado sobre a terceira temporada do anime. Ela também ressalta que NÃO HÁ nenhum planejamento para que isso se torne realidade.

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Saint Seiya: Soldier’s Soul disponível na Steam!

Hoje, 27 de novembro o mais novo game dos Cavaleiros do Zodíaco, Saint Seiya: Soldier’s Soul torna-se disponível para jogar na plataforma de games Steam. O jogo foi lançado para PS3 e PS4 anteriormente, porém, esta versão para PC virá com diversas melhorias e um equilíbrio melhor entre os personagens.

Alguns conteúdos adicionais e exclusivos também estarão neste pacote e para quem não teve oportunidade de jogar – e agora em 1080p/60 frames por segundo – é o momento! Confira o trailer:

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Ao no Kanata no Four Rhythm | Primeiro trailer divulgado

Ao no Kanata no Four Rhythm ganhou se primeiro trailer PV e parte de uma adaptação do jogo homônimo com subtítulo de Beyond the Sky.

A previsão de estreia fica para janeiro de 2016 e tem o estúdio Gonzo como responsável pela a animação. Já na direção, conta com Fumitoshi Oizaki (Etotama). Um detalhe quanto a equipe de dubladores: Megumi Ogata (Kurama de YuYu Hakusho e Shinji de Evangelion) fará o papel de Aoi Kagami. Quanto aos demais, confira:

  • Yuko Gibu como Minori Hosaka
  • Misato Fukuen como Asuka Kurashina
  • Kazuyuki Okitsu como Kazunari Shindou
  • Naomi Wakabayashi como Madoka Aoyagi
  • Ryota Ohsaka como Masaya Hinata
  • Nozomi Yamamoto como Mashiro Arisaka
  • Azumi Asakura como Misaki Tobisawa
  • Risa Taneda como Reiko Sat?in
  • Takayuki Kondou como Shion Aoyagi
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Love Live! | Review

Love Live!
Love Live! School Idol Project (Imagem Divulgação)

Olá, Chell aqui!~ Venho hoje para (re)escrever um post sobre Love Live!, uma franquia de idols bidimensionais do momento, que possui anime, jogos, CDs, dentre inúmeros outros produtos, e certamente caiu nas graças do povo do mundo todo nos últimos anos.

Confira também: Hibike! Euphonium | Review

Love Live! foi lançada – através de CDs de músicas e “clipes” em animação – em 2010, estourou em popularidade com o lançamento desse anime, cujas duas temporadas dispararam, em termos de vendas de DVDs/BluRays, na frente de todos os outros animes das respectivas temporadas em que saíram – superando títulos clássicos como o Rebuild of Evangelion, e hits mundiais como Shingeki no Kyojin.

Conhecendo Love Live!

O fenômeno Love Live! logo se espalhou para o Ocidente, não apenas entre os fãs da “cultura moe”, mas também entre aficionados de anime em geral. Seja por ódio ou amor, Love Live! já se tornou uma espécie de fenômeno, inclusive no Brasil – eu que sou fã fiz uma contagem dos cosplays na última edição do evento Anime Friends, e contei mais de 40 cosplays da série em todos os dias do evento, na grande maioria (mas não exclusivamente) feitos por mulheres. Interessante, não?

E como surgiu esse fenômeno de vendas e público? Certamente, marketing pesado e estratégias de venda eficazes por um lado, mas por outro, Love Live! conta com músicas j-pop grudentas, um joguinho extremamente viciante, e uma série de anime belissimamente animada pelo estúdio Sunrise. Possui um elenco enorme de meninas colegiais adoráveis, capazes de cativar desde jovens garotas fãs de anime, até os estereotipados “otakus” dispostos a investirem fortunas nas suas waifus. Ou seja, como não amar? O fato é que Love Live! sabe agradar a públicos bem diversos, e talvez esteja aí um dos seus pontos fortes.

Pra começar esse post, vou falar um pouco das animações de Love Live! A série de anime – bem como os clipes em CG a partir dos quais surgiram a série – foi produzida pelo estúdio Sunrise (Buddy Complex (comentários), Aikatsu!, franquia Gundam) e tem duas temporadas. A primeira estreou no começo de 2013, e a segunda, em Abril de 2014. Ambas tem 13 episódios, e contam a história de um grupo de 9 garotas estudantes de colegial que se unem para formar um grupo de “idols escolares”. Pra quem não sabe o que são idols, recomendo a leitura desse post do blog Suki Desu. Pois bem. Esse conceito – das “school idols” (????????, no original) – é, no universo de Love Live!, uma moda que vem atraindo a atenção das pessoas. No anime, garotas das diferentes escolas do Japão tem formado grupos de idols amadoras, atraindo a atenção do público para as suas escolas com seus videos e apresentações de dança. As garotas do colégio Otonokizaka, protagonistas da série Love Live!, entram nessa onda com o nobre propósito de salvar a escola delas, a qual está prestes a fechar por falta de popularidade, já que poucos alunos tem se matriculado nela.

Honoka Kousaka, a protagonista e líder do grupo, apesar de ser o estereótipo da “garota tonta e sem grandes talentos além da sua energia positiva inabalável” (ela é literalmente a Usagi Tsukino de Love Live!) é quem tem essa ideia para salvar a escola, junto com suas amigas Umi e Kotori, também alunas do segundo ano. Enquanto as três tentam fazer isso acontecer, elas acabam conhecendo outras garotas da escola – grandes fãs de idols, além de dançarinas, bailarinas, garotas atléticas, cantoras ótimas, enfim, várias estudantes competentes, obviamente fofíssimas e lindas e dispostas a salvarem a escola.

Love Live!
Love Live! School Idol Project (Imagem Divulgação)

Cativando o público

Tudo pode parecer muito simples e bobinho, e é mesmo. Mas eu diria que o anime de Love Live! faz uma boa mistura do “simples e bobinho”, algo leve e gostoso de assistir sem muita concentração, sem porém cair no “banal e superficial”. Isso porque as garotas, são realmente divertidas e cativantes, com suas caras super expressivas e suas manias bizarras, como a fascinação da Hanayo por idols, o jeitinho “me venerem” da Nico, a Kotori e seu amor por alpacas, a tarozeira pervertida Nozomi e assim por diante. Por trás de cada rostinho bonito e jeitinho meigo pra cativar o público que baba num moe, tem também personalidades realmente divertidas – afinal, essa é uma série de comédia, além de ser um slice-of-life escolar – e que, ainda que não tenham personalidades lá tão complexas, são mais interessantes do que a média das personagens femininas em séries de anime voltadas para o público masculino. E isso, é claro, cativa homens e mulheres, e talvez seja um dos fatores que fazem de Love Live! esse sucesso estrondoso – afinal, sua waifu não seria sua waifu se não tivesse as características que só ela tem, certo? (E o otaku rico provavelmente não investiria uma singela fortuna nela.)

Ainda assim, pouquíssima coisa acontece efetivamente no anime de Love Live! em termos de enredo, e poucas dimensões são exploradas. A primeira temporada gira em torno do que já é apresentado no primeiro episódio: uma escola em declínio e competições de idols escolares, com alguns momentos de imersão nas histórias pessoais de cada uma das personagens, e o desenvolvimento do grupo de idols do colégio Otonokizaka, o Muse, que na segunda temporada tenta pela segunda vez participar de um concurso. A fórmula permanece a mesma. A produção em si é mediana para boa: A trilha sonora é j-pop chiclete, o que eu não considero algo ruim, e tem algumas músicas que eu até curti bastante; aanimação é “eficaz” mas não chega a fazer os olhos brilharem, com escolhas de cores por vezes estranhas (não usar cores impactantes parece ser deliberado, mas é uma escolha estranha, não?), perspectivas bizarras e coisa e tal – mas melhora consideravelmente, assim como o uso de CGs vai caindo. Ouso dizer que tem seus pontos fortes e fracos, típico Sunrise, e creio que mais acertos do que erros nesse sentido. Com tudo isso, eu pessoalmente chamaria o anime de “legalzinho”. Me divertiu, mas e aí? Isso justifica toda essa sensação?

Love Live!
Love Live! School Idol Project (Imagem Divulgação)

Já ouviu falar do game?

Bem, personagens cativantes e pretensão de inocência são apenas algumas das várias características populares de Love Live!, cuja franquia conta também com um jogo, Love Live! School Idol Festival, ou Love Live SIF, ou ainda LLSIF – que, na real, é a razão do meu vício. Esse jogo saiu em Abril de 2013, logo depois do final da primeira temporada, no Japão, para Android e iOS (no Japão, terra dos celulares, nada menos!) e se espalhou rapidamente através do boca-a-boca. Além da versão internacional – a qual atingiu a marca de 200,000 jogadores em pouco mais de um mês depois do seu lançamento – sei que há ainda uma versão coreana e uma cópia Chinesa do jogo, e planos para outros lançamentos.

Eu conhecia o jogo de ouvir falar, mas não podia jogar. Quando troquei de celular, há um ano, uma das primeiras coisas que eu fiz (estava ansiosíssima!) foi baixar esse jogo, já que não dispenso um bom jogo de ritmo. Foi assim que acabei me surpreendendo positivamente com essa série. Afinal, o que acontece quando você soma um jogo de ritmo (com j-pop realmente grudento) com um jogo de cartas colecionáveis, elementos de visual novel, prêmios diários, eventos e atualizações frequentes, tudo isso baseado em uma franquia de idols moe sucessinho? Dificilmente essa fórmula não daria em sucesso. LLSIF é um jogo bem feito por si só, e por conta de tudo isso, ele tem conseguido realizar algumas proezas – tipo aumentar a venda de uma loja do Pizza Hut em 200%, e claro, impulsionar ainda mais a fama dessa franquia.

Em essência, esse é um jogo muito simples. Sua mecânica básica se constitui em uma mistura de jogo de ritmo com cartas colecionáveis. Jogando as músicas, você obtém cartas, as quais você pode treinar (“practice”) para subirem de level (“rank”) até o máximo que elas podem atingir, e/ou idolizá-las (“special practice”) – isto é, juntar duas cartas iguais para formar uma outra versão daquela carta, a qual, em geral, tem um nível máximo mais alto. Além de níveis, as cartas também tem “bond” – isto é, um laço com você, que aumenta conforme você joga músicas utilizando estas cartas.

Love Live!
Love Live! School Idol Project (Imagem Divulgação)

A utilidade dessas cartas é formar equipes de 9 membros para jogar as músicas do jogo com elas. Você começa com um time de 8 cartas básicas (ou Normals) para jogar a sua primeira música, mais 1 Rare de uma das nove protagonistas de Love Live!, à sua escolha. Ao completar uma música, você ganha mais cartas, em geral pouco raras. Colecionar cartas e maximizar seus bonds e ranks geralmente te dá prêmios em lovecas (“love cash”), que é a moeda premium do jogo. Essa moeda é cobiçadíssima, e usada para conseguir as cartas mais raras do jogo, que em geral são das protagonistas de Love Live!

Ou seja: O jogo tem uma moeda premium, que você consegue mesmo sem gastar dinheiro real – ainda que num ritmo muito lento – e que você usa pra conseguir cartas das protagonistas da série (ou seja: as waifus), além de outras coisas como restaurar a energia para poder jogar mais – sim, o quanto você pode jogar num determinado período de tempo é limitado por uma barra de energia, à la Candy Crush. Assim, dá pra imaginar o quanto essas moedas são cobiçadas, e o quanto jogadores ccostumam gastar de dinheiro real nelas. O jogo ainda tem um ranking geral, e suas pontuações – em eventos e afins – são determinadas muito mais pela qualidade das suas cartas que pelo seu desempenho nas músicas, então ter cartas raras (além de Rares, também há as Super Rares e Ultra Rares) é desejável para “ganhar o jogo”, digamos assim, e também para os fãs da série que geralmente querem colecionar cartas das suas school idols favoritas. E investir nisso sai caro: com o dólar em alta, está saindo mais de R$100 um pacote de 50 lovecas – sendo que você precisa de 5 pra conseguir uma carta rara, pra ter ideia. (E foi assim que o Pizza Hut aumentou suas vendas em 200%: dando tickets para compradores obterem cartas raras no jogo.)

A mecânica da parte efetivamente jogável (leia-se: a parte de “ritmo”) em si é muito bem-feita, na minha opinião. O jogo é feito pra ser jogado com duas mãos, e as notas formam um semi-círculo em volta da tela de modo a acomodar confortavelmente as mãos do jogador ao mesmo tempo em que mantém um design bonito. De resto, é tudo muito típico: Você bate o dedo nas notas, segura em notas longas, algumas cartas tem efeitos especiais pra facilitar a vida, e é basicamente isso. Simples, porém divertido. Uma ou outra música tem um “beatmap” mais escroto pra criar uma dificuldade, admito, mas em geral as batidinhas são gostosas e as músicas são fáceis de acompanhar. A curva de dificuldade é boa, de modo que o jogo não parece muito “pay to win” – dá para acumular bastante lovecas e conseguir cartas boas o bastante para prosseguir sem pagar nada.

E essa é a boa do jogo de Love Live!: colecionar cartas e ir melhorando os times como for possível, de modo a conseguir melhores pontuações nas músicas e eventos, e alimentar esse ciclo vicioso. Não dá pra negar que é viciante, especialmente pelo fato de que eles estão sempre lançando coisas novas e que o jogo passa um sentido de progressão a todo momento. Além disso tudo, claro, é super fofinho. A parte da história em si é bem pobre, e funciona mesmo como um apêndice do anime, seja pra recordar os fãs do anime da sua história, ou para atrair os fãs do jogo e convencê-los a ver o anime para entender melhor o que acontece (que, de fato, foi o que eu fiz). Tem ainda side stories – historinhas curtas envolvendo as personagens de Love Live!, tanto as principais quanto as secundárias do jogo, que você desbloqueia quando “idoliza” e atinge o máximo de “bond” com elas. São todas bem curtinhas e simples, mas tem algumas divertidas. E, claro, você ganha prêmios por completá-las – 1 loveca por história.

Além dessas funcionalidades, o jogo também conta com um “álbum” com as cartas que você já obteve, idolizou e maximizou de nível, através do qual você também costuma ganhar alguns brindes; um sistema de recrutar novos membros no qual se usa, além de lovecas, friend points – literalmente, pontos que você ganha por jogar com sua lista de amigos ou completar músicas – para conseguir cartas em diversas modalidades de recrutamento; além de eventos quinzenais, com o objetivo de juntar pontos para conseguir prêmios como friend points, lovecas e cartas raras – claro, isso se você gastar um tempo absurdo jogando durante estes eventos.

Por alto, assim é Love Live SIF: Um jogo demasiadamente viciante, e no fundo, bom jogo. Para quem estiver interessado em jogar, é necessário ter um dispositivo com Android ou iOS (celular, tablet ou afins), ou conseguir rodar Android no seu computador (dica: Bluestacks, se você for muito sortudo e/ou tiver um computador ótimo), e ter um tanto de memória disponível, já que o jogo costuma ocupar bastante memória uma vez que os dados ficam no dispositivo. Alguns links úteis para começar são os fóruns de LLSIF no Reddit, para todas as últimas atualizações; a Wiki de Love Live, para consultas de cartas e afins do jogo; tutoriais como este, este, este, este e este, pra linkar alguns dos melhores que encontrei nas minhas andanças, além de vários outros por toda a Internet. Mas aviso: Vicia. Eu atualmente já “saí dessa vida”, mas joguei o jogo de Love Live! por uns bons meses, e confesso que não larguei por falta de vontade de jogar, mas sim por consumir uma quantidade absurda de tempo e empenho, especialmente durante os eventos. Pra quem tem mania de ir bem nos jogos, pode atrapalhar bastante a rotina.

Música + Energia

Nem por isso deixei de gostar de Love Live! Sendo uma série de música, o foco é realmente a música. É j-pop chiclete puro e simples, sim, mas não deixa de ser sensacional – prova disso é que as músicas e danças que grudam na cabeça fizeram com que a série atinginsse um milhão de vendas de CDs já na época da estréia da segunda temporada. Por que? São músicas fofinhas sobre amor e alegria, basicamente, e além de serem fofas e grudentas, outro ponto legal é que a linguagem delas é muito simples – até eu, que sou iniciante em japonês, conseguia entender muitas das letras só de ouvir, então me ajudava a praticar a linguagem. Além de bonitas, algumas danças também são fáceis de aprender, e mais importante, as músicas e danças são bem “cheias de energia” e ótimas pra melhorar o humor. Até hoje, confesso que sempre deixo algumas músicas no meu celular.

O fato de que há toda uma cultura criada em volta da série, com piadas internas, memes e afins, também prende à série e às suas personagens, então continuar imerso nesse universo é muito fácil. Eu mesma, depois de meses sem jogar ou assistir Love Live!, continuei muito fã e acabei fazendo cosplay de uma personagem da série. 🙂

Na minha humilde opinião, Love Live! está longe de ser soberbo – assim como, sejamos sinceros, a maioria dos fenômenos de venda da animação japonesa nos últimos anos. Mas se esse fenômeno de vendas me parecia inexplicável até ter um contato mais próximo da série, hoje penso que Love Live! sabe vender muito bem seu peixe, e afinal, está longe de ser ruim. Àqueles que curtem o estilo, é uma boa série. Aos que não curtem, é só mais uma série de “menininhas moe”, mas é boa, então por que não dar uma chance?

Você já assistiu Love Live!? Jogou? Curte a série, é fã? Deixe aí nos seus comentários suas impressões sobre esse fenômeno recente do Japão e do mundo, e até mais!~

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Pokemon pode ter todo elenco de dublagem mudado!

Uma notícia que pode chocar muitos fãs da franquia Pokemon: Fábio Lucindo não dublará Ash em nova temporada do anime!

Isso aconteceu devido ao fato de que o estúdio carioca MG assumirá toda a responsabilidade da dublagem, sem a participação dos dubladores do estúdio paulista Centauro. Apesar do exímio trabalho que o Estúdio MG faz (como séries do calibre de True Detective), esta mudança acarretará num estranhamento diante dos fãs.

Isso já ocorreu com a série em suas versão “latina” e a troca de Ash e, apesar de toda a mobilização dos fãs na internet, é possível que este quadro não mude. Em breve, teremos mais informações.

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