Será que ainda vamos ter a oportunidade de comparecer neste grande evento do Japão? Para quem não conhece, o Comic Market – ou Comiket – é um dos maiores eventos de quadrinhos do mundo, reunindo mais de meio milhão de pessoas! E claro, os cosplays não devem em nada e este último evento rolou nos dias 28, 29 e 30 de Dezembro. Confira abaixo os vídeos!
A equipe do Suco de Mangá tem o orgulho de apresentar mais um Top Suco!
O Top Suco traz, segundo a opinião dos editores, os melhores representantes das diversas categorias que serão exploradas.
Da mesma forma que rolou em 2013, RATAUM/Luiz-Sama está presente em mais um TopSuco. Para quem não conhece o rapaz, ele é o editor do site AnimeX . Assim como nós do Suco, ele dedica um pouco do seu tempo para trazer para vocês as notícias e novidades mais bacanas do universo anime/mangá ! Neste Top, ele nos ajudará com sua opinião sobre os Melhores de 2014, junto com Sofise #BELLAN
Luiz-Sama
05. Hitsugi no Chaika
Outro dia num vídeo – do canal AnimeXis do Youtube – eu disse que as pessoas não sabiam que era uma boa história porque simplesmente não conheciam o anime e muitos que começaram a assistir realmente gostaram. Este foi um anime que mesmo não ficando entre os melhores do ano em muitos rankings, foi muito feliz ao ter suas duas temporadas exibidas em 2014. Uma boa história, personagens legais, verdades espantosas sendo reveladas durante a série, ação e magia. Eu ficaria muito feliz se tivesse uma continuação!
04. Isshuukan Friends
Este é um pouco mais inocente, mas muito legal e emocionante. O estúdio Brains Base fez uma grande aposta ao animar a série de mangá da autora Matcha Hazuki (pena que esse vai terminar em Abril). Além de usar lindos cenários e cores de tom pastel bem suave, os personagens me agradavam e me fizeram gostar muito da história. O enredo que fala da garota que sofre perdas de memoria seletiva, fazendo com que todas as segundas-feiras ela não se lembre dos seus amigos e de nada da semana anterior. Este foi um anime que fez eu ficar com quaaaase aquele suor nos olhos e é outro que se tiver continuação, vai valer muito a apena ver!
03. Ao Haru Ride
Um shoujo? Sim! Um belo anime que seguiu muito bem os traços do mangá de Io Sakisaka. Um ponto positivo para o estúdio Production I.G.Ao Haru Ride chamou a atenção por seus personagens e principalmente pelos dois principais da história, a Futaba e o Kou. Enquanto ela quer entender e se aproximar mais, ele quer desfarçar algum tipo de magoa e fugir (acho que não foi um Spoiler). Esse anime me lembrou um pouco os enredos de Suki-tte ii na yo e Kimi ni Todoke, mas ai é só assistindo e comparando pra vocês entenderem.
02. Nisekoi
Outro romance? Não! Na verdade o que era para ser um romance forçado se tornou uma comédia muito legal que atraiu um monte de gente pra frente da TV. Como eu já lia o mangá eu conhecia boa parte da história e como sempre, o estúdio SHAFT fez um ótimo trabalho ao tentar preservar o máximo dos traços do mangá original no anime. Vão por mim, esta história vai longe ainda!
01. Tokyo Ghoul
Sim, meu primeiro lugar foi clichê, por isso não tenho tanto o que falar dele. Gostei do anime, me chamou a atenção essa trama ainda inacabada de Ghouls X Humanos e o Kaneki que vai vendo sua vida virar cada vez mais um inferno sem volta. Vamos ver o que virá nesta nova temporada, espero que não me decepcione.
Agradeço ao Bellan e a galera do Suco de Mangá por me chamarem pra participar novamente do TOP 5 do ano. Um grande abraço!!!
Sofis
05. Magic Kaito
Um mangá de publicação irregular, do mesmo autor de Detetive Conan, ganhou anime esse ano. Estou gostando muito já que o estilo mistérios, mágica e investigação sempre me atraiu, ainda mais do jeito que foi elaborado na história. Kaito Kuroba, o protagonista, é um adolescente apaixonado por mágica e resolveu seguir os passos do falecido pai, continuando o legado do ladrão fantasma “Kaito Kid”.
04. Nanatsu No Taizai
Gente, não tem como não falar desse. O anime está lindo e falam que o mangá é ainda melhor. A abertura é linda, o traço dos personagens é muito bonito, nostálgico e a história até agora, está muito boa. Claro que ainda tem muito mistério e coisas mal explicadas, mas isso é pra gente preguiçosa tipo eu, que está vendo só o anime. Elizabeth, uma princesa, busca ajuda dos cavaleiros conhecidos como sete pecados. Na sua aventura ela vai encontrar Meliodas, um “menino” bem tarado, Hawk, uma porca falante que acompanha Meliodas, além de Diane, Ban, King.
Um anime de ficção científica e horror, com muito drama envolvido, lembra bastante Tokyo Ghoul , até por que o protagonista também não é um poço de coragem. Parasitas comedores de humanos estão tentando se instalar em nossos cérebros, mas ninguém sabe de onde vieram. Depois que se hospedam a vítima morre, mas eles continuam usando o corpo e com esse disfarce comem outros humanos. Shinichi Izumi, o personagem principal é uma das vítimas, mas o parasita acaba não tendo muito sucesso com ele…e aí a transformação fica bem diferente do resto.
02. Tokyo Ghoul
Oshiete oshie te yo sono shikumi wo Essa música deve ter ficado na cabeça de muita gente. Eu não esperava muito desse ano, mas Tokyo Ghoul chegou dando o primeiro chute na minha cara. Uma história muito boa, uma mistura perfeita de drama, porrada e criando aquela expectativa do “ele vai se entregar pro lado monstro? Ou pro lado humano? Ou os dois?”. Sem falar no visual maravilhoso, meu lado artístico quase chora. Pra quem não viu já tem a dica no título, Ghoul são criaturas bem antigas na mitologia, comedores de humanos, nesse caso em Tokyo. Kaneki – um protagonista bundão – se envolve com quem não deve, recebe uns transplantes duvidosos que vão afetar a vida dele, e então começa a treta.
A história gira basicamente em torno de Gon, um garoto que sonha se tornar um Hunter para encontrar seu pai. Na aventura ele conhece Kurapika, Leorio e Killua, todos personagens são muito divertidos, inesquecíveis e bem trabalhados. Um dos pontos um ponto crucial dessa história é a forte amizade entre eles. O anime começou em 2011 e a história é ainda mais velha mas esse foi o ano do fim do anime (para minha tristesa). Pra quem não sabe é uma obra do mesmo criador de Yu Yu Hakusho (só pro isso já vale a pena conferir), até por que o mangá é muito bem avaliado, sempre estando entre os 10 ou 20 primeiros melhores mangás ever. Eu acompanhei desde o primeiro episódio de 2011, sem perder uma semana…realmente recomendo.
Bellan
05. No Game, No Life
Puxando um pouco de sardinha para o nosso lado – brincadeira :p – NGNL trouxe um roteiro simples, muito bem amarrado e com um visual incrível em sua animação. Para quem ainda não conhece a história, ela é sobre um casal de irmãos gamers – lê-se “Os melhores gamers do mundo” – que acabam sendo convidados para habitar o “mundo dos games”, onde lá, tudo é decidido na partida e no desafio de um jogo.
Com a direção de Gen Urobuchi (Suisei no Gargantia, Psycho Pass) e com trilha sonora de Sawano (Shingeki no Kyojin), esta animação já era bem esperada por todos na verdade, mas que no fim surpreendeu mais ainda, já que possui daqueles roteiros inesperados! Para quem gosta de exploração espacial, principalmente em relação a Marte, vai se identificar bastante com o anime. E lembrando que a segunda temporada já começou!
03. Zankyou no Terror
Bom, sempre gostei de realidades alternativas, temáticas catastróficas/terroristas e foi fácil me sentir atraído por esta animação. Só um adendo que a direção do anime é de Shinichihiro Watanabe, de Cowboy Bebop e Samurai Champloo. Se você gosta de tramas complexas, roteiros com base na personalidade das personagens, vai se identificar por aqui.
02. Fate/Stay Night [Unlimited Blade Works]
Este aqui foi mais um prazer da nostalgia, pois né, quem aí não sente saudade da Rin Tohsaka lindeza <3 Bem, o que se vê neste remake é a qualidade técnica impecável; Sempre me perguntava se estava assistindo um episódio ou um OVA/filme. Para você que sempre acompanhou a franquia, não perca tempo e assista!
01. Tokyo Ghoul
Com um começo um tanto quanto lento, onde trabalhava-se a ambientação e personalidade das personagens, culminou num dos roteiros mais coesos e fechados das animações de 2014. Kaneki não é o protagonista bad-ass que tudo mundo sonha, mas ele tem sua estrela. Para quem curte horror, mistério, sangue e porradaria, é a pedida certa!
Nagi no Asukara: Um ótimo anime de produção original da P.A. Works que poderia estar nesta lista. A série que foi ao ar em Outubro de 2013 e acabou em Março deixando aquele gostinho de quero mais. Uma pena que o final não foi lá aquela coisa esperada, mas valeu a pena.
Strike de Blood: Magia, ação e um pouco de comédia. Assim como Nagi no Asukara, a série começou em Outubro de 2013 e acabou em Março. Gostei do enredo e merecia uma continuação.
Space Dandy: Teve as duas temporadas exibidas em 2014, poderia entrar por ser uma comédia totalmente viajada, mas só não entrou no meu TOP 5 simplesmente por ser uma comédia.
Date A Live II: Teve um enredo bem legal que me fazia esperar a semana passar para ver o próximo episodio, bastante ação, algumas cenas emocionantes, mas faltou alguma coisa que nem eu ainda não descobri (estranho não?).
Seirei Tsukai no Blade Dance: Tendo um evento chamado de “Dança das Espadas” como ponto principal, a série que se passou em uma escola de magia foi muito interessante (além de ser um ecchi bem leve). Quem assistiu creio que deve ter gostado, agora só precisamos saber quando vai ter a continuação.
Black Bullet: Bom anime, bom enredo, personagens bem legais e um tipo de mundo apocalíptico que chama a atenção. Além de que em um certo momento me tirou suor dos olhos. A novel original continua sendo publicada, será que teremos continuação do anime também?
Selector WIXOSS: Apesar de ser um anime para divulgar o lançamento de um card-game no Japão, a série foi bem interessante e chamativa graças ao seu lado triste. Será que fantasia sombria está na moda? Além disso, foi mais um anime muito bem executado tendo suas duas temporadas exibidas no mesmo ano.
Sidonia no Kishi: Eu dificilmente assisto animes mecha, mas desse eu gostei. Não foi só porque ele é todo trabalhado em CG, mas também pelo enredo que conta de sobreviventes após o fim da Terra lutando contra ameaças alienígenas. Esse anime já ganhou até dublagem brasileira e está disponível no Netflix.
Gochuumon wa Usagi Desu Ka?: Não tem um enredo chamativo, mas gostei simplesmente por ter uma comédia divertida toda a semana. Valeu a pena assistir!
Hanayamata: Um anime de dança folclórica japonesa com um grupo de garotas se esforçando ao máximo para poderem se apresentar num festival… SIM, foi também uma boa história e um ótimo trabalho da MadHouse. A única coisa ruim são as vozes fininhas das personagens, mas não deixe que isso mude seu conceito a respeito do anime!
Gekkan Shoujo Nozaki-kun: Uma das melhores comédias que eu assiti em 2014. Otimos personagens, ótima história. Ficou devendo um pouco no final mas valeu a pena ver. Nem parece que foi um trabalho do estúdio DogaKobo.
Shirobako: Sim, um anime que fala sobre um estúdio que produz anime, nada mais original que a P.A. Works poderia investir! Embora o anime ainda continue neste começo de 2014, com certeza poderia entrar fácil na lista. Quem não está vendo, assista!
Akame Ga Kill: Seria outro clichê não ter colocado a série na lista? Bom, se fossemos contar a primeira metade do anime, ele me agradou bastante, depois da metade da série começou a me decepcionar. Não chega a ser a decepção do ano, mas ficou devendo muito. Espero que o Mangá não termine assim.
Noragami: um enredo muito bom, mistura muito bem o drama e a comédia só não entrou no top, porque precisa ser só cinco. A história gira em torno de Yato, um Deus da guerra, com um passado negro tentando arrumar um servo, e por um infeliz acidente também acaba envolvendo Hyori Iki, uma colegial, na sua vida. É um shounen, mas tem a uma das melhores cenas de romance desse ano.
Em comemoração aos 25 anos de uma das maiores séries da animação nipônica, Ghost In The Shell ganhará um novo anime!
De acordo com o site oficial, o anime está programado para Abril deste ano, ele será uma adaptação de Arise, que foi o último arco lançado da série em 4 filmes/OVA para cinema. Ainda não há mais detalhes sobre sua produção, mas que obviamente vem pela Production I.G. e talvez com Gen Urobuchi na direção.
Duas grandes serializações vão terminar este ano no Japão. A primeira delas e recentemente anunciada pela Panini, Ao Haru Ride – ou Aoharaido – vai fechar com 13 volumes, e seu último capítulo vai sair na próxima edição da Bessatsu Margaret, em Fevereiro. Com criação de Io Sakisaka, já teve uma animação com 12 episódios e um live-action exibido em dezembro nos cinemas japoneses.
Yoshioka Futaba tem algumas razões pelas quais ela quer “reiniciar” sua imagem e vida como estudante de colegial. Porque ela é fofa, ela foi isolada pelas amigas no Fundamental, e por causa de um mal-entendido, ela não conseguiu ter os sentimentos correspondidos pelo único garoto que ela sempre gostou, Tanaka-kun. Agora no Colegial, ela está determinada a ser o mais “relaxada” possível para que suas amigas não fiquem com ciúmes dela. Satisfeita ao viver sua vida dessa maneira, ela reencontra o Tanaka-kun, mas agora ele está sob o nome de Mabuchi Kou. Ele fala pra ela que sentia o mesmo por ela quando eles eram mais jovens, mas que agora as coisas podem nunca mais serem as mesmas. Futaba será capaz de continuar seu amor, que nem nunca começou há três anos atrás?
Quanto a Liar Game, criação de Shinobu Kaitani, terminará com 19 volumes e após um hiato de um ano na revista Young Jump, volta na edição deste mês.
A história gira em torno de Nao Kanzaki, uma estudante extremamente honesta que um dia recebe um pacote contendo 100 milhões de ienes e uma carta. Ele descobre então que faz parte do seleto grupo de 1 em cada 100.000 pessoas que foram escolhidas para participar de um jogo que pode resultar em extrema riqueza ou na desgraça total.
Será que teremos algo na E3 deste ano? Ainda não se tem um anúncio oficial, mas segundo Bill Farmer no Twiiter (voz do Pateta no jogo) o game pode chegar ainda em 2015. Ele ainda revelou que todas as falas já foram gravadas. Então pelo que parece, está num processo de pós-produção o jogo?
Interessante citar que após criar um grande burburinho, ele deletou diversas twitadas a respeito do assunto. Bom, começo de ano as coisas são bem lentas e quem sabe daqui um tempo temos uma nota oficial da Square-Enix.
E desde 2010 estamos esperando o desfecho de uma das maiores obras de Takehiko Inoue, junto com Slam Dunk. Vagabond está em hiato desde o começo do ano passado, onde o próprio autor disse que voltaria em meados de Junho, já que pararia por problemas de saúde. Bem, meio ano se passou do seu prazo estipulado e agora retorna nas páginas da Weekly Morning.
Vagabond começou a ser publicado no Japão em 1998 e já se encontra com 322 capítulos e 37 volumes. Aqui no Brasil foi serializado pela Conrad – e interrompido algumas vezes – e agora está com a Nova Sampa em uma edição luxuosa, onde se encontra no volume 18.
Sinopse:
Tendo como pano de fundo o conturbado Japão feudal do Século 16, a obra se baseia na vida do mais famoso samurai do Japão. Miyamoto Musashi não foi só um especialista no manuseio da espada. Ele também desenvolveu técnicas de luta mortíferas e escreveu o chamado tratado das artes marciais e das estratégias de guerra compilado no Livro dos Cinco Anéis. Dessa forma, Musashi delineou o caminho e a conduta a serem seguidos por aqueles que vivem da espada.
Takehiko Inoue conta toda a trajetória do lendário espadachim, revelando momentos cruciais de sua vida desde o momento que deixa a sua vila natal para se tornar o mítico samurai que jamais foi vencido em combate.
Já faz um tempo que estávamos querendo fazer uma matéria deste tipo. Provavelmente vai rolar mais algumas descrevendo sobre cada um dos tipos em separado. Mas né, vamos por partes. O objetivo desta postagem é de que muitas vezes nos deparamos com a demografia de certo tipo de mangá, e bem… o que seria isso? Creio que nem sempre todos sabem as diferenças entre cada um. Então vamos lá! 😀
Demografia NÃO é Gênero!
De forma simples e clara, dá pra separar muito bem os dois. Enquanto a demografia/tipo de mangá trata de um público específico, o gênero nada mais é que o tema abordado daquela obra. Este tipo de classificação é feita para delimitar a distribuição – e suas formas – de uma certa revista. Basicamente entre crianças, adolescentes e adultos.
E o gênero? É como de um filme ou livro. Funciona da mesma forma e teremos os mais comuns como Aventura, Terror e Esporte, aos mais específicos como Ecchi, Hentai e Yaoi. Diversos sites – até mesmo aqui 😛 – costuma colocar a demografia e o gênero numa mesma “categoria” ou aba. Errado ou não, é uma forma de organização, já que muitas vezes se você lê shounen, você já vai imaginar porradaria e uma história com espírito de aventura, e ao se ler shoujo, já vem logo de cara, mangá de menininha e de romance. Funciona? Nem sempre! Vamos a cada um deles então:
Shounen
Com certeza o mais popular, são obras que atingem o público masculino, entre os 10 e 18 anos. Talvez, este tipo de mangá são os que mais se assemelham aos HQ’s americanos – pelo menos aqueles mais populares – onde o gênero Ação é sempre bem explorado. Normalmente aqui se vê aqueles temas com um protagonista do sexo masculino sendo chamado para uma aventura.
Nesta aventura, em diversos momentos ele tem que provar sua força de vontade, pontos chave onde há demonstração de superação e sempre ao lado de seus melhores amigos – ou rivais. Outros detalhes do shounen é que a arte costuma ser mais simples, com foco em personagens, movimentações e quando possui cor, ele é extremamente colorido.
Revistas: Weekly Shounen Jump, Weekly Shounen Magazine, Weekly Shounen Sunday, Weekly Shounen Champion, Shounen Ace, Monthly Comic Dragon, Monthly Shounen Gangan, Boy’s Life e muito mais!
Exemplos: Fullmetal Alchemist: Brotherhood, Hunter x Hunter, Gintama, Hajime no Ippo, Dragon Ball, Great Teacher Onizuka, Kuroko no Basket, Shingeki no Kyojin, Naruto, One Piece, Bakuman, YuYu Hakusho;
Shoujo
O foco aqui são garotas de 10 a 18 anos. Já que normalmente nessa faixa etária os sentimentos estão a flor da pele – vale para os garotos – muito da temática aqui é quanto a relacionamentos e romances. O shoujo é basicamente o contraponto do shounen, mas não quer dizer que você não encontrará porradaria por aqui: É claro que sim, Sailor Moon está aí para isso, por exemplo. O que muda é a forma de como todo contexto é trabalhado.
A arte normalmente é toda carregada de detalhes, principalmente com roupas e adereços. Outra característica do shoujo é do desfecho de histórias. Quase sempre ele é imprevisível, ao contrário do shounen que você sabe que o protagonista vai chegar até o fim e vencer a tal batalha. Aqui não, por exemplo: Caso aborde um tema de triangulo amoroso, já fica difícil saber se X ficará com Y ou Z. Desta forma, é fácil separar o shoujo do shounen. Enquanto o shounen trabalha com Ação, o shoujo trabalha mais com o Sentimento.
Revistas: Ciao, Ribon, Cookie, Shoujo Friend, Princess, Monthly Asuka, Bessatsu Margaret, Bessatsu Hana To Yume, Bessatsu Friend, LaLa, Nakayoshi;
Exemplos: Nana, Natsume Yuujinchou Shi, Hotarubi no Mori, Rose of Versailles, Fruits Basket, Sakura Card Captor, Sailor Moon, Vampire Knight, Fushigi Yuugi;
Seinen
Este aqui é direcionado ao público masculino mais velho. Alguns locais categorizam como 20 ~40 de idade, outros 17 ~ 40, enfim, é o público masculino adulto. Apesar de tratar de temáticas mais sérias e densas, não quer dizer também que não há banalidades ou temas escolares, mas claro tudo de uma forma mais abrangente e podendo conter mais violência e cenas sexuais mais explícitas.
É curioso que esta demografia está ficando mais popular só agora por aqui, já que ao contrário dos shounen onde diversos animes são exportados, os seinen viram muitas vezes live-actions e doramas. Assim como os temas são mais sérios, os traços também tentam retratar isso de uma forma mais realista e com traços mais refinados.
Revistas: Weekly Young Magazine, Weekly Young Jump, Big Comic Original, Weekly Manga Goraku, Young Champion;
Exemplos: Akira, GUNNM: Hyper Future Visio, Berserk, Ghost In The Shell, Battle Royale, Wolf’s Rain, Mushishi, Monster, Hellsing, Tokyo Ghoul, Baccano, Black Lagoon;
Josei
A forma mais adulta do shoujo, atende uma faixa etária da garota entre os 15 e 16 até meados dos 40 anos. Enquanto que no shoujo as coisas eram mais a flor da pele, com romances idealizados e toda aquela fantasia – psicológica ou não – por trás, o josei trata das coisas como elas são, ou seja, de forma mais realista. Isto também não se aplica a tudo. Pode ter josei de ficção, magia e tudo mais!
Uma temática muito comum e corrente é a tal da Slice-of-Life, que sem uma tradução próxima do português, da pra pensar em algo como “cotidiano”. Talvez, estes tipos de obras estão mais próximas das novelas tupiniquins, por mais estranho que isso possa parecer. 😛
Revistas: You, Be-Love, Kiss, Chorus, For Mrs., Dessert, Feel Young;
Este aqui é mais voltado ao público infantil, entre os 6 e 15 anos de idade. Talvez o apelo para a animação seja maior que os citados acima, já que a questão “visual” para a criança possa ser mais atraente, a temática com animais/bichinhos fofinhos – ou algo próximo disso – são as mais usuais.
Muitas vezes, as revistas possuem a tradicional página(s) para colorir, joguinhos de labirinto entre outros. E quanto as histórias, os roteiros são sempre mais curtos, arcos pequenos e desenhos mais simples.
Revistas: Bessatsu CoroCoto Comic, Comic Bom Bom;
Exemplos: Doraemon, Pokemon, Super 11, Deltora Quest;
Espero que fique claro o que cada um representa no cenário nipônico e de como a demografia pode ter influência em certa temática e obra. Estaremos trabalhando com cada uma em separado futuramente, onde trataremos dos conceitos históricos envolvidos em cada uma delas.
Ae galera! Já começo logo mandando: Não conheço nada de Monogatari Series e resolvi começar por esse. É, não entendi bulhufas nenhuma! Achei complexo e altamente profundo. E isso é legal! 😀 Me fez querer conhecer toda a série!
Confesso que já assisti aos quatro episódios de Tsukimonogatari, que veio com esta Temporada de Inverno e como não estou com toda carga de conteúdo que uma série de Nisio Isin tem, vou deixar para fazer o review desta aí depois de assistir as anteriores. Mas claro, vou retratar minhas primeiras impressões, então vamos lá…
Início do Fim
Criação original de Nishio Ishin/Nisio Isin, o cara já coleciona 18 volumes lançados em dez anos com Monogatari Series e diversos outros títulos de grande sucesso, como o roteiro de Medaka Box e os livros de Death Note, xxxHolic e JoJo’s Bizarre Adventure Over Heaven.
Para quem espera uma animação com começo, meio e fim, já tire seu cavalinho da chuva. A série Monogatari é toda “bagunçada”, já que cada temporada é baseada em um(s) volume(s) da obra e nem sempre está na sequência. Esta mesmo é uma adaptação do volume 13 e Tsukimonogatari é o que chamam de ‘início do arco final’. Ou seja, já começa com o barco andando. Ela foi lançada no fim de Dezembro (31) e veio com quatro episódios!
Enredo
Já de cara com o primeiro episódio, nos damos de cara com diálogos reflexivos e intensos. Creio que muito do material ali é retirado da própria light-novel (se alguém puder me confirmar, bacana :D). Bem, o enredo de Tsukimonogatari vem logo após os acontecimentos de Monogatari Series Season Two, onde o protagonista Koyomi Araragi está num processo de transformação num vampiro! O problema é que ele não para de utilizar estes poderes, o que acarreta em muitos problemas.
E é aí que aparece a lindeza Yotsugi Ononoki, onde a sua história é baseada. Ela é uma Tsukumogami, um ser sobrenatural vindouro de um objeto que completou 100 anos de “vida”, tornando-se consciente. Ela foi designada para ser um familiar (shikikami) – um ser que protege um tutor – e apesar de ter uma aparência dócil de uma boneca, ela esconde um maligno espírito como seu verdadeiro ser. E como ela entra na trama? Como o Koyomi está com problemas em ser vampiro – em não saber utilizar seus poderes – ele vai em busca de Ononoki para obter respostas!
Quanto ao drama, vai um comentário: É comum o fetiche de ter relações sexuais entre irmãos? Vide a longa cena do banho no primeiro episódio.
Mas ok, pelo que se sabe, o fanservice e as cenas mais quentes estão bem presentes em Monogatari Series para dar uma aliviada na grande quantidade de diálogos e reflexões. Seria em definitivo um momento do cérebro do espectador relaxar e se divertir com a série. Com Tsukimonogatari não é diferente. A história se desenvolve na divisão entre cenas mais profundas e outras com um teor mais humorístico.
Visual e Metalinguagem
Agora falando em algo que mais chama atenção em Tsukimonogatari, o visual! Além do character design super bacana da dollYotsugi Ononoki, os cenários possuem uma estética toda surrealista e com cores extremamente vibrantes. Em diversos momentos e tomadas você se pergunta: “Nossa, mas este banheiro é GIGANTE”. Tudo parece pertencer ao universo de Ononoki. Tudo parece ter similaridade com um universo “boneca”, casinha de boneca. Novamente volto e comento: Não conheço as outras animações Monogatari, mas a estética deste aqui é única!
Ainda na parte artística e conceitual é quanto aos frames de “capítulo”. Em diversos momentos do episódio – num processo meio Jequiti do SBT – um frame aparece com o nome do capítulo, referente à cena da animação. Não sei se isso é bom ou não, mas para quem leu as novels, pode situar melhor ao assistir. O #BELLANvai ficar devendo sobre o diálogo, pois ele precisa saber mais sobre as personagens e série, e o que tá rolando de fato! 😛
Folclore, Fetiche e Surrealismo
Isto é Tsukimonogatari, isto é Monogatari Series. Já sentia uma atração em assistir – até mais em ler, se possível – e agora estou com ainda mais vontade, mesmo sem compreender muito do que vi. Se você gosta de temas sobrenaturais, obras carregadas de misticismos e com uma carga reflexiva bem grande, você vai se identificar com a série. Esperamos em breve trazer mais material para vocês 😉