Cinco prêmios Eisner Awards, quatro Harvey Awards, um Jabuti e mais de dez Troféus HQ Mix.
Obras como Daytripper e Dois Irmãos levaram os irmãos gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá ao reconhecimento internacional, tornando-os uma força criativa a ser observada. Mas uma bem-sucedida carreira nos quadrinhos não chega da noite para o dia.
O início foi o mesmo de muitos outros quadrinistas, criando histórias curtas, testando estilos, experimentando a narrativa e lançando esses trabalhos de forma independente, como simples fanzines fotocopiados e grampeados.
Foi assim que, em 1997, surgiu 10 Pãezinhos.
A qualidade do trabalho logo atraiu a atenção de editoras. Apenas três anos depois, em 2000, saiu 10 Pãezinhos: O Girassol e a Lua, pela Via Lettera, compilando a primeira grande história produzida por eles.
A este livro, mais quatro da série 10 Pãezinhos se seguiram: Meu Coração, não sei por que… (2001, Via Lettera), Crítica (2004, Devir), Mesa para dois (2006, Devir) e Fanzine (2007, Devir). Todos se encontram esgotados e fora de catálogo.
Mas, agora, chegou a hora de retornarem, e os leitores poderão redescobrir os trabalhos que pavimentaram a trajetória da dupla até o sucesso dos dias de hoje. Comemorando os 20 anos de 10 Pãezinhos, todos os cinco volumes serão disponibilizados no serviço de streaming de quadrinhos Social Comics (www.socialcomics.com.br).
O primeiro deles é justamente O Girassol e a Lua, sendo este o grande lançamento da plataforma durante a CCXP Tour Nordeste.
“As nossas primeiras histórias carregam aquela paixão pelos quadrinhos de quem está começando. O Girassol e a Lua foi nossa declaração de amor aos quadrinhos e autores que nos influenciaram”, revela Gabriel Bá.
“Sempre acreditamos na capacidade das histórias de viver para sempre, e essa parceria com o Social Comics nos possibilita mantê-las disponíveis para que toda uma nova geração de leitores, presentes e futuros, por todo o Brasil e até ao redor do mundo, possam descobrir as nossas histórias”, comemora Fábio Moon.
Os outros quatro volumes serão lançados ao longo do ano, em datas a serem anunciadas.
“Resgatar essas histórias do início da carreira de Fábio Moon e Gabriel Bá é uma grande honra para o Social Comics. Os fãs mais antigos poderão reler o material, e teremos a oportunidade de apresentá-lo pela primeira vez para muitas pessoas. Todos poderão conferir como começou a trajetória dos dois irmãos”, afirmou Marcelo Bouhid, diretor de marketing do Social Comics.
Sobre O Girassol e a Lua
Fábio Moon e Gabriel Bá são irmãos gêmeos e nasceram em 1976, em São Paulo. Publicaram suas primeiras histórias em fanzine. O primeiro foi no ensino médio, se chamava Vez em Quando e teve duas edições. Já na faculdade de artes plásticas, os dois se juntaram a três colegas e fizeram outro, chamado Ícones, que teve três edições. Foi só em 1997 que eles criaram o aquele que mudaria de vez a sua carreira, o 10 Pãezinhos.
Durante quatro meses publicando semanalmente, os dois lançaram quinze edições, cheias de histórias curtas de uma ou duas páginas, e então decidiram partir para algo maior e mais ousado. O Girassol e a Lua foi sua primeira história longa.
Na trama, ao encontrar um diário e enveredar por sua história, uma garota vai descobrir como é difícil a trajetória em busca do amor, pois esse caminho traz muitos mistérios, fantasia, perdas, reencontros e até um misterioso assassino.
Contada originalmente no fanzine como uma minissérie em sete edições quinzenais, com 200 cópias cada, todas fotocopiadas, dobradas e grampeadas individualmente pelos autores. O último capítulo foi uma edição especial, impressa em gráfica em quatro cores. Os autores venderam o conjunto completo da minissérie pelos dois anos seguintes, até receberem uma proposta da editora Via Lettera para publicar a história.
Um dos momentos mais aguardados da CCXP Tour Nordeste, primeira edição fora de São Paulo da maior comic con do mundo, aconteceu neste sábado (15): atores de Sense8, 3%, Punho de Ferro e 13 Reasons Why, do Netflix, estiveram no Auditório Twitch para contar as novidades e bastidores de gravações. O terceiro dia do evento também contou com painéis sobre o cinema nacional, com Turma da Mônica e lançamentos da Warner Bros. A programação vai até domingo (16), no Centro de Convenções de Pernambuco.
O primeiro a subir ao palco foi Luciano Cunha, designer gráfico e criador do quadrinho O Doutrinador, “um vigilante que mata políticos”, que vai ser adaptado para o cinema em live action. Downtown Filmes, Paris Filmes e Turner International estão envolvidas no projeto, previsto para chegar às telonas em 2018.
O Doutrinador surgiu em 2010 como uma forma de Cunha extravasar no papel a revolta que sentia contra políticos brasileiros. “Quando eu criei, eles [os políticos] não tinham medo de nada, agora pelo menos tem a [investigação] Lava Jato. Eles vivem em outro universo, não têm medo de assalto, não pegam ônibus. Então, queria que tivessem algo a temer pelo menos na ficção”, explicou.
Na época, o quadrinho foi recusado por editoras que recearam processos judiciais. Em março de 2013, Cunha reformulou o personagem, colocando uma máscara, e postou o material no Facebook. “Por coincidência, em junho começaram aquelas manifestações nas ruas. Fui dormir com 500 curtidas e acordei com cinco mil. Hoje, são mais de 52 mil curtidas, 12 milhões de views e ganhou o mundo. Ficou conhecido lá fora como o cavaleiro das trevas versão tupiniquim”, comentou. Além do longa-metragem, o herói também vai virar série em live action e uma animação, ambas com oito episódios, pelo canal Space.
Depois, foi a vez de o público conhecer mais detalhes sobre o novo longa Cine Holliúdy 2: A Chibata Sideral, uma coprodução da ATC e da Glaz, que estreia nos cinemas no segundo semestre de 2017. O diretor Halder Gomes e os atores Edmilson Filho e Falcão conversaram com Marcelo Forlani, editor do Omelete, sobre o filme que tem temperos de ficção científica e elementos sci-fi clássicos.
A sequência de Cine Holliúdy (2013) ganhou o subtítulo de A Chibata Sideral e fala de mais uma tentativa do exibidor Francisgleydisson, vivido por Edsmilson Filho, continuar vivendo de cinema, sustentando mulher e filho com a projeção de filmes de artes marciais, nos anos de 1980. “É uma comédia que mistura os ‘cabras’ mais feios do planeta na disputa da chibata sideral”, resumiu o diretor.
Nomes como Chico Diaz, Samantha Schmütz, Milhem Cortaz e Gorete Milagres fazem participações na continuação. O cantor e ator Falcão permanece no elenco e falou sobre o seu personagem. “Ele agora é um cego e cinéfilo, especializado em sci-fi que virou assistente do diretor, trabalha com a questão do enquadramento”, brincou. Ele ainda pegou o violão para cantar a música Ô povo feio para a alegria da plateia.
O público pode ainda conferir uma sequência inédita de still das filmagens, que vêm sendo feitas na mesma cidade de Pacatuba, no Ceará. Inclusive, Cine Holliudy foi um fenômeno regional de bilheteria, com mais de meio milhão de pagantes, graças ao engajamento dos cinéfilos de Fortaleza e seus arredores. Coincidência ou não, quando lançado, apenas cinco dos 184 municípios cearenses tinham cinema. Agora, o número dobrou. “Muita gente parou para pensar: ‘por que na minha cidade não tem’ e criou-se uma pressão para o aparecimento de novas salas. Isso mostra o poder transformador do filme no estado”, comentou o diretor.
Astros das séries 3%, Sense8, 13 Reasons Why e Punho de Ferro detonam no painel de Netflix
O segundo painel do terceiro dia da CCXP Tour Nordeste começou com os atores Vaneza Oliveira e Rodolfo Valente da brasileira 3%, que foram recebidos de forma calorosa pela plateia. Criada por Pedro Aguilera para a Netflix, esta é a série de língua não inglesa mais assistida nos Estados Unidos, segundo dados recentes divulgados pela própria provedora. Um orgulho para o elenco, produção e direção nacionais.
“Eu estou tremendo aqui, é a nossa segunda comic con, mas a tensão é a mesma”, disse Vaneza emocionada com o carinho. Os artistas falaram dos seus personagens, Joana e Rafael, com Aline Diniz, do Omelete, sobre curiosidades das gravações, amizade do elenco e de como está repercutindo internacionalmente. “Eu fico muito feliz que nosso trabalho está chegando a tanta gente, que nossa cultura está sendo mostrada, nossa língua, que é tão pouco conhecida mundo afora”, afirmou Rodolfo Valente.
Logo em seguida, foi a vez de falar sobre Sense8, com o ator Miguel Angel Silvestre, intérprete do personagem Lito Rodriguez. Antes de o artista subir ao palco, foram exibidos os três primeiros minutos da nova temporada da série. Miguel, sempre muito simpático, entrou cantando um trecho da música What’s up, de 4 Non Blondes, trilha sonora do seriado, sendo acompanhado pelo público. “Prazer em estar aqui com vocês, eu vejo o Brasil como minha casa”, falou.
Miguel gravou cena recente para Sense8 na Parada Gay de São Paulo, quando Lito, que escondia a sua sexualidade, revela ser homossexual em cima de um trio elétrico, convida o namorado Hernando ao palco e assume seu relacionamento. O ator, que ainda não havia visto a cena, a assistiu na íntegra junto com a plateia do Auditório Twitch. “Eu tinha uma estratégia antes de gravar a cena, mas, diante de tanta gente, a perdi completamente. A experiência foi incrível. Eu tenho muito orgulho dessa cena, eu espero que encoraje muita gente”, comentou.
O ator espanhol citou o escritor conterrâneo Frederico García Lorca como referência na construção do personagem. Lorca foi assassinado durante a Guerra Civil Espanhola e acreditam que sua orientação sexual foi a razão. “Quando o amor vem de dentro, nós não podemos mudar. A natureza de alguém não pode ser mudada, eu não julgo a chuva, o ar, nem a natureza de ninguém. Tenho admiração pelas pessoas que respeitam sua própria essência”, finalizou. Sense8 é criação das irmãs Lilly e Lana Wachowski (Matrix), e o seriado conta a história de oito pessoas ao redor do mundo que compartilham uma profunda conexão entre si. A segunda temporada chega em 5 de maio.
Na sequência, subiram ao palco os atores Brandon Flynn, Alisha Boe e Christian Navarro que interpretam Justin, Jessica e Tony, respectivamente, em 13 Reasons Why, o mais recente sucesso original Netflix. A série acompanha Clay Jensen (Dylan Minnette), adolescente que recebe uma caixa com 13 fitas de áudio gravadas por Hannah Baker (Katherine Langford), antiga paixão de escola que cometeu suicídio duas semanas antes, após ser vítima recorrente de bullying e abusos.
O trio foi recebido por Aline Diniz, do Omelete, sob muitos aplausos, e comentou que não esperava uma receptividade tão positiva dos brasileiros, já demonstrada quando desembarcaram no aeroporto do Recife. O programa é baseado no livro homônimo de Jay Asher e atualmente é exibido em 190 países. “Estamos muito felizes com o alcance porque trata de um assunto universal [o bullying], que deve ser espalhado. O ensino médio pode ser um período muito solitário e a série nos conscientiza sobre a forma que estamos tratando os outros”, disse Alisha. “Você acaba repensando o que fez no passado e fica mais aberto para ouvir os outros”, complementou Christian.
Brandon dividiu com a plateia que sofreu bullying no colégio por ser gordo e não gostar de atividades esportivas. Por isso, ficou feliz ao saber que o número de ligações para linhas de prevenção de suicídio aumentou significativamente. “São pessoas que não se sentem seguros e estão pedindo ajuda por causa da nossa série. Todos nós devemos nos sentir amados, cada um aqui importa”, disse.
O roteirista e criador do programa é Brian Yorkey. A produção executiva é de Tom McCarthy (Spotlight), Kristel Laiblin (Filhos da Esperança) e Selena Gomez. As gravações duraram seis meses e o elenco vivia junto em um apartamento, o que gerou laços mais fortes de amizade e histórias engraçadas expostas ao público. Eles ainda contaram como entraram no projeto, quais características têm em comum com seus personagens e que receberam ajuda de psicólogos e terapeutas durante as filmagens.
O painel do Netflix encerrou em bate-papo com Finn Jones e Tom Pelphrey, Daniel Rand e Ward Meachum em Punho de Ferro. Os 13 episódios da primeira temporada chegaram ao serviço em 17 de março. Nas histórias em quadrinhos da Marvel, Daniel é um órfão iniciado por monges místicos do Himalaia nas técnicas de luta corporal. Dentro do uniforme, Danny canaliza toda a sua energia espiritual no punho – daí o seu nome de guerra. Os atores disseram que valeu a pena conhecer a inspiração do programa, mas preferiram explorar o roteiro e criar o próprio caminho para os seus personagens. Três clipes do show foram exibidos no telão e eles comentaram os bastidores de gravação.
Punho de Ferro foi anunciada junto de suas companheiras Demolidor, Jessica Jones e Luke Cage, que mostram as origens da equipe que se formará a seguir, em Defensores, cuja filmagem acabou há três semanas. “Ele [Daniel Rand] termina a primeira temporada se sentindo culpado e agora quer se firmar, tomar a responsabilidade de forma mais séria. Ele é um menino que virou homem, identificou a escuridão, mas está perseguindo a luz, tentando se descobrir”, disse Finn. Já Tom agradeceu a chance de estar na CCXP: “É muito bom poder estar numa sala com pessoas que são a razão do que a gente faz todo dia”.
Cenas inéditas de Mulher-Maravilha e outras produções da Warner levantaram o Auditório Twitch
Para o início do painel da Warner, Érico Borgo, do Omelete, convidou Danilo Gentili para conversar sobre o filme Como se tornar o pior aluno da escola, baseado em livro homônimo de autoria do próprio Gentili, publicado em 2009. “O manual é a reunião de algumas anotações minhas da época da escola. O Fabrício Bittar teve a ideia de transformar em filme e eu disse que eu só deixava se pudesse participar”, comentou.
O longa que gira em torno de dois garotos, Bernardo e Pedro, que tiram boas notas e tentam sempre cumprir as regras politicamente corretas do diretor Ademar (Carlos Villagrán). Até que um deles acha um diário com dicas para transformar a escola em um caos, sem ser notado. Algumas cenas foram exibidas para o público. Carlos Villagrán, o vilão do filme, também participou do painel e fez muitos elogios a Gentili.
Uma das maiores apostas da Warner para 2017 é Rei Arthur – A lenda da Espada, que estreia em maio. Dirigido por Guy Ritchie (Sherlock Holmes) e estrelado por Charlie Hunnam, o longa teve exibição de cenas e trailer, além de mensagem do diretor e do ator principal. “Eu sinto muito por não poder estar com vocês em Recife, mas espero que vocês se divirtam. Em maio, estarei no Brasil para a pré-estreia”, disse Hunnam em vídeo.
Na sequência, a plateia acompanhou o trailer do novo filme da franquia Lego, Lego Ninjago – O Filme, que conta com Jackie Chan no elenco. Além do nacional Divórcio, com os atores Camila Morgado e Murilo Benício. Após as duas comédias, foi a vez do terror no auditório Twitch. Annabelle 2 – A criação do mal conta a história de um fabricante de bonecas e sua esposa que, 20 anos depois da trágica morte de sua filha, recebem em sua casa uma freira e várias meninas de um orfanato. Atormentado pelas lembranças traumáticas, o casal ainda precisa lidar com um amedrontador demônio do passado: Annabelle, criação do artesão. Inclusive, a boneca que foi usada nas gravações do filme está exposta no estande da Warner na CCXP Tour Nordeste.
Outra aposta do gênero para este ano é It – A Coisa, remake do filme dos anos 1990, baseado no livro homônimo de Stephen King. O longa It começa com o assassinato de uma criança, George Denbrough, no bueiro local, em uma pequena cidade. No verão de 1989 (31 anos mais tarde do que a configuração original), o irmão mais velho de Georgie e seu grupo de amigos começam uma busca pelo assassino, eventualmente, descobrindo que o assassinato foi cometido por uma entidade do mal; Pennywise, um palhaço assassino que está caçando e devorando crianças. O trailer foi muito aplaudido.
Para finalizar o painel, mas não menos importante, Mulher-Maravilha levou o público ao êxtase. A exibição começou com recado da diretora do filme, Patty Jenkins, e dos atores Gal Gadot, que estrela o longa, e Chris Pine, seu par romântico. Duas cenas foram mostradas ao público, já deixando o gostinho de que o filme promete muita ação e protagonismo feminino. A produção conta a história da maior super-heroína de todos os tempos. Diana Prince foi treinada desde cedo para ser uma guerreira imbatível, mas nunca saiu da ilha em que é reconhecida como princesa das Amazonas. Quando o piloto Steve Trevor (Chris Pine) se acidenta e cai numa praia do local, ela descobre sobre a guerra que está acontecendo no mundo e se habilita para acabar com todas as lutas, descobrindo sua verdadeira missão na Terra.
Cenas inéditas de novo terror brasileiro, O Rastro, arrepiam o público
O terror de Hollywood encontrou o cinema nacional em O Rastro, uma coprodução da MGM, Imagem Filmes e Lupa Filmes, que foi debatido em painel no Auditório Twitch da CCXP Tour Nordeste. O público viu uma cena exclusiva e conheceu detalhes do longa-metragem, que vai estrear em 18 de maio, com os atores Alice Wegmann e Rafael Cardoso, J.C. Feyer (diretor), Malu Miranda (produtora) e André Pereira (roteirista).
A história conta a saga do funcionário público de saúde, vivido por Rafael, designado para fechar um hospital com 43 pacientes. O problema começa quando um deles some. A personagem interpretada por Alice é o braço direito nessa busca pelo desaparecido. O diretor contou que o projeto nasceu há oito anos. “A gente resolveu se encontrar para fazer um filme de terror, do tipo O Iluminado, com algo mais brasileiro. Fomos atrás do que temos de pior no Brasil, que no caso é a saúde pública, e fizemos um filme bem pensado em cima desse tema. É um drama-político-denúncia-terror”, disse.
As gravações ocorreram em 33 dias, na Beneficência Portuguesa, um hospital carioca que estava sendo desativado, igual ao da ficção. “A gente começou a viver o filme ainda na produção porque ele estava fechando na vida real, na nossa cara, tinha uma vibração nesse local, realmente assustador”, comentou a produtora. O prédio acabou virando um personagem importante na trama. “Acabamos recriando o roteiro pensando nos andares, são cinco, as coisas vão ficando mais sinistras conforme vai subindo”, falou o roteirista.
No bate-papo, Rafael Cardoso acabou revelando que levou sustos de verdade. “Em uma cena específica, a porta de repente abriu sozinha, bem devagar, e eu segui a cena. Eu acho que muita coisa aconteceu ali naquele hospital, por ser de vida e morte, então aquela energia estava ali”, disse.
MSP e time de quadrinistas falam da reinvenção da Turma da Mônica nas graphic novels
Vitor Cafaggi (Laços), Gustavo Duarte (Chico Bento – Pavor Espaciar), Shiko (Piteco – Ingá), Cristina Eiko e Paulo Curumin (Penadinho – Vida), Bianca Pinheiro (Mônica – Força) e Orlandeli (Chico Bento – Arvorada) foram convidados por Sidney Gusman, da Mauricio de Sousa Produções, para contar um pouco sobre o trabalho de reinventar os clássicos personagens da Turma da Mônica, Penadinho, Piteco, entre outros.
“Para minha história, trabalhei com elementos do dia a dia, como abdução e a paz mundial”, brincou Gustavo. Já o paraibano Shiko trouxe um quê nordestino à história de Piteco com a Pedra do Ingá, monumento arqueológico que fica próximo a João Pessoa, capital da Paraíba. Orlandeli, que também trabalhou com Chico Bento, trouxe emoção para a história e o universo da roça. “Também cresci num sítio e já conhecia muito bem o personagem, então foi muito legal criar em cima disso”, afirmou.
Eiko, Curumin e Sidney lembraram que a obra deles será a segunda graphic MSP a ser publicada na França, por uma grande editora do país, a Glénat. Bianca Pinheiro comentou a dificuldade que teve em criar uma história na qual os pais da Mônica estão se separando, mas, apesar disso, a graphic novel foi o quadrinho brasileiro mais vendido de 2016 e ainda apareceu na lista dos livros mais vendidos, em oitava colocação, um sucesso.
Os artistas ainda responderam perguntas do público e Sidney comentou o que acredita ser o grande segredo da Turma da Mônica: “Os gibis do Mauricio sempre falam a linguagem do ano em que são publicados. Nos anos 1970, a Mônica e a Magali eram fãs do Francisco Cuoco, nos anos 2000, a DonaMorte entrou no BBB. Então, para mim, os melhores quadrinhos são os da minha época, mas, para os meus filhos são os de agora”, finalizou.
O segundo dia da CCXP Tour Nordeste, primeira edição fora de São Paulo da maior comic con do mundo, foi marcado pela exibição inédita do trailer do novo filme da saga Star Wars, bate-papo com ator de Supernatural, painéis com quadrinistas da DC e Marvel Comics. O momento nostalgia foi a presença do ator Carlos Villagrán, o eterno Quico de Chaves, que emocionou o público nessa sexta-feira (14), no Centro de Convenções de Pernambuco.
O Auditório Twitch, que conta com mais de 2400 lugares, ficou lotado para a transmissão ao vivo do painel de Star Wars – Os Últimos Jedi, direto da Star Wars Celebration, em Orlando, nos Estados Unidos. O evento comemora os 40 anos da criação do cineasta George Lucas. “Apenas dois locais no mundo estão recebendo este sinal: Recife e China. Isso só foi possível graça ao esforço da equipe da Disney que sempre nos apoia. Acreditem: a força está neste lugar”, disse Érico Borgo, editor do Omelete que mediou o painel. Os fãs vibraram com as novidades o pôster e o trailer inéditos.
Depois dos primeiros passos em Star Wars: O Despertar da Força, Rey, vivida por Daisy Ridley, continua sua jornada épica com Finn, Poe e Luke Skywalker. A turma do Omelete comentou que, no sétimo filme, Luke está meio sumido e Rey o encontrou. A grande dúvida que o trailer deixou é o que acontecerá com Luke neste novo episódio, pois ele parece estar fora de si ao falar que os Jedi têm que acabar. Será que ele passou para o lado sombrio da força? Será que descobriu alguma coisa que o levou a pensar desse jeito? Ou será que está gaga? A estreia do longa está prevista para dezembro deste ano.
O The Star Wars Show Celebration recebeu a presidente da Lucasfilm, Kathleen Kennedy, o diretor e roteirista do filme, Rian Johnson, e os atores Daisy Ridley, Mark Hamil, John Boyega e Kelly Marie Tran, além do robô que faz o personagem BB-8. “Estamos na fase de pós-produção, editando o material. Está ficando tudo pronto. Foi uma experiência deliciosa do começo ao fim”, contou Johnson.
Neste oitavo episódio, uma nova personagem feminina entra em cena: Rose, interpretada por Kelly Marie Tran. “Ela é parte da resistência e trabalha com manutenção”, adiantou a atriz. Ela revelou ao público ter escondido da própria família a participação na trama: “Eu disse que estava gravando um filme indie no Canadá”.
Boyega também deu detalhes sobre o seu personagem, Finn: “Desta vez ele soube se impor. Ele sofreu uma lesão da vez passada, mas agora não vai brincar. Será um teste para saber quem encontra o seu lugar: se faz parte da resistência, ou se vai fugir”, informou. O grupo ainda exaltou a beleza das cenas gravadas na Irlanda e lembraram de Carrie Fisher, a eterna princesa Leia. A atriz faleceu em dezembro de 2016 e já havia concluído todas as suas cenas no filme.
Os visitantes da CCXP Tour Nordeste também podem aproveitar o estande de Star Wars decorado com elementos do filme, com diversos produtos licenciados dos seus personagens principais.
Time forte de quadrinistas da DC Comics debatem sobre adaptação de HQs para cinema e séries
O segundo painel do dia contou com a participação dos quadrinistas brasileiros exclusivos da DC Comics, Ivan Reis e Eddy Barrows, os premiados Paul Pope, Jock e Glenn Fabry, além do editor da Panini, Levi Trindade, que falaram um pouco de seus trabalhos e adaptações dos quadrinhos para as telonas.
Mediada por Marcelo Hessel, editor do Omelete, a conversa começou com o Aquaman, a partir da releitura feita por Ivan Reis, um super-herói que explodiu no último ano. “Nem a editora se importava muito com o personagem, então houve muita liberdade para criar. Eu queria era que ele fosse aquele herói bem clássico, certinho”, afirmou.
Sobre as adaptações das HQs para as telas, Barrows foi enfático: “Claro que as mídias se influenciam, mas o cinema bebe muito mais da gente do que o contrário. Para uma boa adaptação, é preciso que o diretor conheça a essência do personagem, para que então seja feita com fidelidade e respeito à obra”, disse.
Fabry, desenhista das capas do aclamado Preacher, defendeu a recente série da TV americana, estrelada por Dominic Cooper, baseada na obra de Garth Ennis e Steve Dillon. Já Jock, responsável por Arqueiro Verde Ano 1, confessou nunca ter visto a série televisiva do herói. Pope comentou o seu Batman Ano 100 e a vontade que tem de vê-lo nas telas: “O desafio na hora de fazer o Batman é conseguir algo que ainda não foi feito”, finalizou.
Ator de Supernatural conversa com os fãs e fala da possibilidade de Trickster voltar à história
O ator norte-americano Richard Speight Jr., o Arcanjo Gabriel ou Trickster em Supernatural, série aclamada no Brasil e no mundo e exibida aqui pela Warner e SBT, foi sabatinado por fãs. Ele contou que começou a atuar aos quatro anos de idade, em filmes de baixo orçamento, tendo que ralar bastante para chegar ao show business por ter nascido longe dos holofotes de Los Angeles. Ele entrou no universo de Supernatural vivendo o Arcanjo Gabriel, e agora é um dos diretores da série e também um dos maiores entusiastas da franquia, participando de diversas convenções pelo mundo.
As primeiras questões foram postas pela moderadora Aline Diniz, editora do Omelete, que intercalou o bate-papo com a exibição de cenas da série. Entre os assuntos, ele destacou como “rara” a chance de poder interpretar um personagem com características obscuras e leves ao mesmo tempo. Também chamou a atenção para a exaustiva rotina de gravações. Segundo o ator, são oito dias seguidos, 12 horas diárias, rodando entre 45 e 50 páginas de roteiro. “É muito ambicioso o que esse show faz”. O ator ainda apontou que “uma porta foi deixada aberta” para a volta do Trickster à trama.
Os fãs quiseram saber qual episódio ele mais curtiu dirigir, com quem mais gostou de contracenar, quais cena, temporada e personagem favorito. Descontraído, ele falou sobre o lado positivo de ser ator e o que costuma fazer antes de entrar no set de filmagem. “Eu faço xixi, é o grande ritual”, brincou. Também fez piada sobre o fato de odiar doces, ao contrário do Arcanjo Gabriel. Ao ser perguntado sobre qual outro papel gostaria de interpretar dentro da série, indicou Lúcifer, o vilão da história vivido por Mark Pellegrino. “Assim eu poderia matar ele ao menos uma vez”.
Richard já participou de outras séries televisivas, como Band of Brothers, Jericho e The Agency. No cinema, atuou em Velocidade Máxima 2 (Speed 2: Cruise Control), Independence Day e Pânico em Alto Mar. Lembrando que além deste painel especial, ele participa de fotos e autógrafos com os fãs até domingo (16).
Marvel Comics reúne grandes quadrinistas brasileiros e internacionais para debater obras e adaptações
O painel da Marvel Comics trouxe os quadrinistas brasileiros Mike Deodato, Gustavo Duarte, e os americanos Bill Sienkiewicz e Tom Raney. Logo no início, Sienkiewicz fez questão de falar da doçura e receptividade do público local, e fez vários vídeos e fotos durante a conversa. Primeiro, falou sobre sua relação com Elektra, de Frank Miller, a quem deu vida nos quadrinhos recentemente.
“Eu nunca vi o filme com Jennifer Garner, mas acho que essa personagem não tem que ter um tom adolescente, ela é muito mais que isso. Acho que a série O Demolidor faz um trabalho melhor, mas acredito que ela é não é um personagem secundário. Gostaria de vê-la em sua própria arena”, confessou. O artista ainda disse adorar a recente série Legion, baseada em HQ criada por ele, junto com Chris Claremont.
Gustavo Duarte, responsável pela criação de histórias, como Có, Táxi e da graphic novelChico Bento – Pavor Espacial, levantou o público quando disse que tinha Chico Science como ídolo, e saudou a plateia com Chila, Relê, Domilindró, palavras imortalizadas na canção do cantor e compositor pernambucano, O Cidadão do Mundo.
Tom Raney, que fez trabalhos importantes para a série X-Men, falou um pouco de como o filme dos mutantes abriu portas para outros longas adaptados de quadrinhos, que são, hoje, os maiores sucessos de bilheteria do cinema.
O paraibano Mike Deodato, que já colocou rostos de brasileiros em quadrinhos, como quando desenhou Juliana Paes como par romântico do Homem de Ferro, avaliou alguns filmes de super-herói: “Acho os primeiros filmes do X-Men ‘duros’, não retratam tanto quanto os quadrinhos. Posso passar horas falando deles”, brincou.
Carlos Villagrán emociona e diverte a plateia com o eterno Quico
O painel com Carlos Villagrán Eslava, ator humorístico conhecido por seu papel icônico de Quico em Chaves, fechou a programação do Auditório Twitch no segundo dia da CCXP Tour Nordeste, nesta sexta-feira (14). Ele foi ovacionado pelo público: “Sinto prazer em estar aqui com vocês. É como é estar no céu”, disse.
O artista incorporou o personagem e durante a conversa com Patricia Gomes, do Omelete, encenou e falou os jargões popularizados na série mexicana, que é exibida regularmente no Brasil desde 1984, como cale-se, cale-se, que você me deixa louco, a sua favorita. Villagrán contou que foi difícil a primeira visita ao Brasil por não entender o idioma, mas se esforçou para falar português em todo o painel.
Sobre a rotina de filmagem, comentou que os atores chegavam às 8h para maquiar e ensaiar, depois, com três câmeras, gravavam todo o programa. Entrando no universo geek da convenção, afirmou que gosta da série The Walking Dead e ainda imitou um zumbi com trejeitos de Quico.
Painel especial reúne quadrinistas nordestinos e debate cultura local
O painel sobre “quadrinhos com sabor nordestino” abriu a programação do Audiório Ultra da CCXP Tour Nordeste. Os quadrinistas Shiko, Thony Silas e Eddy Barrows saíram das mesas do Artits’ Alley para conversar com Érico Borgo e os fãs da CCXP.
A discussão que ganhou força durante o painel foi a cobrança sutil que quadrinistas nordestinos sofrem para incorporar elementos locais as suas obras. “É natural que ocorra, já que temos uma bagagem histórica muito grande. Mas não precisamos fazer esforço, basta ser, sua história estará ali inserida de qualquer forma”, disse Thony Silas, pernambucano que desenha para a Marvel. “Somos nordestinos, mas somos brasileiros também, consumimos material externo, então há necessidade de globalização. Você tem liberdade, só depende da sua criatividade”, completou Eddy Barrows.
O paraibano Shiko contou que é preciso evitar o caminho do Nordeste exótico e aprendeu com artistas pernambucanos como misturar referências regionais e estrangeiras. “O autor que eu sou hoje deve muito ao Recife, pois a primeira vez que eu percebi que eu não precisava negar o Sertão para ser universal, foi lendo Watson Portela, que mistura traço europeu, ficção científica e cyberpunk com elementos nordestinos. [A banda] Nação Zumbi também mostrou que se pode trabalhar com essa mistura”, disse.
O painel ainda abordou o uso de ferramentas da internet pelos quadrinistas, como redes sociais e crowdfunding, plataforma de financiamento coletivo. Os três quadrinistas estão com mesas no Artists’ Alley, espaço onde artistas independentes e consagrados apresentam seus trabalhos e interagem com o público. A área tem maior presença de autores locais. Dos 185 participantes, 35 são de Pernambuco e, ao todo, o Nordeste conta com 94 (mais de 50% do total).
O homem, a voz: painel especial com o dublador de Bob Esponja e Goku
O segundo auditório da CCXP, conhecido como Ultra, também ficou lotado e cheio de atrações especiais. Entre os painéis do dia, Érico Borgo recebeu o diretor de dublagem Wendel Bezerra com elogios: “Um dos profissionais mais incríveis que a gente trabalha lá no Omelete”, afirmou. Em clima descontraído, o bate-papo começou com comentários sobre o cenário atual da dublagem. “A tecnologia ajudou muito a área, com os equipamentos, gravação individual que aumenta a qualidade, mas, ao mesmo tempo, há uma pulverização muito grande. Há estúdios em vários lugares, sem estudo, sem formação”, analisou.
Wendel começou como ator ainda criança, chegou a se formar em Direito, mas optou por trabalhar com a sua paixão: a dublagem. Em vários anos de experiência, já fez personagens famosos, como Goku (Dragon Ball Z), Bob Esponja, Jackie Chan, além de ter dublado atores como Edward Norton, Ryan Phillippe e Leonardo DiCaprio. “Uma vez, encontrei Sean Astin, o Sam de O Senhor dos Anéis. Ele escreveu no meu crachá: para a voz dentro de mim”, contou orgulhoso.
No final, a pedidos, o dublador deu vida a um Bob Esponja e a um Goku com jargões nordestinos, levando a plateia ao delírio. No final, fez uma cena em que os dois personagens encontram-se ainda com Jackie Chan em um supermercado, divertindo todos os visitantes que o aplaudiram em clima caloroso.
Galera do Matando Robôs Gigantes cria o “melhor filme de super-heróis de todos os tempos” com ajuda da plateia
Hellcife: A Lenda da Tubalança, estrelado por Nicolas Cage, Dafne Keen e Paulo Gustavo. Esse foi o resultado do brain storm divertido comandado pelas “mentes perturbadas” de Affonso Solano, Didi Braguinha e Beto Estrada, do Matando Robôs Gigantes. Com a participação especial do público – que lotou o Auditório Ultra – a ideia do podcast interativo era criar o melhor – ou pior – filme de super-heróis de todos os tempos, explorando as sugestões vindas de uma plateia bastante animada. A cada sugestão aprovada, os participantes eram agraciados com livros, quadrinhos, camisas e outros brindes.
Personagens da cultura pernambucana ganharam vida na figura do protagonista da história, o herói Caboclo de Lança, que seria interpretado por Cage; e do seu arqui-inimigo, o vilão Perna Cabeluda – uma lenda que povoa o imaginário do recifense -, que será encarnado por Tony Ramos. Dafne Keen ganhou o papel da filha do herói.
A história se passa na cidade do Hellcife – referência ao clima quente comum no Recife -, onde um pescador parrudo, chamado Troinha, sai para pescar com a filha no dia em que estava prevista a pior tempestade de todos os tempos. A menina cai no mar, e, ao tentar resgatá-la, um tubarão mágico morde a perna de Troinha, que acorda em casa após dias dormindo. Ao falar as palavras mágicas, o homem se transforma no Super-Caboclo, e o dente de tubarão vira a Tubalança, com poderes para enfrentar o então Perna Cabeluda.
No domingo (16), às 19h, o trio estará de volta para mais um podcast, dessa vez, o Porrada de Elite.
Hoje é sábado, dia 15 de abril, e as atrações no estande da NAGEM na CCXP Tour Nordeste não param! Começa às 11h30 com gameplay nos consoles PS4 e Playstation VR. As 13h30 os irreverentes Irmãos Piologo, criadores do Partoba, vão contar tudo sobre como bombar na internet. Na sequência, Gordox narra mais um campeonato de LoL, mas desta vez com um diferencial: a galera da INTZ vai estar por lá, jogando e interagindo com os gamers.
A caça aos cosplay continua com o aplicativo Hunters. Hoje mais dois monitores LG 29UM68-P serão dados como prêmio para o mais caçado e o maior caçador.
O robô de 2.60m da Samsung, que ontem animou quem estava no estande da NAGEM, vai estar por lá de novo neste sábado, mostrando todo seu gingado cibernético e encantando, principalmente, a criançada.
Vale lembra que a NAGEM é o único expositor de eletroeletrônicos no local e que durante todo evento o novíssimo note gamer da Samsung, o Odyssey, estará sendo vendido, com um brinde especial para os 10 primeiros compradores: um boneco Duratan, do World of Warcraft. Ainda na loja, produtos gamer e venda de licenciados e colecionáveis exclusivos.
O trailer de Star Wars: Episódio VIII – Os Últimos Jedi foi revelado pela Disney/Lucasfilm nesta sexta-feira (14) no painel da franquia no Star Wars Celebration (confira mais detalhes AQUI), nos Estados Unidos
Star Wars: Episódio VIII – Os Últimos Jedi estreia em 14 de dezembro nos cinemas brasileiros e conta com Daisy Ridley, John Boyega, Adam Driver, Oscar Isaac, Mark Hamill e Carrie Fisher no elenco.
Fala galera! Este é o primeiro podcast do Suco de Mangá e conta com #BELLAN, Tetae Soket, onde comentamos sobre a volta de Shingeki no Kyojin (Attack on Titan) e do que podemos esperar nesta segunda temporada. EXPERIMENTE!
A CCXP Tour Nordeste, primeira edição fora de São Paulo da maior comic con do mundo, teve início nesta quinta-feira (13) e contou com diversas atrações especiais do mercado brasileiro, como Mauricio de Sousa, Lázaro Ramos, Taís Araújo e Diogo Vilela.
A equipe do Omelete, maior portal de cultura pop do país, deu as boas-vindas ao público: “A CCXP não veio para o Recife, foram vocês que trouxeram ela para cá, vocês que pediram”, disse Érico Borgo, um dos fundadores. “E podem ficar orgulhosos, porque o evento vai entrar para a história e vocês fazem parte disso”, reforçou Thiago Romariz, editor do portal, levando o público ao êxtase.
Crédito: Max Levay
Os painéis principais tomaram conta do Auditório Twitch, que conta com mais de 2400 lugares e recebeu Mauricio de Sousa, o convidado de honra. “Faz cerca de dez anos que não venho à Recife, a ‘Veneza brasileira’. Vocês não sabem, mas tenho sangue nordestino correndo nas veias”, disse o quadrinista, após ser recepcionado de pé pelo público.
Aos 81 anos e aparentemente incansável, o artista anunciou detalhes nas produções do próximo ano, os longa-metragens em live action, ou seja, personagens “em carne e osso”. O Turma da Mônica – Laços leva os personagens clássicos, ainda crianças, se envolvendo em brincadeiras, brigas e aventuras bacanas. Segundo Mauricio de Sousa, o filme está na fase de busca dos atores. O outro será a versão adulta dos personagens. O público vibrou ao ser exibido um teaser com o Floquinho “real”, o cachorrinho do Cebolinha.
Ele também aproveitou para apresentar dois projetos recentes da Mauricio de Sousa Produções que fogem às tradicionais histórias em quadrinhos: o Mônica Toy e o Bairro do Limoeiro. O primeiro é uma web-série de desenho animado, com episódios curtinhos, exibida apenas no canal oficial do YouTube. A sacada é que não tem dublagem e, por isso, é um produto universal, com mais de 240 milhões de views por mês. Brasil, Rússia, México e Estados Unidos são as maiores audiências. Já estão em produções spin-offs em versão toy. O segundo também é uma animação, só que resgata o antigo traço do quadrinista. “Eles pegaram desenhos de 40 anos atrás e remodelaram, com elementos modernos, em ritmo mais frenético”, revelou.
Crédito: WC Studio
O painel contou ainda com a participação do Marcos Saraiva, Bruno Honda e Sidney Gusman, gerente comercial, designer e editor, respectivamente, da Mauricio de Sousa Produções. Os três se intercalaram na apresentação da nova temporada da Turma da Mônica clássica, em parceria com o Cartoon Network; dos novos graphic solo dos personagens Chico Bento, Bidu e Penadinho; e o crossover da Turma da Mônica Jovem e a nova versão em capa dura dos Clássicos do Cinema.
Mister Brau: Lázaro Ramos, Taís Araújo e elenco contam as novidades da terceira temporada da série
No segundo painel do primeiro dia de evento, o assunto foi a terceira temporada da série brasileira Mister Brau, que estreia a terceira temporada na TV no próximo dia 18, mas já está disponível na plataforma da Globo Play. Os atores Lázaro Ramos, que entrou com a máscara de Chewbacca – personagem de Star Wars – já no clima do evento, Taís Araújo, Fernanda de Freitas, Marcelo Flores, Kiko Mascarenhas e a diretora Patrícia Pedrosa fizeram um bate-papo divertido e descontraído, mediado por Marcelo Forlani, editor e cofundador do Omelete.
Crédito: WC Studio
“Desta vez, a série está voltada à família, com três crianças adotadas por Michele e Brau, com temas que envolvem bullying, preconceito e machismo, mas sem perder a linha do humor. “A gente fica muito feliz de levar um novo tipo de família para a TV, de origem humilde mas que têm muito orgulho da sua negritude”, afirmou Lázaro, que deixou o gostinho de andar pelo showfloor do evento, já que nunca esteve em uma comic con.
Taís Araújo confirmou que sua personagem estará bem maternal e destacou um episódio, com participação especial da atriz Giulia Gam, que vai abordar o tema do machismo, em que se junta da “inimiga” Andrea (Fernanda de Freitas) em prol das mulheres. “A gente precisa reconhecer o machismo em nós mesmas e nos nossos companheiros, e entender que mudar um padrão é dificílimo. A voz deve ser nossa, porque os homens já falaram demais, mas, em segundo plano, eles precisam vir junto com a gente, afinal todos nós fazemos parte da sociedade”, defendeu.
A atriz Fernanda Montenegro participará mais uma vez da produção, como a mãe de Gomes (Kiko Mascarenhas), assim como o ator Ailton Graça, que volta como o pai de Michele, além da atriz pernambucana Fabiana Karla. O cantor Jonnhy Hooker também estará presente na série, dirigida também por Flavia Lacerda e com núcleo de Guel Arraes, todos pernambucanos, detalhe que foi ressaltado pelos atores.
Para não sair do clima do evento, o elenco ainda falou sobre a relação com o universo geek. “Nosso casamento começou a dar certo quando você passou a me acompanhar nesses filmes”, disse Lázaro a Taís. “Adoro ler quadrinhos e ver séries, gosto de Star Wars, mas nada é melhor que X-Men”, completou. Taís assumiu só acompanhar por conta do marido, enquanto Kiko Mascarenhas revelou-se fã de Downtown Abbey e The Walking Dead, mas confessou morrer de medo dos zumbis.
Lendário Diogo Vilela traz à CCXP Tour Nordeste episódio inédito de Prata da Casa
O primeiro episódio da série Prata da Casa, coprodução da Fox com a Casablanca, foi exibido com exclusividade na CCXP Tour Nordeste. O conteúdo inédito foi lançado pelos protagonistas da trama, os atores: Diogo Vilela, Françoise Forton e Rodrigo Pandolfo na tarde desta quinta-feira (13), no auditório Twitch, no Centro de Convenções de Pernambuco.
No seriado, o recém-solteiro Sérgio Henrique (Pandolfo) se muda do Rio de Janeiro para São Paulo e volta a morar com os pais após descobrir uma traição da ex-esposa. Maurício (Vilela) e Hercilia (Forton) são os pais de Sérgio, que disfarçam a falência do próprio casamento. Com 14 episódios, a produção deve estrear em maio deste ano.
Crédito: WC Studio
A direção é de André Pellenz, o mesmo responsável pelo longa-metragem Minha mãe é uma peça e do programa 220 volts. “Quando eu vi Minha mãe é uma peça, gostei e marquei ele como diretor. Eu estava fazendo Pé na Cova quando ele ligou dizendo que tinha um papel com a minha cara. Estou satisfeito com o resultado! Trabalhamos muito e acho que conseguimos algo diferente, um tom de comédia que quem assiste série em canal fechado vai entender”, contou Vilela.
Forton também contou como se envolveu no projeto: “Eu queria fazer algo diferente, mais comédia, me arriscar. Em novela são muitas tramas e personagens. Então, quando ele [o diretor] me chamou, eu pensei: ‘ninguém mais próprio para essa experiência’. Trabalhamos com muito prazer”.
Já Rodolfo repetiu a parceria com o Pellenz, que o dirigiu em Minha mãe é uma peça, onde interpretou o filho de Dona Hermínia, o Juliano. “Acho o roteiro bem escrito e o elenco maravilhoso. Tem a coisa do programa de humor, mas tem a amorosidade, toca pelo coração, porque todos os personagens são de verdade, e junto com a técnica vai agradar. Não é mais do mesmo, é história de uma família contada de uma maneira ímpar”, finalizou.
Painel da FOX Film trouxe conteúdo exclusivo dos aguardados Alien: Covenant e Planeta dos Macacos: A Guerra
O painel da Fox Film, mediado por Érico Borgo, editor e cofundador do Omelete, exibiu conteúdo inédito do filme Alien: Covenant, muito esperado pelos fãs da franquia desde Prometheus, de 2012. O sexto filme da série é estrelado por Michael Fassbender, Katherine Waterson, James Franco, e dirigido pelo aclamado Ridley Scott.
Na sequência, foi apresentada a animação brasileira Lino, de Rafael Ribas, que tem tecnologia da Dreamworks, além de As Aventuras do Capitão Cueca e do novo filme do brasileiro Carlos Sandanha, O Touro Ferdinando, que tem estreia prevista para dezembro deste ano.
Encerrando o momento com chave de ouro, foi a vez de ver cenas inéditas de Planeta dos Macacos: A Guerra, além de comentários dos atores sobre as gravações. O filme dá continuidade a Planeta dos Macacos: O Confronto, sucesso de bilheteria em 2014.