Este artigo pode ser usado em complemento com o REVIEW de O Bom Dinossauro.

Este artigo contém spoilers de ‘O Bom Dinossauro’

A animação começa com um curta Sanjay e Papai, retratando a relação entre o diretor de supervisão técnica do filme e seu pai, bastante adorável. Um retrato interessante sobre as relações entre as diferentes gerações, e como os super sentai japoneses influenciaram a interpretação da religião hindu na atualidade. Assista para descobrir o que eu quis dizer com isso.

O filme traz algumas referências interessantes, O Rei Leão sendo a mais notável delas, tanto no papel do pai do protagonista, quanto na morte dele e na adaptação dos velociraptors no papel das hienas, muito embora não tenham um Scar para comandá-las.

E no meio último segundo do pai de Arlo, você consegue ver a expressão de Ned Stark. Sem brincadeira. O corte brutal da cena deixa implícito a violência da morte sem exibí-la de fato, afinal é um filme infantil. A enxurrada faz o papel do estouro de manada, embora fique faltando um scar cometendo homicídio qualificado, o algoz fica sendo o próprio rio.

Pequenos detalhes que ainda não faço ideia de:
1 – Enterraram ele;
2 – fizeram uma lápide sem mãos.

A sequência onde os velociraptors aparecem, é montada no espírito do velho oeste americano, e mais uma vez, os tiranossauros são colocados em uma lente positiva. Atuando como cowboys, e com o pai do grupo sendo inclusive dublado em inglês por um ator conhecido no meio do faroeste, eles tem um duplo papel livrando Arlo e Spot de uma situação complicada, e atuando no papel de “velho sábio” para os protagonistas, auxiliando no seu desenvolvimento.

Particularmente adorei a sequência, minha favorita no filme, e foi uma poucas em que a trilha sonora acompanhou a enxurrada visual que é o filme todo. Praticamente um tributo a todo o gênero do faroeste, completo com ladrões de rebanho e perseguição ao longo de grandes distâncias.