Os Homens de Preto são uma organização que defende a terra de grandes ameaças alienígenas, ao mesmo tempo colocam ordem na imigração deles para a nosso planeta, pois nem todos os alienígenas são maus, afinal, se um brasileiro pode morar nos Estados Unidos, porque um alienígena não pode morar no planeta Terra?

É dentro desse maravilhoso mundo já conhecido por muitos que MIB: Homens de Preto – Internacional trás uma das produções mais desastrosas que o cinema poderia nos fornecer – e que será defendido por causa de Thor: Ragnarok.

Expansão do Universo Homens de Preto

Antes de mais nada, pode-se dizer que esse filme respeita o que é MIB: Homens de Preto – Internacional, é uma expansão de universo maravilhosa quanto a instituição MIB e à alienígenas e e suas cobiças por alguma arma que destrói o universo, mantendo a mesma linha de roteiro dos antigos filmes, prender-se a isso foi inteligente para te jogar de volta a esse mundo, só que aparências e universo expandido não resumem um filme.

Por mais genérico que seja o roteiro, a construção dele é catastrófica, bagunçada e com furos sem explicação, se em uma cena eles mostram alguns segundos de onde sai a arma do carro, como em outro a resolução do problema acontece em um estalar de dedos? De roupas trocadas a diálogos aleatórios, tentando fazer algum humor na cena, por mais que tenha sido sensacional por ser brasileiro, a cena do Sérgio Mallandro no filme é completamente forçada e aleatória à trama, que pareceu mais um fanservice brasileiro do que engraçado em si.

O humor é algo bem dividido nesse filme, pois piadas como “homem de preto” sendo que existem mulheres na organização não só funciona como até joga a discussão na mesa, e isso te mantém atento à brincadeira, porém foi a única piada que funcionou, o alívio cômico de MIB: Homens de Preto – Internacional é completamente descartado e esquecido por quem assistiu e isso têm um motivo e peço desculpas a fanbase da Marvel pela realidade a ser dita.

Jogada de Marketing?

Está mais do que claro que usar os atores de Thor e Valquíria de Thor: Ragnarok foi uma jogada de marketing descarada para trazer o público para ver o filme, pois já estamos na geração onde o público jovem não conhece a franquia MIB, e como Hollywood está milionária, porém pobre de ideias, agregar uma dupla que fez fama no MCU para protagonizar um filme nostálgico desse, faz qualquer um encher o olhos e vibrar por esse filme, mas no MIB: Homens de Preto – Internacional existe uma realidade que foi muito melhor construída do que no Thor Ragnarok.

A dupla em questão funciona muito melhor que no filme da Marvel, pois lá eles são dois superpoderosos que, juntos, são dois superpoderosos obviamente, mas aqui eles são quebrados, uma é a nerd lunática e isolada da sociedade, o outro é o agente arrogante isolado da organização, sozinhos são apagados completamente da trama pela fraqueza do roteiro, e de certa forma dos atores também, mas juntos, eles não só se completam como ofuscam os aclamados Liam Neeson e Emma Thompson da trama que, quer você aceite ou não, são melhores atores que os protagonistas, a história comprova esse fato.

Agente M e Agente H

Tessa Thompson, a Agente M e Chris Hemsworth, o Agente H, foram a melhor coisa do filme, mas em alguns momentos mal trabalhado, um exemplo disso é a Agente M ser uma nerd maluca por alienígenas e ser rotulada de perturbada por acreditar nisso, porém nem a atriz e nem a trama te convencem disso, o arco inicial da personagem sofre um salto temporal esquisito que, do nada, ela já está vestida de preto e dentro da sede MIB, tentaram uma construção maluca que pareceu mais um corte brusco na construção dela, pelo menos coloca-la como estagiária, antes de ser uma agente MIB foi algo dentro da “realidade” de uma empresa, mesmo se tratando de uma ficção, só que ela já sabia tudo, como se já fosse uma agente a muito tempo, faltou trazer uma ingenuidade, e não adianta falar que ela é acostumada por ser uma nerd que teve essa experiência com alienígenas, isso é um argumento muito fraco para convencer.

Quanto ao Agente H, ele te prende pelo mistério que o roda, o falastrão e arrogante que só pensa em curtir a vida e se mostrar o agente malandro e sem conhecimento de nada sobre a MIB, mas o plot do personagem de vende o porque ele é assim, ou no caso, está assim, porém essa personalidade agrega a um outro personagem que coloca o plot como uma dúvida, que é o personagem de Liam Neeson, o grande T, toda reviravolta do filme não roda esse personagem e te coloca à deriva, te deixando curioso, e quando parece que o filme vai entrar nos trilhos, a trama toma um rumo clichê e sem essência, que resulta em um diálogo estilo jornada do herói mal feito que coloca o plot do agente H em cheque, porque a linha do roteiro referente à eles está bagunçada, e com isso, o agente H se torna um belo alívio cômico escrachado, mas jogado fora ao fim da trama.

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Indicado aos fãs de MIB

MIB Internacional só funciona como expansão do universo MIB, mas extrapola em níveis de filme genérico e com uma construção bagunçada de trama que te deixa chocado por esse filme estar nas mãos Amblin Entertainment, estúdio fundado por Steven Spielberg, obviamente esse filme não têm o dedo dele.

Fingir que esse filme nunca existiu é a melhor opção, mas os argumentos para defendê-lo já estão na ponta da língua do povo, e mais uma vez a nova geração irá rotular de “épico”, tudo porque a fraca atuação e o roteiro ruim se escondem nos rótulos de Thor e Valkíria do MCU.