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Ae, finalmente! A espera acabou para o anime mais aguardado por mim nesta temporada: Little Witch Academia.

Será que tem os mesmos ingredientes apresentados no filme e OVA? Pelo jeito, parece que SIM; o estúdio TRIGGER começou com o pé direito neste primeiro episódio da série animada.

Aprendiz de Bruxaria

Talvez alguém possa me corrigir futuramente, mas o que percebi logo de cara é de que este episódio piloto de Little Witch Academia é uma releitura daquele primeiro filme (0 de 2013), no qual temos a ingressão da protagonista Akko na academia de bruxinhas Lua Nova. Espera, não viu aquele lá? Te contarei um pouquinho do que acontece…

Na trama temos uma humana “normal”, comum e corrente e FÃ histérica da bruxa popstar Shiny Chariot. E como toda criança esperançosa, ela sonha em ser sua ídola um dia. Dito e feito! A academia Lua Nova anda passando por “poucas e boas” e está ingressando até mesmo uma galera que não tem sangue de bruxa; é nessa que temos Akko em sua jornada até se tornar bruxinhas.

O primeiro episódio temos ela saindo do nosso mundo para um mundo paralelo – algo meio Harry Potter, sim 😉 – e nesse trajeto, ela tromba duas garotas, e que justamente serão suas companheiras de quarto: a boa amiga Lotte Yanson e a trolladora e controladora de poções Sucy Manbavaran. Tem momentos que a última aí lembra uma mistura de Ravena e Funérea. 

O que acontece é que Akko nem mesmo tem uma vassoura e como primeira maruja de ser, acaba levanto tanta coisa que a vassoura da amiga Lotte não aguenta. Nessa, elas acabam caindo na Floresta Arcturus e aí que começa as confusões e clímax do episódio.

Little Witch Academia (Imagem Divulgação)

Mundo Mágico Expandido

Se vocês acompanham o SUCO ou até mesmo algumas análises minhas, sabem que eu gosto e MUITO de quando uma série vem com um bom uso de referências. No caso, Little Witch Academia colocou no caldeirão todo tipo de pitadas,pedaços de histórias e folclore mundial, colocou de uma forma despretensiosa e que funcionou muito bem… pelo menos por enquanto.

Anotei aqui quatro símbolos marcantes e característicos de um “universo bruxesco”, claro, além dos padrões e clichês de vassoura, chapéu e caldeirão.

Tor: No folclore celta, a montanha de Glastonbury ou Glastonbury Tor, seria um portal para a ilha de Avalon – dentre tantos outros significados e histórias – e em Little Witch Academia, é o que seria o portal para Lua Nova, localidade da escola de bruxinhas. Fato é que a série não só levou a referência simbólica, como de localidade! Praticamente, é a mesma construção ^^

Imagem via http://www.amusingplanet.com/2012/09/glastonbury-tor-england.html
O portal no anime de Little Witch Academia

Floresta Arcturus: No Guia do Mochileiro das Galáxias, Arcturus é um local da “megafauna”, ou seja, tá cheio de bichos gigantes, o que explica o enorme galo neste primeiro episódio de Little Witch Academia.

E agora, como Akko e companhia vão escapar do galo gigante?

Mandrágora: utilizada em diversas mitologias, histórias e filmes, pra quem jogou algum jogo da franquia Castlevania, vai se lembrar do grito estridente que estas plantas davam no jogo. Dentro do misticismo, a planta é utilizada para magias de proteção, amor e coragem.

Akko se metendo em problemas com uma Mandrágora

Recentemente assistimos ao anime Junketsu no Maria, também de bruxas e que surpreendeu! Confira nossa REVIEW! 

Além da ponta da varinha

Na questão técnica, vale salientar o traço do estúdio TRIGGER, ora caricato ou até “flat” demais, que mantém a mesma equipe e a direção de Yoh Yoshinari. Acredito que não deva ter um grande plot de reviravoltas e sim um arco linear da ascensão de Akko como bruxa, até sua formatura.

Com uma proposta leve, Little Witch Academia mantém o mesmo nível de qualidade do que se viu nas animações de 2013 e 2015, e pode até mesmo agradar os fãs de Harry Potter ou quem procura um anime para se divertir e dar boas risadas nesta temporada.

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