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Se 2020 foi meu ano para entrar no viciante mundo dos manhwas, a segunda metade de 2021 foi a vez das novels, que nada mais são do que livros (romances) escritos em capítulos um pouco mais curtos que tendem a abordar personagens similares ao que encontramos em mangás e animes. Muitas novels são publicadas digitalmente (web novels) em plataformas similares aos de webtoons. Lá, elas têm seus capítulos divulgados em períodos determinados, e são divididas também em temporadas. As novels mais populares acabam muitas vezes sendo, posteriormente, publicadas no formato de livros (como temos algumas aqui mesmo no Brasil).

Meu interesse inicial por novels se deu naquelas que foram inspiração para meus manhwas favoritos, isso porque eu não aguentava mais esperar um novo capítulo. Foi assim mesmo que eu acabei em “Death is the Only Ending for the Villainess” um dos meus manhwas mais queridinhos, e que me fez conhecer a novel que também ganhou meu coração.

Death is the Only Ending for the Villainess
Imagem Divulgação

A trama se dá ao redor da personagem que originalmente era uma estudante coreana, mas após “um acidente” ele é transmigrada para o mundo de um videogame no estilo harém invertido, ou otome game (onde há uma personagem para vários interesses amorosos). Porém ela foi justo parar no corpo de Penelope, a vilã principal, e em todas as rotas ela acaba morta! Decidida a não ter o mesmo final original da vilã, ela está determinada a conseguir viver nesse novo mundo.

Com o mesmo plot que mais um milhão de outras novels, o título se destaca por escolher uma abordagem mais séria, adulta e dramática do que as “concorrentes”. Não há humor aqui, e não espere cenários fáceis onde a protagonista conquista a todos com sua “ingenuidade” ou um ou dois charmes. Penelope está vivendo um inferno em terra. Desprezada por todos ao seu redor, ela tem que lutar por cada pontinho de afeição, em diversos cenários cruéis e bastante “similares” a nossa vida real.

Enquanto a arte foi o que me encantou no manhwa, a novel conquista pela qualidade da escrita, o desenvolvimento dos personagens e os plot twists que são formados ao longo da trama. Não espere uma leitura leve e divertida, por estamos bem longe disso, mas também somos recompensados com romance de qualidade e um drama e mistério intrigantes.

Minhas críticas ficam para os últimos 30 capítulos da novel que são… sofríveis em certos momentos. Penelope é uma personagem extremamente inteligente e calculista, sendo uma estrategista de mão cheia – entretanto – nos capítulos finais ela acaba se perdendo um pouco e isso gera aqueles “dramas novelescos” dispensáveis, mas isso não tira todas as glórias da obra.

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Death is the Only Ending for the Villainess prova que mesmo as tramas mais “manjadas” podem nos entregar conteúdo de qualidade e ainda nos surpreender.

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REVIEW
Death is the Only Ending for the Villainess
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Bibliotecária, especialista em conservação de histórias em quadrinhos, pesquisadora na área de educação, princesa da Disney e apaixonada por Sailor Moon a mais de 20 anos.
Penelope Eckart reencarnou como a filha adotiva de Duke Eckart e a vilã de um simulador de namoro de harém reverso. O problema é que ela entrou no jogo na dificuldade mais difícil e, não importa o que ela faça, a morte a espera em todos os fins! Antes que a "verdadeira filha" de Duke Eckart apareça, ela deve escolher um dos protagonistas masculinos e alcançar um final feliz para sobreviver. Mas os dois irmãos sempre brigam com ela por tudo, bem como por um príncipe herdeiro louco, cujas rotas levam à morte. Existe até um mágico apaixonado pela protagonista feminina e um cavaleiro leal de escravos! Mas de alguma forma, os medidores de favorabilidade dos personagens masculinos aumentam quanto mais ela cruza a linha com eles! Esta é a história de sobrevivência de Penelope, que caiu em um simulador de namoro de harém reverso insano!death-is-the-only-ending-for-the-villainess-novel-review