Uma história que comove em partes, impressiona a poucos, e conquista a todos, uma adaptação da origem e trajetória de uma das maiores bandas que o mundo teve o prazer, ou melhor, o privilégio de conhecer, orquestrado ao som de Queen, Bohemian Rhapsody é o filme para fãs, para o movimento LGBTQ+ e para o mundo apreciar os primórdios do grande Queen.

Da origem ao fim

Da origem ao fim, o filme conta quase que em detalhes os maiores acontecimentos da carreira da banda Queen, destacando claramente o modo de como a banda gravava suas músicas, de forma fora do normal, utilizando inúmeros métodos que dificilmente você vê uma banda fazer em estúdio, e lógico que um destaque maior de como Bohemian Rhapsody foi gravada, e a realidade do fracasso que ela foi para muitos tablóides na época, música que foi não o estopim, mas a ponte para um sucesso ainda maior que eles tinham conquistado, rodando o mundo com turnês que chegou a resultar no fim da banda com maior culpado o senhor Freddie Mercury e seu ego do tamanho do Sol.

O filme ainda traz pontos que não aparentava ser destacado, mas foi de extrema importância para a trama, não só porque é uma história real, mas pelo fato de ser um filme mais fantasioso que, comparado ao real, algumas coisas poderiam ser esquecidas sem querer, como a homossexualidade de Freddie, muito bem destacada, amarra a várias questões um tanto profissionais, que resultam na busca do disco solo de Freddie Mercury, e ainda o caso de ter pegado AIDS, um conjunto de fatores que logicamente é exagerado pelos padrões do filme, mas que são aceitáveis pelo que está sendo assistido.

Bohemian Rhapsody
Bohemian Rhapsody (Imagem Divulgação)

Pulos temporais

Porém o longa contém algumas falhas nítidas de roteiro, como os altos pulos na história, sem contar alguns acontecimentos como o modo como a banda começou, que foi tão breve que seria interessante ter dado um pouco mais de tempo em tela, de como eles tiveram a ideia a de ir para uma fazenda para gravar Bohemian Rhapsody, e claro explorar o lado homossexual de Freddie Mercury, foi apenas um pequeno caso e várias festas envolvendo drogas, álcool e gays aleatórios, apesar de explorar o início do mesmo, em detalhes foi apenas isso, depois foi um jogo de cenas e olhares para mostrar que ele estava se tornado gay.

Um detalhe que gerou discussões mesmo antes do filme foi a escolha de Rami Malek como o grande Freddie Mercury, algumas críticas já estavam sendo explanadas por não acharem o ator correto, Sasha Baron Cohen era o antigo nome, o famoso Borat, contudo ele abandonou as gravações porque não levava Freddie Mercury a sério, o que foi o contrário com Rami Malek, ator guardou até a dentadura que ele tinha para ser o máximo parecido, e sinceramente ele cumpriu o prometido, dentro do que se conhece da personalidade de Freddie Mercury, ele alcançou o objetivo e viveu uma bela caracterização do mesmo, aliás não só ele como todos que fizeram a banda Queen, não se sabe dizer se um fã de carteirinha aceitará e terá um certo nível de descrença para um filme a nível comercial, mas dentro do comum já conhecido, Rami Malek e companhia convencem como banda Queen e conquista a todos que assistirem.

Uma das maiores bandas de rock!

Problemas, falhas e até a altura de Freddie Mercury são nítidas, mas o roteiro amarrado, com uma caracterização impecável e mais as músicas originais do Queen faz Bohemian Rhapsody ser um filme sensacional e belo de se assistir, curtir as músicas já repetidamente ouvidas, para alguns em looping, e apresentar um pouco da história de uma das maiores bandas de rock que o mundo privilegiou e ama até os dias de hoje.

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Baraldi
Editor, escritor, gamer e cinéfilo, aquele que troca sombra e água fresca por Netflix e x-burger. De boísta total sobre filmes e quadrinhos, pois nerd que é nerd, não recusa filme ruim. Vida longa e próspera e que a força esteja com vocês.