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Vamos falar de um futuro que todos imaginam, mas ninguém quer acreditar que vai se tornar realidade. A criação e o aperfeiçoamento de robôs que nos proporcionam uma vida confortável e que, aparentemente, só tem um destino: a revolta deles contra a humanidade. Essa é a base da história de Alma, mangá de Shinji Mito publicado pela Editora Panini.

Sendo assim, quase 100 anos no futuro a partir de agora, o mundo está totalmente devastado, tomado por um cenário apocalíptico. Os humanos criaram robôs humanoides programados para não atacar pessoas, não se reproduzirem, terem a memória resetada, enfim, para que não fossem uma ameaça.

No entanto, quando uma guerra entre grandes nações começou, alguns desses humanoides se tornaram armas, e o mecanismo que os impedia de atacar os humanos foi desativado. Esses robôs que estavam “livres” passaram a “libertar” os outros que ainda eram controlados, e juntos se rebelaram contra a raça humana. Resultado: aparente extinção da humanidade e supremacia das máquinas.

Nesse contexto conhecemos Ray e Rice, os dois únicos humanos sobreviventes, e Lambda, um hamster que aparenta ser um robô. Então, já no acampamento após uma expedição de reconhecimento, uma ciborgue não muito amigável surpreende os dois. Esse encontro explosivo faz o mundo de Ray virar de ponta cabeça e marca uma mensagem no garoto: Siga em frente, não importa o que aconteça.

Alma
Imagem Divulgação: Suco de Mangá

Ambientação

Primeiramente vamos falar do universo que Alma nos apresenta. Apesar de não ser algo completamente original, um mundo pós apocalíptico é sempre um atrativo para nós leitores. Ainda mais, a arte do mangá é muito bem-feita e os cenários são impressionantes de ver, assim como o design de personagens.

Mesmo que eu não seja a maior consumidora desse tipo de conteúdo, admito que a arte conseguiu me fisgar. Mesmo nas cenas repletas de informação, cheia de máquinas, prédios, escombros e robôs ainda é perceptível o capricho do artista. Inclusive, tem algo de interessante em ver um humanoide erguendo-se estranhamente do chão e ejetando um canhão de dentro da boca.

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Também gostei dos personagens secundários, até mais do que o principal, que me pareceu meio sem sal. Me incomodou um pouco alguns momentos de sexualização, mas quando vi a Luchiana senti certa reparação. Afinal, é maravilhoso ver uma mulher forte, braba e poderosa (bem estilo Mikasa Ackerman) descendo a porrada em todo mundo e impondo respeito até mesmo no leitor. Enfim, o mangá tem uns personagens bem interessantes.

Alma
Imagem Divulgação: Suco de Mangá

Considerações Gerais

De qualquer forma, não podemos fugir de alguns clichês, não importa quão boa seja a história. Em Alma, Shinji Mito traz aquela ideia do escolhido, o único que pode salvar o mundo, o herói que não sabe que é herói. Particularmente, penso que essa premissa é meio batida e um pouco forçada, mas tudo é questão de como o autor aborda o conteúdo. Creio que o mangá em questão tem potencial pra desenvolver bem esse plot, até por ter apresentado um universo bem aberto.

Outra questão que me incomodou um pouco foi a velocidade que as coisas aconteceram. Não darei nenhum spoiler, mas achei que alguns conflitos externos e internos tinham profundidade para serem mais bem desenvolvidos. Assim como obstáculos que mereciam mais desafios e algumas páginas adicionais. De qualquer forma, não é certo tirar conclusões precipitadas sobre o ritmo que as coisas vão acontecer apenas com o primeiro volume. Por exemplo, Attack on Titan despeja informação e desenvolvimento em cima do leitor, mas para o tanto de coisa que acontece acaba não ficando atropelado.

Pra finalizar, digo que é uma leitura interessante. Além da arte e do plot, Alma parece ser uma história boa para entreter e espairecer, sem a preocupação de grandes mensagens ou ensinamentos. Algo meio Tela Quente, assim.

Alma
Imagem Divulgação: Suco de Mangá

Enfim, o primeiro volume já está disponível para venda pela Editora Panini, contendo 216 páginas e um marcador. Se você se interessou, corre garantir o seu e veja o impacto que Alma pode ter até mesmo entre as máquinas. Também não se esqueça: Siga em frente!

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