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Embers of the Uncrowned traz um dark fantasy isométrico com gore, elfos vilões e alma de Action RPG

O novo título da Nexon aposta em dark fantasy isométrico, combate brutal e gestão de território e surpreende em vários momentos

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A primeira coisa que me veio à cabeça ao jogar Embers of the Uncrowned foi: isso parece Diablo. A visão isométrica, o combate rápido, o sangue jorrando na tela e tudo contribui para uma sensação que não é exatamente o que você espera de um MMORPG. Isso pode ser bom ou ruim dependendo do que você anda procurando, mas no meu caso funcionou.

O jogo está sendo desenvolvido pela Nexon para PC via Steam, com lançamento mundial previsto. Um detalhe que importa para o público brasileiro: tem suporte em português, e a localização parece decente. Joguei nela sem problemas.

Elfos como vilões? Sim, e funciona

A premissa narrativa me pegou logo de cara. Você assume o papel do herdeiro da Casa Harborwell, numa terra devastada por uma invasão élfica. O lorde Valdemar foi assassinado em uma armadilha, e agora cabe a você reconstruir o nome da família, recuperar os domínios perdidos e enfrentar as forças que destruíram tudo.

Inverter o papel dos elfos e tirá-los da posição de aliados nobres e colocá-los como invasores  é uma escolha de lore que achei interessante. Dá um tempero diferente ao worldbuilding e já estabelece um tom de fantasia sombria desde o início.

Combate brutal e isso é um elogio

Embers of the Uncrowned é visivelmente violento. O combate é rápido, satisfatório e acompanhado de visuais sangrentos que reforçam a atmosfera sombria. Não me lembro de ver isso com tanta intensidade em outros MMOs e, sinceramente, funciona muito bem dentro do estilo proposto.

O jogo oferece três classes iniciais: Spectral Blade (esgrima veloz), Executioner (machado gigante, dano pesado e minha escolha) e Stormbringer (magias de tempestade). A customização de habilidades passa por árvores de skill, Skill Gems e aprimoramento de equipamentos; uma camada de profundidade que agrada quem gosta de montar builds.

Para quem gosta de jogar sozinho

Sou do tipo que prefere explorar no próprio ritmo antes de mergulhar em conteúdo cooperativo. A boa notícia é que a progressão de Embers of the Uncrowned parece bem estruturada para isso. Me senti confortável avançando sozinho e acredito que continuaria assim até me sentir à vontade para entrar em missões específicas com outros jogadores.

O sistema de House reforça essa experiência individual. Você gerencia seguidores, coleta recursos e desenvolve seu território e que começa como um acampamento e pode evoluir para uma cidade (não tive tempo suficiente pra usufruir de todas as opções, mas achei interessante). Há uma oficina para criação de itens, estábulos para montarias e o House Legacy, voltado para o desenvolvimento do personagem. É uma camada de gestão que adiciona profundidade sem atrapalhar o ritmo de quem quer só avançar na história.

O que esperar do conteúdo multiplayer

A exploração de campo pode ser feita ao lado de jogadores encontrados pelo caminho, enquanto os Domain Bosses e Raid Bosses exigem cooperação mais coordenada e com mecânicas de bloqueio de feitiços e sistemas de stagger que pedem atenção tática. Há também o Ruins of Conflict, um modo PvP em equipe focado em combos e controle de status.

Vale acompanhar?

Com base no que joguei, sim. Embers of the Uncrowned tem identidade visual forte, uma narrativa que desperta curiosidade logo de cara e uma estrutura que respeita quem prefere o ritmo solo. A pegada de Action RPG pode afastar quem busca um MMORPG mais tradicional, mas para quem curte Diablo e quer algo parecido com uma camada online por cima, essa pode ser uma pedida interessante.

Fica no radar. Acompanhe mais detalhes no SITE OFICIAL.

BELLAN
BELLAN
O #BELLAN é um nerd assíduo e extremamente sistemático com o que assiste ou lê; ele vai querer terminar mesmo sendo a pior coisa do mundo. Bizarrices, experimentalismo e obras soturnas, é com ele mesmo.

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