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Baleia Laboon invade Copacabana para celebrar estreia da 2ª temporada de One Piece na Netflix

one piece copacabana laboon
Foto: @fotobelga / @sucodm

A Netflix transformou mais uma vez a Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, em cenário de aventura para os fãs de One Piece: A Série – Rumo à Grand Line. Desta vez, é a icônica baleia Laboon que emerge nas areias cariocas para anunciar que a tão aguardada segunda temporada chegou ao streaming nesta terça-feira, 10 de março.

Veja também: Going Merry invade Copacabana com ativação de One Piece da Netflix

Estivemos por lá no último sábado (7), e registramos o público em peso na orla. A instalação segue aberta ao público até 14 de março, na altura da Av. Princesa Isabel, entre as barracas 44 e 45, e funciona diariamente das 10h às 17h, com entrada gratuita.

Uma experiência para dentro e fora da baleia

A ativação vai além de uma simples escultura: os visitantes podem explorar o interior e o exterior do Laboon em uma experiência imersiva que traz à vida um dos personagens mais emocionantes da saga criada por Eiichiro Oda.

Quem passar por todas as ativações internas da baleia ganha um cartaz personalizado de “Procura-se” — com nome e foto — inspirado nos originais da série. Esta é a segunda vez que One Piece ancora em Copacabana, consolidando a praia carioca como ponto de encontro dos Nakamas brasileiros.

 

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Segunda temporada chega com expectativa em alta

A série é baseada no mangá de Eiichiro Oda, o mais vendido da história do Japão, com mais de 100 volumes publicados e 500 milhões de cópias vendidas no mundo. Desde sua estreia em 2023, a produção acumula números expressivos: ficou oito semanas no Top 10 Global, alcançou o primeiro lugar em mais de 75 países e se tornou a primeira série em língua inglesa da plataforma a estrear em 1º lugar no Japão. Com quase 100 milhões de visualizações, está entre as produções mais assistidas e baixadas de todos os tempos na Netflix.

A segunda temporada (já disponível) é co-showrunneada por Matt Owens e Joe Tracz. A terceira temporada, já confirmada, fica a cargo de Tracz e Ian Stokes. A produção executiva conta com a participação do próprio Oda, da Tomorrow Studios e da Shueisha.

SERVIÇO — Laboon em Copacabana

Local: Praia de Copacabana – RJ (altura da Av. Princesa Isabel, entre as barracas 44 e 45) Período: 6 a 14 de março de 2026 | Horário: 10h às 17h | Entrada gratuita Mais informações: www.visitelaboon.com

GALERIA 

Fotos por @fotobelga

 

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NEXT Pijama Party | Hyelin (EXID) e DJ Jason se apresentam em três capitais brasileiras em abril

A Next Level confirmou a realização da NEXT Pijama Party, evento de K-pop com edições em São Paulo, Porto Alegre e Goiânia durante o mês de abril. As atrações principais são Hyelin, integrante do grupo sul-coreano EXID, e o DJ e produtor DJ Jason.

As atrações

Hyelin é reconhecida como um dos principais vocais da segunda e terceira geração do K-pop. Além da carreira com o EXID, ela acumula habilidades como violino, atuação e dança, e atualmente também desenvolve uma carreira solo como DJ.

DJ Jason é DJ e produtor sul-coreano com passagens por clubes e festivais na Coreia do Sul e em toda a Ásia. Seu trabalho transita por K-Pop, EDM e Hip-Hop, cobrindo desde a composição até a mixagem e masterização. Ele também é fundador da OMNISOUND Entertainment, agência voltada ao desenvolvimento de novos DJs e à produção musical.

O line-up conta ainda com os DJs Brian, Mike Fly e Rupp.

Conceito e programação

O evento tem proposta lúdica inspirada em uma grande festa do pijama. O dresscode é livre, mas a organização incentiva produções temáticas. Além das performances musicais, a programação inclui cover dance, pepero game, guerra de travesseiro e distribuição de algodão doce. A classificação é 18+.

A edição de São Paulo será open bar. Nas demais cidades, o formato segue sem essa inclusão.

  • São Paulo — 18 de abril (Open Bar) Vip Station | R. Gibraltar, 346 – Santo Amaro | 22h às 6h. COMPRE AQUI.
  • Porto Alegre — 24 de abril Uptown Club | Av. Venâncio Aires, 240 – Cidade Baixa | 22h às 5h. COMPRE AQUI.
  • Goiânia — 25 de abril Sol Nascente | Av. Eurico Viana, 4820 – Lot. Mansões Goianas | 22h às 5h. COMPRE AQUI.
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Tales of Berseria Remastered | Review

tales of berseria remastered
Imagem DIvulgação

Tales of Berseria marcou uma geração de fãs da franquia Tales quando chegou em 2017. Com uma narrativa mais sombria do que o habitual e uma protagonista movida por vingança, o jogo rapidamente conquistou espaço entre os JRPGs mais lembrados da década.

Agora, com Tales of Berseria Remastered, a aventura retorna para as plataformas atuais trazendo melhorias técnicas básicas, suporte a hardware moderno.

Mas será que esse retorno faz jus ao legado do jogo original?

Combate rápido e sistema de batalha viciante

A base da jogabilidade permanece praticamente intacta — o que, na prática, é algo positivo. O sistema de combate em tempo real continua sendo um dos maiores destaques do jogo.

Os confrontos acontecem em arenas abertas onde o jogador pode encadear combos, alternar habilidades e explorar fraquezas elementais dos inimigos. Velvet Crowe, a protagonista da história, possui um estilo de luta agressivo e extremamente fluido, permitindo sequências de ataques rápidos e devastadoras.

O sistema Soul Gauge continua sendo o coração do combate, determinando quantas ações o jogador pode executar antes de precisar reposicionar ou recuperar recursos. Esse equilíbrio entre ofensiva constante e gerenciamento estratégico mantém as batalhas sempre dinâmicas.

Mesmo anos após o lançamento original, o combate ainda se mantém moderno, responsivo e extremamente satisfatório.

tales of berseria remastered
Imagem DIvulgação

Narrativa sombria e personagens memoráveis

Um dos grandes diferenciais de Berseria sempre foi sua história. Em vez do típico herói salvando o mundo, o jogo coloca o jogador no papel de alguém movido por vingança.

Velvet é uma protagonista marcada por trauma e ódio, e sua jornada explora temas como justiça, moralidade e sacrifício. Ao longo da campanha, o jogador encontra personagens igualmente complexos, formando um grupo improvável que se desenvolve bastante ao longo da narrativa.

A química entre os personagens é reforçada pelos tradicionais Skits, pequenos diálogos opcionais que expandem a personalidade do elenco e adicionam momentos de humor e reflexão.

Para quem aprecia histórias mais maduras dentro do gênero, Berseria continua sendo um dos capítulos mais interessantes da franquia.

tales of berseria remastered
Imagem DIvulgação

Trilha sonora e ambientação

A trilha sonora mantém o padrão de qualidade da série, misturando composições épicas com momentos mais introspectivos que acompanham bem o tom da narrativa.

Um destaque especial vai para a música de abertura “BURN”, interpretada pela banda japonesa FLOW. A faixa é usada na introdução do jogo e combina perfeitamente com a atmosfera intensa da história de Velvet, trazendo uma energia que prepara o jogador para a jornada de vingança que se inicia logo nos primeiros minutos.

A música foi lançada originalmente como parte do single “Kaze no Uta / BURN” em 2016 e acabou se tornando uma das aberturas mais lembradas da franquia Tales.

Para celebrar o jogo e a música, a banda também re-gravou um videoclipe especial de “BURN”, reforçando a ligação entre o grupo e o universo de Berseria.

As cidades, templos e paisagens marítimas continuam oferecendo uma ambientação agradável para exploração. Mesmo sem grandes mudanças visuais nesta nova versão, o estilo artístico do jogo ainda se sustenta bem.

O problema do remaster

Apesar de trazer o jogo para as plataformas atuais, Tales of Berseria Remastered apresenta pouquíssimas melhorias visuais perceptíveis em relação à versão original de 2017.

Texturas, modelos e iluminação permanecem praticamente iguais. Em muitos momentos, a sensação é simplesmente de estar jogando a mesma versão antiga rodando em hardware mais recente.

tales of berseria remastered
Imagem DIvulgação

Ou seja: o remaster funciona bem tecnicamente, mas não entrega o salto visual que muitos esperavam.

Conclusão

Tales of Berseria continua sendo um excelente JRPG, com uma história marcante, personagens memoráveis e um sistema de combate extremamente divertido.

Esta nova edição facilita o acesso ao jogo nas plataformas atuais e adiciona a importante localização em português, o que certamente amplia seu alcance.

Por outro lado, como remaster, ele acaba sendo conservador demais, trazendo poucas melhorias perceptíveis em relação à versão de 2017.

Ainda assim, para quem nunca jogou ou deseja revisitar essa história, continua sendo uma experiência que vale a pena.

Texto por Richard Donizette.

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Kanto Revisitado: FireRed, LeafGreen, o inicio do VGC

pokemon fire red
Imagem Divulgação

O anúncio do retorno a Kanto em Pokémon FireRed & LeafGreen (FRLG) traz mais do que apenas nostalgia; traz uma oportunidade de revisitarmos as raízes do que viria a se tornar o Pokémon VGC (Video Game Championships).

Com efeito, embora o formato oficial de “Doubles” como conhecemos hoje só tenha se consolidado anos depois, foi na terceira geração que o DNA competitivo de Pokémon foi reescrito.

O Cenário Competitivo na Época (2004-2005)

Quando FRLG chegaram ao Game Boy Advance, o mundo competitivo era “tudo mato”. Sendo asim, aqui estão os pontos principais que definiam as batalhas naquela era, especialmente na região de Kanto.

1. A Revolução das Abilities e Natures

Embora tenham surgido em Ruby & Sapphire, foi em FRLG que vimos os Pokémon clássicos de Kanto ganharem personalidades mecânicas. Ver um Arcanine com Intimidate ou um Gengar com Levitate mudou completamente a forma como montávamos times. Antes, um Pokémon era apenas seus status e tipos; a partir daqui, ele passou a ter uma função tática passiva.

2. Sem Divisão Físico/Especial

Este é o choque mais comum para jogadores modernos. Em FRLG, o tipo do ataque determinava a sua categoria (Físico ou Especial), e não o golpe em si.

Especial: Fire, Water, Grass, Electric, Ice, Psychic, Dragon, Dark.
Físico: Normal, Fighting, Flying, Poison, Ground, Rock, Bug, Ghost, Steel.
Isso significava que um Shadow Ball de Gengar era físico (mesmo ele sendo um atacante especial primário) e um Fire Punch de Hitmonchan era especial. Dominar essa lógica era fundamental em batalhas no continente de Kanto.

3. O Nascimento do Formato Doubles

O VGC oficial começa em 2008, mas as sementes já foram plantadas. Torneios como o Pokémon Journey Across America (2006) já utilizavam o formato de Batalhas em Dupla. FRLG introduziu monarcas que dominariam o cenário por décadas, como o suporte de Clefable e o poder ofensivo de Tauros e Snorlax.

No fim das contas, jogar FireRed e LeafGreen hoje é mergulhar na história do que a gente ama. É muito massa ver como tudo começou e como essas regras “das antigas” moldaram o jeito que a gente joga VGC até hoje. Falando nisso, Kanto segue relevante, não só nostálgico. Por isso, no próximo texto, vamos trocar uma ideia sobre como essa jornada pode te dar uma força no competitivo atual, especialmente enquanto não liberam o HOME. Fica de olho!

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Prepare seus amigos para Heave Ho 2

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Imagem divulgação.

A Devolver Digital em seu momento publisher junto com a desenvolvedora francesa Le Cartel Studio está tocando a campainha e saindo correndo, deixando o cartão de chegada de Heave Ho 2.

Aperte os cintos com uma experiência entre 2 a 4 jogadores em modos competitivos ou cooperativos. De um jeito para vivenciar e vencer 8 mundos caóticos com seu próprio tempero temático. Agarre-se no que puder, segure no que der e balance sem parar para evitar a derrota.

Heave Ho 2 terá um modo online que trará a competitividade de você e seu grupo. Claro que, se um amigo está deixando a desejar chame ele para o modo Versus e resolva com ele essa falta de gingado. Com novos gráficos, novos dispositivos de interação e repleto de risos e caos, Heave Ho 2 é certeza absoluta de diversão nas noites com os amigos!

Com lançamento previsto para esse ano para Nintendo Switch 2, Nintendo Switch e PC. Por fim, prepare o momento e confira o sucesso que foi sua primeira edição, que passou de um milhão de cópias para PC e foi um recordista da Devolver para Nintendo Switch 1. Vamos cooperar? Confira o site oficial abaixo e fique de olho.

site oficial

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XLOV traz K-pop agênero ao Brasil em show inédito em São Paulo

XLOV
Imagem Divulgação

A banda XLOV chega ao Brasil pela primeira vez em maio de 2026. O grupo, formado pelos integrantes Wumuti, Rui, Hyun e Haru, se apresenta no Tokio Marine Hall, em São Paulo, no dia 3 de maio, dentro de sua nova turnê internacional.

O show faz parte de uma agenda que vem consolidando o nome da XLOV no cenário do K-pop mundial. A apresentação contará com repertório especial, incluindo os principais sucessos do grupo e momentos exclusivos preparados para o público brasileiro.

XLOV: K-pop que desafia rótulos de gênero

A XLOV se destaca na indústria pop asiática por se posicionar como um projeto agênero. O grupo desafia padrões tradicionais e propõe uma identidade artística que vai além das convenções — uma proposta que vem ganhando reconhecimento internacional e ampliando o alcance do K-pop para novos públicos.

O próprio nome da banda carrega esse conceito. A combinação de “X”, que representa o desconhecido e a negação, com “lov”, que simboliza o amor inacabado, traduz a essência artística do grupo: questionar padrões, explorar novas possibilidades e ressignificar o amor e a identidade dentro da cultura pop.

Show imersivo com música, conceito e narrativa

Musicalmente, a XLOV transita entre o pop moderno e influências eletrônicas, com performances coreografadas de grande impacto. Cada show é concebido como uma experiência imersiva, unindo música, conceito e narrativa em uma produção visualmente intensa.

O público brasileiro pode esperar uma noite de alta produção, com visuais marcantes e uma mensagem forte de representatividade — características que definem a trajetória do grupo e sua proposta artística.

xlov cartaz

Informações sobre o show

Data: 3 de maio de 2026
Local: Tokio Marine Hall — São Paulo (SP)
Banda: XLOV (Wumuti, Rui, Hyun e Haru)

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Olhares, de Junji Ito: quando a pareidolia vira terror do cotidiano

junji ito olhares
Imagem Divulgação / Darkside Books

A Darkside Books lança mais um título do mestre do terror japonês Junji Ito. Olhares, com texto de Soshichi Tonari e ilustrações do mangaká, chegou pelo Selo Caveirinha — a linha infantil da editora — em uma edição caprichada de capa dura, corte colorido e formato generoso de 20,5 × 27,5 cm.

O tamanho maior que o padrão não é detalhe: é escolha editorial inteligente. Em uma obra que vive de suas ilustrações, o espaço ampliado faz toda a diferença para apreciar o traço característico de Junji Ito.

O que é o livro

A história acompanha um menino que vê rostos em tudo ao redor. No início, ele guarda o segredo. Quando decide contar, os rostos ganham olhos vivos e passam a encará-lo sem parar — transformando curiosidade em compulsão e compulsão em terror.

junji ito olhares
Imagem Divulgação / Darkside Books

O conceito central é a pareidolia: o fenômeno psicológico em que o cérebro humano enxerga padrões familiares, especialmente rostos, em objetos inanimados, nuvens ou manchas aleatórias. É um mecanismo de sobrevivência evolutivo, e é também algo que qualquer leitor já viveu — o que torna a obra perturbadoramente pessoal.

A estreia de Junji Ito na literatura infantil

Este é o primeiro trabalho do mangaká voltado especificamente ao público infantil. O roteiro de Soshichi Tonari chegou a ele com um aval importante: venceu o Concurso de Livros Ilustrados de Histórias de Fantasmas da editora japonesa Iwasaki Shoten antes de qualquer ilustração.

A proposta do Selo Caveirinha é não subestimar as crianças, apostando em narrativas que trabalham imaginação, solidão e a sensação de ser diferente. Olhares se encaixa com precisão nessa linha.

O que funciona e o que considerar antes de comprar

A exposição do protagonista é um dos pontos mais fortes da narrativa: ele não percebe de imediato que está sendo observado, e quando percebe, o comportamento se torna compulsivo. É uma construção de tensão eficiente, que ressoa porque parte de uma experiência real e universal.

E você já encontrou algum rosto pela casa? Registrei um na minha porta que está sempre me olhando :v

junji ito olhares
Foto: @sucodm / @brunobellan

O ponto de atenção fica na relação custo-benefício: 32 páginas por R$ 64,90 pode parecer caro. A qualidade da edição e a raridade do projeto — Junji Ito fora do mangá é evento — justificam o valor para colecionadores e fãs. Para quem comprar na loja oficial da editora, há marcadores exclusivos por tempo limitado.

Vale observar também que o nome de Junji Ito em destaque na capa pode gerar confusão: Olhares não é um mangá, mas um livro ilustrado. E por ser terror mesmo que em formato infantil, o estilo perturbador pode ser intenso para crianças mais sensíveis.

Vale a pena?

Para fãs de Junji Ito, sim. Para qualquer leitor que já sentiu aquela estranha sensação de ser observado por algo que não tem olhos — também.

junji ito olhares
Foto: @sucodm / @brunobellan

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Resident Evil Requiem | A Melhor Celebração dos 30 Anos da Franquia?

Resident Evil Requiem review
Resident Evil Requiem | Imagem Divulgação

Resident Evil Requiem é a mais nova entrada da icônica franquia de survival horror da Capcom. O jogo coloca o jogador no controle de dois protagonistas — Leon S. Kennedy, veterano da série, e Grace Ashcroft, uma novata do FBI — em uma narrativa dividida em três atos que alterna entre puro terror e ação frenética.

A promessa é reunir o melhor dos últimos 30 anos da franquia em um único título, e em boa parte, ela é cumprida.

Dois Protagonistas e Dois Jogos em Um

A principal aposta de Resident Evil Requiem está na dualidade entre seus protagonistas, e ela funciona muito bem. O jogo é estruturado em três atos: o primeiro focado em Grace, o segundo em Leon, e o terceiro alternando entre os dois. Essa divisão garante ritmo e variedade, já que os estilos de jogo são completamente diferentes.

Resident Evil Requiem
Resident Evil Requiem | Imagem Divulgação

Grace Ashcroft começa a jornada de forma mais vulnerável, o que é uma escolha deliberada e eficaz. Ela se apoia em furtividade, resolução de puzzles e gerenciamento escasso de recursos — os pilares do survival horror clássico. Suas seções iniciais, ambientadas no Hospital Rhodes Hill, são o ápice do terror na série nos últimos anos, com tensão comparável a títulos clássicos como Resident Evil 2. Ao longo da campanha, ela cresce de forma orgânica, terminando o jogo como uma personagem completamente diferente de quando começou — uma evolução bem construída e satisfatória. O trabalho de dublagem de Stephany Custodi para Grace merece destaque especial: a performance é excelente e contribui muito para o desenvolvimento emocional da personagem.

Leon S. Kennedy, por sua vez, traz o que os fãs já conhecem e amam: ação refinada, combate fluido e uma presença carismática. Quem acompanhou o personagem no RE2 Remake e no RE4 Remake vai notar que ele está ainda mais interessante aqui. Um detalhe que não passou despercebido pelos jogadores é uma aliança no dedo de Leon, um elemento que pode indicar camadas adicionais de profundidade em sua jornada — e que certamente vai gerar muita discussão na comunidade.

Resident Evil Requiem
Resident Evil Requiem | Imagem Divulgação

Mecanicamente, os dois personagens também se diferenciam de forma inteligente. Leon pode usar uma machadinha para aparar ataques e até mesmo pegar armas e ferramentas derrubadas por inimigos no cenário, incluindo serras elétricas. Grace, por sua vez, utiliza um coletor de sangue infectado para fabricar itens e munição especial, uma mecânica criativa que reforça seu estilo de jogo mais estratégico.

Zumbis com Personalidade: Um Conceito Perturbador e Brilhante

Um dos elementos que mais gostei em Resident Evil Requiem é a forma como os inimigos foram reimaginados. Os infectados do jogo mantêm resquícios de sua personalidade humana anterior — e isso os torna muito mais perturbadores do que os zumbis mecânicos a que estamos acostumados.

O mordomo, mesmo infectado, tenta desempenhar suas funções. A faxineira continua com seu instinto de limpeza — como varrer o sangue do chão caso o jogador deixe rastros e depois te atacar. O açougueiro causa pavor genuíno. Essa atenção ao detalhe humaniza os inimigos de uma forma que amplifica o horror, transformando cada encontro em algo mais do que um simples obstáculo a ser eliminado.

Na parte de Leon, a mistura inclui infectados com perfil de combate e militares da BSAA, o que mantém a variedade e impede que o combate se torne repetitivo.

Design de Cenário: Raccoon City de Volta à Glória

O design de Rhodes Hill é um dos grandes acertos do jogo. A inspiração nos dois primeiros títulos da franquia é clara e bem-vinda. Na primeira jogatina, a desorientação é parte da experiência — mas o ambiente é tão bem construído que, com o tempo, a navegação se torna intuitiva e prazerosa. É um design inteligente, típico de Resident Evil.

Resident Evil Requiem
Resident Evil Requiem | Imagem Divulgação

Ver Raccoon City destruída com gráficos de última geração é, sem exagero, emocionante. A franquia sempre nos instigou a imaginar como a cidade estaria após os eventos clássicos, e Resident Evil Requiem entrega essa resposta com riqueza de detalhes. Para os fãs de longa data, certas áreas — incluindo a delegacia RPD — vão provocar uma nostalgia genuína e poderosa.

O fator nostalgia, aliás, é explorado com inteligência. O jogo usa referências à franquia de forma orgânica, sem transformá-las em mero fan service vazio. As músicas e temas clássicos integrados à trilha sonora reforçam essa conexão emocional. Após zerar o jogo, o jogador recebe um relatório detalhado de Grace que amarra elementos que vão principalmente do Code Veronica até Village — uma linha do tempo que satisfaz os fãs mais atentos à lore da série.

História: Boa, Mas Com Tropeços no Terceiro Ato

A narrativa de Resident Evil Requiem flui bem durante a primeira metade. Os personagens são envolventes, o mistério se desenvolve em bom ritmo e as reviravoltas funcionam. O problema aparece no terceiro ato, que sofre de um pacing acelerado demais — aquela sensação de que a história está sendo resolvida às pressas.

O principal prejudicado por esse ritmo atropelado é o antagonista principal, Victor Gideon. Apesar de ter um momento de destaque — incluindo uma perseguição de moto por Raccoon City com Victor armado com um RPG — sua história é excessivamente simples, e ele não chega perto do impacto memorável de vilões como Nemesis ou Birkin. É uma oportunidade perdida para um jogo de tamanha ambição.

Resident Evil Requiem
Resident Evil Requiem | Imagem Divulgação

Os demais personagens secundários são competentes, mas vivem à sombra da dupla protagonista. Há muito conteúdo para agradar o fã antigo, e algumas passagens dos jogos clássicos — RE 0, 1 e 2 — permanecem em aberto, sugerindo que a Capcom já planeja desdobramentos futuros, seja em novos títulos ou remakes.

Som e Técnica: Quase Impecável

A mixagem de Resident Evil Requiem é primorosa. Cada detalhe sonoro foi pensado para imergir o jogador — dos ambientes às trocas de pentes nas armas. O design de som complementa perfeitamente o trabalho visual e reforça tanto os momentos de tensão quanto os de ação.

A RE Engine, conhecida por sua otimização em ambientes fechados, entrega uma experiência sólida na maior parte do tempo. Em configurações como a minha, um i5 10400F, 32 GB de RAM e RTX 4060, o jogo roda a cerca de 80 quadros por segundo em resolução 1440p no preset Alto, com efeitos de cabelo ativados. Uma performance impressionante, especialmente considerando a densidade visual do jogo.

Resident Evil Requiem
Resident Evil Requiem | Imagem Divulgação

No entanto, em cenários abertos — particularmente ao chegar em Raccoon City — a engine demonstra algum esforço, com stuttering (travadinhas) na versão PC. Problemas com ray tracing e inconsistências na sensibilidade da mira em controles são alguns bugs que acredito que serão resolvidos. Nada que comprometa a experiência de forma crítica, mas pontos que merecem patches de correção.

A possibilidade de alternar livremente entre câmera em primeira e terceira pessoa para ambos os personagens é um diferencial importante. Essa flexibilidade permite que cada jogador customize sua experiência — quem prefere o terror imersivo da primeira pessoa tem essa opção; quem gosta da visão panorâmica da terceira pessoa também é atendido. Na sua primeira run eu recomendo Grace em primeira pessoa e Leon em terceira pessoa.

Resident Evil Requiem
Resident Evil Requiem | Imagem Divulgação

O Que Poderia Ser Melhor

Além dos vilões pouco desenvolvidos e do ritmo irregular no terceiro ato, Resident Evil Requiem apresenta outras duas fragilidades que vale mencionar.

Os puzzles são a maior decepção. O jogo opta majoritariamente por entregar arquivos com senhas de cofres e instruções diretas sobre como interagir com determinados itens. A profundidade e criatividade dos enigmas encontrados em Resident Evil 7, ou nos clássicos da franquia, está praticamente ausente. Há um puzzle que gerou bastante discussão nas redes sociais, mas ele é uma exceção isolada em um jogo que claramente priorizou outros aspectos.

A outra crítica relevante é a ausência do modo The Mercenaries no lançamento. Trata-se de um conteúdo que muitos jogadores consideram essencial para a rejogabilidade da franquia, e sua falta deixa o jogo apoiado apenas em sua campanha principal — estimada entre 10 e 16 horas. Pessoalmente, não ligo tanto, mas será muito bem vindo.

Para Quem É Resident Evil Requiem?

Resident Evil Requiem funciona como uma carta de amor aos 30 anos da franquia. Ele pega o melhor do Resident Evil 7 e do Resident Evil 8 — a atmosfera, o horror visceral, a narrativa focada — e combina com o cenário urbano familiar do Resident Evil 2 e do Resident Evil 3, adicionando a jogabilidade de ação refinada do Resident Evil 4 Remake nas seções de Leon. É uma mistura ambiciosa que, na maior parte do tempo, funciona.

Resident Evil Requiem
Resident Evil Requiem | Imagem Divulgação

Fãs de longa data vão se emocionar com os acenos ao passado da série. Novatos têm em Grace Ashcroft um ponto de entrada acessível e bem construído. E quem está no meio-termo vai encontrar um jogo tecnicamente sólido, com bons personagens, inimigos criativos e um design de cenário que é, por si só, uma experiência.

Em um ano marcado por lançamentos divisivos, Resident Evil Requiem se posiciona como um dos títulos mais completos de 2026 — e uma prova de que a Capcom ainda sabe muito bem o que está fazendo com sua franquia mais icônica.

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Review produzido com base em análise da versão de PC cedida pela Capcom. Tempo de campanha: aproximadamente 12 horas na primeira jogatina.

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