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Golden Kamuy: Crônicas da Era Meiji | Suco Apresenta

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Golden Kamuy: Crônicas da Era Meiji | Suco Apresenta

Agora em outubro estreará a terceira temporada de Golden Kamuy. Aproveitei a oportunidade para finalmente botar aquele Plan to Watch para andar, já que não foram poucas as vezes que ouvi bem sobre o anime e não foram poucas as recomendações para este historiador de formação. E como ficções históricas são um ponto fraco deste redator, não havia hora melhor para botar tudo em dia e deixar uma palinha para quem ou nunca viu nada sobre o anime ou para quem viu já há muito tempo e não se lembra mais de nada.

Como eu mesmo sendo outra pessoa dotada da memória de um peixinho-dourado, não surpreende que os detalhes sobre a história de Golden Kamuy fujam depois de um tempo. A trama é emaranhada como uma complexa teia de aranha e qualquer fio que escape à atenção pode lançar quem assiste à confusão. E no decorrer dessa trama, personagens os mais diversos são desenvolvidos ao longo de duas temporadas.

Pois esta é a minha proposta para esse texto: apresentar os principais temas de Golden Kamuy para você, tudo numa boa sem spoilers. Depois dessa apresentação, aí sim entraremos numa zona de spoilers para resumir o que foi que aconteceu até a segunda temporada e o que poderemos esperar da terceira temporada (salvo quem lê o mangá; estes já viram o futuro).

Então sem mais delongas…

golden kamuy poster

 

DO QUE TRATA GOLDEN KAMUY?

Golden Kamuy, baseado no mangá de mesmo nome em publicação desde 2014, conta a história de Saichi Sugimoto, um ex-veterano da Guerra Russo-Japonesa que ficou conhecido como “Sugimoto O Imortal” por ter sobrevivido ao Cerco de Port Arthur ao mesmo tempo em que lançou uma violenta ofensiva contra os russos.

Com o fim da guerra, Sugimoto seguiu perambulando pela parte norte do Japão, na região de Hokkaido. Lá ele ouve falar de uma grande quantidade de ouro escondida por um prisioneiro, num lugar onde só é possível de ser encontrado decifrando várias tatuagens espalhadas nos corpos de vários outros detentos.

Pouco após ouvir sobre esse boato, Sugimoto é atacado por um urso (dos mais mal feitos na história da animação, bom frisar) e socorrido por uma garota nativa da região. Seu nome é Asirpa, uma Ainu. Com o urso derrotado, ambos percebem ter objetivos semelhantes, ainda que pelos motivos diferentes, resolvendo então caminhar juntos em busca da fonte desse ouro.

Golden Kamuy num grande resumão é isso: um veterano de guerra e uma menina ainu procurando juntos por um tesouro escondido nas terras gélidas de Hokkaido. Mas essa explicação limitada não existe só porque eu quero prevenir spoilers mas porque é preciso entender vários contextos para entender e aproveitar bem a excelente história deste anime.

E isso passa pelo entendimento de algumas coisas básicas para os japoneses, mas não tão básicas para nós brasileiros que ainda engatinhamos nos estudos da história do Japão. Como assim Guerra Russo-Japonesa? Como assim ainus? Bom, é aqui que as coisas ficam interessantes.

Senta que lá vem história.

 

AINUS E “NATIVOS”

Já é meio batido ficar dizendo isso, mas é sabido que nenhum país é uno e homogêneo em seus habitantes. Seja em um país de proporções continentais como o Brasil ou mesmo em um diminuto arquipélago como no Japão você tem várias diferenças regionais, de norte a sul. É natural que elas existam, porque nenhuma comunidade está 100% em interação com seus vizinhos distantes. Apesar de sermos todos brasileiros, apenas alguns poucos de nós saímos para fora de nossos estados e é possível contar nos dedos quem conheçamos que já tenha viajado para todas as cinco regiões. Se isso é verdade para nós em 2020, mesmo com toda a tecnologia de transporte existente, isso é ainda mais verdadeiro para a vida comum japonesa há mais de 100 anos atrás. Tamanho de país aí pouco faz diferença.

E por séculos, norte e sul do Japão foram dois mundos distantes. Se há alguma semelhança gritante entre Brasil e a Terra do Sol Nascente é que ambos desconhecem o seu Norte. A vida brasileira tem sua história e sua identidade quase que completamente montada sobre o seu litoral, de nordeste a sudeste, assim como o Japão tem o bojo de sua história contada de Kyoto até Tokyo. E mesmo assim Tokyo só virou um centro histórico há “apenas” 400 anos, com o shogunato Tokugawa. Bem antes disso, a história do império do crisântemo é escrita e contada na capital imperial, Kyoto. Para os yamato-jin, os descendentes do império de Yamato, as terras gélidas do norte eram fontes de mistérios, como o jogo Ookami mostra muito bem. Eles chamavam essa terra de “Ezochi” e já desde os tempos da corte Heian habitavam os ainus, um dos povos originários do Japão.

Já pincelei um pouco sobre os ainus no meu texto sobre Princesa Mononoke. Exemplos desse povo na cultura pop já existem há um tempo, com Shaman King e com a Nakoruru, de Samurai Shodown. Geralmente existe uma pressa em chamar os ainus de “índios japoneses”, por causa de sua condição minoritária no país e pelas perseguições sofridas desde o shogunato dos Minamoto, na Era Kamakura. Mas prefiro chamar os ainu simplesmente de… ainu. Pois nativo por nativo, os yamato-jin (povos originários da região de Kyoto e entornos onde surgiu o primeiro imperador japonês, Jinmu-tennô) são tão indígenas quanto os ainu; não houve no Japão algo semelhante a uma invasão colonial como o que houve aqui nas Américas. E se vocês prestarem atenção, o modo como os ainu descrevem seu mundo e seus fenômenos lembram um tanto o próprio shintô.

Em várias passagens de Golden Kamuy, a Asirpa chama os espíritos que tudo habitam e regem a vida e a natureza de “kamui”. Kamui que tem pronúncia parecida com “kami”, com descrições bem semelhantes às da religião shintô (ou xintoísmo, como é mais conhecido por aí). De espíritos que habitam os céus aos espíritos que habitam animais e se corrompem quando matam humanos, o mundo espiritual dos ainu tem um caráter animistico que muito lembra a espiritualidade original do arquipélago japonês antes da chegada do budismo. As semelhanças, lógico, param por aí. Pois fisicamente, os ainu são bem distintos, com vestimentas apropriadas para o clima severo da região japonesa mais próxima da Sibéria. Os homens são barbudos e robustos e as mulheres têm o hábito de tatuar os lábios após o casamento, sendo a tatuagem mais larga quanto maior o status social do marido com quem esta ainu se casou.

Um tabu ainu com relação à natureza em particular explica um dos plot centrais de Golden Kamuy, que é a presença do ouro. O trato com os rios proíbe a violação destes; neles não se fazem as necessidades, pois é importante manter a água pura. Esses leitos intocáveis por tanto tempo acabaram por preservar não só a água para o consumo, como várias reservas de ouro desconhecidas aos não-familiares com a região.

Eventualmente, com o passar das eras e o ingresso do Japão na era moderna, novas circunstâncias levaram velhos tabus a serem revistos e profanados juntar e esconder esta quantia inimaginável de ouro. Com que propósito? E quais são as partes interessadas nessa caça ao tesouro? Essa é a parte de nossa próxima seção.

golden kamuy poster

 

A CORRIDA PELO OURO (ZONA DE SPOILERS)

A partir daqui, já não posso garantir uma descrição livre de spoilers. Cada personagem revelado pode ser visto como um spoiler menor; descrevê-los por aqui mais ainda, já que a narração de Golden Kamuy é um espetáculo imperdível à parte. Então, quem ainda não assistiu, que prossiga por sua própria conta e risco.

Como dito anteriormente, a corrida do ouro de Golden Kamuy é o motor de todo o plot do anime; e ela pode ser dividida em basicamente três partes interessadas: Sugimoto e Asirpa, a facção do exército comandada pelo Primeiro Tenente Tsurumi e os membros remanescentes do Shinsegumi, Hijikata Toshizou e Shinpachi Nagakura.

O anime não é tão explícito nos motivos de Sugimoto dessa procura quanto no mangá. A coisa toda é resumida numa promessa a um amigo próximo que foi morto na guerra e deixou sua esposa viúva, dando a entender que ele quer dar uma vida melhor para ela. Asirpa quer acima de tudo saber do paradeiro de seu pai e acredita que o caminho do ouro levará até ele. Durante o caminho, eles conseguem aliados, seja por conveniência, seja por simpatia, como Kiroranke, amigo do pai de Asirpa, Inkarmat, um ainu que lê a sorte das pessoas e o atrapalhado Shiraishi, um dos 24 detentos tatuados, autoproclamado Rei das Fugas e uma clara homenagem a um clássico dos animes, Lupin III.

Na facção do exército é bom entender que aqueles não são oficiais em si, mas uma dissidência que sentiu-se descartada pelo governo japonês após o fim da guerra com os russos. Por isso Tsurumi, que ficou com parte do cérebro exposto após uma explosão, tem o sonho de refazer um Japão que valorize o seu exército e que se torne uma gigante potência militar; para isso ele precisa do ouro escondido por Nopperabou.

É importante frisar que os soldados que se filiam a ele não necessariamente o fazem por simpatia ao Tsurumi, que é visivelmente pirado das ideias. À primeira vista, os soldados, igualmente uniformizados, dão a impressão de serem meros npc’s; daí, quando você menos percebe, aqueles soldados ganham vida, personalidade e identidade próprias. De um modo geral, todos os ex-combatentes da Guerra Russo Japonese que aparecem em Golden Kamuy tem uma experiência traumática em comum: o Cerco de Port Arthur. Uma das primeiras cenas do anime se passa justamente durante o clímax da batalha, com o russos entrincheirados em artilharia pesada e hordas de soldados japoneses correndo para as suas mortes. É naquele banho de sangue que Fujimoto entra em um frenesi pela sobrevivência, onde ele ganha o apelido de “O Imortal”. Tsurumi, comandante da batalha, também ficou impactado pela tática dos oficiais maiores de enviar homens atrás de homens para morrer até que a força numérica tomasse o inimigo pelo cansaço. Tanigaki Genjirou, outro soldado sobrevivente, também lutou no cerco e foi fortemente impactado pelo evento, mas por razões pessoais (um dos personagens mais bem desenvolvidos de todo o anime, eu diria).

Por isso que importa um pouco conhecer os bastidores dessa guerra que foi uma das mais sangrentas do último século. Os horrores da Segunda Guerra Mundial mascaram outros banhos de sangue que avermelharam o século 20; a Guerra Russo-Japonesa introduziu várias novidades que se tornariam uso comum quarenta anos mais tarde, como minas marítimas, comunicação por rádio frequência, cercas elétricas e metralhadoras pesadas (elas já eram usadas pelo exército japonês, como bem mostrado em O Último Samurai, mas nunca haviam sido usadas numa guerra como em 1904). Tanta novidade bélica tornou a morte muito mais eficiente; além disso, como os russos já sabiam da facilidade com que os japoneses tomaram Port Arthur na Primeira Guerra Sino-Japonesa de 1894, eles se fortificaram à altura, fazendo com que o cerco se estendesse de agosto de 1904 até janeiro de 1905. Seis meses de batalha, simplesmente. É de deixar um impacto na cabeça de quem passa por aquilo (e sai vivo).

Além de Asirpa e Sugimoto e o comando do Primeiro Tenente Tsurumi, temos também… Shinsengumi? Em tese não deveríamos ter, pois os partidários do shogunato Tokugawa já haviam sido desmantelados há quase 40 anos com a Restauração Meiji. Mas a imaginação histórica e a astúcia narrativa do autor de Golden Kamuy lhe permitiu um cenário hipotético onde Hijikata Toshizou, um dos maiores comandantes do grupo, não morreu como deveria em 1869 e aparece como um senhor astuto e tão perigoso quanto décadas antes. Ao lado dele acompanha um senhor, Shinpachi Nagakura, tido como o melhor espadachim de todo o Shinsengumi; o que não é pouca coisa quando se está no mesmo grupo de Okita Souji (olá fãs de Fate) e Saitou Hajime (olá fãs de Rurounin Kenshin).

O contra-factual morre um pouco aí, pois Shinpachi Nagakura, assim como Saitou, também conseguiu a proeza de sobreviver aos tempos do Bakumatsu e, findo o conflito com os monarquistas, se mudou para Hokkaido, na cidade de Otaro, onde morreu em 1915 (mesmo ano da morte de Saitou). Seu design no anime é curiosamente fiel a um retrato sobrevivente de sua velhice, onde virou instrutor de kendo para os carcereiros de uma prisão na região. Em Golden Kamuy, mesmo na velhice, Hijikata vê no ouro dos ainu uma oportunidade de reviver em outras terras um Japão que morreu depois da Restauração Meiji. Além de Shinpachi, Hijikata também consegue a adesão de alguns ex-detentos da prisão de Ashibara, bem como um dos soldados de Tsurumi, Hyakunosuke Ogata, um sniper que se alia onde bem entender.

E se tem uma coisa que Golden Kamuy constrói bem, são essas alianças de ocasião; que pelos sabores e dissabores do momento, podem acabar em traição ou deserção. Estamos nos aproximando agora da terceira temporada, após do caos que foi o término da segunda. Antes de partirmos para as conclusões, vejamos como se encontra o estado calamitoso dessa caça ao tesouro. É agora que os spoilers vêm pesado:

O QUE ROLOU ATÉ AGORA

A primeira temporada inteira serviu para apresentar alguns personagens e dar o panorama geral dessas facções interessadas que eu descrevi há pouco. Até o início da segunda temporada, a coleção das tatuagens estava um tanto bem distribuída. O primeiro-tenente Tsurumi resolve deixar Sugimoto colecionar as tatuagens com a ainu, para que ele próprio pudesse manter um perfil modesto dentro do exército. Já Hijikata consegue fazer com que Shiraishi vire um informante, cambaleando na linha tênue entre um chantageado e um traidor. Na segunda temporada, Tsurumi consegue sair da defensiva e vira a corrida de cabeça para baixo após conhecer um taxidermista (profissionais que empalham animais) chamado Yasaku Edogai. Edogai é um excêntrico amante de peles, tão excêntrico que passa a roubar cadáveres para empalhá-los e fazer sua própria família. Como maluco atrai maluco, Tsurumi consegue conquistar a afeição/obsessão de Edogai, que passa a criar réplicas de todas as tatuagens que ele possui. Essa jogada coloca todas as outras partes num visível estado de confusão; sem poder mais saber o que é autêntico e o que é falso, tanto o grupo da Asirpa quanto Hijikata concluem que o melhor a ser feito é ir até a prisão de Ashibara perguntar o paradeiro do ouro ao próprio Nopperabou, o tatuador dos prisioneiros.

Como invadir uma prisão de segurança máxima não é uma tarefa nada simples, a segunda temporada lida com os preparativos para essa invasão. Nesse meio tempo, histórias de personagens são contadas e mais detalhes sobre o pai da Asirpa entram em cena, que suspeita que Nopperabou seja o seu verdadeiro pai. O que se confirma, ele tem os mesmos olhos azul-esverdeados de sua filha. Mas antes mesmo que algo pudesse ser revelado, Ogata, o sniper aliado de Hijikata desfaz a trégua, matando Nopperabou e ferindo gravemente Sugimoto na cabeça. Kiroranke também comete traição e é revelado que ele possuía diferenças fundamentais com seu amigo, mas, por acidente, esfaqueia Inkarmat e é flagrado logo em seguida.

Então a situação às vésperas da terceira temporada é esta: Sugimoto está separado de Asirpa e lívido de raiva contra Ogata e Kiroranke. Tsurumi fez uma esplêndida mostra de poder no presídio de Ashibari com seu couraçado e seu exército particular. Hijikata acertou as contas contra seu carcereiro, o diretor do presídio e desde então seu paradeiro bem como suas intenções daqui pra frente estão para ser detalhadas na temporada a seguir. Era de se esperar que algum ponto maior do plot fosse revelado com a reunião de Asirpa com seu pai; por que ele juntou todo aquele ouro? Quais eram suas as intenções para com o povo ainu? Por que ele acabou deformado daquele jeito? Nada disso pôde ser respondido e terminamos a segunda temporada completamente confusos, mas muito empolgado com o que virá pela frente.

golden kamuy poster

 

CONCLUSÃO: UMA HISTÓRIA SOBRE SOBREVIVENTES

Este texto já está enorme, então façamos um comentário final sobre o que afinal resume Golden Kamuy. Trata-se de uma obra ampla, com muitos personagens e backgrounds diferentes. Ora ele é violentíssimo, ora ele é bizarramente bem humorado (quem é capaz de imaginar que é possível cair na gargalhada em plena invasão do presídio no final da segunda temporada?!), ora ele é… nichado? Fujoshis geralmente são tudo sobre rapazinhos bonitos, bishonen pra lá e pra cá, mas quem gosta de grandalhões musculosos vão achar ótimos momentos de fanservice (“ótimo”, obviamente, pra quem curte). É possível ter um fio condutor pra uma história dessas? Uma cabeça de polvo que junte tantos tentáculos diferenciados?

Sim, é possível. Em uma palavra, Golden Kamuy é sobre sobrevivência. O grito de guerra de Sugimoto, “Eu sou Sugimoto, O Imortal!” diz menos de um excesso de autoconfiança e mais sobre sua determinação em sobreviver, não importa de qual situação e por mais certa que seja a morte. Asirpa é uma “nova mulher ainu para uma nova era” que está disposta a sobreviver a tudo para descobrir a verdade de suas origens. Durante os dias que se passam, Golden Kamuy dá bastante tempo de tela a uma das coisas mais básicas e mais fundamentais que fazemos para sobreviver: se alimentar. É confuso que a segunda abertura dê tanta atenção a isso que faça parecer uma abertura de Shokugeki no Souma? Demais. Mas a caça é um elemento fundamental para vários personagens, seja por motivos pessoais ou pela razão fundamental de que muitas vezes a sua sobrevivência significa a morte de outra vida. Essa é uma verdade que o nosso mundo urbanizado muitas vezes perde de vista, mas que nunca deixou de sê-la.

Quando percebemos esse detalhe fundamental, nos damos conta que estamos diante de uma obra-prima; porque por mais variado que sejam seus elementos narrativos, tudo em Golden Kamuy converge muito bem para a questão da sobrevivência, seja em histórias de veteranos de guerra ou de aldeias marginalizadas ou daqueles que ficaram do lado errado da História (com H maiúsculo, o curso do tempo, não a estória).

Por isso, se você nunca assistiu Golden Kamuy, a hora ideal é agora. Estamos às vésperas da terceira temporada, com muitas questões a serem tratadas e, sabendo da capacidade fenomenal do anime em saber contar uma boa história, é quase certo que não sairemos decepcionados. E quem já assistiu tem agora este texto para dar uma refrescada na memória. Não com toooodos os detalhes de tudo o que aconteceu, porque aí teríamos umas vinte páginas. Mas temos esse resumão pra ficarmos todos prontos para outubro.

Então é isso meus bons. Este foi mais um Suco Apresenta e um dos que mais gostei de escrever; nem eu mesmo sabia o quanto esta crônica de finais da Era Meiji seria tão interessante assim. Devemos muita gratidão a Gibiate por deixar a gente imunizado contra CGI ruim! Até a próxima!

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