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Enquanto a Marvel trabalha a sua Fase 4 para o próximo ano e a DC tenta se colocar nos trilhos das grandes produções do gênero herói, as outras editoras começam a comprar a ideia e entram de vez para adaptar suas HQs para as grandes telas. A Valiant Comics e a Sony Pictures apresentam para os fãs da cultura pop Bloodshot, filme de muita ação e trazendo um tópico de grande importância: Vin Diesel sem limites e totalmente deus ex-machina, conceito interessante com muito fanservice da HQ os quais não conseguiu sustentar o filme.

Vin Diesel é um ex-militar que têm seu corpo modificado para fins confidenciais. Movido pela vingança, ele busca nomes procurados de uma organização secreta para manter a segurança da população, mas se mostra algo muito maior, aliás trabalha um conceito muito visto no gênero cyberpunk. A ideia de que suas lembranças são modificadas por uma agência, a dúvida se tudo aquilo que já aconteceu em sua vida foi verdade, e busca por alguma singularidade, até parece Ghost in the Shell né? Para a nova geração, lembra muito Westworld, é curioso o quão lindo é a tecnologia pelo modo como pode ser usada, ao mesmo tempo triste quanto as cobaias que se tornam um mero casco sem nenhum núcleo que define sua singularidade, apesar de ser um filme de ação, Bloodshot consegue trabalhar esse clichê, porém maravilhoso plot do gênero cyberpunk.

Se acha que esse filme é algo mais arrastado e lento por causa do conceito cyberpunk, errou e muito, não se esqueça, Vin Diesel é o protagonista, já se sabe o que esperar né? Pois bem, foi entregue, se Vin Diesel já é sem limites em Velozes e Furiosos como um ser humano, imagina agora com nanotecnologia correndo em suas veias? Um verdadeiro tanque de guerra, aguenta tudo que é tiro, porrada e bomba que bate nele e consegue revidar de uma forma nível Goku ou Saitama, o deus ex-machina que poderia ser algo ruim, mas se mostrou a melhor coisa desse filme.

Bloodshot (Vin Diesel)

Poderia ser um grande filme, mas o roteiro tropeça no que trabalhar em tela, se vai desenvolver a profundeza do cyberpunk ou vai chutar o balde e sair para a porradaria, no fim isso é bem trabalhado, mas passa por muita turbulência na metade da história, e já que o foco é o roteiro, isso foi o maior defeito de todo o filme. Um tipo de problema das adaptações de HQs é o modo como os longas trabalham a história junto com as referências, muitas vezes é algo repetitivo de filme para filme, e por uma única razão, tenha você sua preferência, faz parte de algum fandom ou algo do gênero, quadrinhos são muito iguais, de origem de herói até confronto final que junta todos contra o maior vilão. Por mais que sejam personagens diferentes, a linha de história é a mesma, os filmes têm a chance de elevar o nível para algo impactante, mas aqui se mostrou genérico e repetido, mesmo com fanservice da HQ, Vin Diesel caindo pra porrada e filosofia cyberpunk, Bloodshot cai para uma tentativa fracassada de grande filme e o flop se mostra real.

bloodshot Eiza González
Eiza González em Bloodshot (Imagem Divulgação)

É uma HQ pouco conhecida para novas gerações, também existe um público pequeno que leu, mesmo com ela gratuita na SocialComics, porém é muito interessante, aos fãs de HQ, leiam, vale a pena, mas o que o filme poderia trabalhar algo grandioso, no fim repetiu a fórmula da jornada do herói, tentou maquiar com o protagonismo de Vin Diesel e pelas cenas de ação sem limites e reflexão cyberpunk, no fim se perdem pela fraqueza do roteiro e pelos clichês de filmes de heróis.

REVIEW
Bloodshot
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Baraldi
Editor, escritor, gamer e cinéfilo, aquele que troca sombra e água fresca por Netflix e x-burger. De boísta total sobre filmes e quadrinhos, pois nerd que é nerd, não recusa filme ruim. Vida longa e próspera e que a força esteja com vocês.