Bad Buddy finale – 6 motivos para dar play hoje mesmo

Bad Buddy
Imagem Divulgação
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O décimo segundo e último episódio de Bad Buddy foi ao ar na última sexta-feira (21), deixando para trás um fandom bem maior do que se esperava no início da série. Enquanto estava sendo lançado, o lakorn chamou bastante a atenção dos dorameiros na internet. Toda sexta-feira, assim que estreava um novo episódio, a série entrava nos trending topics do Twitter e chegava a pegar o primeiro lugar facilmente em países como Tailândia, Filipinas, Indonésia… e Brasil!

Os atores Nanon Korapat e Ohm Pawat chegaram até a mandar um recadinho fofo para os fãs brasileiros há algumas semanas agradecendo pelo apoio:

E no episódio final não poderia ser diferente: A hashtag #BadBuddySeries entrou nos trending topics de 28 países e alcançou o primeiro lugar em 11 deles (incluindo o Brasil). Juntando Facebook e YouTube, eles alcançaram 150 milhões de visualizações, além de ficar em primeiro lugar nas plataformas Weibo e WeTV.

Então, se você ainda não ouviu falar dessa preciosidade ou se ainda está em dúvida se deve começar ou não, aqui vão uma rápida sinopse e 6 motivos pra dar uma chance à obra.

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Sinopse

Os vizinhos Pat (Ohm Pawat Chittsawangdee) e Pran (Nanon Korapat Kirdpan) cresceram em meio a uma antiga rixa entre suas famílias e sempre competiram em tudo, tanto em atividades acadêmicas quanto extracurriculares. No entanto, embora os pais de ambos se odeiem, um incidente em sua infância fez com que os meninos se aproximassem e se tornassem amigos – uma relação que eles precisaram esconder por causa da querela familiar. Agora na universidade, eles fazem parte de grupos rivais e mais uma vez firmam um pacto para se manter longe de problemas. Mas quanto tempo vai levar até essa “aminimizade” secreta se tornar algo mais?

1.”Frenemies” to Lovers

Quem não adora um bom clichê? Digam o que quiserem, esse é o tipo de enredo que deixa os românticos incuráveis de coração quentinho e serelepe; um romance tipicamente shakespeariano desenvolvido de uma forma mais leve e moderna, sem o final trágico com venenos e adagas no coração.

Ver os protagonistas decidindo se são amigos ou inimigos enquanto tentam se manter (e manter um ao outro) longe de encrencas é parte da diversão e com certeza dá aquele friozinho na barriga, rendendo boas risadas ao longo dos episódios.

2. A química entre os atores

Ohm e Nanon foram uma escolha mais que certeira do diretor Backaof Noppharnach Chaiwimol (ou P’Aof), que disse não conseguir imaginar mais ninguém nos papeis de Pat e Pran. A cada episódio, entendemos exatamente o que ele quis dizer; além de profissionais talentosos, os atores são amigos de longa data, e já possuíam uma intimidade que lhes permitiu expressar com grande naturalidade os sentimentos em constante evolução e as diferentes faces de seus personagens.

A dupla tinha tanta sintonia que, segundo o diretor, muitas das cenas tiveram altas doses de improviso dos meninos. Ohm também disse em entrevista que muitas vezes ele não tinha vontade de dizer suas falas na cena porque não via necessidade, uma vez que ele e Nanon conseguiam se comunicar apenas com olhares; de fato, o ápice de mais de uma das cenas mais expressivas da série possuem pouquíssimas ou nenhuma fala – e palavras realmente não foram necessárias.

3.Os personagens secundários

Se os pais são a raiz do conflito, Pa (Love Pattranit), irmã de Pat, é a chave para o início da amizade dos protagonistas em meio à rixa familiar. Os amigos de ambos, em grupos rivais, acabam reaproximando os meninos na universidade depois de um período distantes. Uma amiga do colégio os ajuda a perceber as mudanças dos sentimentos entre eles.

Seja como a causa de um conflito ou o caminho para a solução, os amigos e a família de Pat e Pran são uma parte muito importante da trama. Eles também têm conflitos internos e personalidades próprias, e agem como catalisadores de diversas situações ao longo da história que levam os protagonistas a refletir e fazer as escolhas necessárias para seu processo de autoconhecimento e amadurecimento.

4. Adeus, clichês tóxicos!

Ainda que não seja o ponto focal da série, ao longo da trama o diretor bate de frente com vários clichês da indústria que não são lá muito saudáveis. Por exemplo: Diferente de outras séries do gênero, a figura feminina não é utilizada de uma forma simplista e vazia apenas para criar conflitos e dramas desnecessários.

Backaof também zombou de outras infâmias tradicionais do gênero, como um dos membros do casal ser chamado de “esposa”, embora sejam claramente dois homens, e o clássico “eu sou hétero, mas só gosto de você” (bis e pans mandaram um abraço).

5. O núcleo familiar e a saúde mental

Quem é que nunca teve um problema na família causado por falta de terapia? Ao analisar o ciclo familiar dos protagonistas, vemos o estrago dos traumas e mágoas não curadas que são forçados na geração seguinte. Dos dois lados, é incumbida aos filhos a “responsabilidade” de manter a reputação das respectivas famílias em meio a uma briga que não é deles.

É interessante ver como cada um dos garotos reage a essas pressões e cobranças, como esses traumas refletem em suas personalidades e como suas visões de mundo e de si mesmos são moldadas pelo ambiente doméstico-familiar, com situações que geram no público um sentimento de identificação. Será que existe uma solução fácil e mágica para esses problemas?

6. A trilha sonora

Esse item é indispensável! Na dramaturgia, a música muitas vezes é quase como um personagem da trama que ajuda a contar a história.

Pois bem, a trilha sonora de Bad Buddy acompanha a evolução dos sentimentos e do relacionamento dos protagonistas, além de ser um dos elos de ligação entre eles, uma vez que a música não está apenas no fundo da cena, mas algumas faixas também são interpretadas pelos próprios personagens!

Calma, não é um musical. Acontece que os personagens Pat e Pran eram o baterista e o guitarrista/vocalista, respectivamente, de uma banda no colégio; e as cenas não são de mentirinha! Ohm realmente toca bateria e guitarra, e Nanon, além de ator, é cantor e toca violão e guitarra, e interpreta duas das músicas da trilha sonora do drama no papel de Pran (isso mesmo, não é lipsync).

Juntando tudo isso e mais alguns detalhes que só é possível entender ao assistir ao lakorn, temos o que os fãs chamaram de “um dos maiores atos do gênero na indústria tailandesa”, que alcançou um público muito maior do que se esperava – apesar de não se encaixar no formato e estilo tradicionais do Ocidente que ainda domina o cenário mundial, e que por isso é motivo ainda maior de orgulho para aqueles que acompanham a carreira dos artistas envolvidos.

E agora que o último episódio foi ao ar, também já é uma opção para maratonar no final de semana!

Todos os episódios de Bad Buddy estão disponíveis no canal da produtora no YouTube com legendas em inglês, e, até o momento, os episódios 1-11 já possuem legendas em português.

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