A Estação Liberdade publica em 9 de março o romance “Manazuru”, da escritora japonesa Hiromi Kawakami. O livro traz a história de Kei, uma mulher de meia-idade que vive assombrada pelo desaparecimento inexplicável do marido.
A obra, que rendeu à autora o Prêmio Tanizaki em 2001, chega ao Brasil com tradução de Jaqueline Nabeta. O romance será vendido por R$ 76,00 em formato de 240 páginas.
A história de Kei e o mistério de Manazuru
A protagonista vive em Tóquio com a mãe e a filha, dividida entre a rotina de trabalho e os cuidados familiares. Anos após o sumiço do marido, Kei embarca em um trem e acaba descendo na cidade costeira de Manazuru, onde passa a sentir que algo a segue.
Neste local, ela estabelece uma relação com o que parece ser uma presença espectral. Entre diálogos que podem existir apenas em sua própria mente, a personagem inicia uma jornada para sair de seu labirinto interior e fazer as pazes com os fantasmas do passado.
O conceito de kamikakushi na narrativa
Hiromi Kawakami explora em “Manazuru” o conceito japonês de kamikakushi (神隠し), termo que significa “desaparecimento misterioso” de causa divina. A autora trabalha a interpretação do sobrenatural de forma particular, fugindo do senso comum.
A narrativa em primeira pessoa é construída como uma colcha de retalhos, com a voz da protagonista entrecortada por pensamentos intrusivos. O estilo poético abraça o surreal enquanto revela uma ternura silenciosa nos momentos sombrios.

Sobre a autora
Hiromi Kawakami nasceu em Tóquio em 1958 e estreou na literatura em 1994 com o romance “Kamisama” (Deus). Dois anos depois, recebeu o Prêmio Akutagawa por “Hebi o fumu” (Pisar uma cobra).
A escritora é reconhecida no Japão por seu estilo refinado e enxuto, que aborda o cotidiano metropolitano, as transformações da vida, o amor e a sexualidade. Pela Estação Liberdade, já foram publicados “Quinquilharias Nakano” (2010) e “A valise do professor” (2012).
Clique aqui e saiba mais sobre a obra de Hiromi Kawakami, com tradução de Jaqueline Nabeta


