Três anos após o lançamento do jogo original, The Evil Within 2, foi um dos games mais esperados do ano.

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Com sua temática de ação, suspense e ares de Resident Evil, o lançamento logo foi um sucesso de críticas, mas será que o jogo é bom mesmo?

The Evil Within 2
The Evil Within 2 (Imagem Divulgação)

De seu predecessor

Seu predecessor, The Evil Within, lançado em 2014 não é nem de longe um dos meus jogos favoritos. Apesar do começo forte e intenso, a história confusa, os cenários inconsistentes e a jogabilidade forçada não me agradou durante muito tempo.

Jogando novamente o original antes do lançamento de sua continuação eu pude perceber vários pontos que me fizeram desgostar de The Evil Within, muitos deles ligados ao seu roteiro que – apesar das DLCs – parecia com muitos furos, mas foi sua inconsistência de ambientação e inimigos que principalmente me desapontou.

Levando tudo isso em conta, eu não era uma das pessoas mais ansiosas para jogar The Evil Within 2, ainda assim, me arrisquei na oportunidade de experimentar o novo jogo, e ainda bem que o fiz!

The Evil Within 2
The Evil Within 2 (Imagem Divulgação)

Ouviram a comunidade?

Como descrito no Primeiro Gole de The Evil Within 2, o jogo é a prova concreta de que ouvir seus jogadores faz milagres. Totalmente reformulado o jogo apresentou dezenas de novas características que fortaleceram o jogo, desprezando os pontos fracos do original, e melhorando os aspectos positivos.

Nesse, em mundo aberto, nós temos a possibilidade de crafting, ou criação, para fazer munições ou melhoramentos em nossas armas, além de que o sistema de aprimoramento de personagem – muito semelhante ao do jogo anterior – está mais claro e inteligente, além de ser possível notar as diferenças entre a elevação de um status para outro (coisa que no primeiro jogo às vezes se perdia).

Porém, o melhor de tudo está sem dúvidas na história do jogo, no primeiro ela era muito efêmera e nós não tínhamos ideia alguma do que realmente estava acontecendo, dessa vez o roteiro se apresenta por inteiro de uma vez só, ele é claro e conciso e apresenta tudo que promete: um ambiente em mundo aberto com muitos inimigos, pouca munição e diversas missões paralelas essenciais para o avanço do game.

The Evil Within 2
The Evil Within 2 (Imagem Divulgação)

A trama em torno de Sebastian Castellanos

A história gira em torno do detetive Sebastian Castellanos, que após o incidente de três anos antes no Hospital Psiquiátrico Beacon está perdido em sua busca por qualquer noticia sobre Mobius, a estranha organização que esteve por trás do incidente, porém, Kidman (sua antiga colega de trabalho, e também membro do Mobius) surge com uma proposta irrecusável, descobrir mais sobre a fantástica máquina STEM e de quebra recuperar sua filha, Lily, que Sebastian achou ter morrido anos atrás em um incêndio.

Apresentados ao plot principal nos primeiros dois capítulos nós seguimos com uma sequência para conhecer o primeiro Boss que teremos que derrotar: Stefano, o fotógrafo macabro que transforma a morte em obras de arte.

É importante apontar aqui que todos os Bosses tem certo apelo na história, Stefano por sua vez parece meio perdido, como um lunático que por a caso apareceu em Union, o universo criado na STEM, ainda assim ele é carismático e entrega o que promete, sendo uma batalha divertida que me fez lembrar muito do primeiro game, dos pontos positivos pelo menos.

The Evil Within 2
The Evil Within 2 (Imagem Divulgação)

Fluidez na Jogabilidade

O verdadeiro segredo de The Evil Within 2 está na jogabilidade: kills sorrateiros vão ser o seu melhor amigo na hora de buscar itens ou limpar cenários, também foram o meu investimento no upgrade de status, a verdade é que a munição é escassa, a ponto de ser um desafio, e saber equilibrar os gastos de artilharia junto a necessidade de loot frequente é essencial.

Durante a jogatina vamos ser apresentados a outros personagens, membros da Mobius que por a caso se perderam em Union, é com alegria que digo que a inserção dos mesmos no plot da história é feito de maneira harmoniosa e uniforme, nós acreditamos em tudo que nos contam, e a descoberta de cada um influencia nossos próximos atos e decisões.

Uma das maiores belezas do jogo, porém, está em sua maneira fluída e não eventual – ou seja – nós ditamos quais são os próximos passos para o jogo, e não ele para nós. Temos diferentes situações de surpresa, enquanto fazemos alguma missão paralela, um inimigo diferente aparece, um personagem se sobressai, e isso nos cativa. Descobrir os segredos do jogo se torna um passatempo, e com 23 horas de jogo, eu ainda poderia me perder em Union por mais alguns dias.

The Evil Within 2
The Evil Within 2 (Imagem Divulgação)

Colecionáveis

Tendo falado sobre o plot, a jogabilidade, os mistérios e surpresas do jogo é importante mencionar também os colecionáveis, peças essenciais do quebra-cabeça que é The Evil Within 2.

Distribuídos de maneira uniforme, não há nenhum que realmente não possa ser achado em uma primeira versão da jogatina, eles estão escondidos – sim – mas também ao alcance dos olhos de qualquer jogador mais curioso, e os itens únicos que decoram nossa sala são um presente para os jogadores.

The Evil Within 2
The Evil Within 2 (Imagem Divulgação)

Uma sequência superior!

Por fim, para finalizar, eu posso afirmar com certeza que The Evil Within 2 é um grande sucesso!

Ele consegue cativar até mesmo os jogadores que não gostaram do primeiro jogo (assim como eu) e entrega um produto muito bem feito, com roteiro forte, jogabilidade adequada, dificuldade desafiadora, itens bem distribuídos e surpresas para os gamers de plantão.

The Evil Within 2 é um jogo excelente, um dos melhores lançamentos do ano de longe, e deixa em sua cena pós-créditos um gosto para uma próxima sequência. Será? Só nos resta esperar, e pelo ótimo resultado que nos entregou com o segundo jogo, eu torço que sim.

The Evil Within 2 está disponível para PS4, Xbox One e PC (Steam)

  • Tarec Mazloum

    Review excelente!!