Quem você era, quem você queria ser e quem você é? Pedro pensou e se arrependeu de se arrepender tanto. Conheça “Por Quê, Pedro?”

Pedro Leite | Suco Entrevista

Lembranças de um mundo antigo

Conforme o tempo passa, todos nós tendemos a relembrar cada vez mais sobre o que éramos quando criança, quando adolescente, quando iniciando a vida adulta ou simplesmente em qualquer época do passado em que os sonhos pareciam maiores e mais glamourosos.

Alguns arrependimentos podem vir após uma surra da impiedosa realidade, mas também vêm a diversão ao comparar as diferenças de cada época e a saudade dos tempos em que tínhamos “mais tempo”.

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PQP?

Sapeando o catálogo do Social Comics, fui salvando títulos aleatórios para ler depois no metrô, entre eles, este que é carinhosamente chamado de PQP. Em “Por quê, Pedro?”, Pedro Netto reencontra nos quadrinhos os fantasmas do seu “eu” da infância e da adolescência, que o confrontam sobre suas antigas expectativas e divertem a nós, leitores, que nos reconhecemos em várias passagens, enfrentadas com humor mesmo quando o presente não é bem aquilo que se esperava…

Perfeito para este mês nostálgico de comemoração da infância e para consolar aqueles adultos que sentem certa decepção consigo mesmos por não terem se tornado um rockstar ou ainda não ter sua própria casa. Acontece, gente, e no fim, pelo menos podemos rir de nós mesmos e seguirmos em frente.

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Processo Criativo

Financiado por crowdfunding no Kickante em 2015, PQP é uma coletânea das 50 melhores tirinhas do Pedro publicadas no jornal Graphic, e envolve o trabalho de mais 10 artistas, cada um com seu próprio fantasma:

  • Bruno Borovac (Baboom)
  • Chairim Arrais (Mare Rosso)
  • Bira Dantas (Dom Quixote, adaptação)
  • Caio Yo (Mortalha)
  • Daniel Wu (Abner e a História Ainda não Escrita)
  • Digo Freitas (Tinta Fresca: Destino Traçado)
  • Rafael Marçal (Proféticos)
  • Fernanda Nia (Como eu realmente…)
  • Mari Heffner (ilustradora)
  • Will Sideralman (Mil Léguas Transamazônicas).

Além disso, conta com prefácio do grande Mario Cau (Terapia), o que por si só já aumenta a dose de respeito pelo trabalho, antes mesmo de conhecê-lo.

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