THE BFG, directed by Steven Spielberg based on the beloved novel by Roald Dahl, is the exciting tale of a young London girl (Ruby Barnhill) and the mysterious Giant (Mark Rylance) who introduces her to the wonders and perils of Giant Country.

O Bom Gigante Amigo / The BFG
Mark Rylance, Ruby Barnhill, Penelope Wilton, Jemaine Clement, Rebecca Hall
Direção por Steven Spielberg
Roteiro Adaptado por Melissa Mathison 
Fantasia, Aventura
Julho, 2016
117 minutos

Neste clima de nostalgia por conta do hype Stranger Things, o novo lançamento da Disney com O Bom Gigante Amigo é uma boa pedida para fazer aquela visitinha ao cinema. O longa que estreou por aqui no dia 28, é uma produção dirigida por Steven Spielberg e com roteiro adaptado pela falecida Melissa Mathison, esta, a mesma dupla que deu origem ao clássico E.T. – O Extraterrestre.

Leita também o nosso Review de “Elfy, O Duende Que Caiu do Céu”

O gigante e a garota

O filme é uma adaptação do livro de Roal Dahl (A Fantástica Fábrica de Chocolate, Matilda) e pode angariara suspiros nostálgicos em que assistiu “Elfy, O Duende Que Caiu do Céu”, já que ambos provém da mesma fonte. Eu, #BELLAN, não li o livro e tenho a animação como base de referência, onde já posso afirmar – dentro do contexto pessoal – que o longa da Disney é de certa forma, mais “cinematográfico” e pomposo que a animação de 1989 de Brian Cosgrove.

Na questão da trama, nada que mude muito neste quesito – se compararmos com a animação. Em O Bom Gigante Amigo, temos na primeira cena, a pequena Sophie, interpretada por Ruby Barnhill. Ela vive num orfanato e aparentemente, como único companheiro, ela tem seus livros. Já de cara, nota-se seu fascínio pelo fantástico; ora, ela é uma leitora assídua… muitos se identificam aqui. 

Entretanto, ela passa as noites ou mesmo vara madrugadas lendo. E num dia fatídico, ela presencia um grandalhão andando pelas ruas. Mas bem, não é um grandalhão qualquer – não para os portes de um ser humano – mas um GIGANTE! Com muito medo, ela tenta se esconder – e poxa, classicamente de baixo das cobertas – e não tem jeito. Ele o rapta e a leva para a Terra dos Gigantes.

O tamanho de Sophie em comparação ao de BGA em O Bom Gigante Amigo (Imagem Divulgação)

Gigante, mas despretensioso 

No decorrer do filme, temos o cotidiano do simpático e muito bem interpretado – em CGI – por Mark Rylance, O Bom Gigante Amigo, ou BGA/BFG. Posso ter ficado fulo da vida pelo ator ter “roubado” a estatueta de Sylvester Stallone no último Oscar, mas posso afirmar que ele faz um belo trabalho no filme. Aqui, ele demonstra a simplicidade de um gigante; nada de castelo ou nuvens. Os gigantes vivem em uma região de colinas, uns dormindo de baixo da terra, cavernas e nosso protagonista, numa aconchegante casa de madeira.

A trama foca em trabalhar o bullying que BGA sofre com seus conterrâneos – já que ele é o menor que ali vive – e também centra na magia dos sonhos, já que o trabalho do nosso amigo gigante é de fazer com que todas as crianças tenham bons sonhos todas as noites.

Já quanto a pequena Sophie, ela não retorna mais ao orfanato por receio de BGA, já que ela pode contar sobre os gigantes aos humanos e isso causar uma tremenda confusão entre humanos x gigantes. Mas o problema não para por aí, já que os outros gigantes gostam de comer humanos, e principalmente criancinhas. Já viu o que pode dar, não é?

Queen Save The Giant!

O Bom Gigante Amigo pode parecer um filme lento em seu início, já que não há ganchos nas trocas de cenas, entretanto, a dinâmica acaba mascarando a montagem sofrível do filme. Na questão técnica, direção, fotografia e efeitos especiais, a Disney e Spielberg sabem muito bem onde querem levar a imaginação do espectador. Há duas cenas belíssimas que posso destacar. A primeira é com o laboratório de BGA, com seus infinitos frascos de sonhos e sentimentos, estes, viram receita para suas misturas que ele utiliza em seu trabalho noturno; a segunda, mais mágica e colorida, é a viagem para a terra dos sonhos. *O legal é de que, quem for ver depois de Stranger Things, pode pensar em algo como “mundo invertido” também. 

A trama desenvolve até chegar o momento do conflito entre os humanos e os gigantes, onde a pequena Sophie tem uma ideia genial – ou não – e perigosa, de pedir ajuda à Rainha da Inglaterra para acabar com os gigantes malvados. Neste desenvolvimento dos dois personagens, da Terra dos Gigantes e da relação de BGA com os outros gigantes, há uma cena para total descontração e perfeita para quem gosta de humor pastelão com a temática: flatulência!

Já adianto que, pelo tom infantil do filme, é bom que você não queira explicações para tudo, como por exemplo: “A rainha aceitaria a missão tão facilmente?” ou “Se aparecesse um gigante na Terra, será que nós humanos, não os matariam?”. Claro que esta última questão é muito pesada para um filme Disney, e bem, como disse: abstraia.

Nostalgia Spielberg

Steven Spielberg voltou a ser criança neste filme, algo que não fazia por pelo menos 25 anos (pelo menos, considero desde Hook: A Volta do Capitão Gancho, se desconsiderarmos As Aventuras de Tintim) e um filme junto com a roteirista Melissa Mathison, com quem trabalhou em E.T. – O Extraterrestre. Para completar na equipe de produção, temos a música do MITO, John Williams, o que ainda deu mais força para a comunidade/fã do diretor, achar que este seria um “novo E.T.”. Um tremendo de um engano!

Mesmo com suas similaridades e doses nostálgicas, O Bom Gigante Amigo tem suas particularidades e respira dentro daquele escopo de “filme europeu”. Apesar do dedo Disney, o filme se mantém por si só, pela simples intenção de mostrar o: “como seria a co-existência de um povo gigante e o que faríamos com esta situação?”. É como se fosse de fato uma quest, sem pretensões em maior profundidade, algo próximo do que já vimos em Hook e A Fantástica Fábrica de Chocolate.

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Elfy vs BGA 2016

  • Enquanto o gigante da animação utilizava uma capa mágica para se esconder dos humanos, no filme de Spielberg ele utiliza-se da arte da “ladinagem”, escondendo-se muito bem e de uma forma bem engraçada de ver;
  • A resolução de como a Rainha enfrenta e lida com a situação dos gigantes malvados é mais interessante e “benéfica” no filme de 2016;
  • A animação de 89 é muito mais simples e direta, enquanto o filme de Spielberg tenta adicionar easter-eggs e diversas informações em cada uma das cenas; 
  • Senti falta de um momento musical no filme novo, algo que continha em Elfy, O Duende Que Caiu do Céu.